domingo, 27 de dezembro de 2009

:(

Tinha prometido a mim própria que desta vez não ia criar expectativas. Que não ia sonhar demasiado alto. Que não ia esperar ansiosamente por algo que não só não era certo, como nem sequer era ainda provável. Mas eu já devia conhecer-me... já devia saber que sou demasiado sonhadora para conseguir manter os pés no chão por muito tempo. Não que não seja capaz - sou, consigo ser bastante realista quando quero. Mas desta vez... desta vez não deu. A realizar-se, este sonho far-me-ia feliz, felicíssima, radiante de tanta felicidade, durante uns dias. A realizar-se, pôr-me-ia em êxtase quase completo. Mas é o que eu digo: a vida tem prazer em trocar-me as voltas! Em roubar-me a felicidade... em destruir-me os sonhos... e hoje não foi uma excepção.
Foi um Natal marcado por lágrimas. Gostaria de poder dizer que, apesar disto, estou feliz, e que foi apenas mais um golpe de azar... mas a verdade é que não foi. Foi uma dor bem ardente. Não queria que as coisas tivessem sido assim, mas suponho que no final, as pessoas desiludem-nos sempre.

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Merry Christmas!

All I want for Christmas is you.

Este ano, já não estava à espera de um grande Natal. À medida que vou crescendo, a magia vai-se perdendo a pouco e pouco. Continuo a achar piada à árvore cheia de luzes, ao presépio, às ruas todas enfeitadas, aos presentes debaixo da árvore... mas agora valorizo muito mais a companhia daqueles que me são queridos. Se pudesse, se o Natal não fosse uma festa de família, pegava em todas as pessoas que amo e reunia-as à mesma mesa, na mesma casa. O Natal sempre foi a minha festa preferida e agora, com a pouca magia que ainda guarda, o que quero é mesmo ser feliz com quem me completa - os presentes não são tudo, não são mesmo nada, talvez porque tenho e sempre tive tudo o que quero. E este ano, não esperava um grande Natal porque vou estar apenas com um lado da família, o lado da família com que tenho menos ligação e, sinceramente, menos afeição. Diz-se que as diferenças de cada um fazem bem às relações, mas tudo o que é demais é erro... e este não é o meu ambiente. Até porque criei grandes expectativas para estas férias de Natal e estou a vê-las todas derrubadas, uma a uma. Só há duas prendas que me poderiam fazer mesmo feliz este ano. E não são prendas que se possam embrulhar e colocar debaixo da árvore, porque são prendas que me fariam feliz por dentro, que me aqueceriam o coração e que me fariam a pessoa mais feliz do mundo - nenhuma árvore seria capaz de abranger tamanha felicidade. Uma delas, já sei que não vou receber. Mas a outra... a outra ainda é uma incógnita. Veremos.

I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need
I don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you...

( e não, respondendo a todas as questões deste género nestes últimos dias, não estou apaixonada. )

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

voltar atrás ?

Suponho que a vida tenha prazer em trocar-nos as voltas e deixar-nos perdidos quando menos esperamos. E eu não estava, com toda a certeza, à espera do que aconteceu.
Não foi nada de especial, não foi mesmo. Aliás, foi uma coisa absolutamente banal, normal, mesmo ínfima: um simples pedido de amizade numa rede social. E o que é um pedido de amizade? Nada de especial. Se não tivesse vindo da tua parte. Mas foste tu... e quando se trata de ti... nunca consigo ficar indiferente.
Não estava à espera que me fosses adicionar. Mas o que não esperava era ficar a tremer e com o coração a bater forte por causa de uma minúscula coisinha destas. Não esperava ficar parada, sem reacção nem movimento, a olhar para a tua foto, presa no teu sorriso. Toda a gente sabe, no que me toca, que o teu sorriso é viciante. Já se passaram estes meses todos desde que partiste, e eu continuo a amar esse sorriso. Apesar de já não te amar a ti.
Mas, meu Deus, tu foste tanto... até há uns meses, eras tanto! Como é que estas coisas acontecem? Como? Porque é que temos de perder as pessoas que mais nos importam? Que mais queremos? Que são tudo para nós? Depois daquela terrível noite, já me fiz estas perguntas muitas e muitas vezes... e a resposta, se é que existe, é sempre a mesma: é tudo obra do destino. Para quem nisso acreditar.
Há bem pouco tempo perguntaram-me, Se já não gostas dele, porque continuas a escrever sobre ele? Porque continuas a deixar-te afectar? Porque lhe dás importância? Porque continuas a olhar para ele e a ficar como que 'presa' nele? Isso não são sinais de amor? Não. Para mim não são. Ou talvez sejam. Mas falta o mais importante: o sentimento verdadeiro. Já aprendi a distinguir amor de paixão, por exemplo, e sei que isto não é amor, e muito menos o amor que já senti por ti. O facto de ainda me afectares, de me preocupar contigo e de querer que continues na minha vida, por pouco que seja, não tem de significar que ainda te amo. Para mim, significa que já te amei. Que foste a pessoa até hoje que mais amei. Talvez a única que amei de verdade. Por ti tinha dado tudo. Tinha-me entregue até onde tivesse de ser. Tinha feito tudo o que pudesse ter feito só para não te perder. Mesmo que ficasses comigo naquela loucura que vivemos durante meses. Tudo isso tinha sido melhor, naquele dia, do que perder-te. Não sei como não dei em louca depois disso, juro que não. E ainda hoje não sei como te ultrapassei. Mas não esqueci. Ambos sabemos disso - eu disse que era para sempre, e vai ser mesmo.

