quarta-feira, 9 de março de 2011

A única coisa que posso fazer, agora, é não pensar. Não posso pensar em como as coisas estão agora, nem em como elas vão ficar, nem no que vai acontecer. Não posso, simplesmente... pensar.
A perspectivas não são, no entanto, muito brilhantes, há que dizê-lo. A coisa que eu mais quero, que eu mais preciso... não vai voltar a acontecer.
E magoa-me muito, muito, que tunho tenha acontecido e acabado e nem sequer tenhamos tido uma última conversa. Porque - nem que fosse para discutir e não chegar a conclusão nenhuma! - eu precisava dessa última conversa, para sentir realmente que tínhamos chegado ao fim.
É que, na minha estupidez, ainda não sinto isso. Não falamos há mais de dois meses, e eu continuo com esperança de que o voltemos a fazer. Não temos qualquer ligação, neste momento, para além de tudo aquilo que partilhámos antes - aquilo que eu valorizo acima de tudo e tu insistes em negar. São três anos e meio de conhecimento e continuo a não te conhecer (porque nunca deixaste), e como tal não compreendo como posso continuar apaixonada por uma (des)ilusão.
E agora? Agora não posso pensar. Só isso. Posso esperar e desesperar, durante tanto tempo quanto conseguir. Posso perder o meu tempo a acreditar em nós (porque nós somos para sempre...). Posso desistir. Mas não consigo decidir o que fazer. Por isso vou deixar-me ir.
E vou continuar a acreditar, sempre, mais do que nunca: « People who are meant to be together always find their way in the end. »

@

terça-feira, 8 de março de 2011

Honestamente, tudo o que diz respeito à noite de ontem está ligeiramente "desfocado". Há cerca de um ano que não ficava assim, e nunca fiquei tão alterada como ontem. No entanto, com mais ou menos pormenores, penso que me lembro de tudo. E adorei cada momento - só foi pena ter acabado mal, mas com isso, preocupo-me mais tarde. O que interessa salientar é que era de uma noite assim que eu andava a precisar há meses, e apesar de saber perfeitamente que ficar como fiquei não resolve nada, foi muito bom poder passar aquelas seis horas sem consciência dos meus problemas todos.

@

segunda-feira, 7 de março de 2011

A verdade é simples: enquanto sentir que só tu me completas, preenches e satisfazes, mais ninguém terá qualquer chance de entrar no meu coração e permanecer lá de forma duradoura.
Nada nem ninguém me faz esquecer o modo como me sentia de cada vez que recebia um olhar teu, um sorriso teu, uma mensagem tua. Ou o quão nervosa eu ficava quando tinha de ir ter contigo, o incontável número de vezes que eu tinha de respirar fundo até que os meus dentes parassem de bater, e as minhas mãos parassem de tremer, pelo menos o suficiente para poder estar e falar contigo em condições. Ou o modo como cada pequeno toque me fazia estremecer e iluminar-me toda por dentro.
Não há palavras suficientes que descrevam as minhas memórias, aquilo que me lembro de nós, aquilo que nunca vou esquecer. Não há palavras suficientes para descrever o medo que eu tenho de nunca mais voltar a encontrar isto em ninguém, e o medo ainda maior que tenho, que é o de nunca mais ter oportunidade de falar contigo. E não há, de todo, palavras suficientes para te dizer o quanto ainda te amo, meu amor.

« anything less than I LOVE YOU is lying »

@
« I really think there is a reason why I like him so much. It's like something is telling me not to let him go. Every time I follow my heart it leads me to him. I mean, what other explanation is there? What is it he's all I can think about? Why is that no matter how upset I am, I see him and I can't help but smile? Why is it that when he smiles at me I get that feeling in my stomach? And even when he broke my heart and hurt me as much as anyone could ever hurt me... when he lied to me... and I hated him... why then did I still feel those same feelings? Answer me and I'll tell you why I let him hurt me so much. »

how do you leave the past behind, if it keeps finding ways to get to your heart?

@

domingo, 6 de março de 2011

but we are all too scared to say the things worth saying...

... e foi só por isso que falei, mesmo sem ser essa a minha primeira intenção. foi a minha última tentativa (e provavelmente a minha última hipótese). estraguei tudo? não foi de propósito (antes pelo contrário). sou uma desilusão? quase de certeza (como sempre). e agora? só sinto que vou perder mais algumas das pessoas que sempre considerei que fossem estar lá para mim (até aquela que tem sido a minha melhor amiga). fantástico. primeiro arrependimento em anos.

@
Cada vez mais me apercebo que me apaixonei por uma ilusão - tanto há três anos e meio, como há uns meses atrás. Apaixonei-me por duas versões da mesma pessoa... e nenhuma dessas versões era a verdadeira. Se calhar porque, até agora, nunca fui capaz de a ver, e mesmo agora, que sei que ela existe, que sou capaz de a ver, é-me difícil acreditar que aquele é o verdadeiro "ele", e não aquele que me habituei a considerar o "meu ele".
Porque para mim, sempre houve outra pessoa. Aquela pessoa que era querida, que se preocupava comigo, que era honesta. Que procurava não me magoar, que arranjava sempre algum tempo para estar comigo, por pouco que fosse, e que apreciava a minha companhia. Que me dava atenção, que tomava a iniciativa de falar comigo e de resolver o que havia por resolver. Que gostava, simplesmente, de mim. Enfim... aquela pessoa que nunca existiu, mas que eu sempre pensei conhecer.
Não conhecia. Nunca conheci. Sempre imaginei alguém que nunca foi real, sempre fiz dele melhor do que aquilo que ele realmente era, sempre procurei manter as suas qualidades mais presentes na minha consciência do que os seus defeitos, e como tal perdoei todas as (pequenas grandes) coisas erradas que fazia.
Apaixonei-me por alguém que idealizei quase totalmente, é verdade - mas mesmo agora, que consigo ver isso perfeitamente, e consigo ver a pessoa que ele é... continuo apaixonada. O que é que isso faz de mim? Burra? Masoquista? Honestamente, já nem eu sei. Faz de mim alguém completamente apaixonado - para melhor ou para pior... e sem retorno possível.

@

sábado, 5 de março de 2011

Não sei sinceramente o que é melhor.
Conto e aturo mais uma discussão, que sei que será inevitável?
Não conto e arrisco que nunca se venha a saber, até porque não vou fazer nada de mal?
É nestes momentos que gostava de não ter consciência nem escrúpulos e fazer o que bem me apetecesse, sem dar satisfações a rigorosamente ninguém.
Vamos lá ver se desta tenho sorte.

