segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

E se há dias em que é fácil não pensar, porque estou tremendamente ocupada a estudar e a descansar do estudo, há dias como hoje, em que estou tão exausta que nem consigo descansar de mim mesma.
Pela primeira vez nestes anos todos, tive literalmente de me obrigar a continuar a responder a um teste, a minha cabeça latejava e nem conseguia ver bem. Logo no teste mais difícil de todos, no mais importante. 
E sinceramente, estou muito cansada de andar sem saber o que fazer. De conter os meus impulsos de mandar a mensagem que tanto quero, seja para magoar ou para tentar compôr aquilo que já parece insolúvel. Não sei. Não sei nada.
Só queria ficar a dormir durante uns meses, até isto passar tudo.

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Não sei se te lembras, mas uma das últimas coisas que te disse, nas nossas "conversas sérias", foi que só não queria que deixássemos de nos falar. Parece que tudo o que peço, ultimamente, sai ao contrário - não só deixámos de falar, também agimos como se fôssemos perfeitos desconhecidos. Como se nunca tivéssemos partilhado nada. Como se nunca tivéssemos existido. Era isso que querias, não era? Que toda a gente pensasse que nunca tínhamos tido nada? Pois bem. Agora até eu começo a convencer-me de que nunca te conheci.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Estar apaixonada por quem não merece
é muito fodido.
That's all.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Não sei se a solução é dançar ou fazer body combat, ou qualquer outra coisa.
Sei que preciso de me mexer, quanto mais não seja, para libertar toda a tensão acumulada, para descarregar a raiva e as outras emoções que ando a reprimir.
Sei que estou a dar em doida.

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Para mim, o amor está acima de tudo, é verdade. O que não quer dizer que o amor nos dê direito a tudo.
Na verdade, não dá, sobretudo se não for correspondido. Mas eu nunca achei isso; por experiência (própria e alheia) sei o quanto custa amar quem não nos ama, mas também conheço o outro lado, o lado de quem é amado sem amar.
Quando gostamos de quem nos ama (mesmo que não devolvamos esse amor), por muito que gostemos de nos sentir especiais, não queremos realmente que nos amem. Porque sabemos que não vamos poder dar à pessoa aquilo que ela quer de nós. Porque nos preocupamos com a pessoa e não a queremos ver magoada, muito menos magoá-la. Porque queremos o melhor para a pessoa, e sabemos que o melhor não somos, não podemos ser nós, mesmo que queiramos.
Mas se não gostarmos nem nos preocuparmos com quem nos ama, e se tivermos (suficiente) falta de integridade para tal, suponho que podemos sempre usar a pessoa. Se ela nos ama, vai querer dar-nos tudo, vai querer satisfazer-nos, vai querer estar connosco seja lá como for. E se a pessoa for como eu, não vai exigir muito, não vai pedir muitas explicações, nunca se vai chatear, não vai pedir grande coisa em troca, vai tentar ser compreensiva, vai-se até mesmo rebaixar-se, vai contentar-se com o (pouco) que lhe derem... porque ama realmente, e valoriza todas as pequenas coisas. E mesmo que não deva, vai continuar a fazê-lo.
(Agora que penso, devo ter sido mesmo difícil de aturar... Sempre dei tudo e nunca pedi nada em troca. Sempre aturei um monte de faltas de respeito e nunca me queixei muito. Sempre amei profundamente e me deixei levar até onde era preciso. Ui, sou mesmo má pessoa, sem dúvida. Peço desculpa por ser tão ingrata, my bad.)
Bom... o que eu queria dizer com tudo isto é que, da mesma maneira que eu não permito que usem o amor como desculpa para exigir algo de mim, para me pressionar, chantagear ou algo deste género, também tenho consciência de que o amor que eu sinto não me dá o direito de pedir explicações ou exigir algo.
E eu agora eu peço, exigo ou quero alguma coisa, é simplesmente porque preciso e mereço. Não o faço só por amar - também o faço porque fui (ab)usada por sentir esse amor, porque me sinto enganada e sobretudo porque estou exaustada, não quero continuar a sofrer pelas mesmas razões e quero um ponto final nesta história (pelo menos por agora). É óbvio que o meu amor, por si só, não me dá o direito de me "intrometer" - mas a nossa história em comum,(que eu não inventei, e que não aconteceu assim há tanto tempo como isso...) dá-me esse direito, e se calhar até mais alguns.
E eu nunca exigi nada - não peço, sequer, para que me amem de volta. Só gostava de sentir, por uma vez, que não estou a perder o meu tempo com quem não merece, e que aquilo que eu sinto é valorizado e tido em conta. Mesmo não sendo retribuído, agora. Mesmo não tendo sido retribuído nos últimos meses (e sobretudo no Verão). Mesmo que nunca tenha sido retribuído. Ele existe, continua aqui, e eu gostava que valesse alguma coisa para alguém além de mim mesma.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Posso garantir que se eu tivesse sabido, antes, tudo aquilo que sei agora, as coisas - algumas coisas - teriam sido bem diferentes.
É tão irónico, a sério. Passei meses a calar-me quando mais precisava de gritar, evitei reclamar e pedir explicações quando desesperava por não as ter, vi e ouvi muita coisa que até hoje ninguém sabe que vi e ouvi, e mesmo assim não disse nada, aguentei muitas faltas de respeito e nunca me revoltei como devia. (Suponho que falei no momento errado, com as pessoas erradas, como se veio a revelar.)
A verdade é que sempre preferi calar-me e sofrer em silêncio, não para agora me estar aqui a fazer de vítima (porque não é disso que se trata), mas sim para não perder a pessoa que mais amava. No entanto, nunca me esqueci de nada. Ainda sei enumerar, uma por uma, todas as desilusões, mentiras e mágoas e todos os outros "abusos" que foram sucedendo ao longo de todos estes meses. Só não sei precisar, ao certo, o número de pessoas que apareceram pelo meio, o número de pessoas que quiseram estragar o (pouco) que eu tinha, o número de pessoas que efectivamente o conseguiu mesmo (e a primeira delas foste tu) - houve sempre demasiadas raparigas, desde sempre.
Se fosse agora, acreditem-me, seria tudo bem diferente nesse aspecto - pelo menos na parte que me toca. Aprendi bem a lição. Tive a minha quota-parte de momentos bons (óptimos mesmo!) mas também tive muitas, demasiadas faltas de respeito e, se me for dada a oportunidade, não vou mais ficar calada - para quê evitar zangas, se o fim chega na mesma e ainda por cima sou eu que levo com as culpas? Para quê estar a dar tudo de mim a alguém que (já) não quer nada e não valoriza sequer o que aconteceu nem o que eu ainda sinto, e mais, ainda nega tudo? Não vale mesmo a pena. Não vou passar a vida à espera de alguém que não só não me quer como deve ser, como ainda para mais tem sempre "outro alguém" com quem se entreter. Não vou passar a vida a sofrer pela mesma pessoa, pelos mesmos motivos.
Esta história parece-se cada vez mais com um filme encravado, e que ainda por cima parou na parte mais dramática - para mim, claro está, porque do outro lado não há sofrimento... até porque também não há sentimento.
Uma vez mais o digo: aprendi a lição! Muito bem aprendida mesmo. E já me sinto preparada para o que quer que esteja para vir. É suposto eu ser a má da fita? Então vou ser mesmo.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