"I may not love you anymore, but I know that a part of me will always want you. I know that I will always love you, no matter who else appears in my life. You were the first one to touch my soul. And you touched it so deeply that the scars will live on. But I guess nothing lasts forever and time takes it all away. So I'm keeping you in my heart, mind and soul so that I can always remember you, as an example - for the good and the bad moments. You'll always be with me. I just hope I'm always with you too..." é que é mesmo isto.

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aii ,

Deu-me uma súbita vontade de escrever, mas não posso dar asas à imaginação agora. É tarde, estou cansada e dorida (por dentro e por fora) e apesar de sentir alguma 'inspiração', não vou entregar-me à escrita agora porque não é o que me faz falta - uma cama, cobertores fofinhos, uma almofada alta, escuridão, silêncio e muito muito muito descanso. Isso sim, faz-me falta. De preferência com sonhos cor de rosa, ou pelo menos coloridos, que me façam esquecer um pouco esta realidade que ando a viver. Não é que ela seja a preto e branco, porque felizmente (já) não é - mas mesmo assim, as cores da minha vida andam demasiado baças para o meu gosto. Não tenho nada nem ninguém que me faça verdadeiramente feliz e é um pouco cansativo estar sempre à procura daquilo que não encontramos, ou então que encontramos e no final, não era o que queríamos nem o que precisávamos.
Uau. São 2h45 e estou a deixar-me levar por estas filosofias estúpidas que me correm na cabeça nos últimos tempos, quando já nem consigo abrir bem os olhos e estou a fazer um esforço tremendo para encontrar as teclas certas. Mesmo assim, sinto-me impelida a ficar por aqui mais uns momentos. Cada letra que escrevo traz um pouco mais de calma ao meu coração. Não que precise de calma. O que eu quero é agitação... animação... vida! Paixões, alegrias e amor, sobretudo amor, amor, amor.

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domingo, 20 de dezembro de 2009

I didn't want it to be like this ,

Do mesmo modo que há uns dias escrevi que apreciava as mudanças, hoje já me contradigo enquanto escrevo que não as desejo mais. É engraçado como quando começo a gostar de uma coisa o destino tem prazer de a exagerar e distorcer até já não gostar mais. A noite de ontem foi um exemplo disso, um exemplo insignificante entre tantos outros que poderia escrever aqui, se tivesse paciência. Mas hoje não. A serenidade foi-se e estou nesta ânsia quase desesperada de saber porque é que de repente mudaste (outra vez). Gostava muito de continuar a acreditar que não és igual aos outros todos, que lhes és muito superior, mas sinceramente já não estou a conseguir. Magoas-me todos os dias e nem pareces reparar. E desiludiste-me pela primeira vez. Agora, não sei... não sei o que quero. E odeio não saber.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

bah ,

Devia estar contente porque daqui a menos de duas horas vou sair de casa e tenho à minha frente a primeira noite de férias de Natal, uma noite que espero que venha a ser boa, divertida, sem confusões e com muita diversão. Mas, não sei bem precisar porquê, tenho a impressão de que isso não vai acontecer de todo. Chamem-lhe pessimismo, chamem-lhe superstição, chamem-lhe o que quiserem. Eu cá chamo-lhe feeling... e costumo sempre acertar nos meus feelings. Quase posso apostar que me vou sentir posta de parte e que vou sentir a presença estranha de pessoas que não faziam parte de tudo, que não faziam parte do 'nós' que éramos dantes. Já não seria a primeira vez que tal acontecia. Sei que me vou sentir posta de parte por essas mesmas pessoas, e que vão gostar de se sobrepôr e provar que ocuparam um lugar especial que sentia como meu. Mas tudo bem. Sou superior a isto, e o que me vale é que estou de férias e com sorte só volto a ver as 'personagens' para o ano que vem. Estou mesmo a precisar de sair de ao pé das pessoas que vejo todos os dias, quero libertar-me deles todos sem qualquer excepção e voltar renovada por dentro (e quem sabe por fora, se se der ocasião...) para que no resto do ano lectivo algumas das coisas que ocorreram neste primeiro período não voltem a acontecer. Tristemente, vou partir para férias chateada com duas pessoas - mas não estou arrependida do que disse e fiz, e se alguém tem motivos para estar chateado, esse alguém sou eu. Por isso tudo bem. Por dentro, estou calma, apesar deste meu feeling. Mas sei que posso sempre fugir, se não me sentir feliz... bem ao jeito da Cinderela. Só não me parece é que vá deixar um sapatinho para trás para que um príncipe o apanhe... o príncipe, esse, ainda nem apareceu...