@
Há dois anos, por esta hora, estava a viver um dos melhores fins de tarde de sempre. Porventura o melhor... e o último, de uma fase da minha vida da qual me lembro como se tivesse acontecido ontem, mas à qual já não procuro voltar.
Há um ano, por esta hora, estava provavelmente perdida em recordações, como agora. Recordações que ainda eram dolorosas, porque eu estava certa e segura que nunca mais poderia voltar a viver todos aqueles momentos. Certa e segura de que o último beijo, trocado a 5 de Março de 2009, seria mesmo o último.
Este ano, estou igualmente cheia de recordações. Óptimas, péssimas, boas, más, todas com o seu próprio significado. Mas as recordações daquilo que se passou já há dois anos, essas não doem, nada mesmo. Porque depois disso, vivi um Verão maravilhoso, com a mesma pessoa, e essas são as memórias mais recentes e aquelas nas quais não posso mesmo pensar. Quanto àquilo que aconteceu há dois anos, só pretendo recordar o bom. Porque este ano, mesmo estando certa e segura de que já não há possibilidade de reviver coisa alguma, também estou certa e segura de que te vou amar sempre, e para sempre. E prefiro fazer disso uma coisa positiva. Como quem quer acreditar... um dia destes, até pode ser que venha a ser feliz.

@

sexta-feira, 4 de março de 2011

Estou muito farta de não ser (nunca ser!) suficiente.
Há sempre alguém que não fica satisfeito: não sou suficientemente bonita, não sou suficientemente atrevida, não sou suficientemente inteligente, não estou suficientemente presente, não estou suficientemente faladora, não estou suficientemente empenhada, não estou suficientemente interessada nem preocupada, não sou suficientemente paciente, nem boa, nem rígida, nem compreensiva, nem tolerante... nunca sou suficientemente perfeita.
Já não posso mais. Nunca me esforcei especialmente por agradar a ninguém, mas ultimamente sinto cada vez mais essa necessidade. Conseguem manipular-me de maneira a fazer-me sentir culpada por ser quem sou e agir como ajo, mesmo que não cometa quaisquer erros. Nem sei porquê. O problema é que, por mais que tente, sinto sempre que não estou a agradar tanto quanto devia, não estou a corresponder às expectativas, não estou a ser... suficiente. E fico a sentir-me realmente mal e com a consciência pesada, e a minha auto-estima (que nunca foi problema, até há uns três meses) desce vertiginosamente, mesmo que (racionalmente) tenha consciência de que não tenho de (nem devo) agradar a ninguém senão a mim mesma.
Até aqui, sempre tinha sido suficiente para toda a gente, e ainda mais para mim mesma; mesmo que não me quisessem ou gostassem que eu fosse diferente, o meu "amor próprio" compensava essas falhas e elas deixavam de interessar.
Mas agora? Agora já não é assim tão simples e fácil. Agora preciso de me sentir querida, e amada... e suficiente. Preciso de sentir que gostam de mim e que sou, de algum modo, especial. E, apesar de tudo, nem sempre sinto. E já não tenho auto-estima que chegue para compensar isso. E estou muito, muito farta de ser uma desilusão para toda a gente.

« People are going to disappoint you. I get that... I kind of expect that. But what if you wake up one day and find you're the disappointment? »

@

quinta-feira, 3 de março de 2011

Por muitas voltas que eu dê, volto sempre a ti. É a minha grande inevitabilidade: posso procurar onde quiser, demorar o tempo que quiser, fazer o que bem me apetecer - e no final, nunca vou ser capaz de ignorar que tu existes e vives toda a tua vida mesmo perto de mim, ainda que já não nos falemos, ainda que sinta cada vez mais que não te conheço (e, se calhar, nunca te conheci, de todo).
Ainda hoje, ainda hoje preencheste um inquérito que tinha estado nas minhas mãos uns momentos antes. Falaste com pessoas que considero das minhas melhores amigas, ali a dois passos de mim, e apesar de me teres visto perfeitamente, não fizeste um único gesto de reconhecimento, continuaste a ignorar-me como se nunca nos tivéssemos conhecido. Como se não tivéssemos imensos meses de recordações e memórias e momentos em comum. Como se eu não te continuasse a amar com tudo aquilo que tenho.
Ainda hoje chegaram à minha beira, do nada, e disseram-me "Olha, tu por acaso não conheces aquele rapaz ali? (apontando para ti)" e eu só queria poder ter dito que sim, sim, SIM, conheço-te e amo-te e és tudo para mim. Mas não podia, pois não? Por isso, fiquei só ali a ouvir, enquanto falavam, e a pensar no quanto eu gostava de poder ir ter contigo e dizer-te tudo aquilo que anda há tanto tempo a pesar aqui dentro.
A verdade, meu amor, é que hoje, aprendi novamente que não me serve de nada tentar fugir de ti, porque, mais cedo ou mais tarde, seja lá por que motivo for, há sempre algo ou alguém que te vai trazer de volta - ainda que tu próprio não queiras voltar. E a verdade é que, de certo modo, é bom que assim seja, porque eu não quero, nunca, deixar que saias da minha vida.

« Something always brings me back to you, it never takes too long, no matter what I say or do. »

@

terça-feira, 1 de março de 2011

dou por mim com saudades de pessoas que dantes, eram parte do meu dia a dia, e agora, já nem passam pelos meus pensamentos com muita frequência. e nem sequer nos chateámos... apenas nos afastámos, fosse porque motivo fosse. e mesmo que por vezes conversemos, mesmo que nos cumprimentemos ao passar uns pelos outros, já não é a mesma coisa e não voltará a ser... não poderá ser. e isto assusta-me mesmo.
porque me faz pensar se, mais cedo ou mais tarde, isto acontecerá com toda a gente que faz parte da minha vida agora. será que não vai haver ninguém a querer, genuinamente, ficar comigo até ao fim?

@
Só me magoo ao criar expectativas e sei disso melhor do que ninguém; apesar de tudo, continuo a fazê-lo, porque me é inevitável.
Continuo a vê-lo a passar por ele e a esperar que olhe para mim, que repare que eu estou ali, que reaja à minha presença... como sou parva, por vezes até dou por mim à espera que ele venha falar comigo - como faz sempre, mas só nos meus sonhos. Como se eu já não soubesse há semanas que ele não vai voltar a fazê-lo.
E as mensagens? Essa é outra grande estupidez. Porque quando recebo uma mensagem a uma hora mais "inesperada", estou invarialvemente na ânsia que seja dele. E claro que, ao abri-la, pode estar lá qualquer nome... mas nunca o dele. Há um mês e treze dias que não é o nome dele a estar lá. E da última vez mandou um mero "Ok." em resposta a algo que nunca, sequer, se concretizou. Porque é que continuo à espera, então? Porque sou parva. E porque não consigo (nem quero) acreditar que isto é mesmo o "fim da linha".
« Expectation is the root of all heartache », já dizia William Shakespeare. Sempre foi assim comigo: sempre esperei demasiado, sonhei demasiado, idealizei demasiado, quis demasiado. Sempre me entreguei demasiado, sempre confiei demasiado, sempre dei demasiado de mim, apesar de saber perfeitamente que me estava a meter "na boca do lobo", que estava a "brincar com o fogo", e que ia acabar inevitavelmente queimada.
E agora, há que aguentar os meus erros, e aqueles que não cometi e dos quais não tenho qualquer culpa. Continuo estupidamente à espera de algo que não vai acontecer - porque pior que isto, só mesmo não ter esperança.

