segunda-feira, 31 de maio de 2010

:c


Sobram(-nos) exactamente oito dias. Se quiser ser mais precisa, sobram quatro dias, na prática, porque quinta é feriado e no último dias de aulas (que é terça), ninguém faz nada.
O que significa que os próximos quatro dias vão ser os últimos daquilo a que posso chamar a minha "normalidade". A partir daqui, vai ser tudo bem diferente, ainda que a maioria das diferenças ainda não esteja (bem) à vista da maioria das pessoas. Mas para o próximo ano (lectivo), esperam-se grandes mudanças.
Resta só saber se serão para melhor. Mas por muito que me custe dizê-lo, não me parece que vão ser.

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( V )


és um anjinho lindo e eu adoro-te, minha pequenina.
parabéns.
vera «3

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domingo, 30 de maio de 2010

(almost) summer !


Digam o que disserem, quando os dias são assim (como hoje), quentes e bonitos, as coisas parecem acertar-se de alguma maneira. Por muitos problemas que possam haver, por muito que "por dentro" não esteja tudo bem, quando está sol e calor fico sempre (muito) mais animada e tudo parece mais fácil. Felizmente (hoje) alguma coisa correu bem!

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sábado, 29 de maio de 2010

closed hearts (?)


Aquilo que mais dói é quando alguém decide partir porque (já) não nos quer mais. Por vezes nem é preciso dizer adeus abertamente - já o António Lobo Antunes dizia que « quando o coração se fecha, faz mais barulho do que uma porta », e é mesmo verdade: nem são precisas palavras porque se sente quando o (outro) coração se fecha para nós. Também a Margarida Rebelo Pinto disse que « levar com a porta dói muito » e isso também sou capaz de (com)provar - já me aconteceu e não há nada que doa mais.
Perder quem amamos dói intensamente. Dói de manhã quando acordamos porque nos lembramos imeditamente, dói à noite quando nos deitamos porque adormecemos no meio de lágrimas. Dói em todos os momentos de consciência porque nunca conseguimos esquecer, nem por um segundo. Dói quando estamos a dormir porque os pesadelos não páram e são sempre sobre a mesma coisa - pesadelos que, afinal de contas, são a nossa realidade diária. Dói sempre que vemos a pessoa porque a sentimos longe e inalcançável e dói quando não a vemos, porque não deixamos de a procurar. Dói quando ouvimos música porque a música nos traz lembranças que não sabemos apagar, dói quando vemos filmes porque esses têm (quase) sempre finais felizes, dói quando lemos livros porque cada frase nos atinge mais intensamente. Dói quando estamos acompanhados por uma multidão porque temos connosco toda a gente à excepção de quem mais queremos, e dói quando estamos sozinhos porque queremos estar acompanhados (mas só por aquela pessoa). Dói quando estamos rodeados de barulho porque ansiamos por um silêncio que nos deixe descansar e dói quando estamos em silêncio porque precisamos de uma voz (daquela voz) que quebre a dor. Dói quando vemos as outras pessoas felizes porque, por muito que gostemos delas, elas têm aquilo que mais nos falta. Dói um pouco menos quando temos os amigos connosco, se eles conseguirem compreender aquilo porque estamos a passar.
A dor chega mesmo (quase) a ser física porque os braços doem por não terem quem abraçar, os lábios doem porque não têm a quem beijar, os olhos ardem de tanto chorar e temos de tentar manter todos os bocadinhos do nosso coração (precariamente) colados como pudermos, porque se não (n)os segurarmos com muita força, e se ele cair (outra vez), sabemos que será o nosso fim.
Perder quem amamos é a pior coisa do mundo. É uma dor contínua e imcomparável que nos rasga o peito e nos deixa o coração a nu. Mesmo que o seguremos com todo o cuidado e que nos tentemos enganar, mesmo que tentemos esconder ou mascarar o que sentimos trás da raiva, mesmo que fechemos o coração dentro do congelador para o tentar proteger... no fundo sabemos que é inútil, totalmente inútil, porque nada resulta. A dor é maior e mais forte do que tudo e invade todos os centímetros do nosso corpo e todos os recantos da nossa mente. Ela devora tudo, rouba tudo e deixa-nos abandonados e perdidos no meio de um deserto... um deserto enorme e inescapável e opressivo e terrível e assustador. Um deserto onde não há nada senão... dor.

estou outra vez à procura de algo que não seja completamente inútil e que me tire daqui. outra vez.

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last night ,


Teatro . ( Lé «3 ) , Praça da Liberdade . Foz . Praça , ( Pia «3 ) . BA , « opá, este homem faz-me sempre a mesma cena! nem sei o que estou a beber! mas não presta! » . Arcos , ( Camilo ) . Marina , ( Zé Rui ) . Praça . Foz , « estás-me a ouvir ou sou eu que não estou a falar? » . Crepe de chocolate quente , 2h da manhã . Conversas marcantes e profundas . ( Bruno «3 ) , « opá, não vamos agora a pé pra lá, vamos chegar super tarde e depois não dá pra nada! » , « ya. vamos de táxi! » . Procura frenética por um táxi que nunca mais aparece . Chamadas para taxistas que não atendem . « Finalmente, custou! » Táxi . « uau, pela primeira vez vou andar num Mercedes deste! » , « oh Bruno ... » . Conversas sobre a RFM . LOOK . Casa de banho ( as always ) . « ai, odeio passar por este sítio. faz-me lembrar demasiadas coisas. logo agora. » , « ainda te faz lembrar coisas?! » , « pronto, esquece lá, não queria ter dito isto alto. » , « pronto, só não me fiques deprimida agora! vamos dançar. » . Dançar dançar dançar dançar dançar . ( Muitas cenas parvas ) . Os melhores abraços que recebia deles, em meses ( matar saudades! ) . Casa , cama ( 5h ) .

Digamos que podia ter sido (bem) melhor. Mas foi a primeira noite em muito, muito tempo, em que não me aconteceu nada de mal, o que só por si, constituiu uma mudança bem-vinda.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

&hearts ,


Meus amores, hoje conto com vocês (e sei que não me vão faltar). Vamos matar as saudades, vamos divertir-nos, vamos esquecer os nossos problemas todos e vamos ser felizes juntos (como sempre fomos).
Como muito bem foi dito esta manhã, Podemos até ser poucos, mas vamos fazer a festa toda! E mais vale sós que mal acompanhados.
(Viva a lamechice, Inês) e eu amo-vos. A LOT! «3

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olha...