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

bestfriend,

Se podia viver sem ela? Podia, mas não era a mesma coisa!


Meu amor,
Nem tenho palavras para te agradecer. Hoje foi uma tarde fantástica. Mas os agradecimentos não são por hoje... são por tudo. Por tudo o que já fizeste, por seres quem és, por me fazeres tão bem. Sei que não gostas nada de textos lamechas, mas também sei que os meus textos lamechas são os únicos que suportas ler e gostar. Sei que não és grande adepta de palavras bonitas, mas os teus abraços valem por tudo. O teu sorriso quando me viste ali de surpresa. Eu gosto tanto de ti!
Eu sei que da primeira vez que nos vimos, foi ódio puro o que se criou entre nós. Eu sei que por muito que sejamos as amigas, as melhores, a distância e o tempo nos afastam mais, muito mais do que seria desejável. Eu sei que já não somos as mesmas e que estamos a crescer e a mudar longe uma da outra. Mas as tardes como as de hoje, os momentos, as conversas que temos sempre que nos reencontramos... valem por todo o tempo de separação!
Nem tenho palavras. Hoje não tenho inspiração nenhuma. Mas tenho a nossa tarde sempre comigo e sei que vai ficar na memória. Eu amo-te Vanessa, eu amo-te e és a única pessoa a quem posso dizê-lo. Minha melhor amiga... são dois anos e meio <3>

domingo, 13 de dezembro de 2009

changes ,

Na Natureza (...) nada se perde, tudo se transforma.
Lavoisier



Apercebo-me todos os dias de que já nada é imutável... apercebo-me e, mais do que isso, compreendo e aceito que assim seja. E sinto necessidade de escrevê-lo, porque é uma grande mudança para mim. Até há uns meses daria muita coisa para que a minha vida continuasse sempre igual, para que as pessoas não desaparecessem, não mudassem, não evoluíssem e com essa evolução, se perdessem de mim. Mas agora já não penso assim. Agora sinto que a mudança é um bem necessário, e que por vezes até a mudança para pior tem o seu lado positivo. Ou então isto são só devaneios de alguém que hoje decidiu acordar para o mundo da introspecção e se sente muito inclinada para reflectir...
Seja como for, foi ao ler uma frase que comecei a pensar nisto, uma frase simples e com a qual não concordaria nada até há bem pouco tempo: Não há segredos inconfessáveis nem perdões impossíveis. É mesmo verdade... tão verdade que, ao olhar para trás, encontro momentos em que transformei bocadinhos do meu coração em palavras, e soprei-as ao ouvido de pessoas que estavam lá na hora certa. Palavras que nunca pensei vir a pronunciar, segredos que guardava no fundo da alma mas que acabaram por soltar-se de mim. Isto era coisa que não faria dantes, quando pensava ao pormenor as palavras que dizia, antes de as dizer. Mas sabe tão bem ser espontânea...
E quanto aos perdões? Só houve uma única pessoa que precisei de perdoar. As outras, perdoei-as porque quis, porque o que quer que elas me tinham feito, não valia uma zanga. Mas ele... a ele perdoei-o sem ele sequer me pedir desculpa. Eu sei que lá no fundo ele se sentiu culpado pelo que fez, apesar de não o admitir abertamente. Eu li nos olhos dele e senti as mãos dele a tremer enquanto escrevia palavras para me atacar. Eu sabia que ele não me queria magoar, estava apenas a vingar-se. Tal como eu me tinha vingado antes do seu golpe traiçoeiro. Ele nunca me pediu desculpa, apesar de ambos sabermos que a culpa era dele e apenas dele. Mas mesmo que nunca se tivesse desculpado, eu perdoei-o. Não porque ele pedisse ou quisesse, mas porque eu percebi que só o conseguiria ultrapassar se o perdoasse. Se continuasse a guardar-lhe rancor ou raiva, ele permaneceria no meu coração. Por isso, perdoei-o e despedi-me dele, em paz. Ele abraçou-me e nesse momento o meu coração regressou ao meu peito, libertando-se dele.
Tudo isto para exemplificar o quanto as pessoas mudam. E o quanto eu aprecio mudanças. Pelo menos hoje... hoje gosto delas.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pedrinho ,