( piece by piece )

« And then I'll say goodbye to your whispers in my dreams
And then our lips will part in my mind and in my heart
'Cause your kiss went deeper than my skin

Piece by piece is how I let go of you
Kiss by kiss will leave my mind, one at a time

First of all must fly, my dreams of you and I
There's no point in holding on to these
And then out ties will break for your and my own sake
Just remember, this is what you chose »

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sábado, 22 de janeiro de 2011

E agora que já sei o motivo, também já uma imensidão de pequenas (grandes) coisas que fazem sentido. Como por exemplo, o facto de não me teres dito imediatamente porque é que te tinhas chateado. Obviamente que era mais fácil dizer a toda a gente que eu inventei, do que admitir que tu mentiste/escondeste/enganaste. Eu não sou burra, meu querido. Posso ter quebrado uma promessa, mas tive os meus motivos - que tu não queres ouvir! - pelo que a minha consciência está limpa e leve. E se te arrependes de tudo o que efectivamente aconteceu, então o problema também é só teu, porque eu não só não me arrependo, como considero que essa foi a melhor fase da minha vida.
Mas não podes imaginar o quanto doeu ouvir aquelas palavras todas. Não podes imaginar o quanto dói, agora, a certeza de que não vais voltar a falar comigo. E não podes imaginar o quanto dói continuar a amar-te, depois e apesar de tudo, ainda e sempre.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

As palavras continuam a ser difíceis de dizer, de escrever, até mesmo de encontrar, e já não sou capaz de as procurar mais, por isso entrego-me ao silência, esperando encontrar nele alguma paz, de preferência duradoura. Estou só imensamente cansada. Da minha rotina, daquilo que está na minha cabeça, daquilo que está no meu coração... e sobretudo das pessoas que me rodeiam.
Ando exausta porque me parece sempre que estou a viver dentro de um filme que encravou e está sempre a repetir-se (nas partes más, é claro). Ando exausta (e já disse isto mil vezes) por tentar fazer malabarismo com várias pessoas e os seus sentimentos, expectaivas e atitudes em relação à minha pessoa. Ando exausta porque sinto que passo a vida a correr atrás de respostas (que nunca obtenho), de pessoas (que me escapam sempre por entre os dedos) e de objectivos (que nunca atinjo) - exactamente como naqueles sonhos em que estou sempre a correr e o nosso destino parece cada vez mais longínquo. Ando exausta porque não consigo parar de remoer naquilo que me preocupa e assusta. Ando exausta porque não consigo desligar a minha mente, nem mesmo à noite - demoro, literalmente, horas até adormecer, e quando o faço, tenho (invariavelmente) pesadelos, que me fazem acordar várias vezes por noite, e de manhã estou ainda mais cansada do que quando adormeci. Sair da cama é um tormento porque já calculo o que me espera, dava tudo para ficar protegida debaixo dos cobertores, e no entanto tenho mesmo de sair, porque não tenho outra hipótese.
Só me pergunto o que que fazer agora. Está bonito, está.

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Honestamente, não sei qual é o sentimento que predomina em mim neste momento: a fúria, a tristeza ou a desilusão. Foi tudo demasiado rápido e demasiado inesperado. Ainda não me sinto capaz de escrever sobre isto, deixarei isso para mais tarde, mas não consigo deixar de me sentir culpada. Não porque tenha feito mal, mas porque fui burra, muito burra. I should have seen this one coming. Porque posso nem ser eu a fazer as asneiras, mas a culpa vai ser sempre minha, sempre. Há anos que é assim. Tudo bem. Desta vez, aprendi!

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Não sei se isto faz muito sentido para o resto de vocês, mas eu dava qualquer coisa (bom, talvez não qualquer coisa...) para amanhã não ter de sair de casa. Todas as quintas feiras, há algo que corre mal. Há duas semanas, não só descobri uma série de mentiras, como tive uma discussão estúpida, depois ocorreu a inesquecível cena do "Tu é que sabes o que fizeste!" e a minha cara de parva total, e ainda mais uma discussão depois disso - resultado: muitas lágrimas toda a manhã. Na semana passada, foi a pior aula de EF de sempre, duas das pessoas mais importantes para mim estavam chateadas comigo (e uma, a única que realmente interessa, mantém-se...) e tive mais uma discussão e uns quantos momentos inesperados mas que não classificaria propriamente de bons, tendo em conta a culpa toda que veio acrescida.
Enfim. Se amanhã as coisas não melhorarem - é que já nem peço para serem boas, peço só para não serem más! - podem ter a certeza que para me tirarem da cama, na próxima quinta feira, vai ser preciso uma grua ou qualquer coisa desse género, porque eu vou recusar-me terminantemente a sair de lá. Pelo menos, na minha cama, estou sempre protegida do resto do mundo (e tem vindo a tornar-se, a cada dia que passa, no meu sítio preferido).