Aula de História e decido citar o A., por isso digo à B., na brincadeira:
- Olha para os meus olhos. O que é que vês?
Uns segundos de pausa.
- Queres mesmo que te responda?
Subitamente deixei de estar a brincar e fiquei curiosa.
- Sim...
- Tristeza
.

E eu a pensar que andava a disfarçar tão bem... afinal, ou ela me conhece muito bem - o que (também) é verdade - ou então, de facto, os meus esforços saíram frustrados.
Não é fácil estar a fingir sentir-me bem quando não o estou, nada mesmo, e é ainda mais difícil esconder o que sinto (que é muito) e reprimir aqueles (felizmente - ou não - raros) impulsos que tenho de vez em quando.
Mas pensei já ter aprendido esta espécie de rotina que comecei a ter de pôr em prática há uns meses: manter sorrisos (mesmo que falsos), (tentar) não escrever demasiado, não ficar a pensar nos porquês de todos os sorrisos e de todas as palavrinhas e sinais de vida que recebo de vez em quando, não ouvir música (possivelmente) deprimente, não me deixar engolir pelo vazio que me consome, estar acompanhada o máximo de tempo possível, participar nas conversas, fazer esforços por ouvir os outros mesmo quando só quero que se calem e me deixem em paz. E habitualmente resulta! (E evita as desconfortáveis e irritantes perguntas de "Estás bem?" e afins.)
Mas hoje... hoje pelos vistos não resultou. E provavelmente não resultará mais a partir daqui, porque me cansei de fingimentos.

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( B )


Vejo-me obrigada a recorrer, uma vez mais, às minha habituais "lamechices" para conseguir traduzir (mais ou menos) o que vai aqui dentro e, sendo muito linear, acho que posso dizer que tens sido, de certa forma, o meu grande apoio nestes últimos tempos.
Não são só as conversas, as confidências, os 'segredos', as memórias que temos contado e recontado. Não são só os intervalos e as horas de almoço passados juntas. E já não és só mais uma colega de turma como outra qualquer - mas isso tu sabes. Estou a tentar dizer (e nem sei bem como, porque vens cá ler isto e só isso já me deixa meia 'presa') que gosto muito de ti e que te tens tornado cada vez mais próxima e importante por muitos e variados motivos - mas o principal, neste momento, nem é a simples amizade, nem a compreensão, nem o tempo que passamos juntas, nem nada disto que já referi.
O principal motivo de te teres tornado tão (mais) importante ultimamente, é que ultimamente tens estado sempre comigo quando é preciso. E isso é muito mais do que posso dizer sobre a grande maioria das pessoas que fazem parte da minha vida. Tens estado sempre aqui, e nunca te negas a ouvir-me e a compreender-me e a deixar-me falar e falar e falar dos meus problemas (que são sempre os mesmos) e, ainda que (in)conscientemente, tens feito mais por mim do que todas as outras pessoas juntas.
Por isso só tenho a agradecer-te. Por tudo.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

A cada minuto que passa a distância aumenta e custa mais. Gostava, por uma vez na vida, de ser transparente e de deixar toda a gente ver o que vai cá dentro. Acho que só assim conseguia alguma coisa.

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

keeping it simple ,


Apesar de tudo, (hoje) não foi tão mau como temia. O medo de (me) quebrar em frente às outras pessoas esteve sempre presente e houve um (só um) verdadeiro momento de 'explosão' em que não deu para fingir estar normal e responder em condições - acabei, como sempre, por deixar fluir toda a raiva e a frustração em quem (talvez) não merecia.
De qualquer modo, pensei que seria muito pior. Não estava à espera de me controlar tão bem, de conseguir não gritar, não chorar, não me partir em bocadinhos em frente a quem quisesse ver (e não seriam muitos os que estariam lá para me apanhar). (Hoje) não foi fácil.
A única solução que me ocorre neste momento é deixar o tempo correr e fazer os seus milagres (se ainda for possível). Não posso fazer mais nada. I'm done trying.
E a chave agora está na simplicidade: não posso permitir-me pensar demasiado, nem querer demasiado, nem sonhar demasiado, nem escrever demasiado, nem fazer nada demasiadamente... demasiado. Preciso de manter tudo num nível seguro e que eu possa controlar (sobretudo as expectativas), para não me perder (de mim) outra vez. Preciso de manter as coisas simples e claras e concisas e concretas e tão objectivas quanto possível, porque se não for assim, vou cair (uma vez mais). E eu não estou em condições de cair. Sinto-me tão frágil e tão pequenina que sei que, à mínima queda, vou-me partir em pedacinhos tão pequeninos que nunca mais vou ser capaz de recuperar.

Estou só a tentar proteger-me (de mim).

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terça-feira, 25 de maio de 2010


Suponho que é tudo uma questão de escolhas - e eu não sou uma delas.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

lost and ( not ) found ,


Hoje escrevi que me sinto perdida e faço falta a mim mesma, porque me perdi algures por aí e está a ser difícil (re)encontrar-me.
A R. deve ser das pessoas cuja opinião mais valorizo, porque tem sempre as palavras certas no momento certo e mesmo quando não quero ouvi-la, ela diz(-me) o que tem a dizer, mesmo que me magoe. Hoje não foi diferente, mal leu o meu pequeno texto, comentou logo: «Sabemos sempre onde estamos... às vezes é que gostávamos de não saber.» e mandou-me pensar sobre o assunto.
E eu pensei (para variar). Mas a minha conclusão continua a ser a mesma: desta vez, estou mesmo perdida. Não posso concordar com a R. (por muito que quisesse), porque na verdade tudo o que eu queria era saber onde estou (se estou), e não sei. Não acho que seja verdade que sabemos sempre onde estamos: eu raramente sei onde estou! Estou sempre na corda bamba!
Fiquei revoltada ao pensar nisto. Se a R. me tivesse dito que a culpa é minha porque compliquei o que era linear e sonhei (demais), eu podia ter concordado com ela - se calhar, desta vez quem se excedeu fui eu. Mas ela não me podia ter dito tal coisa porque não sabe da história, logo, voltamos à raiz do problema: estou perdida. E não tenho grandes perspectivas de me encontrar proximamente.