@
é disto que tenho mais saudades, meu amor.
de estar sozinha contigo.
e de me fazeres "sentir o universo inteiro".
e de me sentir completa... porque te tinha.

@

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

meu amor...

deixas-me dizer que tenho muitas saudades tuas?
@
Orgulho-me muito da minha paciência, mas também tenho os meus limites - e quando os limites que eu estabeleço são ultrapassados (como já o foram há muito tempo), estamos muito mal. Faço uma última tentativa de ter uma última conversa, mas mais que isso, já não sou capaz. Quando deixamos as pessoas entrar na nossa vida, quandod deixamos que elas se aproximem, quando começamos a preocupar-nos, quando fazemos esforços para manter essas pessoas por perto, é porque acreditamos que elas nos vão acrescentar algo, nos vão trazer coisas boas. Porém, eu confiei, deixei-me levar, e nada disso tem acontecido - são desilusões umas atrás de outras, confusões e discussões e o desgaste emocional (que, diga-se de passagem, já era muito) aumenta mais e mais a cada dia que passa. Não sou de ferro, aliás, sou até demasiado sensível. Por isso está na altura de me proteger de quem já não merece qualquer esforço. E para me proteger (porque é raro fazê-lo, ou que o façam por mim) estou disposta a tudo. Não brincam mais comigo.

@

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Não sei se o equilíbrio psicológico (também) passa pelo equilíbrio físico, mas preciso realmente de qualquer coisa que me liberte da tensão e do "stress" que tenho vindo a acumular nos últimos tempos.
As ideias são várias, faltam é oportunidades e maneiras de as pôr em prática. Falta motivação e boa companhia. Falta convencer-me a mim mesma que o primeiro passo para me equilibrar, está em mudar-me a mim mesma, e não procurar que os outros reconheçam que agiram mal, e ajam de livre vontade.

@

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

( 2 / 3,5 )

Não sei, sinceramente, o que dizer, e pensar nisto faz-me chorar, mas não podia deixar passar o dia de hoje sem escrever, sem fazer qualquer coisa de especial.
Faz hoje dois anos, exactamente dois anos, desde aquela que continuo a considerar como tendo sido A Melhor Noite De Sempre. Toda a noite, tudo aquilo de que me lembro na perfeição... a chamada telefónica... as conversas... os abraços... os sorrisos... a esperança... a felicidade... a mensagem às 03h41 a dizer "Anda ter aos balnearios"... tudo a ter mudado entre nós... perfeição, pura perfeição. Chamem-me estúpida, mas sei que não vou voltar a ter uma noite tão mágica como aquela, e dava qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa, para poder voltar.
Desta noite, tenho quase a certeza que te lembras, ainda que não tão bem como eu. E mesmo que não a valorizes, sei que te lembras porque foi especial e marcante e diferente de tudo o que tínhamos vivido até aí - e tu sabes bem porquê. O que não sabes (nem vais saber, porque não estás a ler isto) é que também faz, hoje, exactamente três anos e meio, desde aquela sexta feira, dia 24 de Agosto de 2007, em que eu acordei numa bela manhã de verão, sentei-me aqui, nesta mesma cadeira em que estou agora, abri o MSN e comecei a falar contigo. E a meio da conversa, "atingi" - eu gosto dele. Não o "gostar" como até aí, não aquele gostar de achar piada, de considerar um amigo. O "gostar" a sério.
Tão a sério que se tornou no sentimento mais forte que alguma vez senti. Que continuo a sentir, três anos e meio depois. Voltem a chamar-me estúpida, mas nunca deixei de gostar e, pelo menos nos tempos mais próximos, sei que não vou deixar. Já o disse muitas vezes... nós somos para sempre, meu amor.
Podem chamar-me estúpida uma terceira vez, força, porque ainda preciso de dizer que, por mais insignificante e superficial que tenha sido (para ti e para o resto do mundo), foi realmente importante para mim não me teres ignorado, e teres dito "Olá", logo hoje. Mesmo que tenha sido um "Olá" despropositado, inesperado, sem sentido, sem significado... it made my day.

( always loving you )

@

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

( l'amour )

Há uns dias atrás, a minha professora de História disse o seguinte:

« O amor tem de ser um sorriso que vem de dentro, tem de ser libertador, tem de nos acrescentar algo, tem de nos completar, tem de nos dar força e crenças que de outro modo não teríamos. Tem de ser isto e, se não o for, pode ser muita coisa, mas não é amor. »

Mais uma vez, ela encontrou as palavras de que eu precisava e mais que isso, disse-as no momento certo, preencheu um espaço que eu sentia que se vinha a esvaziar a pouco e pouco, satisfez a minha necessidade de encontrar uma nova definição de amor, de voltar a acreditar nele e na sua "magia".
E tudo isto porque me fez renovar a certeza de que aquilo que eu sinto, seja certo ou errado, lógico ou não, é tudo aquilo que ela disse. É um "sorriso que vem de dentro" porque me ilumina e me inspira em muitas coisas (em quase tudo, verdade seja dita). É libertador porque me torna livre de tudo o que não seja amar por completo e entregar tudo aquilo que sou, sem olhar a consequências. Acrescenta-me mesmo muita coisa, a começar na quantidade de sentimentos, emoções e vivências que já me proporcionou, passando pelo crescimento da "inteligência emocional" e pelo desenvolvimento da minha personalidade, e acabando nas lições de vida que tenho recebido nos últimos três anos e meio. Completa-me porque me faz ser eu mesma por inteiro. Dá-me força porque, mesmo tendo perdido quem mais amo, é ao que sinto que me agarro quando tudo o resto se vai desvanecendo à minha volta. E, sobretudo, faz-me acreditar, faz-me acreditar muito, em muita coisa - coisas em que geralmente mais ninguém acredita, senão eu.
É amor. É muito, muito amor. E mesmo que um dia seja capaz de o ultrapassar, há-de ser sempre amor, e memórias, e saudades, e toda uma quantidade de pequenos pormenores que vão manter sempre o sentimento aceso.
Porque é amor, e o amor nunca se apaga.

Love is never wrong, love is never gone.

@

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Não sei, honestamente, porque continuo a ter tanta vontade de falar contigo. Já não tenho muito a dizer, ou antes, tudo aquilo que ainda tenho para dizer perde o seu sentido com cada dia que passa - a distância e o silêncio são cada vez maiores.
No entanto, e como nunca desisto daquilo que quero (a menos que não tenha qualquer outra opção), continuo firmemente agarrada à esperança de que não vou ficar eternamente à espera de uma oportunidade para resolver o que quer que (ainda) haja por resolver.
Continuo firmemente agarrada àquilo que sinto porque tem sido a minha segurança, o garante da minha sanidade mental - por muito que tudo o resto se altere e desvaneça, o que sinto por ti mantém-se sempre comigo. Para o bem ou para o mal.