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

« (...) She passed by me on the hallway, smiling to her cell phone... don't ask me why, but I had a strong feeling that she was reading a text from you. I just wanted to run to her, take it from her and read what you were saying. It's just that, you know, I miss those random texts you used to send me, that gave me chills down my spine, that sent my heart on a crazy race, that always made my day. I miss talking to you late at night, I miss losing sleep because of you, I miss staying awake dreaming about what you had just said, the promises you had just made. I miss being the person you chose to spend your days talking, and texting. I miss smiling all the time and that warmth in my heart, that was your presence on me. I miss hearing your beautiful voice. I miss how you made me feel when you were with me. I miss you, every second of every minute of every hour of every day. Believe me, there's nothing sadder than loving you more than I ever had, and seeing you further than you've ever been. I just need you to talk to me. Please. »

Isto foi absolutamente assustador porque me sinto exactamente assim, e porque ontem de manhã tive exactamente a mesma experiência do início deste excerto. Word by word.

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( e mais um obrigada à prof. de História... )

Porque me deixou falar livremente e me ouviu com atenção. Porque compreendeu exactamente aquilo que eu estava a tentar dizer, mesmo quando as palavras não eram fáceis de dizer. Porque não me julgou nem me "atacou". Porque me deu uma opinião sincera e fundamentada. Porque me disse, sem rodeios, exactamente aquilo que eu estava a precisar de ouvir. Porque não me poupou nem me desculpabilizou, e não me disse aquilo que eu queria ouvir, mas sim o que eu tinha de ouvir. Porque provou, uma vez mais, que tem uma capacidade extraordinária de "ler" os seus alunos e de perceber o que se passa com eles, mesmo que eles não desabafem consigo. Porque me fez sentir, por uns momentos, que não estou assim tão sozinha quanto às vezes penso estar. Porque me deu um grande abraço. Porque me disse "gosto muito de si e não quero mais vê-la assim, como tem andado nas últimas semanas". E porque me tirou um peso de cima e me fez sentir muito menos preocupada e mais animada.

É por este, e outros momentos, que é a pessoa que eu mais admiro neste mundo <3

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( joyeux anniversaire )

Como sempre, agora que precisava de palavras, não as encontro. No entanto, escrevo, porque preciso e tu mereces, sendo este o teu dia, pela 18ª vez! :) Minha linda, antes de mais, obrigada por tudo. Mesmo estando, possivelmente, mais afastadas, tem sido muito bom perceber (nestes últimos dias, sobretudo) que ainda estás presente para mim sempre que preciso, e espero que saibas que também estou, e estarei sempre, aqui para ti. São dois anos e meio de amizade, de memórias, compreensão, longas conversas, muito riso e aqueles abraços que mais ninguém me sabe dar como tu. E serão ainda mais alguns, se depender da minha vontade! Quero que sejas muito, muito feliz e que tenhas direito a tudo o que mereces. E espero sinceramente que hoje tenhas gostado da nossa pequena surpresa, mais algum tempo passado com os amigos faz sempre bem ^^

E como não poderia deixar de ser, e porque as palavras faltam, espero que saibas que isto também se mantém, SEMRPE:
JTDTF ma (jolie) chèvre de merde! <3

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domingo, 16 de janeiro de 2011

Tenho vindo a descobrir, ultimamente, que prezo muito a minha liberdade. Quero poder fazer o que bem me apetecer, com quem bem me apetecer, sem ter de dar explicações nem justificações a ninguém - a única pessoa que poderia, eventualmente, pedi-las, não o faz, por isso mais ninguém tem o direito de o fazer.
E então é assim: ou se mentalizam que ninguém manda em mim, e que nem sequer tenho nada com ninguém, muito menos um namorado (e mesmo se o tivesse, não havia de mandar em mim...), por isso tenho a minha LIBERDADE, ou então podem pôr-se a andar. Se há coisa que odeio, é que me controlem!

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Eu parto sempre do princípio que todo e qualquer filme onde entre o Johnny Depp será bom, quanto mais não seja por ele estar lá, de um lado para o outro, com o seu charme, e faz-me sempre esquecer do resto do mundo e ficar babada... mas este filme, este surpreendeu-me. Talvez por ele estar num registo diferente, talvez porque (devido a várias opiniões) não estava com grandes expectativas em relação ao filme... o que interessa é que a-do-rei. Desde os actores, ao guarda-roupa, passando pelos locais das filmagens (Paris e Veneza, que saudades que tenho de ambas...), aos diálogos, à banda sonora, a toda a acção em si e ao final inesperado que teve... LINDO! E tenho dito.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

( all that I can't leave behind )

Supostamente devia estar contente, não? Calma, segura da minha "decisão". Pois bem, não estou. Primeiro, não posso estar contente, nem calma, muito menos segura quando tudo o que sinto é medo. E depois, não tomei propriamente nenhuma decisão - digamos que fui obrigada a tomá-la para não perder alguém de quem gosto. E agora, pergunto-me eu? E agora, como vou sentir-me comigo mesma, todos os dias?
Algo que me diz que isto vai correr tudo, menos bem.

