sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Imaginem que o vosso pai tem imensos primos - tantos, que não conhece a maioria deles. Imaginem que um desses primos decidiu seguir a árvore genealógica e procurar todos os outros primos. Imaginem que ele decidiu reuni-los a todos, mais as respectivas famílias, e fazer uma grande festa. Imaginem que são também os anos de casado dele, pelo que decidiu convidar também vários amigos. Imaginem que, ao todo, são mais de cem pessoas. E imaginem que vocês não conhecem praticamente ninguém.
Vai ser assim o meu dia de amanhã. (Pelo menos, posso usar vestido e saltos altos!)

@

sábado, 20 de agosto de 2011

este ano estou totalmente no espírito das Festas d'Agonia.
a minha cidade é linda!

@

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Os ensaios andam a fazer-me muita falta. Preciso de vestir a minha saia cor de rosa e os meus saltos altos. Fazem-me sentir bem. Fazem-me sentir forte. E sobretudo, fazem-me sentir confiante. Porque estou a fazer algo que adoro, e sei que estou a fazê-lo bem. Porque não dependo de ninguém, senão do meu corpo. Porque posso dar sempre mais e mais e nunca me esgotar. Porque não há ninguém à espera que eu caia para me pisar. Quanto muito, há sempre alguém que me vê cair e me ajuda a levantar. E há sempre alguém que me abraça e que me ajuda, mesmo sem saber qual é o meu problema. E há dezenas e dezenas de sapatos à minha volta. Em breve vou dançar por entre centenas de sapatos, e nem sequer estou a exagerar. E eu preciso muito disso. Parece ser a única maneira de me libertar do mundo, ultimamente.

@

terça-feira, 16 de agosto de 2011

« I loved him with all my heart. Damn it, I still love him with all my heart. There's no use in denying what's obvious. The feelings he gave me were completely different from everything I ever felt before or after him. I never, not once, felt more utterly complete and close to perfection than when I was with him. There was no way to undo what had been done and, more than that, there was no desire to do so. He was unforgivable. He was unerasable. He was my life. Damn it, he's still my life. He's the love of my life. And he always will be. »

@

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tenho saudades de sentir este tipo de liberdade. De mergulhar e esquecer o resto do mundo e ser só eu e a água, a água e eu. O sal que fica na pele. O sol a queimar. A areia entre os dedos dos pés. Sabe tão bem.

@

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

( há coisas fantásticas, não há? )

Acho que é natural e comum, quando se tem 10 anos, desenvolver umas certas "paixonetas" por alguém que nos é inacessível. E, geralmente, mais velho que nós. Eu não fui excepção.
Andava no 5º ano, tinha acabado de entrar para uma escola nova. Grande. Assustadora. E havia lá um rapaz, que passava por mim todos os dias, em quem eu não conseguia deixar de pensar. Eu tinha 10 inocentes anos, ele 14. Eu era super tímida, e ele super popular. Eu era invisível. E ele tinha namorada.
E, claro está, nunca falámos. Mas houve um dia em que ele se apercebeu da minha existência - cerca de três meses depois de eu ter decidido que ele era o rapaz mais giro que eu já tinha visto em toda a minha vida. E para contar esse episódio, nada melhor do que usar as minhas próprias palavras, escritas há mais de sete anos atrás, num dos meus queridos cadernos.

« Domingo, 15/02/2004
(...)
Ontem foi dia dos namorados e, durante a semana, na secretária da D. Ana estiveram duas caixas vermelhas, uma dizendo "2º ciclo" e a outra "3º ciclo". Podíamos lá pôr cartas de amor, desde que respeitássemos 2 ou 3 regras. Descobrimos isso na 3ª feira. Durante a aula de Estudo Acompanhado, no tempo livre, a S. e a S. escreveram uma carta p/ o L. (em meu nome). Eu gostei da carta, por isso pus na caixa do 3º ciclo. Isto foi febre total!!! Por toda a escola se vêem pessoas com cartas, envelopes, rosas, etc...  »

« Quinta, 19/02/2004
(...)
Ah! Por falar em L., ele recebeu a minha carta, tenho a certeza! Na 3ª, nos bancos, eu e a V. estávamos sentadas a ver as imagens do tlm dela, quando ele chegou e mostrou um papel pautado aos amigos. Tinha nitidamente os corações desenhados pela SC... era a minha!!! Depois, dali a pouco, ele perguntou a uma miúda sentada perto dele: "Chamas-te Inês?". Eu comecei a sentir-me muito vermelha, e disse à V.: "Estou mal disposta. Vamos lá fora?". Ela assentiu e saímos, ainda a tempo de ouvir "Chamas-te Inês?". Cá fora, ela disse-me: "Cheguei a pensar que estavam a falar para ti." Eu ñ respondi e continuámos a andar. Entretanto, a SC chegou e eu escapei-me e contei-lhe tudo. Ela andou para a frente e para trás lá no corredor, mas eu ñ tive coragem para entrar e "enfrentá-lo". Mas depois chegou a hora de ir para a aula e tive mesmo de ir. E quando entrei ele olhou logo para mim, e os amigos dele também, todos. Começaram a falar e a apontar. Já sabem que sou eu. E agora?! »

Sim, sim, eu sei. Eu escrevia todos os dias, e contava ao pormenor tudo o que me acontecia e que eu achava importante. E este assunto era, claramente, importante para mim.
Enfim. O tempo passou, as férias de Verão chegaram, deixei de o ver e acabei por me esquecer quase completamente da existência dele, apesar de ainda cruzar os meus pensamentos de vez em quando, ao longo dos anos.
Há uns meses, lembrei-me que um dos pontos positivos do Facebook é permitir-nos encontrar praticamente toda a gente, e ter uma ideia mais ou menos geral do que as pessoas andam a fazer. E eu, porque tenho uma memória de alta qualidade - a sério! - lembro-me perfeitamente do nome completo da pessoa em questão. Pelo que foi fácil encontrá-lo. Adicioná-lo. E é sempre interessante ver um "Gosto" dele de vez em quando.

Ontem fui jantar fora. A um sítio cheio de gente. Imaginem lá o meu espanto quando, sete anos e uns dias depois de o ter visto pela última vez, ele me aparece à frente. E olha para mim com aquele ar de "acho-que-te-conheço-de-algum-lado-mas-não-estou-bem-a-ver-de-onde". Claro que eu não falei com ele. E não lhe ia dizer "olá-sou-aquela-rapariga-que-te-mandou-uma-carta-estúpida-há-sete-anos-atrás-e-a-quem-de-vez-em-quando-pões-"Gosto"-no-Facebook". Simplesmente passei por ele. E ri-me imenso com esta história toda, estas memórias todas. Foi giro.

@

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Doem-me as costas. Não me aguento nas pernas. Tenho bolhas nos pés. Uma nódoa negra num braço. E outra na anca. A minha cabeça quer explodir e não dormi o suficiente.
Rasguei a minha saia cor de rosa e estraguei um pouco mais os meus queridos sapatos. No entanto, o ensaio valeu bem a pena. E sim, pela primeira vez em algum tempo tive a certeza que, quando chegar o dia, vou estar preparada e à altura do que estou lá a fazer.

@

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

não estou nos meus dias - resultado, não estou com vontade de passar as próximas três horas a dançar.
no entanto, estou com esperança que a minha saia cor de rosa e os meus saltos altos de 14cm me ajudem a melhorar o estado de espírito.
e que saia do ensaio mais realizada do que nestes dois últimos.

@