« A love like that was a serious ilness, an ilness from which you never recover. »

@

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Começo a sentir o meu habitual "bloqueio", quando tento escrever. As palavras não saem com facilidade, tenho de as procurar (e nem sempre as encontro). Se ainda escrevo todos os dias, é mais por hábito, e uma certa necessidade desesperada, e porque faz o tempo passar mais depressa, do que propriamente por vontade.
Não sei se é falta de "inspiração", falta de acontecimentos relevantes que me façam escrever ou simplesmente (mais) uma das minhas fases de ter muito para dizer e não saber como o fazer. Sei que não gosto mesmo nada, sinto-me totalmente "impotente", porque se não me conseguir expressar a escrever, começo a aguentar tudo dentro de mim e (mais tarde ou mais cedo) acabo por explodir, de raiva ou tristeza (ou ambas), à mínima coisa que me façam, o que geralmente não dá bom resultado.
Mas penso que o principal motivo que me faz não escrever não é exactamente o mesmo de sempre - desta vez, é porque tenho a certeza absoluta de que é inútil. Não serve de nada, não serve para nada, não resolve nada, não ajuda nada, não "descomplica" nada. Por muito que escreva, as coisas continuam iguais - já não me liberto aqui, nem organizo o que penso, nem ganho novas perspectivas das coisas.
Tudo isto só me anda a fazer desejar, mais e mais, poder escrever, e fico frustrada porque não sou, de todo, capaz - pelo menos não da forma fluida como o costumo fazer. Sinto-me a escrever as mesmas coisas "over and over again", numa repetição estúpida de ideias e sentimentos inúteis.
E agora? É esperar, suponho. Se for como das outras (muitas) vezes, hei-de conseguir voltar a encontrar uma razão para escrever.

@

sábado, 19 de fevereiro de 2011

( o teu mundo )

« Ainda me alteras os passos se te vejo passar
Energias se cruzam num segundo do olhar
Num momento em que somos só dois na multidão, e desejamos voltar... »

Isto porque ando a ficar realmente doida com as trocas de olhares que não sei interpretar, com as putas das saudades (passe a expressão) que não deixo de sentir, com o raio do poder de me fazeres sentir o universo inteiro, depois de três anos e meio.

@
Acho que é normal ter ficado supreendida, dado que já não esperava nem mais um olhar, quanto mais uma mensagem. Claro está que fiquei literalmente de queixo caído (obrigada, Gonçalo, por me teres auxiliado no meu momento de choque total). Claro está que fiquei nervosa. Claro está que ficarei na ignorância durante mais de 24h, para saber se é bom ou mau, ou simplesmente suportável. Claro está que não faço a mais pálida ideia do que se passa aqui, nem do que se vai passar.
Vamos lá ver.

@
Penso que não estarei errada se disser que toda a noite de ontem foi como uma espécie de "epifania" - quer positiva, quer negativamente.
Quanto ao H., arrependi-me bastante de ter mandado a mensagem quando o fiz, porque quando o interesse é apenas de um dos lados, não serve de muito tentar "re(sg)atar" uma amizade. Serviu para aprender que muitas vezes, as saudades dos momentos bons fazem-nos esquecer os momentos maus e os defeitos, que em cinco minutos de conversa acabaram por vir ao de cima novamente, e me fizeram desistir quase imediatamente dos meus propósitos.
Quanto ao T., já está tudo dito e bem dito. É esperar por mais uma sexta feira para verificar se foi apenas passageiro, ou se estamos de volta.
Quanto à noite em si, de facto foi bastante esclarecedora. Primeiro, deu-me vontade de experimentar uma cena nova, acerca da qual vou informar-me e partilharei depois. Mas o lado positivo foi que me retirou uma grande dúvida - andava há semanas a perguntar-me se não seria melhor desistir do teatro de uma vez e agora já não tenho qualquer dúvida: vou ficar! Vou ficar, vou ficar e vou ficar. Apesar de toda esta epifania ter sido estragada porque descobri, da pior maneira possível, que me "espetaram (mais) uma facada nas costas", por assim dizer, e que muito provavelmente as minhas noites de sexta feira, que são o único escape que tenho do resto dos meus dias, vão passar a ser estragadas dentro de pouco tempo. Obrigada pela sinceridade, adorei saber que andam a planear coisas nas minhas costas, adoro estas concepções alternativas de amizade. Está aprendida mais uma lição dentro do tema Confiança (e esta foi 2 em 1).

@

( T )

A minha noite de ontem ficou marcada por vários acontecimentos inesperados, é verdade - e de todos, o mais importante, significativo e positivo foi o teu "regresso".
Depois de uma quantidade de pequenos grandes pormenores que me têm deixado bastante triste nas últimas semanas, já não estava nada à espera do repentino beijinho na testa a meio do ensaio, assim como não estava à espera das perguntas, nem das massagens, nem do interesse, nem da quantidade de tempo passado abraçados, nem dos risos e sorrisos e das brincadeiras das quais já me tinha desabituado. Foi mesmo, mesmo óptimo.
Por isso sim, se hoje estou bem disposta, deve-se ao "regresso" do meu melhor amigo. Que eu continuo a adorar incondicionalmente.

@

( G )

Penso que não vale a pena estar a fazer grandes textos a falar da nossa amizade de (quase) três anos - teve os seus pontos altos e baixos, aqueles momentos que vou lembrar-me sempre e os outros em que prefiro nem pensar. Prefiro pensar, isso sim, na amizade que temos agora, e que é daquelas que mais prezo, e mais confio que não vou perder (pelo menos não tão cedo).
Por todas as horas ao telefone, às mensagens, por todas as conversas e desabafos, por toda a confiança depositada e demonstrada, por estares sempre presente quando é preciso, por seres das melhores pessoas que conheço e fazeres muito por mim, todos os dias sem excepção, muitíssimo obrigada.

Adoro-te imenso :)
( E claro, criatura desgraçada amante de chouriço e outras-coisas-que-mais-vale-nem-referir, parabéns! 19 anos no dia 19! )

@

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

é por estas e por outras que odeio ser ciumenta.

@

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

( "Ta bem" )