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truth be told ( I miss you ) ,


Odeio sentir saudades.
Sou muito boa a ter saudades dos momentos e das pessoas, porque nunca consigo deixá-los onde eles devem ficar. Sou muito boa a ter saudades porque fico arrependida de coisas que deixo por fazer. Sou muito boa a ter saudades porque sou péssima a quebrar laços.
Até há uns tempos, as saudades eram o meu quotidiano. Custava aguentá-las, mas era uma sensação já rotineira: diga-se o que se disser, o tempo faz (alguns) milagres e um deles é conseguir atenuar as saudades (de vez em quando). Meses de saudades conseguem esbater a dor e o desânimo... continua a sentir-se (sempre), mas há momentos de paz e esquecimento.
Mas o tempo é traiçoeiro: quando estamos como não queremos estar e algo acontece que muda tudo, habituamo-nos logo. Esquecemos que estivemos a sofrer até aí. Esquecemos até que há uma coisa chamada saudade. E vivemos. E depois as coisas acabam (ou sofrem uma pausa) - porque tudo o que é bom dura pouco. E as saudades voltam. E sentimo-nos a partir um bocadinho mais a cada dia que passa. Como se tivéssemos um vazio no lugar do coração e estivéssemos a ser arrastados cada vez mais para dentro, para dentro de nós.

É mais ou menos assim que estou.
Por muito ilógico que pareça, tenho saudades... depois de tão pouco (?) tempo.

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domingo, 23 de maio de 2010

( mind ) game ,


(Provavelmente), é mais fácil se encarar tudo como sendo apenas um jogo - mais um.
É mais fácil se acreditar que a dificuldade está só em saber que carta lançar, que naipe escolher, em fazer - ou não - bluff. Sobretudo, é infinitamente mais fácil se pensar que tenho mesmo alguma hipótese de ganhar - se mantiver a minha querida Esperança.
E se pensar assim, (espero que) talvez seja mais fácil também aguentar a (possível) derrota. Se for só e apenas um jogo, posso sempre pedir a desforra. (Ou aceitar de uma vez que há pontos finais que são mesmo finais.)

Se calhar isto não é um mero jogo de cartas - é mais um... mind game. Confuso, estranho, desesperante.
Ou se calhar (muito provavelmente)... isto nem sequer é um jogo - para mim, (já) é uma realidade (outra vez).


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sábado, 22 de maio de 2010


(Felizmente) não tenho tendência a arrepender-me do que faço. Nem mesmo das decisões mais impulsivas - ou devo dizer, arriscadas? Não, não me arrependo. Mas mesmo sem o sabor amargo do arrependimento, sobra-me (quase) sempre um outro sabor muito mais desagradável: medo. Das consequências. Neste caso, o meu medo é indefinido... porque nem sequer sei quais são as consequências. E medo do arrependimento das outras pessoas.

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« You do something to me that I can't explain
So would I be out of line if I said "I miss you"? »

http://www.youtube.com/watch?v=mO1S1Yq-u2U

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sexta-feira, 21 de maio de 2010


Estou cheia de tensão acumulada e energia para gastar. Espera-me uma noite de teatro e hoje não sei quais são os planos, mas espero bem que envolva alguma actividade física, porque senão vou rebentar por algum lado.
Estou cansada, estou cheia de estudar, estou magoada e preocupada e preciso de um escape qualquer às confusões. Hoje foi um dia relativamente bom mas mesmo assim, não foi suficiente para me "desassustar". Preciso mesmo de me acalmar e de não pensar, por uma noite que seja.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

« Se eu te dissesse que és o meu sol e que os dias têm estado nublados, o que é que fazias? »

adorei, é basicamente isto.

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( 3 )


Não ia escrever(-te) porque não faz sentido, uma vez que hoje em dia já não passamos de uns ocasionais sorrisos e acenos, só mesmo para provar que (um dia) nos conhecemos. Não acho que faça sentido escrever-te, ainda por cima porque não vais, com toda a certeza, ler isto, mas eu também não faço propriamente muito sentido e nem sempre faço coisas com um sentido definido por isso escrevo(-te), porque faz hoje três meses desde aquele dia.
Não vou estar aqui a dizer que significas ou significaste muito para mim, porque se for a ver as coisas objectivamente (e agora, à distância), nunca foste propriamente muito importante - foste mais uma das minhas várias (des)ilusões... e nem sequer tiveste muita culpa disso. E agora não significas nada, mas olho para ti e penso que as coisas podiam ter sido diferentes - não me arrependo de nada nem quero voltar atrás, mas que podíamos ter resultado (melhor), isso podíamos. De qualquer modo, foram 34 dias bastante interessantes.
Passando ao que me levou a escrever, ou seja, ao dia 20 de Fevereiro de 2010, devo dizer que, apesar de tudo, conta-se entre os melhores dias deste ano de 2010, e foi com toda a certeza o melhor dia daquela viagem a Inglaterra, por tudo o que aconteceu. As minhas recordações são estas (e são as mesmas que as tuas, disso eu tenho a certeza):
Estação de autocarros. Chocolate quente. «Ele hoje sonhou contigo!» Autocarro. (inesperada) Troca de lugares. «Oh, afinal esta viagem não se acaba sem um casalinho!» Vergonha. Música. Sono. Londres. British Museum (sobretudo a biblioteca, em que apareces nesta foto). Covent Garden. Mãos frias: «Deixa estar que isso resolve-se!» Atravessar Londres a pé (de uma ponta à outra). «Se fosses uma pessoa simpática levavas a minha mochila, em vez de andares feito parvo com a minha máquina cor de rosa, a tirar fotos a coisas que não interessam!» New Tate Modern. Mãos dadas (sempre). «Eu agora ia naquela Pão de Forma e não voltava mais!» Discussões parvas. Cansaço (muito). Autocarro. Fotos. Guitarra do Maia. Estação de serviço. Luzes apagadas e... uma vez, duas vezes. «Falamos mais logo...» Canterbury. Sensação de estranheza. Jantar no mundo da lua. «Que tal? O miúdo safa-se ou é só beijinhos?» Sair. MacDonald's. Beco. Vodka de amora. Mãos dadas (sempre). Estação da polícia. Túnel e... pausa. «Fartaram-se de gozar comigo por tua causa! Mas não me interessa andar a esconder nada.» Mensagens. Dormir.
O dia resume-se, muito resumidamente, assim. E isto já não interessa a ninguém - nem sequer a mim! Mas são recordações e valem o que valem, e toda a gente sabe que eu não só adoro recordações, como sou das melhores pessoas a guardá-las.
Como eu disse, escrever isto não faz sentido nem contribuiu em nada para a minha felicidade (antes pelo contrário, porque tenho saudades daquela viagem e se pudesse voltava e repetia tudo), mas serviu para me distrair das minhas outras preocupações (que foi coisa que não tinha conseguido hoje, até agora).

