Já que estou numa onda de me revoltar contra aquilo que considero que está mal, aproveito e digo já tudo o que me anda a irritar, para não ter de volta a esta raiva toda mais tarde (e para não me esquecer de mencionar nenhum pormenor).
Já por 247235834 vezes, aproximadamente, disse (aqui ou noutro sítio qualquer), que me estou nas tintas para aquilo que pensam deste meu blog, e repito pela 247235835ª vez, que é para ver se o metem de uma vez nessas cabeças.
Gostam? Ainda bem, é bom para vocês e melhor para mim. Não gostam? "Porta da rua, serventia da casa", aconselho vivamente a cruzinha lá em cima ou a combinação ALT + F4.
Querem comentar? Ainda por cima em anónimo? Então poupem-me tempo e paciência e façam comentários de jeito, dêem opiniões coerentes, não se ponham com coisas parvas, não falem do que não sabem e não se metam na minha vida, que nela sou eu que mando. Querem insultar-me, criticar-me e afins? Então façam o favor de, pelo menos, dar a cara por aquilo que dizem, porque senão acreditem, as vossas cobardias "entram a 100 e saem a 1000", que eu ainda sei muito bem o que faço e o que sou, e estou bem com isso.
E outra coisa ainda, que acaba por ser aquilo que mais me chateia, é que me venham incomodar por aquilo que eu escrevo ou deixo de escrever aqui. É que é tudo muito claro: este blog é MEU. Sabem o que significa "meu"? É um pronome possessivo... hum... deixa cá ver... significa que aqui, sou *EU* que escrevo, logo sou *EU* que decido!
Eu uso este espaço para desabafar, para me libertar do peso das coisas que me perturbam, para falar daquilo que me vai acontecendo, para pôr em palavras escritas aquilo que não consigo (ou não sei) dizer. E quando escrevo, escrevo sobretudo para mim e por mim, porque me faz bem e porque adoro escrever e escrever é-me absolutamente essencial para ter alguma paz de espírito; não escrevo para agradar ou desagradar a alguém e já me estou positivamente nas tintas para isso.
Quem me lê regularmente sabe, também, que cerca de 99% dos meus textos incide sobre os meus sentimentos, sobretudo aqueles que dizem respeito a uma determinada pessoa, e - ainda que não tenha de me justificar a ninguém! - isso acontece porque essa pessoa foi aquela que mais me marcou, na época mais importante da minha vida. E porque foi (e é) imensamente importante, a mais importante de todas as pessoas, e isso é um facto impossível de ignorar. E também porque não tenho, com essa pessoa, a relação nem a comunicação que gostava de ter, e por isso preciso de ter um "escape" qualquer, uma maneira qualquer de lhe falar, mesmo que ela não me leia nem o queira fazer.
Se há alguém que não está bem com isto - ou melhor, a todos aqueles que não estão bem com isto, só posso dizer, temos pena! Arranjem-se, porque isto é o que sou, isto é o que sinto, isto sou eu, e mais honestidade do que aquela que imprimo às palavras que aqui escrevo, é impossível, quando se trata de mim. É só isto: aqui escrevo o que quero, quando quero, sobre quem quero, e não estou disposta a deixar de o fazer, a menos que sinta que devo parar.
E já agora, facto de eu falar de alguém aqui, significa obrigatoriamente que essa pessoa me marcou e foi significativa, sim, pelas melhores ou pelas piores razões. Mas o facto de eu não falar de x ou y, não significa que não sejam também importantes, significa apenas que não sinto necessidade de escrever sobre eles, pelo menos não aqui - e o que vão fazer-me, obrigar-me a escrever sobre vocês? Obrigar-me a procurar palavras e inspiração para escrever sobre vocês? Está bem, está. Este blog é - caso ainda não tenham reparado! - mais utilizado para escrever sobre um sentimento específico, e não tenho muito interesse em utilizá-lo para coisas banais que posso dizer a qualquer pessoa, no dia a dia.
Por isso, meus amigos, deixem-me viver a minha vidinha descansada e escrever os meus textinhos, gostem deles ou não, e não me arranjem mais discussões e chatices por causa do blog. Dei o endereço a uma meia dúzia de pessoas da minha confiança (ou que costumavam sê-lo, vá) e os outros vieram cá parar mais ou menos por acidente, já que isto não é privado. Mas é pessoal, muito pessoal mesmo, e para mim é importante, e é por isso que não admito que me venham controlar, logo aqui! Assim como não admito que se metam na minha vida sentimental - mas essa é toda uma outra história, para contar noutro dia, e noutro texto.
Por agora, fico por aqui. Na esperança de ter conseguido passar a mensagem.
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