Sobretudo quando a minha mente continua a ser preenchida, a toda a hora e momento, por outra pessoa, outros tempos e as imensas saudades e o imenso amor que ainda sinto. E dava qualquer coisa para voltar.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Há exactamente seis meses atrás, estava a entrar na melhor fase da minha vida, e (ainda) não tinha bem consciência disso. E todo o mês de Julho foi como que um paraíso, totalmente inesperado, a conhecer mais, melhor e de várias maneiras, alguém que já estava na minha vida há muito tempo, e que já há muito tempo tinha sido a pessoa mais importante. Deixei-me conhecer e ser conhecida, e conheci-me a mim mesma, e cresci imenso - mesmo que só o veja agora, tanto tempo passado.
E agora, seis meses depois, sinto-me parva por ter acreditado em tanta coisa... por ter acreditado que eu era única e especial, por ter acreditado que tinha havido uma mudança, por ter acreditado que aquilo que tínhamos ia durar mais do que o simples Verão, mais do que aqueles dois ou três meses em que estivemos afastados do mundo quotidiano e da rotina de sempre. Sinto-me parva por ter acreditado que, de algum modo, desta vez as coisas iam ser diferentes.
E acreditei, acreditei realmente em tudo, porque ao longo de todos os meses em que voltámos a aproximar-no, ao longo de todas as conversas que tivemos, aquilo que mostraste e deste de ti (ou pareceste dar e mostrar) fez-me realmente pensar que estavas mudado e que não ias voltar a reincidir nos "erros" do passado, tudo aquilo que tinhas feito antes, tanto tempo antes, tantas vezes antes, que já lhes perdi a conta.
Mas é como se costuma dizer, "the stripes on a tiger are hard to change", e se calhar eu é que sou ingénua por ainda acreditar que as pessoas mudam. Porque, na maioria das vezes, isso não acontece. As pessoas não mudam, pelo menos não quando não se sentem mal com elas mesmas e com aquilo que fazem. As pessoas não mudam se não se sentirem arrependidas por aquilo que fizeram. As pessoas não mudam se não se preocuparem (o suficiente, pelo menos) com as outras pessoas, para além delas mesmas, se não gostarem dessas outras pessoas e se não se quiserem o seu melhor.
E eu gostava de poder escrever sobre ti, sabendo ao certo daquilo que falo. Gostava de saber se alguma vez gostaste mesmo de mim, se alguma vez te preocupaste a sério comigo, se alguma vez olhaste para mim e viste alguém verdadeiramente interessante, alguém para além daquela pessoa que tu sabias que iria estar sempre ali, à tua espera, quando tu quisesses, para fazer aquilo que tu quisesses. Mas faltam-me essas respostas, e muitas outras, e não faço a mínima ideia se alguma vez as terei.
E gostava também de acreditar naquilo que me dizias há uns poucos meses atrás... que gostavas de ter aproveitado melhor o tempo comigo, que te marquei, que te lembras dos nossos momentos, daquelas pequenas grandes coisas que constituíam o "nós" que éramos. Mas, mais uma vez, não consigo acreditar (completamente), porque não tenho qualquer prova disso.
Seis meses depois, sinto que vivi tudo numa outra vida, ou então que tudo não passou de um sonho muito longo. Seis meses depois, sinto que já não posso ter certezas de absolutamente nada que te diga respeito. Seis meses depois, sinto que voltaste a escapar-me entre os dedos, quando achava que íamos continuar durante mais algum tempo. Seis meses depois, sinto que passou uma eternidade, e que és novamente um desconhecido para mim.
E hoje, exactamente seis meses depois da primeira de várias fantásticas tardes de Verão, sinto mais saudades tuas do que alguma vez senti, e do que alguma vez julguei ser possível.

Something always keeps me holding on to nothing.

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( revolta, parte 2 )

Já que estou numa onda de me revoltar contra aquilo que considero que está mal, aproveito e digo já tudo o que me anda a irritar, para não ter de volta a esta raiva toda mais tarde (e para não me esquecer de mencionar nenhum pormenor).
Já por 247235834 vezes, aproximadamente, disse (aqui ou noutro sítio qualquer), que me estou nas tintas para aquilo que pensam deste meu blog, e repito pela 247235835ª vez, que é para ver se o metem de uma vez nessas cabeças.
Gostam? Ainda bem, é bom para vocês e melhor para mim. Não gostam? "Porta da rua, serventia da casa", aconselho vivamente a cruzinha lá em cima ou a combinação ALT + F4.
Querem comentar? Ainda por cima em anónimo? Então poupem-me tempo e paciência e façam comentários de jeito, dêem opiniões coerentes, não se ponham com coisas parvas, não falem do que não sabem e não se metam na minha vida, que nela sou eu que mando. Querem insultar-me, criticar-me e afins? Então façam o favor de, pelo menos, dar a cara por aquilo que dizem, porque senão acreditem, as vossas cobardias "entram a 100 e saem a 1000", que eu ainda sei muito bem o que faço e o que sou, e estou bem com isso.
E outra coisa ainda, que acaba por ser aquilo que mais me chateia, é que me venham incomodar por aquilo que eu escrevo ou deixo de escrever aqui. É que é tudo muito claro: este blog é MEU. Sabem o que significa "meu"? É um pronome possessivo... hum... deixa cá ver... significa que aqui, sou *EU* que escrevo, logo sou *EU* que decido!
Eu uso este espaço para desabafar, para me libertar do peso das coisas que me perturbam, para falar daquilo que me vai acontecendo, para pôr em palavras escritas aquilo que não consigo (ou não sei) dizer. E quando escrevo, escrevo sobretudo para mim e por mim, porque me faz bem e porque adoro escrever e escrever é-me absolutamente essencial para ter alguma paz de espírito; não escrevo para agradar ou desagradar a alguém e já me estou positivamente nas tintas para isso.
Quem me lê regularmente sabe, também, que cerca de 99% dos meus textos incide sobre os meus sentimentos, sobretudo aqueles que dizem respeito a uma determinada pessoa, e  - ainda que não tenha de me justificar a ninguém! - isso acontece porque essa pessoa foi aquela que mais me marcou, na época mais importante da minha vida. E porque foi (e é) imensamente importante, a mais importante de todas as pessoas, e isso é um facto impossível de ignorar. E também porque não tenho, com essa pessoa, a relação nem a comunicação que gostava de ter, e por isso preciso de ter um "escape" qualquer, uma maneira qualquer de lhe falar, mesmo que ela não me leia nem o queira fazer.
Se há alguém que não está bem com isto - ou melhor, a todos aqueles que não estão bem com isto, só posso dizer, temos pena! Arranjem-se, porque isto é o que sou, isto é o que sinto, isto sou eu, e mais honestidade do que aquela que imprimo às palavras que aqui escrevo, é impossível, quando se trata de mim. É só isto: aqui escrevo o que quero, quando quero, sobre quem quero, e não estou disposta a deixar de o fazer, a menos que sinta que devo parar.
E já agora, facto de eu falar de alguém aqui, significa obrigatoriamente que essa pessoa me marcou e foi significativa, sim, pelas melhores ou pelas piores razões. Mas o facto de eu não falar de x ou y, não significa que não sejam também importantes, significa apenas que não sinto necessidade de escrever sobre eles, pelo menos não aqui - e o que vão fazer-me, obrigar-me a escrever sobre vocês? Obrigar-me a procurar palavras e inspiração para escrever sobre vocês? Está bem, está. Este blog é - caso ainda não tenham reparado! - mais utilizado para escrever sobre um sentimento específico, e não tenho muito interesse em utilizá-lo para coisas banais que posso dizer a qualquer pessoa, no dia a dia.
Por isso, meus amigos, deixem-me viver a minha vidinha descansada e escrever os meus textinhos, gostem deles ou não, e não me arranjem mais discussões e chatices por causa do blog. Dei o endereço a uma meia dúzia de pessoas da minha confiança (ou que costumavam sê-lo, vá) e os outros vieram cá parar mais ou menos por acidente, já que isto não é privado. Mas é pessoal, muito pessoal mesmo, e para mim é importante, e é por isso que não admito que me venham controlar, logo aqui! Assim como não admito que se metam na minha vida sentimental - mas essa é toda uma outra história, para contar noutro dia, e noutro texto.