I don't wanna go back but still, I won't forget
"From dreams to ashes", you know that.

JR



e nos entretantos... 49h52m.

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Nem sei bem porquê, mas hoje todo o dia teve a ver com "almas gémeas" e "pessoas que nos completam" e "pessoas que se tornam (quase) essenciais". Falámos várias vezes nessas coisas e estivemos a trocar memórias e recordações de momentos que foram especiais e que não voltámos a repetir, por este ou aquele motivo. E também contámos alguns dos nossos sonhos que queremos ver realizados.
Ouvi as várias conclusões, concordei com este ou aquele ponto de vista, procurei responder às perguntas que me fizeram mas, como sempre, não foi fácil e tive de evitar algumas coisas e dar a volta a outras porque não consigo (nem quero) falar (muito) abertamente. Mas não partilhei as minhas conclusões... até porque não consegui chegar a conclusões propriamente definitivas.
Sonhos? São mais que muitos. Alguns que sei serem (in)concretizáveis. Outros que são quase (im)possíveis. Outros que estão, pelo menos por agora, (in)atingíveis. E outros que até podia realizar, se não faltasse a coragem e a(s) oportunidade(s).
"Alma gémea"? Para mim, é alguém que me compreende (quase) perfeitamente sem precisar de explicar tudo, sem precisar de dissecar as palavras e os sentimentos até à exaustão. É alguém que tem obrigatoriamente de ser diferente de mim, porque a sua principal qualidade é completar-me - e não me completará se me oferecer algo que já tenho. Uma "alma gémea" (se isso existir realmente) é alguém com quem se mantém uma relação transcendente e especial. (Costumo dizer à M.C que ela é a minha alma gémea, e na verdade é, mas esta conversa teve a ver com algo mais do que amizade, por isso neste contexto, ela não conta :$)
Pessoas que nos completam? Não são fáceis de encontrar. Excluindo daqui as melhores amizades (e mesmo essas, são poucas), não tenho ninguém que me complete realmente - como é óbvio. Há quem tenha andado (bem) lá perto, mas... there's still a piece that's missing.
Pessoas que se tornam (quase) essenciais? Não gosto de ser dependente de ninguém para ser feliz - mas sou, de certa forma. Não gosto de depender da presença e da vontade de outrem para estar completa e sentir-me feliz. Não gosto de perder essa liberdade que é a independência - mas perco, todos os dias um pouco mais. Não tenho muitas pessoas que me façam mesmo falta, mas as poucas que tenho, não posso perder. (Já perdi?)

As minhas (precárias) conclusões foram estas. A conversa não me fez mais feliz nem me tornou mais sábia, mas rendeu-me algum tempo de reflexão - que acabou por não levar a lado nenhum, em última análise.

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« Não pode ser só atracção física, não é? Porque se fosse só isso, não te apaixonavas outra vez todos os dias! E tu apaixonas-te por cada sorriso, por cada troca de olhares, por cada segredo que é só vosso e que não queres, nem deves, partilhar. És muito óbvia. »

Hoje ouvi isto e, apesar de não ter sido dirigido (directamente, pelo menos) a mim, tocou-me imenso. Vá-se lá saber porquê... não é?

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

up , down ( out? )


Há coisas que não entendo e outras que já nem procuro entender. Tenho medo. Mas é cansativo e frustrante andar à procura de respostas e só encontrar (ainda mais) perguntas. E questionar não só o(s) outro(s), como aquilo que eu mesma fiz.
Hoje não vou cansar-me a procurar palavras que sei que não virão - este calor todo deve ter afectado (também) a minha cabeça e as palavras estão todas embrulhadas umas nas outras. Tenho muito para dizer mas pouca vontade de o fazer, e medo. Adoro palavras e adoro escrevê-las mas desconfio que já nem as palavras estão a atingir o(s) objectivo(s) pretendido(s) - muito provavelmente porque já nem eu mesma sei qual é o objectivo, concretamente.
Hoje resumo-me a isto: ?

( e nestes entretantos, já foram 25h17m )

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terça-feira, 18 de maio de 2010

-.-'

« Come back and find me. ( in Throw Me A Rope by KT Tunstall »
« I will, I* »
(...)
« Não me respondeste no Facebook. »
« Não escrevi aquilo para ti. »
« Não? Era para quem então? »
« Não era para ninguém em especial. Era uma frase de uma música que gostei, só isso. »
« Por momentos pensei, é que parecia mesmo para mim. »
« Pensaste mal. »
(...)

Irritaste-me.
Ainda hoje de manhã escrevi sobre a tua resposta no Facebook a uma coisa que nem era para ti, e depois à tarde a conversa por mensagens foi aquela.
Volto a dizer: abre os olhos! Ultimamente irritas-me como nunca imaginei que fosse possível irritares-me, logo tu. Já te disse isto mas mesmo assim continuas, insistes... chateias-me. É mesmo isso.
Não vou perder tempo a escrever (mais) textos para ti, não hoje, não agora, não depois disto.
« Estamos chateados outra vez? » Não sei, sei lá como é que estamos! Foste tu que nos puseste assim! Estamos como estamos e é agora assim que quero que estejamos. Há coisas para as quais não há volta a dar. Aprende!

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

boa, Inês!