Não há mesmo muito mais para dizer, pois não? Já passei não sei quantas horas a dar justificações acerca de coisas que não tenho de justificar, a pessoas a quem não me tenho de justificar, e para quê, exactamente? Para nada. O resultado foi o exactamente o mesmo de não ter dito nada. Mas escrevo na mesma, para me libertar, apra não voltar aqui.
Se estou arrependida? Se calhar, um pouco. Mas tenho a consciência de que se voltasse atrás, teria tomado provavelmente a mesma opção, porque me continua a parecer ter sido a mais certa, digam o que disserem. Para mim, omitir continua a não ser mentir - ainda que seja mau, não é tão mau. Depois, se omiti, foi porque não achei que houvesse qualquer necessidade de contar algo que nem é, verdadeiramente, alguma coisa.
Não namoro com ninguém, não tenho qualquer tipo de relação séria. E mesmo que namorasse, continuava a manter a minha opinião - há coisas estrimamente minhas e vão continuar a sê-lo, faça eu o que fizer, com quem fizer. Prezo muito a minha liberdade e não estou disposta a perdê-la; são meus amigos e não mais do que isso, não têm qualquer direito de opinar sobre o que eu faço ou deixo de fazer.
Não sou mentirosa, não fui desonesta e odeio que me acusem injustamente - escolhi não contar algo que só me diz respeito a mim. Talvez devesse ter contado, talvez não, agora já não interessa; interessa que NUNCA menti quanto a isto, nem razões para isso tinha. Simplesmente não ando para aí a "espalhar" porque não há qualquer razão para isso.
Foi "a gota de água"? Ok. Mas era preciso atirar-me um monte de outras coisas à cara, coisas que supostamente já estavam "atrás da costas", coisas que se passaram há meses e não valia a pena voltar a "desenterrar"? Não, não era. Era preciso fazer cenas por chamar "totó" a não sei quem ou falar de uma festa em que nem se esteve presente, ou reclamar por causa das asneiras que eu digo? Meu Deus. Não, não era (e não teve qualquer tipo de sentido).
E quanto à parte do "Só me queres perto, pra dizeres que tens mais um amiguinho que se preocupe contigo e ande atrás de ti feito cachorrinho"? Essa é mesmo para rir. Ou foi dita de cabeça quente, ou então de facto perdi três meses a esforçar-me (sim, porque eu esforcei-me, e muito, para perceber todas as atitudes!) por manter uma amizade que agora se revelou não ter sido nada, porque não me ficaram a conhecer. "Fazia sentido à luz dos acontecimentos"? Devemos andar a ver os acontecimentos a luzes diferentes então, porque há coisas que não se dizem, muito menos depois de se terem dito imensas coisas exactamente opostas, menos de 24h antes. "Há coisas que não se fazem"? Pois há, realmente há. A noite de ontem e tudo o que ouvi, foi um exemplo disso.
Posso ter perdido uma pessoa que era realmente importante para mim, mas não fui a única. Também me perderam a mim, quer isso interesse quer não - e quando me fazem o que me fizeram ontem, dificilmente me recuperam. Tal como já disse há umas noites atrás, eu nunca me esqueço do que me fazem e dizem. E isto, foi só mais uma desilusão da parte de quem já não esperava tanto. Não quero saber se também sou uma desilusão - já fiz e disse tudo o que estava ao meu alcance e mais que isto, não posso, não quero e não vou fazer.
Chega de me rebaixar e correr atrás, chega de ser boazinha e compreensiva e condescente e de tentar aceitar aquilo que não compreendo nem hei-de compreender. Não foi uma escolha minha, mas hei-de lidar com ela. E embora agora doa mesmo muito, mais cedo ou mais tarde, hei-de recuperar. Já passei por pior e sobrevivi.

@

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

« What's on my mind? I'm fucking tired. I'm tired of caring for people who don't give a shit about me. I'm tired of waiting for a text that's never going to come. I'm tired of thinking things will be different, yet they never change. I'm tired of giving out chances, only to be let down. I'm tired of putting forth 100% of an effort and only getting 25% in return. I'm tired of broken promises. I'm tired of let downs by the people who matter most to me. I'm tired of making someone a priority, when in reality I'm just a number to them. I'm tired of shitty friends who are never there for me. I'm tired of self centered assholes, who only manipulate a situation from their own perspective, never ever thinking about what someone else is going through. I'm so tired of the same old bullshit over and over again. »

Cá está. Não sei quem escreveu, mas é um fucking genius porque é e-x-a-c-t-a-m-e-n-t-e assim que eu me sinto, sem tirar nem pôr. Por isso, da próxima vez que decidirem vir perguntar-me se estou bem, para não terem de ouvir um NÃO!, venham cá e leiam isto, que me poupam tempo.

@
O meu maior medo é, desde algum tempo, perder as pessoas que amo.
Esse medo justifca e explica grande parte do que sou e faço - graças a ele, sou capaz de quase tudo para não acabar com as minhas relações, e geralmente deixo-me levar por aquilo que as pessoas querem, por medo que elas se afastem se eu não o fizer. Graças a este medo, tornei-me mais fraca.
Mas começo a cansar-me de estar sempre nas mãos dos outros, de andar ao sabor do que eles querem e de sofrer porque ponho os seus interesses antes dos meus, quando elas não o retribuem nem o reconhecem.
Suponho que é, portanto, tempo de aprender a ser mais dura, a "bater o pé" quando as coisas estão mal e a dizer abertamente aquilo que penso, sinto e quero - em vez de aguentar tudo calada para não magoar (mais) ninguém.
Claro que as pessoas se vão ressentir, claro que vão procurar forçar-me e chantagear-me (já o têm feito...), mas a questão está mesmo aí - em ser capaz de me impor e não me deixar levar tão facilmente, tal como tenho deixado nos últimos tempos, por estar tão cansada, desgastada e assustada.
Estou farta de ser tão "boazinha", até porque não ganho nada com isso; no final, perco na mesma as pessoas e sou eu quem mais sofre e se ressente com a falta delas.
Vou continuar a acreditar que quem vale a pena, fica sempre comigo. E se alguém não concordar... bem, quem está mal que se mude.

( Este texto foi escrito na manhã do dia 08.02.2011. Mal eu sabia que, no próprio dia seguinte, alguém que estava mal decidiu mesmo "mudar-se". E doeu bem mais do que eu pensava. Mas não vou voltar a falar sobre isso, e continuo a manter a minha opinião quanto ao que escrevi neste texto. )

@

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

( Valentine's Day )

Sendo Dia dos Namorados, não ouvi falar de outro assunto durante todo o dia: uns a celebrar, outros a queixar-se, outros a desvalorizar, outros a desejar poderem festejar... mas todos disseram alguma coisa.
A mim, honestamente, é-me indiferente, é só mais um dia como os outros - talvez porque nunca tive um namorado "oficial" no Dia dos Namorados, pelo que nunca tive grandes razões para celebrar.
Mas mesmo que tivesse namorado, não sei se seria muito diferente. Claro que todas as razões são boas para se mimar quem se ama, e pode aproveitar-se este dia para o fazer de modo diferente, mas acho bem mais interessante e querido dar prendas em qualquer outra altura, só porque sim, do que (apenas e) especificamente neste dia.
Os pequenos gestos, para mim, contam tanto ou mais do que os grandes gestos, sobretudo quando são feitos sem segundas intenções... quando a sua única razão é querer demonstrar-se o que se sente, para agradar a quem se ama.
Estou só à espera (mas sem desesperar) de ter oportunidade de o fazer por alguém.