Por agora, fico por aqui. Na esperança de ter conseguido passar a mensagem.

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( revolta! )

Com tudo o que tem acontecido ultimamente, já me habituei a ser a culpada de tudo. Se faço, é porque só tomo decisões erradas; se não faço, é porque nunca tomo a iniciativa. Se falo, é porque não sei estar calada e não faço boas escolhas de palavras; se não falo, é porque não sou suficientemente honesta e guardo tudo para mim. Se escrevo, é porque passo a vida a escrever em vez de falar; se não escrevo, é porque não dou suficiente importância às pessoas ou acontecimentos em questão.
Há sempre alguém que me julga e me condena por aquilo que, de um modo geral, eu faço ou deixo de fazer. Há sempre alguém que me pressiona para isto ou aquilo e que se chateia porque faço isto e não aquilo. Há sempre alguém que está contra mim e não gosta do que eu faço, digo, escrevo, ou qualquer outro aspecto da minha vida - e há também aqueles que simplesmente não gostam de mim.
Passo a vida a esforçar-me para agradar a toda a gente, passo a vida a tentar conciliar o que uns e outros querem (e também o que eu própria quero), para deixar toda a gente satisfeita. Passo a vida a dar tudo a toda a gente e não só não recebo nada em troca, como também perco tudo, no fim. Passo a vida a entregar-me e a ser deixada para trás.
E depois de tudo isto ainda tenho de aguentar alguém a dizer-me que sou uma desilusão, que sou egoísta, que não mereço a atenção que me dão, que magoo as pessoas de propósito e que não me preocupo minimamente com as outras pessoas? Eu, que chego ao fim do dia e já nem sou capaz de dormir uma quantidade de horas suficiente, porque tenho uma quantidade de pessoas para "conjugar" dentro de mim, e com quem tenho de lidar todos os dias? Eu, que gosto imenso das pessoas e me preocupo sempre com elas, mesmo que elas não acreditem, e que ponho o bem-estar delas à frente do meu, porque (e ainda que, racionalmente, saiba que a culpa não é minha) me sinto mal por elas estarem mal? Está bem está.
Sabem que mais? Estou farta, muito farta mesmo! E por isso, a partir de agora, algumas coisas vão mudar. Estou cansada de tentar ser boazinha e não ser reconhecida. E se já tenho a fama de ser a má da fita, porque não ter o proveito?
Se (já) sou uma desilusão, é porque esperam de mim, mais do que eu alguma vez me comprometi a dar - porque eu não faço promessas que não estou certa de vir a cumprir. Se (já) sou egoísta, então já consideram que eu só penso em mim; são capazes é de ter uma pequena surpresa quando eu começar realmente a pensar em mim e a pôr-me em primeiro lugar (coisa que não tenho feito nem sei se sei fazer) - porque, afinal de contas, eu devo ser a pessoa mais importante par mim, não os outros. Se eu não mereço a atenção que me dão, então não me a dêem - não hei-de morrer por isso! - até porque penso, curiosamente, que sou eu que tenho perdido tempo com quem não merece. Se acham que magoo as pessoas de propósito, então tudo o que posso dizer é que não me conhecem, de todo - ou então, se calhar sou mesmo má pessoa e ainda não tinha dado por ela, mas olhem, temos pena. E se acham que não me preocupo minimamente, então aí pode ser que tenham finalmente acertado - porque estou a considerar, muito seriamente, passar a não me preocupar, uma vez que ninguém dá valor a isso.
E não, por favor não venham dizer-me que o problema está em mim e que eu é que tenho de mudar. Eu já fiz as mudanças que considerava necessárias, por agora, e sim, continuo a ter os meus defeitos, mas continuo a estar consciente deles; e vamos a ver, se eu for a mudar por causa das várias expectativas que têm em relação a mim, bem que estou lixada, nunca mais consigo. Por isso já nem tento (mais)! Já não me apetece agradar a toda a gente. Já não me apetece ser boazinha e perfeita. Só quero estar bem comigo mesma, e com aquilo que sou e faço e - surpresa! - JÁ ESTOU.
Por isso, meus amigos, o problema é todo vosso, exclusivamente vosso. E como certamente já ouviram dizer: quem está mal, que se mude.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Suponho que tenho de tomar umas quantas decisões, e sinto o tempo a escorrer por entre os meus dedos, e a pressão a aumentar a cada momento que passa.
Começando pelo mais fácil, há uma mensagem que tenho de mandar, mas não encontro as palavras certas para ser suficientemente dura, sem no entanto magoar ainda mais a pessoa em questão. Há outra mensagem que tenho de mandar, e apesar de já saber o que dizer, sinto que vou ficar eternamente à espera de uma resposta, porque não me parece que a pessoa em questão vá responder (pelo menos, não satisfatoriamente). E depois há a terceira decisão, a mais difícil e a que tem de ser tomada mais rapidamente, e que envolve todo um malabarismo de sentimentos, desejos, condições a impôr, liberdade a manter e privacidade a preservar, que eu não só ainda não me sinto preparada para jogar, como não sei, sequer, se quero vir a jogar.