A minha cabeça está uma enorme confusão. Há dias em que mal consigo pensar, e hoje é um deles: tenho a cabeça a girar a uma velocidade estonteante e não consigo prender um pensamento coerente durante muito tempo... fogem-me todos.
Não consigo escolher uma sensação que sobressaia neste aglomerado, a não ser a própria confusão de sensações. Hoje tinha tomado as minhas decisões e estava relativamente calma, a tentar mantê-las e manter-me fiel a elas, mas como sempre, o inesperado aconteceu e as decisões voaram pela janela. E apesar de saber que devia mesmo fazer aquilo que digo a mim mesma... não dá. Sei que nunca vou ter coragem suficiente para isso. E o pior, é que não quero fazê-lo. Não é verdade que não se pode ajudar quem não quer ser ajudado? Talvez seja mais ou menos isso - não posso ajudar-me a mim mesma nem deixar que me ajudem, porque não quero. E uma vez mais, provo a mim mesma que saber o que fazer, saber o que está certo, não é sinónimo de realmente fazer isso - uma vez mais, o coração sobrepõe-se à razão e eu deixo-me levar (porque quero).
E agora? Agora, parece-me que estou presa num beco sem saída. Não quero voltar atrás, não consigo andar para a frente. O passado deixou de ser um lugar seguro porque já não consigo olhar para ele objectivamente (alguma vez terei conseguido?). O futuro nunca foi seguro porque é desconhecido. E o presente é ainda menos seguro do que qualquer um dois outros tempos, porque não sou capaz de descrevê-lo, nem sequer de o avaliar em condições: é tudo agridoce. É isso mesmo: nem doce nem amargo... é só confuso.
Gostava de saber quando vou poder sair desta montanha-russa.

( Some people come and go like seasons, others stay for a reason.
É isto que estou a tentar meter na cabeça... que há uma razão no meio disto tudo. Que assim está certo... por muito errado que seja sentir o que sinto. )

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domingo, 16 de maio de 2010

( ... )



Sinto uma enorme necessidade de (te) dizer alguma coisa, de (te) falar, de (te) escrever uma mensagem... de (te) qualquer coisa (nem sei bem o quê). Mas não o faço, escondo-me atrás do meu silêncio e deixo-me ficar quieta. Se calhar não devia, devia falar, arriscar, tentar (nem sei bem o quê). Ou se calhar é melhor assim, alguma distância, alguma reserva, algum tempo de silêncio para deixar os (meus) sentimentos acalmar... se calhar é melhor ficar assim (nem sei bem como), pelo menos por hoje.

repito incansavelmente que gosto de te ter (sobretudo sentir) por perto, e que se há pessoa da qual nunca me canso, essa pessoa és tu, para o bem e para o mal. ainda e sempre.

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Foi mais uma (péssima) noite com pouco sono, muitas voltas e reviravoltas e uma vontade enorme (reprimida) de gritar aquilo que sinto. A grande companhia foi a música, porque estava demasiado cansada para escrever e demasiado desperta para dormir. E houve dois, pelo menos dois momentos de enorme clareza enquanto ouvia duas músicas que nem sequer me dizem muito - foi assim que soube. Eu disse, já está tão claro dentro de mim, tão certo... nem vale a pena negar (mais).

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( mood changes )


É-me (sempre) mais fácil escrever quando estou mal. (Não sei porquê.) As palavras ocorrem-me e fluem mais facilmente, os textos saem mais lógicos e perceptíveis. Talvez seja do meu velho hábito de transformar a tristeza em lágrimas e as lágrimas em palavras, ou talvez seja simplesmente mais fácil (d)escrever um coração partido do que um coração pleno. (E o meu não está nem uma coisa nem outra - está a colar-se a pouco e pouco.)
Quando estou feliz, a necessidade de escrever não é tão grande e as palavras escorrem-me por entre os dedos como gargalhadas, não as encontro com facilidade, e mesmo quando o faço, dou-lhes menos valor, porque elas não conseguem chegar nem perto do que sinto. Quando estou bem, acabo invariavelmente por escrever textos lamechas e cheios de açúcar, porque esse é o caminho mais próximo do coração, e o caminho mais bonito e luminoso.
Hoje é-me (mais ou menos) difícil escrever, porque estou numa fase "mais ou menos": estou (mais ou menos) complicada, (mais ou menos) feliz, (mais ou menos) ansiosa, (mais ou menos) inspirada, (mais ou menos) receosa... (mais ou menos) apaixonada. (Mais ou menos) equilibrada.
Estou, no fundo, (in)definida. E não quero acabar com esta indefinição (pelo menos, não para já), por estranho que pareça, porque neste momento não quero ter tudo preto no branco. Não quero ter de ser obrigada a fazer escolhas, não quero fechar possibilidades nem matar esperanças, não quero largar sonhos e muito menos perder os pequenos (grandes) nadas que vou tendo.
Não estou feliz nem triste, não estou muito bem nem muito mal. Estou (in)completamente eu
. (E quero ficar por aqui algum tempo, contigo.)

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sábado, 15 de maio de 2010

Everyone has their weak spot. The one thing that, despite your best efforts, will always bring you to your knees, regardless of how strong you are otherwise.



Não tem sido fácil falar sobre o que sinto. Não consigo (e não quero). Não sou capaz de encontrar palavras que consigam dizer tudo, e como não gosto de meias-verdades, e ainda menos de mentiras, calo-me. Calo-me e guardo para mim: não gosto de dizer que escondo, mas é quase isso.
É estranho estar a escrever isto. Sempre precisei de falar sobre as coisas, de as discutir, de as dissecar, de pensar sobre elas (quase até à exaustão). Sempre precisei de me abrir com as pessoas para me compreender um pouco melhor, sempre gostei de ouvir outras opiniões para me decidir - não por insegurança, simplesmente porque sempre fui assim. Mas nestes últimos (dois) meses, ando a aprender a calar-me, a guardar, a manter só para mim. E custa, claro que custa, quebrar velhos hábitos, custa sobretudo calar-me quando por dentro grito. Mas tento, esforço-me, e consigo, porque quero. (E porque sei que é melhor assim.)
Não falo e evito responder porque sei, também, que ninguém compreenderia. Depois de tanto tempo e tanta confusão, ninguém ia perceber se eu falasse ou se tentasse sequer explicar. Mais que isso, ninguém tem de perceber nem compreender, porque há coisas que não se explicam. (E para mim não precisam de explicação, são bem claras.)
Ando a aprender que guardar só para mim não só evita imensas confusões, perguntas indesejadas e respostas difíceis como torna todos os pequenos momentos verdadeiramente especiais. Porque são só meus (nossos).

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« It's hard to wait around for something that you know might never happen. It's even harder to give up when you know it's everything that you've ever wanted. »

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quinta-feira, 13 de maio de 2010


Equilibram-se umas coisas e desequilibram-se outras. Gosto muito de vocês e precisava muito dos vossos (a)braços agora!