« I don't really see Valentine's as much of a holiday - you should show love for people every day, if you care about them. » ( O'Callaghan V, John Cornelius )

@

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Se na maioria dos dias me sinto capaz de aguentar não te ter, porque já tenho algumas semanas de hábito, há sempre um qualquer motivo, por um qualquer motivo, em que me volto a deixar ir abaixo - mesmo muito abaixo.
Quando me vejo rodeada de problemas, sejam eles de que natureza forem, chego sempre à mesma conclusão: tenho tantas, tantas saudades tuas. Não que não me que tivesses magoado (porque o fizeste, mais do que qualquer pessoa, mais do que as outras pessoas todas juntas), mas preferia mil vezes suportar a dor decorrente de estar contigo, do que a dor decorrente de não te ter.
De facto, é sempre isto que dou por mim a pensar, é mais uma mágoa a acrescentar às outras todas, mas é uma mágoa que - ao contrário das outras - está sempre presente e é inevitável e incontornável. Não posso impedir-me de rever vezes e vezes sem conta os nossos momentos, todos eles, recentes e antigos, bons e maus, óptimos e péssimos. Não posso impedir-me de querer voltar atrás para reviver tudo. Não posso evitar escolher-te sempre, em detrimento de qualquer outra pessoa. Não posso não ter estas "crises" de melancolia, choro e até falta de auto-estima, e o motivo de todas elas não é outro senão tu - ou o facto de não estares aqui. A coisa que mais quero é-me negada, e tenho consciência que não vou voltar a tê-la: como posso estar bem?
E o mais frustrante é que não há nada que possa fazer quanto a isto. Não vai ser por incluir outras pessoas na figura que as coisas vão mudar. Suponho que só com tempo, algum tempo, muito tempo, todo o tempo do mundo. Só assim. E mesmo assim... veremos...

« He will try to take away my pain
And he just might make me smile
But the whole time I'm wishing he was you instead »

@

( D, parte 2 )

Tinha dito a mim mesma que não ia voltar a escrever sobre isto, porque na verdade já não há muito a dizer - muito menos a fazer - mas faço-o, apenas porque sinto muita necessidade de dizer tudo o que não disse. E se é para "cortar laços", então que fiquem desde já cortados, sem assuntos pendentes que me façam voltar aqui um dia mais tarde, e remoer sobre tudo isto novamente.
Foram, basicamente, quase três meses de amizade - com muitos altos e baixos, muitas confusões, discussões, mágoas de parte a parte. Talvez não tenha tido sempre as atitudes mais correctas, ou talvez a minha falta de atitudes tenha sido um erro - mas não me recrimino por ele, porque não me apercebi de que estava a errar, ou teria corrigido esse erro. Mesmo assim, só é um "erro" visto de um dos lados.
Não vou justificar-me mais, já o fiz até mais vezes do que devia, e sinto que passei toda uma tarde a tentar convencer alguém de que sou merecedora de uma amizade, quando esse alguém (já) não queria ser convencido. Os meus amigos têm de gostar de mim por aquilo que sou, não têm de me tentar mudar, certo? E se criam demasiadas expectativas a meu respeito, a culpa não é minha. Nunca dei falsas esperanças a ninguém, nunca escondi de quem gosto, nem que gosto dessa pessoa há anos. Nunca quis magoar ninguém e sempre preferi pôr os outros à minha frente e magoar-me por eles, para não se magoarem por mim.
Achei que tínhamos chegado a um equilíbrio. Pelos vistos enganei-me. Mas não sou bruxa, e se as pessoas não me dizem que estão mal, não posso adivinhar, se ainda por cima não o demonstram, aparentemente. Sei que isto é uma "two way street", porque eu própria cometi este erro e não demonstrei estar mal com tudo isto, nem (ao que parece) demonstrei suficientes interesse e confiança.
E agora? Agora, relações cortadas, amizade acabada. Resta-me aguentar e esperar que um dia o facto de não falarmos deixe de me magoar e custar, tal como está a magoar e a custar neste preciso momento.

"Adeus Ines." Doeu ouvir. Mas não me vou esquecer. Nem volto atrás.

@

sábado, 12 de fevereiro de 2011

( estupidez, parte 2 )

Acordei realmente feliz e sem saber porquê. E quando me apercebi do que é que me estava a fazer feliz, fiquei imediatamente "depressiva" - tive um sonho mesmo, mesmo bom, e mesmo real, e acordei a pensar que tinha sido tudo verdade. (E a culpa é da B., que me pôs a pensar nele antes de dormir!) Claro que quando "desci das nuvens" fiquei triste e frustrada, porque não tenho maneira de fazer tal coisa acontecer, quando a pessoa é bastante inatingível.
Mas apesar daquilo que já tenho vindo a pensar há meses sobre isto, nunca me tinha decidido a nada e penso que este sonho foi como um "abanão". Se pareceu tão real, talvez um dia possa vir a ser!

... ou então sou só eu a sonhar (demasiado) alto como sempre. De qualquer dos modos, com uns olhos daqueles, quem não sonharia?

@

( estupidez, parte 1 )

Estava eu aqui a lembrar-me que há exactamente um ano atrás estava completamente eufórica. Estava tudo bem, não tinha confusões e estava a dois dias de partir para Inglaterra durante uma semana. Deve ter sido mesmo um dos melhores períodos da minha vida... Bem, mas aquilo que me lembrei, mais especificamente, foi que na aula de Filosofia desse dia 12 de Fevereiro, o stôr (Fernando Lago, que saudades que eu tenho suas!) estava a falar do Francisco Moita Flores e disse qualquer coisa ao "nosso" Francisco acerca disso. E eu fiz uma analogia estúpida na minha cabeça com um termo que o meu melhor amigo tinha usado há uns tempos e passei uns belos cinco minutos rir, na aula, com todas as outras pessoas chocadas a olhar para mim - como a piada foi "de mim para mim", não a disse alto e recusei-me a explicar o que se passava, claro que ninguém percebeu patavina, e por isso lá estava eu, literalmente a chorar de riso. Nunca mais me esqueci daquele momento e ainda hoje me rio quando penso na estupidez que aquilo foi. E tenho a certeza que se o stôr não gostasse tanto de mim me tinha posto ou tinha reclamado, mas não... só se riu de mim, tal como toda a gente! x)
E pronto, não tem interesse para mais ninguém senão para mim, mas precisei de partilhar!

@

( D )

Muito provalmente, não estás a ler isto; no entanto, tal como continuo a sentir necessidade de falar contigo, sinto necessidade também de (te) escrever. Não sei, sinceramente, o que se passou. Não sei o que (não) fiz e, ao que parece, não estás a contar dizer-me. Assim, e apesar de lamentar esta situação e querer voltar atrás - porque, mesmo que não acredites, eu sinto a tua falta e gosto muito de ti! - sinto também que devo dizer-te que a minha mensagem de ontem foi a minha última tentativa. Se houve coisa que aprendi nos últimos meses, foi que não devo ser sempre eu a correr atrás das pessoas que fazem parte da minha vida, por muito que goste delas e não as queira ver partir - às vezes também faz falta deixá-las vir e é disso que eu ando a precisar, que alguém corra atrás de mim e me mostre que sou importante. E provavelmente não tens culpa disto que acabei de dizer, mas não, não vou voltar a ir atrás de ti, sobretudo porque nem te dignaste a responder à minha mensagem. E por muito que goste de ti, não vou voltar a contrariar o meu orgulho e tomar qualquer iniciativa - agora é a tua vez, está tudo nas tuas mãos. Espero é que te lembres, sempre, de que esta foi uma escolha tua e não minha. E tal como penso que já te disse uma vez, há cerca de dois meses, o facto de "partires" agora pode implicar que nunca mais "voltes". Dou segundas oportunidades, mas uma vez perdida a confiança...