Só posso dizer uma coisa: está bonito, está.
Se isto continua assim durante muito mais tempo, acho que emigro e pondero seriamente não voltar.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Não raramente, costumo pôr-me a pensar na viagem a Inglaterra e em tudo o que aconteceu. E isso resultava, invariavelmente, numa grande vontade de regressar atrás e reviver aquela semana toda, desde o primeiro ao último momento, sem qualquer excepção. Tudo - mesmo tudo! - valeu a pena. E foi uma semana de sonho, num mundo de sonho, totalmente irreal e diferente daquilo a que estou habituada.

É disso que tenho saudades - de fugir da realidade e viver os meus sonhos. E hoje, ter estado com muitas daquelas pessoas, e terem-me recordado de muitos daqueles lugares e momentos, deixou-me melancólica e saudosista. Ainda mais do que habitualmente.

Mas estas são, para variar, saudades suportáveis e que sei que vou matar dentro de uns poucos dias ;D (não dos lugares, mas das pessoas!)

( fotos: os meus guarda-costas 24/7, as minhas companheiras de compras e o meu confidente/salvador/motivador )
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domingo, 9 de janeiro de 2011

Se há algo que dá sempre cabo de mim, é o silêncio, a distância e a ignorância. Já há semanas que eu sabia que havia algo que estava errado, era um pressentimento apenas, mas os meus pressentimentos estão quase sempre certos - sobretudo os negativos! E agora, tenho a certeza absoluta que há algo errado, muito errado mesmo. Algo que deve ter causado o nosso fim. E algo que eu não sei o que é - digo mesmo mais, não faço a mais pálida ideia do que é, apesar de aparentemente (pelo pouco que disseste) a culpa ser a minha.
E agora não há maneira de voltar atrás e reviver tudo aquilo, ou mudar alguma coisa (porque acredita, eu mudava algumas coisas!), mas também não sou capaz de andar para a frente e deixar as coisas assim. Já estou totalmente mentalizada para um ponto final definitivo e - embora ainda tema a dor que está para vir - já sofri grande parte do que tinha para sofrer, por causa disso. Mas ainda assim, preciso de ouvir, preciso de saber, preciso de poder dizer o que tenho a dizer. Preciso de um verdadeiro ponto final, para poder virar costas e seguir em frente, em paz comigo mesma - porque, digas lá o que disseres, eu tenho a consciência limpa e não me parece que isso vá mudar.

No entanto, faz hoje um mês desde a última mensagem, a última conversa, o último beijo, os últimos momentos. E nada dói mais, hoje, do que a tua ausência e a certeza de que já não queres saber de mim para nada.

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Acho que já não há muito que possa dizer-te, hoje, para além daquilo que te digo sempre. Todos os dias te mostro (ou tento) o quão importante és para mim e o quanto eu preciso de ti, o quão essencial te tornaste, o quanto te admiro e quanto orgulho tenho em ti.
És a melhor, entre todas as pessoas que compõem a minha vida. E sem ti, não era - nem tinha - metade do que sou. Por isso, muito obrigada uma vez mais. E a mim, hás-de ter-me sempre.

Parabéns

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

( and again... )

E pensar que ontem escrevi uma enorme quantidade de textos, e acho que não houve um único no qual não tivesse mencionado aquilo que mais me tem preenchido e abatido, e que são as saudades imensas que sinto. Mas agora, depois da manhã que tive hoje, depois das poucas palavras, da frieza, do desprezo e do meu desespero, já nada me parece fazer sentido. Nem sequer as saudades. Nem sequer o amor.

« Tu é que sabes o que fizeste. »
O pior é que não... não sei.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

( mais um dia lamechas... )

Muito raramente, acontece-me não gostar lá muito de uma música, mas adorar a letra. E quando isso acontece, geralmente limito-me a citar as letras em tudo quanto é sítio, sem nunca ouvir as músicas, no entanto. Mas hoje, como estava num dia especialmente lamechas, decidi dedicar-me a ouvir as músicas que correspondem às letras que tanto me traduzem. E, mesmo não fazendo muito o meu estilo, acabei a cantá-las toda a noite, por gostar tanto da letra... e como não poderia deixar de ser, aqui fica. Só para vos entreter. E passar por parva por ouvir destas coisas!