« lembrei-me de ti, pi, e quis dizer-te que te amo sempre e nunca te esqueço. (sempre teu), diogo »
É este tipo de coisas que me faz acreditar na eternidade dos sentimentos e das pessoas. Melhores amigos sempre! (L)

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( stay )


Não sei explicar porquê, mas acho que gosto desta espécie de «indefinição». Gosto de não saber (sempre) com o que contar, e de ter de me ultrapassar para conseguir ter o que quero. Gosto de te ter por perto quando "preciso" de ti e de saber que já não és (completamente) inatingível. Gosto de saber que consegui esquecer, de certa forma, as mágoas... que consegui crescer e aprender, e que foi isso que nos trouxe até onde estamos. Gosto de saber que mesmo depois deste tempo todo, e das confusões e das parvoíces e dos mal-entendidos e de tudo o mais que aconteceu, ainda significa(mo)s alguma coisa.
Gosto de te ter comigo. Só posso pedir que fiques. Que fiques sempre.

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terça-feira, 11 de maio de 2010


Há uns tempos atrás, fiz uma das coisas mais difíceis de sempre. Escrevi uma carta, enchi-me de coragem... e entreguei-a a quem ela era destinada. No segundo a seguir, arrependi-me: fiquei com a certeza que não deveria ter feito nada, devia ter ficado quietinha no meu canto e deixar as coisas correr e continuar como estavam - aliás, como não estavam.
Hoje, dois meses passados sobre isso, a minha opinião mudou drasticamente. Não só não estou nada arrependida, como até acho que foi das melhores coisas que podia ter feito. Livrei-me do nó que me apertava por dentro (porque tinha muito para dizer) e tudo acabou por se resolver (muito, muito) melhor do que alguma vez sequer imaginei.
Hoje, dois meses passados, o medo de escrever regressou, de certa forma, porque temo sempre ir longe demais, dizer demais, falar demais... sentir demais. Nunca sei se devo dizer tudo, ou se devo guardar para mim. Não quero voltar a cometer os mesmos erros do passado e deixar de dizer aquilo que sinto, não quero voltar a esconder tanto e a calar tanto porque isso não (me) leva a nada - mas, por outro lado, tudo o que é demais é erro... Enfim.
Hoje, o meu objectivo não é falar dos meus medos. É dizer que fico mesmo feliz por ter tomado aquela decisão tão repentina e arriscada e que se veio a revelar tão certa. Pelo menos para mim.

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my angel,

És das presenças mais constantes e mais insubstituíveis. Falar contigo sempre, contar-te o que se vai passando, receber os teus conselhos e opiniões, e ouvir-te, (tentar) ajudar-te, dizer-te o que penso e (tentar) deixar-te mais feliz, é um hábito já enraizado e uma das partes positivas dos meus dias.
Tenho muito a agradecer-te, mais do que a qualquer outra pessoa neste momento. Tens sido o meu grande apoio e a pessoa com quem mais tenho contado para ultrapassar as confusões e as coisas menos positivas.
Queria escrever-te alguma coisa em condições, mas acho que sabes tudo o que tenho a dizer-te. Obrigada, és fantástica, tens-me sempre aqui (por quanto tempo quiseres), fico mesmo feliz por te ter encontrado, adoro-te.

"alma gémea" «3

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

isto vai soar mesmo lamechas e tonto, mas hoje fico triste porque acabei o meu caderno. o meu caderno, onde escrevo tudo, sobre tudo, sem reservas nem censuras nem medos nem vergonhas. foi o quarto caderno cheio de "mim" e o quinto já está pronto para ser começado, mas este foi o mais importante até agora... escrevia nele desde novembro de 2008 e por isso é aquele que mais (e melhores) memórias guarda. como já disse hoje, parece-me que estou a despedir-me de um velho amigo. :c

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Se nestes últimos tempos as palavras têm faltado, neste preciso momento, não consigo mesmo dizer nada. A minha cabeça (ainda) não pensa em condições. Fico-me pelo mesmo: gosto muito de ti e não te quero perder.

you're so fucking special

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out of time,


Muitas vezes fico "frustrada" porque sinto que as coisas (me) acontecem, e as pessoas (me) aparecem, demasiado cedo, ou demasiado tarde.
Luto sempre pelo que é mais difícil de algum dia vir (voltar!) a ter, pareço querer sempre o (im)possível, e por vezes não consigo... vejo-me obrigada a desistir, e dói, porque me parto sempre em bocadinhos quando vejo os meus sonhos a desfazerem-se mesmo à minha frente. Depois passa-se algum tempo, reconstruo-me, e quando deixo de querer o que queria, as coisas acontecem e as pessoas parecem acordar e apercebem-se, e vêm ter comigo (ou voltam), mas... já é demasiado tarde.
E outras vezes acontecem(-me) coisas maravilhosas e aparecem(-me) pessoas fantásticas, e eu não posso (não sei) dar-lhes o valor que merecem, porque (ainda) não estou preparada, (ainda) preciso de crescer ou esquecer algo... no fundo, porque (ainda) é demasiado cedo.
Magoa muito, sentir que nunca se acerta com os passos de dança dos ponteiros do relógio, sentir que andamos sempre contra, e ao contrário, do resto das pessoas, e ver toda a gente a acertar-se, consigo e com os outros, enquanto nós continuamos a dançar fora de tempo...

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domingo, 9 de maio de 2010


Ando a precisar de encontrar as palavras certas para escrever tudo e sentir-me realizada. Não ando a gostar dos meus textos! O problema não está em não ter nada para dizer... está em não ser capaz de dizer tudo o que quero... a quem devia.

( e desta vez escrever não vai substituir o que precisa de ser dito, porque o que tenho a dizer, tem mesmo de ser dito e não escrito. )

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O que é que eu precisava agora? Animação.
Não gosto dos domingos porque nunca faço nada que tenha realmente interesse e porque tenho sempre a consciência de que no dia seguinte vai recomeçar a rotina (que ainda consegue ser mais desinteressante do que um domingo como o de hoje).
Se pudesse, escolhia ter uma aula de Educação Física como todas aquelas que tivemos durante o segundo período: a dançar!
Mesmo quando estava frustrada porque me faltavam as ideias para a coreografia, ou chateada porque nem todos queriam trabalhar, ou stressada porque não conseguíamos todos acertar neste ou naquele passo... pelo menos, tinha a cabeça ocupada com algo que não magoava e não cansava. Estava (pre)ocupada apenas com aquilo, e tudo o resto evaporava-se e só voltava a aparecer depois daqueles (santos) noventa minutos de aula.
É disso que eu preciso. De me animar. Sobretudo, de me desligar.