( Não sei se estou a ser injusta ou não, mas dado que não sei o que se passa, é assim que me sinto e assim que vou continuar a sentir-me. )

@

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ando há mais de 24h a pensar num (meio)sorriso que recebi e que já não esperava receber, pelo menos não num futuro próximo. Ando há mais de 24h a debruçar-me sobre cada troca de olhares, quase inexpressivos, mas que pela minha parte são tudo o que consigo arranjar para transmitir tudo o que - ainda, sim, ainda - sinto. E cada vez tenho mais vontade de fazer aquilo que não posso: agir.

@

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

( B )

Em conversa com a B., ela diz-me:
« hoje vi o ... . »
E eu fico imediatadamente transtornada. (Porque é que toda a gente o vê menos eu?)
« não gosto nada de ver o ... . eu sei mto bem o que é que o ... tem la dentro. tem o filho da puta do poder. de te fazer sentir o universo inteiro. »

Ele tem o filho da puta do poder de me fazer sentir o universo inteiro.
O que é que posso dizer mais?

Obrigada por encontrares sempre as palavras certas. Ly.

@

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Suponho que estás a pensar ignorar durante quanto tempo quanto conseguires. É mesmo típico, tendo em conta as circunstâncias em que estamos. E eu até podia escrever textos furiosos e esperar que viesses cá lê-los e sentisses necessidade de reclamar e falar comigo. Mas não o vou fazer. Vou simplesmente esperar. Porque sei que, mais cedo ou mais tarde, vai chegar o dia em que não vais poder evitar-me mais. Provavelmente ainda faltam, pelo menos, cinco meses até à próxima oportunidade. Mas sabes que mais? EU vou esperar. Eu vou sempre esperar, já sabes. E quando passar o tempo que tiver de passar, e chegar o dia em que vamos falar... ai, ainda me vou lembrar de tudo aquilo que te quero dizer hoje, que te quero dizer há semanas, há meses até. Não te livras de mim assim tão facilmente... meu amor.

@

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Nunca fui propriamente muito orgulhosa, mas também não gosto de ser sempre eu a dar o braço a torcer (alguém gosta?). Então porque é que - ultimamente - tenho sempre de ser? Porque é que, por uma vez, não fazem por mim aquilo que eu passo a vida a fazer pelos outros? Porque é que tenho sempre de compreender o lado dos outros, quando nem sequer se esforçam por ouvir o meu, quanto mais entendê-lo?
Nunca consigo encontrar o equilíbrio e ando a ficar cada vez mais frustrada e cansada. Quando pensava que tinha saído de uma (quase) relação complicadíssima e que ia resolver pelo menos esse lado da minha, caem-me mais não sei quantas confusões em cima e nada se resolve, tudo se complica.
E parece-me que sou sempre eu quem perde. Porque quando perco pessoas, sou eu que as perco, não elas que me perdem a mim. Nunca vi ninguém a sofrer por não me ter, a sentir (muito) a minha falta ou muito magoado por me ter perdido. Sou sempre eu que fico mal, que sofro, que tenho de me esforçar e de continuar a dar tudo o que tenho e sou, quando ninguém fica mal por mim, ninguém corre atrás de mim, ninguém faz nada por mim, ninguém precisa de mim... e eu preciso de toda a gente, apego-me a toda a gente, sofro por mim e por eles e por causa deles todos.
Tenho os meus problemas, pois claro - e são muitos! Tenho traumas e tendência para ser pessimista e exagerar tudo. Sou muito complicadinha. Mas não temos todos as nossas características próprias, que fazem de nós quem somos? Ainda para mais, a pessoa em questão já me conheceu assim. E começou a gostar de mim assim. Porque é que hei-de mudar agora?

Nunca acreditei que devêssemos mudar o que somos por outras pessoas. Continuo a não acreditar.
Mas assim, meu amigo, não vamos longe.

@

Rio :')

Todos nós encontramos, ao longo da nossa vida, pessoas que conhecemos e com quem sentimos um "clique" instantâneo, que nos dá vontade de as conhecer ainda mais, e sempre melhor. E quando as começamos a conhecer, e elas se revelam ainda melhores do que as nossas expectativas, procuramos conhecê-las sempre mais e mais.
E quando damos por ela, mesmo que estejamos pouco tempo com as pessoas, mesmo que ainda não tenhamos, delas, um conhecimento tão profundo e uma relação tão próxima quanto poderíamos desejar... bem, quando damoes por ela já gostamos muito das pessoas e sabemos que, seja de que maneira for, já têm um lugar assegurado no nosso coração e já levaram um bocadinho de nós, com elas.
E tudo o que elas fazem e são, é importante para nós. Os olhos verdes. O sorriso querido. A personalidade única, com a qual nos identificamos, e as suas características boas e más. O gato gordo e com tendências gay chamado Riscas. O baixo. As várias bandas, incluindo os Tetris e o Projecto Senhor Inominável. A música escrita aos 16 anos, chamada Luar Vermelho. As história da adolescência. As peripécias do curso universitário. As imitações dos apanhados que sabemos de cor e salteado. As recriação de situações passadas. O gozo com o "Ele" e todas as outras pessoas que conhecemos. O gozo com a minha pessoa e os meus "singelos dezassete anos". As conversas futebolísticas (FCP vs. SLB). As conversas musicais (Ornatos Violeta e Franz Ferninand, sempre!).

Um ano, seis meses e seis dias depois do nosso primeiro "clique", cá me encontro mais uma vez a felicitar o sr. Pedro Rio-Tinto, agora pelos seus 26 anos.
Gosto muito de ti, meu amigo, muito mesmo!