( porque às vezes sabia muito bem... http://www.youtube.com/watch?v=nkUrSvMOvjY )

« The story starts when it was hot and it was summer
And I had it all, I had him right there where I wanted him
She came along, got him along, and let's here the applause
She got him faster than you can say sabotage
I never saw it coming, nor did I suspected it
I underestimated just who I was dealing with
(...)
Soon she's gonna find, stealing other people's toys from the playground won't make her many friends
(...)
There is nothing I do better than revenge
(...)
I'm just another thing for you to roll your eyes at, honey »

( e porque é mesmo isto que sinto... http://www.youtube.com/watch?v=_B0VtIlnmVY )

« You and I walk a fragile line, I have known it all this time
But I never thought I'd live to see it break
It's getting dark and it's all so quiet, and I can't trust anything now
(...)
Something's made your eyes go cold
(...)
Something's gone terribly wrong, you're all I wanted
Come on, come on, don't leave me like this
I thought I had you figured out
Can't breathe whenever you're gone, can't turn back
Now I'm haunted
Stood there and watched you walk away from everything we had
But I still mean every word I said to you »


« You paint me a blue sky and go back and turn it to rain
And I lived in your chess game, but you changed the rules every day
(...)
Well maybe it's me and my blind optimism to blame
Maybe it's you and your sick need to give love and then take it away
(...)
Dear John, I see it all now, it was wrong
(...)
Played by your dark twisted games, when I loved you so
I should've known
You're an expert at sorry and keeping the lines blurry
Never impressed by me acing your tests »

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Não me lembro de alguma vez ter ficado tanto tempo sem te ver e, nos últimos meses, nunca ficámos tanto tempo sem falar.
E não posso negar que este silêncio, que só posso interpretar como desprezo ou, simplesmente, desinteresse (qual deles o pior...) é a pior coisa pela qual me poderias fazer passar. Porque - exceptuando aqueles raros momentos de plenitude em que falar é dispensável - para mim o silêncio há-de ser sempre pior do que quaisquer palavras que me pudesses dizer.
Mas mais uma vez fica provado que a comunicação não é o nosso forte (e não por falta de vontade, e tentativa, da minha parte) e que não há nada mais a fazer quando tu não queres fazer nada. E é por isso que eu "desisto", páro de tentar chegar a ti, e fico simplesmente quieta, sentindo-me como que dormente, sem me atrever sequer a esperar pelo teu eventual regresso.
Não é que eu já não devesse estar à espera disto, no entanto. Sempre preferiste que as coisas entre nós "acabassem" simplesmente, sem teres de me dar explicações ou justificações. Sem te dignares sequer a dizer-me que tínhamos chegado ao fim da linha.
Das outras vezes todas, eu dei cabo de mim à procura de respostas, e tentei fazer-te falar comigo, explicar-me, dizer-me simplesmente se era "sim" ou "não". Mas desta vez, não é nem vai ser assim. Não preciso realmente que me dês um motivo (ou, pelo menos, é disso que me tento convencer continuamente). E também já não sei se falar contigo vai resolver alguma coisa, porque para isso, era preciso que quisesses falar comigo também, e era precisa uma grande predisposição para a honestidade, sem mentiras ou "danças" à volta das respostas. E era preciso interesse, sobretudo interesse, das duas partes, para que ficasse tudo resolvido de uma vez por todas.
"Tudo resolvido de uma vez por todas"? Acho melhor retirar o que disse. Acho que a nossa relação nunca estará resolvida de uma vez por todas, pelo menos, não enquanto eu sentir aquilo que sinto (e que é uma mistura de amor e saudades e memórias e desilusão e dores). Nunca nos vamos resolver, porque nunca estivemos resolvidos e não o sabemos fazer (ou, falando por mim, eu não sei acabar connosco).
E assim regresso à ideia inicial que me fez escrever este texto: não te vejo há exactamente três semanas e não te falo ainda há mais tempo... E se isto era suposto ser bom (assim como as férias eram supostas ter sido boas...), na medida em que me ajudaria a colocar alguma distância entre nós, e a diminuir aquilo que sinto e já não posso sentir... não tem sido bom, de todo. Só me tem feito querer-te mais e sentir saudades, apesar de lutar arduamente para não sentir isto e para o esconder de toda a gente, distraindo-me e mostrando-me animada, mesmo que não esteja.
É por isto que (apesar de ansiar por isso...), estou completamente cheia de medo do momento em que te vou ver outra vez. Não sei como me vou sentir ou como hei-de reagir, e fico nervosa só de pensar em como será. E se tenho medo de mim mesma e de me descontrolar, o que dizer do medo que tenho de ti - não sei se vais falar comigo, se vais sorrir, se vais sequer olhar para mim, ou se te vais limitar a passar e ignorar.
E agora? É só isso que me pergunto. E agora?

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

( devaneios )