Meu amor,
Fazes anos hoje. Os teus dezasseis. E como sempre, não poderia deixar passar esta data em branco. Há dez anos que te dou os parabéns, há dez anos e uns meses que te tenho comigo e há dez anos que és das pessoas mais importantes para mim.
Já foste o meu melhor amigo. Já estivemos chateados durante algum tempo. Já discutimos aos gritos. Já rimos até às lágrimas e já chorámos agarrados até voltarmos a sorrir, sempre juntos. Já passamos por muitos momentos maus mas passámos por ainda mais momentos fantásticos. Estiveste presente em todas as minhas grandes noites e em muitos dos meus grandes dias, estiveste presente em toda a minha vida, a partir do momento em que dela tenho lembranças nítidas.
E hoje decidi ler os nossos comentários em comum no hi5 e algumas conversas do MSN que tinha guardadas. Resultado? Lágrimas. E desta vez não foram por andar num período especialmente sensível. Não, foram lágrimas de dor mesmo. Porque apesar de continuares na minha vida, e de ainda seres um grande amigo, e de sairmos juntos e de nos divertirmos e de te dar um beijinho todos os dias... já não é a mesma coisa. Na verdade, não temos nada a ver com o que já fomos e talvez só hoje, neste dia que é teu... talvez só hoje me tenha apercebido verdadeiramente disso. Hoje, depois de tudo, é que percebi que de todas as relações de amizade que se deterioraram com esta mudança de turmas, a que nós tínhamos é uma das que mais falta me faz.
E apesar de recentemente me teres magoado muito, muito mesmo com uma certa atitude tua, não ia deixar de escrever isto; quando se gosta mesmo, ultrapassam-se estas coisas, se elas forem, de algum modo, perdoáveis. E o que tu fizeste, é perdoável - não sei se vou esquecer, mas perdoar consigo, e não só consigo, como quero. Porque já estás
suficientemente longe para desejar uma distância ainda maior.
Amo-te, meu amigo. Vou amar sempre... aconteça o que acontecer. Continuas a ser dos melhores amigos que já pude, alguma vez, ter «3

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sábado, 5 de dezembro de 2009

it was not supposed to be this way ,


Dói quando as pessoas que mais importam nos magoam e parecem não se importar connosco ou com o que sentimos. Dói quando vemos que aqueles a quem costumávamos chamar de melhores amigos estão diferentes. Dói quando não estão lá quando mais queremos. Dói olhar em volta e perceber que não falam connosco, mas de nós. E dói sobretudo quando não se riem connosco... mas de nós. Dói quando novas pessoas se integram num grupo de amigos que se conhecem há anos e que começa a mudar os comportamentos deles para connosco. Dói quando um dia ficamos em casa porque não quisemos ir sair à noite e na manhã seguinte, o mundo é outro e parecemos ter perdido o nosso lugar para outra pessoa - sempre quis acreditar que as pessoas são insubstituíveis, mas agora... Enfim. Se eu fosse outra pessoa e se me contassem um problema assim, o que eu diria era Quem vale a pena é quem está sempre connosco; pode ser que seja apenas uma fase e que as coisas voltem ao que eram. É verdade que tenho andado mais sensível e que me irrito por tudo e por nada, ou quase, mas agora sei que não é apenas impressão minha. Mas tudo bem. Se as pessoas realmente forem importantes, vão ficar comigo. E se não ficarem... se não ficarem... é porque não merecem que perca o meu tempo.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

saudade ,

A saudade é a memória do coração.
Coelho Neto

Um dia disseram-me que a palavra saudade só existe em português. Não quis acreditar logo. O quê? Só em português? Não pode ser...
Então, fui ao dicionário. Tentei traduzir para inglês, para castelhano, para catalão, para francês, para alemão, para grego... até para árabe eu tentei! E nada, nada, nada.
Pergunto-me o que é que isto quererá dizer. Será que só os portugueses é que têm saudades? Não, claro que não. O sentimento é comum a todos os povos: haverá alguém que já tenha amado e que não sinta falta do que passou? Não. Não é isso. Todos sentimos saudades. Por alguma coisa os ingleses dizem "I miss you" e os franceses "Tu me manques"!
Mas nós, os portugueses... nós somos o povo mais saudoso. Também não há uma tradução para o nosso fado. E se fado pode ser um género musical... também pode ser destino... e se for destino... relaciona-se com saudade. E nós, portugueses, fomos o único povo a ter a palavra saudade, porque somos o povo que melhor sabe o que ela significa. Somos os que melhor sentimos essa dor e esse vazio.
Sinto-me orgulhosa por ser portuguesa e poder utilizar a palavra saudade. Se assim não fosse, a maior parte dos meus textos teria muitos espaços em branco...

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