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sábado, 8 de maio de 2010


Quando não se consegue esquecer o passado, aquilo que mais aconchega e aquece é saber que continuamos presentes nas memórias da(s) outra(s) pessoa(s), mesmo que já tenhamos saído do seu coração. Mesmo que não se regresse àquilo que se foi (ainda que se queira), mesmo que não se regresse ao passado para reescrever a história (ainda que desse jeito), é bom saber que marcámos de alguma maneira. Que conseguimos permanecer no pensamento da(s) outra(s) pessoa(s), mesmo apesar de todo o tempo que passou.
Quando não se tem mais nada, ser recordado e saber que se é recordado é fantástico. É das melhores coisas do mundo (e ando a tentar redescobri-las, uma por uma).

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« At this moment there are 6,470,818,671 people in the world. Some are running scared. Some are coming home. Some tell lies to make it through the day. Others are just now facing the truth. Some are evil men, at war with good. And some are good, struggling with evil. Six billion people in the world. Six billion souls. And sometimes, all you need is one. »


(People that are meant to be together always find their ways in the end.)

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10 .


Não vou procurar palavras bonitas nem escrever grandes textos. Isso faria há uns meses atrás. Continuo a escrever porque, apesar de tudo, aquele dia oito foi marcante porque foi, de certa forma, um ponto de viragem. Agradeço-te só pela força e por me teres feito 'avançar' em algo que estava a precisar de ser deixado para trás. Mas não tenho mais nada a agradecer, nem nada mais a dizer. São dez meses. Por hoje é tudo.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

2nd round ,


Há coisas que marcam, marcam muito, marcam sempre e para sempre. Há coisas que não se esquecem, porque não se conseguem esquecer. E há coisas que marcam tanto, que não só não se consegue, como não se quer esquecer. E são essas coisas que merecem segundas oportunidades. Segundas tentativas. Novas guerras e novas quedas e novas vitórias que nos parecem levemente conhecidas mas que acabam por ser sempre diferentes. Novas sensações que se (re)descobrem. Estou a dar(-me) uma segunda oportunidade. Porque quero. Embora não deva.

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

dizem eles,

Passam a vida a dizer-me que penso demasiado. Que sinto demasiado. Que confio demasiado nas pessoas. Que fico demasiado presa ao passado. Que falo demasiado e, por vezes, demasiado alto. Que de vez em quando sou demasiado inoportuna. Que me deixo afectar demasiado por coisas às quais não devia dar tanta importância. Que sou demasiado sensível. Que levo demasiado a sério aquilo que me dizem e fazem. Que prezo demasiado aquilo em que acredito. Que escrevo demasiado. Que passo demasiado tempo sozinha.
Também passam a vida a dizer-me que devia usar maquilhagem todos os dias porque fico mais bonita. E que devia cortar o cabelo mais vezes porque me fica melhor. E que devia ler menos romances porque passo a vida a sonhar com príncipes encantados e mundos cor de rosa. E que devia deixar de sonhar tanto e passar mais tempo com os pés assentes na terra. E que devia seguir mais vezes a razão do que o coração. E que me devia proteger mais das pessoas que têm poder para me magoar. E que devia aprender a ser mais desinibida. E que devia deixar de ser má para as pessoas de quem não gosto. E que devia dizer tudo na cara das pessoas porque não tenho (mais) nada a perder.
No fundo, as pessoas fazem-me sentir demasiadamente exagerada e fazem-me sentir demasiadas vezes que não ajo como devia e que não faço as coisas certas. Fazem-me sentir deslocada porque estou sempre a mais
ou a menos, e que sou muito isto, ou pouco aquilo. As pessoas fazem-me sentir estranha.
Não posso nem vou generalizar e dizer que é sempre assim que me sinto, está claro que não é sempre, aliás, é só de vez em quando. Mas hoje foi um desses dias e hoje, cansei-me. Não sou assim tão esquisita nem tão diferente! Mas se for... que mal tem? Pelo menos penso pela minha cabeça. E gosto de mim assim.

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E como não passou de uma ameaça, de um pesadelo... está tudo bem. (:

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quarta-feira, 5 de maio de 2010


hoje é um daqueles dias em que, se pudesse, me descontrolava totalmente. estou mesmo a precisar de quebrar a monotonia que isto tem sido. apetece-me fazer aquilo que nunca faço!


( e tenho saudades tuas. )

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Deve ter sido das piores tardes destes últimos tempos.
Inesperadamente, numa conversa casual, foi feito um comentário que supostamente não deveria ter tido qualquer importância, e ao qual não liguei muito. Mas depois, quando pensei melhor no que tinha ouvido e comecei a juntar peça por peça, e recuei ao meu passado para descobrir que encaixava tudo certo... o medo começou a invadir-me.
Não estava a acreditar que aquilo me estava mesmo a acontecer. Uma vez, já custou tanto... mas duas?! Não podia mesmo acreditar. Parecia que estava a viver um pesadelo, as pessoas falavam comigo e eu não ouvia, só conseguia pensar "Outra vez não, outra vez não, outra vez não!". Estava a ver a minha vida a andar para trás. Estava-me a ver a ficar desesperada. Estava a ver o mundo a cair-me em cima... outra vez não!
Mas depois tudo passou. Recebi uma resposta à dúvida que me estava a magoar tanto, recebi uma espécie de garantia de que tudo não tinha passado de um mero pesadelo. E vou acreditar no que me foi dito, porque descobrir que aquele comentário era mesmo verdadeiro, dói muito, dói demasiado. Pesadelo ou não, doeu, assustou, magoou, partiu, rasgou. Foi como reviver tudo, e eu quero tudo menos isso.

[ voltei a ficar sem respostas, sem palavras, sem a noção do que é real e do que não é. volto a pedir para não me fazerem perguntas às quais não posso responder(-me). ]

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terça-feira, 4 de maio de 2010

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Há três dias que o meu querido joelho não me deixa em paz. Dói quando menos espero, dói imenso e não me deixa esquecer que ele existe. Não me deixa esquecer as eternas lesões que me fizeram deixar aquele que era um dos meus refúgios e o desporto que mais gostei de praticar até hoje.
Não esperava que as dores voltassem depois de tanto tempo. E não esperava que me "incapacitassem", de certo modo, como têm feito nestes últimos dias. Assusta-me e chateia-me estar assim, porque pensei que o pesadelo já tinha passado e está a voltar. Não quero que isto me aconteça, outra vez não! Já me fez perder demasiados sonhos...