@

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Há muitas coisas acerca das quais penso que não devemos falar se nunca as vivenciámos a sério - e o Amor é, sem dúvida, uma dessas coisas. É que é sempre tudo muito fácil quando não somos nós que estamos a passar por determinada situação, e ainda mais quando nunca passámos por ela.
É muito fácil acusar as outras pessoas de "só estarem assim porque querem" e dizer-lhes que podem controlar o que sentem... quando nunca se sentiu nada tão transcendente como aquilo que eu sinto, algo que é superior a qualquer coisa que já tenha sentido, algo que absorve e devora tudo e faz com que seja tudo insignificante, em comparação. É fácil dizer que sou fraca e que me deixo levar e que me rebaixo e humilho e deixo pisar... quando nunca se amou alguém mais do que nos amamos a nós mesmos, quando nunca se quis fazer alguém feliz, quando nunca se quis dar tudo de nós a alguém, quando nunca se sentiu nada de tão incontrolável e inexplicável. E é, sobretudo, fácil dizer que, se estivessem no meu lugar, fariam isto ou aquilo, mas nunca aquilo que eu escolhi fazer ou não fazer; é fácil criticar-me e julgar-me pelas minhas opções quando nunca se esteve numa situação em que tivessem de as tomar. É fácil dizer que nunca se deixariam ir abaixo como eu, quando nunca estiveram, sequer, perto de cair no abismo.
E eu até compreendo - ou esforço-me por compreender - e digo a mim mesma que as pessoas falam por ignorância. Mas revolto-me, mesmo, porque por muito que eu me esfroce por ver o outro lado, não há quem se esforce por ver o meu. Não percebem (nem querem perceber) que as opções que faço são ditadas mais pelo coração que pela cabeça, e sempre segundo aquilo que considero melhor, e que e há um certo sentimento chamado Amor que para algumas pessoas (como eu!) é a melhor coisa do mundo, aquilo que mais vale a pena sentir, e que por isso está acima do resto dos sentimentos.
Para que saibam, há momentos em que as pessoas não são capazes de suportar tudo e mais alguma coisa e manterem-se sempre à superfície, sobretudo quando estão cansadas de viver no limbo. É importante que percebam que, no que toca a abismos, "sometimes you got to go there to come back". É importante que percebam também que quando se ama de verdade, ama-se por inteiro, ama-se por tudo e por nada, ama-se por causa das qualidades e apesar dos defeitos, perdoa-se quem se ama e ama-se na mesma, ama-se sempre, e às vezes para sempre, ama-se mesmo que não devolvam o amor e ama-se com tudo o que se tem, por pouco que seja.
Portanto, continuo a manter a minha opinião de que só quando as pessoas amarem de verdade e (sobretudo) quando sofrerem por isso, é que me vão perceber, e àquilo que faço e sinto. Até lá, vou continuar a ser parva/burra/masoquista/infantil/ingénua.
Mas um dia destes, quando derem tudo e perderem tudo também, vão chegar lá. Esperem por esse dia - que há-de chegar! - e depois falamos, e vemos quem foi que, afinal, demorou muito a crescer. E quem sempre teve razão.

@

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

É natural não sabermos ao certo porque amamos alguém, não é? É normal não conseguirmos encontrar uma só razão, mas uma quantidade delas. É normal sermos capazes de ultrapassar os defeitos, por muitos que eles sejam, e mesmo que as qualidades não sejam muitas, somos sempre capazes de as ver lá. É normal não querermos ver o mal que nos fazem e procurar desculpar tudo, para nos fixarmos só no que está bem, para memorizarmos só os momentos bons e nos agarrarmos a essas memórias quando tudo está mal. É normal, quando tudo acaba, pensarmos mais no que foi bom e sentir que dávamos tudo para voltar atrás e revivê-lo, mesmo tendo consciência dessa impossibilidade. É normal (continuarmos a) querer quem não nos quer.
Agarro-me a estas pequenas crenças para acreditar que não há nada de (muito) errado comigo. Procuro convencer-me de que é normal continuar a senti tudo isto, mesmo após todos estes meses de altos e (muitos) baixos, mesmo após tudo o que de mau aconteceu. Digo a mim mesma que é só uma fase, que vai passar, que não vou ficar assim para sempre, que as saudades vão acabar por esmorecer, que o "feitiço" vai acabar.

Se houve algo que ficou provado, é que nada dura para sempre. Isso também se aplica às coisas más... certo?

@

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Supostamente, quando se ama mesmo alguém, quer-se o melhor para a pessoa, independentemente do que tivermos de fazer para isso acontecer, certo? Suponho que sim. Mas... e quando já nos esgotámos por termos dado tudo o que tínhamos (e até o que não tínhamos) para dar, e mesmo assim não foi, nunca, suficiente? E quando nos tiraram tudo e ficámos com menos que nada, porque até nos perdemos a nós mesmos? E quando a pessoa que mais se ama só nos faz mal? E quando ela nos desilude e magoa continuamente, mesmo que não faça nada (e sobretudo por isso)? O que é suposto querer, e fazer?
Já não sou capaz dxe continuar a perdoar algo que (já) não tem perdão possível, sobretudo quando a pessoa em questão não só não considera necessário pedir(-me) desculpa, como ainda está de bem com a vida, e eu é que levo com as culpas de coisas que não fiz (same old story, same old song). Já não sou capaz de continuar a fechar os olhos a certas acções, ou à falta delas, quando tudo isso só me mata mais e mais a cada dia que passa. Mais que isso... já não quero continuar aqui, nem assim.
E não... não sou capaz de querer o melhor para quem amo, a partir do momento em que essa pessoa também quer o meu mal. No entanto, apesar de tudo não sou capaz de lhe querer mal. Quero, simplesmente, que o karma actue, que haja (finalmente) justiça. Quero que o ditado "what goes around comes around" seja posto em prática de uma vez e que não seja só eu a perder, sobretudo quando não o mereço - ainda para mais sendo acusada de algo que não fiz, o que só me deixa mais revoltada!
Não quero o mal de ninguém (bem, pelo menos não o dele) - quero, muito simplesmente, o meu bem. E como tal, pretendo fazer tudo o que for preciso para atingir esse estado, que há tanto me faz falta.

( Quanto a ti, meu amor, garanto-te uma coisa: podes procurar onde quiseres e o quanto quiseres, mas não vais encontrar ninguém, nunca, que te ame tanto como eu ou que tenha dado e feito tanto por ti, mesmo que - agora e por agora - não o queiras ver nem reconhecer. Mas um dia vais perceber, oh se vais. E espero que te arrependas de tudo o que - não - fizeste. )

@
Numa conversa com o meu melhor amigo, há uns tempos, ele disse-me que para ser feliz tenho de aprender a estar sozinha. E eu não podia estar mais de acordo - mesmo tendo em conta tudo o que tem acontecido ultimamente, mesmo que custe admiti-lo, eu não tenho muito jeito para estar sozinha. Sinto-me apaixonada pela simples ideia de estar apaixonada e para mim o amor é a melhor coisa do mundo, preciso sempre de sentir que há alguém que me quer e gosta de mim.
No entanto, odeio quando me dizem que "não há nada como um novo amor para esquecer um antigo" (e perdido). Porque é que há-de ser assim? Porque é que é preciso outra pessoa, uma nova pessoa, para retirar outra da equação? E se eu não encontrar outra pessoa? Fico assim, assim, para sempre?
É isso que me assusta neste momento - nunca mais ser capaz de recuperar, de ultrapassar... nunca mais encontrar ninguém que me conquiste e perturbe e afecte e desafie e excite e me prenda tão bem. Nunca mais encontrar ninguém que me faça (tão) feliz. Nunca mais encontrar ninguém que eu ame e me ame também.
Não gosto de o dizer, mas a verdade é que eu tenho pavor da solidão. E desta sensação de não ser realmente importante para ninguém - pelo menos, para ninguém que possa ser também importante para mim.
Assim, actualmente é esta a minha maior provação: ser superior a isto tudo. Sobreviver e provar, a todos e sobretudo a mim mesma, que consegui. E que sou mais forte do que a dor.

@