Esforço-me muito, todos os dias, para não sentir saudades tuas. Para não me lembrar de todas as coisas boas e más, palavras ditas e desditas, promessas feitas e quebradas ao longo dos últimos três anos e meio. Para não me lembrar de momentos que passámos e daqueles que apenas fantasiei. Para não me lembrar do "sítio do costume", da (tua) garagem ou do (meu) escritório, nem de nenhum outro local com algum significado. Para não me lembrar de quando o telemóvel tocava e eu sabia que eras tu, das mensagens parvas, engraçadas, "difíceis" de ler ou responder, ou das mais queridas e que ainda guardo, nem sei bem porquê, uma vez que não sou capaz de as reler.
No entanto, por muito que me esforce, (quase) nada resulta, nunca. Continuo a ter um mundo inteiro de recordações e continuo a perder-me nele muito mais vezes do que devia. Mesmo que não queira, continuo a questionar palavras e momentos, porque não sei se alguma vez terão sido reais, verdadeiros, ou se não passaram de mentiras, tal como tantas outras coisas se revelaram ter sido. (Pergunto-me, acima de tudo, se alguma vez terás gostado realmente de mim, em todo este tempo, ou se terei só imaginado tudo.)
E quando penso que o teu silêncio, a tua distância e tudo o que (não) me fizeste estão finalmente a afastar-me de ti (de forma ainda mais definitiva) e a deixar-me mais zangada do que desiludida, quando me sinto mais leve, livre e até menos infeliz (porque é indubitável que a raiva é mais fácil de suportar do que a tristeza)... há sempre algo que me volta a prender a ti, mesmo que não faças nem digas nada, e volto a deixar-me abater por uma tristeza imensa, e só gostava de rodar os ponteiros do relógio em sentido contrário e regressar àqueles momentos nossos, só nossos, que talvez seja eu a única a recordar, e talvez seja eu a única a valorizar, e talvez seja eu a única a querer acreditar que foram verdadeiros e sentidos, por pouco que possa ter sido.
E sim, é verdade, há "algo" em ti. Algo que provavelmente ninguém, senão eu, vê. Algo que não consigo definir, mas que sinto que tens, e que por muito que me esforce, não sou capaz de encontrar em mais ninguém. E mesmo que seja injusto, ninguém se te compara, sequer, porque ninguém mais possui esse "dom" que tu pareces ter, e que não me deixa nada feliz, que é o de fazeres de mim o que queres e teres de mim tudo aquilo que quiseres, quando quiseres. E apesar de saber o que gostava de fazer, não sei ao certo o que faria se decidisses alguma vez voltar.
Porque no fundo, e por muito que lute contra isso e o esconda do resto do mundo, eu ainda sinto muitas, muitas saudades tuas. E são saudades de tudo, de todas as pequenas (grandes) coisas. O teu sorriso (que continua a ser o mais bonito do mundo!), a tua boca, os teus olhos, o teu cheiro incomparável, as tuas mãos em mim, a tua voz inconfundível, ou a maneira como costumavas olhar-me, falar-me, tocar-me, rir-te de mim e para mim, ou simplesmente daquilo que eras quando estavas (só) comigo. Sinto saudades dos beijos dados, trocados e roubados, dos abraços apertados, nos quais podia ficar para sempre, e de como me sentia quando te tinha comigo dessa forma... protegida, querida e, sobretudo, plena, como nunca antes ou depois, com quem quer que fosse, me senti.
Não sei por que escrevo tudo isto. No fundo, suponho que me liberta, de certa forma, de um peso que já não suporto carregar comigo, e porque me lembro (demasiado bem) de como era quando estavas aqui e os meus textos te traziam para mais perto, sempre mais perto de mim, sempre mais perto de nós. E apesar de saber que agora já não me lês, continuo a escrever(-te) na Esperança de que um dia voltes a fazê-lo.
E para terminar (meu amor), preciso que te lembres sempre daquilo que é nosso, aconteça o que acontecer. Porque, tal como tu bem sabes... I wish I was special, you're so fucking special.

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( crer ou não crer, eis a questão )

Sou daquelas pessoas que ainda não decidiram se acreditam, ou não, na Astrologia. Leio o meu horóscopo quase todos os dias porque me aparece na homepage, mas nem sempre dou muita importância, porque acho demasiado "generalista". No entanto, hoje enviaram-me um email com a descrição dos vários signos, e não só o meu se aplica 100% a mim, como encontrei várias outras parecenças com pessoas que conheço, e várias pessoas dos mesmos signos ainda por cima.

Virgem perfeccionista; conservador; quer ter sempre a última palavra; argumentativo; preocupado; inteligente; antipatiza com caos; ansioso; trabalhador; leal; fácil de falar; difícil de agradar; severo; bonito; prático; muito exigente; frequentemente tímido; pessimista. [totalmente eu]

Capricórnio - paciente; sábio; prático; rígido; ambicioso; bonito; engraçado; pode ser tímido e reservado; pode ser às vezes pouco amigável; obtém o que quer. [de certa forma, Bárbara!]

Sagitário - não quer crescer (síndrome de Peter Pan); optimista; um pouco egocêntrico; orgulhoso; social; não gosta de responsabilidades; fantasia com frequência; impaciente; divertido; tem muitos amigos; gosta de "flirtar" com várias pessoas; não gosta de regras; por vezes hipócrita; antipatiza com espaços apertados e roupas apertadas; bonito. [muito LOL aqui no meio, mas aplica-se a várias pessoas, a umas mais que a outras...]

Carneiro - confiante; entusiástico; divertido; gosta de desafios; impaciente; às vezes egoísta; inteligência apaixonada; gosta de sair; tende a ser mais físico que intelectual/espiritual; enérgico. [e este é o Rui...]

Aquário - optimista; honesto; doce; amigável; leal; inventivo; um pouco rebelde; original; teimoso; atraente; pode ser excêntrico na maneira de ser/agir. [olá, Gonçalo!]

Caranguejo - protector; emocional; pode ser tímido; amoroso; gentil; bonito; imaginativo; cauteloso; sensível; necessidade de ser amado; magoa-se facilmente; simpático. [e esta é a Tita!]

( entretive-me com esta parvoíce durante um bocadinho, mas na minha opinião isto é tudo, ou quase tudo, verdade! )

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domingo, 2 de janeiro de 2011

Olá 2011 :)

- um novo corte de cabelo, totalmente inesperado, muito diferente do habitual e que já me proporcionou lágrimas, e riso, e ainda não consegui decidir se gosto ou não;
- uma noite de passagem de ano bastante deprimente, devido às expectativas demasiado altas (mas que foi melhor do que nada);
- o primeiro dia do ano marcado pela família e a adoração imensa que tenho por todos nós, e por cada um em especial, e que acabou por ser imensamente melhor do que a noite anterior;
- uma noite quase sem dormir marcada por muitas lágrimas e duas desilusões inesperadas por parte da mesma pessoa;
- muitas saudades e melancolia, e muitas recordações de 2010...

Espero que não demores a melhorar!

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