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friends ,


Adoro quando os meus amigos percebem que não estou bem, como hoje, e em vez de fazerem perguntas, tentam logo animar-me. Uma das coisas que mais odeio são as (desnecessárias) perguntas de «estás bem?» e «passa-se alguma coisa?» quando está mais que óbvio na minha cara que estou tudo menos bem.
Hoje foi um bom dia, em termos de amizades. Cada vez mais dá para perceber quem está lá e quem não está, e sobretudo em quem se pode, ou não, confiar.

T, o obrigada de sempre, pelo motivo de sempre (L)
B, um obrigada pela mensagem que mandaste ontem à quem nós sabemos, obrigada pela confiança, por me defenderes, por acreditares em mim, por estares sempre comigo.
N, não tentes fazer de mim aquilo que não sou... nós percebemos o que querias, desta vez correu-te mal ;D «amigas não traem, amigas não mentem!»


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segunda-feira, 3 de maio de 2010

N ,


É triste, muito triste, quando confiamos nas pessoas e elas traem a nossa confiança. É triste quando perdemos amigos que julgávamos que íamos manter sempre, ou pelo menos durante muito tempo. É triste quando acontecem estas pequenas grandes 'merdas' todos os dias, nas aulas. É triste quando não reconhecemos aquilo que fazemos e atiramos as culpas para os outros. É triste quando nos armamos em valentes e fingimos que fizemos e dissemos algo que na verdade não foi feito nem dito. É triste quando andamos a tentar voltar as outras pessoas umas contra as outras para não nos sentirmos tão sozinhos neste mundo. É triste quando não temos amigos e temos de nos 'colar' a outras pessoas, ainda por cima quando entre essas pessoas está alguém que nos odeia há imenso tempo. É triste como tudo isto aconteceu.
Mas o mais triste disto tudo, és tu. És a triste no meio disto tudo. Vê se te lembras que no ano passado, quando perdeste TODA a gente, só nos tiveste a nós. Este ano... estás sozinha. É caso para dizer: cada um deita-se na cama que faz.

« Desculpa por não te termos conseguido ensinar que as amigas não traem e as amigas não mentem. Desculpa por te fazermos perceber o quão sozinha estás, desculpa por te obrigarmos a conviver com pessoas que falam mal de ti nas tuas costas, desculpa por teres perdido as únicas pessoas que estiveram lá para ti quando precisaste. Mas sabes que mais? Foste tu que quiseste assim. » Só um excerto daquilo que te escrevi. Mas depois percebi que não vale a pena e que tu não mereces que perca tanto tempo a enviar-te uma carta para dizer tudo... isso deixo para pessoas que realmente importam. Eu já não tenho mais nada a dizer-te.

Ia acrescentar que só esperava que viesses cá ler isto, mas de repente lembrei-me que nunca confiei em ti o suficiente para te dar o endereço do blog. Valha-me, ao menos, isso, já que te dei demasiada confiança em tantos outros aspectos. Agora devia apagar isto tudo porque não faz sentido estar aqui escrito se não vens ler, mas vou deixar... só porque me fez acalmar e respirar fundo. E a partir de hoje, acabou. Estou farta de ouvir falar de ti, e de falar de ti simplesmente. Foi o FIM (o teu!)

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(re)play ,

« Falar e escrever sobre os sentimentos será sempre o princípio, o meio e o fim, razão primeira e última da minha escrita. »
Margarida Rebelo Pinto



Ando na onda de reler os meus textos antigos - e de me assustar, invariavelmente, com aquilo que escrevi. Sei que na altura era tudo sentido, mas se calhar, se fosse hoje, tinha-me preocupado mais em agir em vez de escrever... em falar em vez de calar só para mim.
Os meus cadernos antigos têm uma coisa em comum com aquele em que escrevo agora: falo de mim, do que sinto, do que vivo, do que sou. Como sempre.
Os meus cadernos antigos estão cheios de sentimentos intensos. Tenho saudades de conseguir escrever de forma tão sentida, tão plena, tão... minha!
O que tenho escrito ultimamente, pelo contrário, não me parece completo nem satisfatório. Não me parece nada meu... parece-me deslavado, vazio e, sobretudo, repetitivo. Parece-me que digo sempre as mesmas coisas (sobre a mesma pessoa). Parece-me que não tenho mais nada na cabeça senão isso (e se calhar não tenho mesmo).
Mas para mim, que passo a vida a escrever e sempre gostei de o fazer, e sempre tive alguma habilidade para expressar por palavras escritas aquilo que nem sempre consigo dizer... para mim, dói não conseguir explicar tudo o que sinto, dói sentir que fico sempre aquém daquilo que quero, que nunca consigo chegar ao ponto certo, que por muito que escreva, nunca é suficiente.
Costumo dizer que as palavras só me faltam quando já sinto tanto, tanto, que nem sequer mil textos seriam suficientes para conseguir expressar-me em condições. Mas não sei se é o caso desta vez... nem sei se quero sentir tanto assim
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Sei que a minha cabeça vai-se clareando de dia para dia e há cada vez menos confusões quanto aos sentimentos. Resta saber se isso é bom ou mau.

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domingo, 2 de maio de 2010


Foi um dia verdadeiramente desinteressante: obriguei-me, literalmente, a estudar. E depois estive a ler mais textos, a ver mais fotos... a pensar no passado, no presente, na inconstância de sempre.

Estou desinspirada e sem nada para dizer. Mas cá por dentro, vai uma verdadeira (r)evolução! São tantos sentimentos diferentes... que já nem sei onde os guardar... nem esconder...

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mãe,


não é propriamente o nosso melhor dia, mas
gosto muito de ti.

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sábado, 1 de maio de 2010

Não foi propriamente um bom dia - tirando uma certa parte da manhã.
Já não estava habituada a zangas por motivos que já foram discutidos (e gritados) imensas vezes nestes últimos meses. Mas tudo bem... tudo passa.
E depois, estive a ler os meus textos escritos em Maio destes últimos três anos... e que sustos, que grandes sustos apanhei! Em 2007, estava a viver a primeira separação, a primeira dor - e tão pequena me parece agora. Em 2008, estava completamente apaixonada. Em 2009, estava imensamente magoada e furiosa.
E hoje estou relativamente bem. Porque tenho o que preciso... pelo menos por agora.

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