Não há mesmo muito mais para dizer, pois não? Já passei não sei quantas horas a dar justificações acerca de coisas que não tenho de justificar, a pessoas a quem não me tenho de justificar, e para quê, exactamente? Para nada. O resultado foi o exactamente o mesmo de não ter dito nada. Mas escrevo na mesma, para me libertar, apra não voltar aqui.
Se estou arrependida? Se calhar, um pouco. Mas tenho a consciência de que se voltasse atrás, teria tomado provavelmente a mesma opção, porque me continua a parecer ter sido a mais certa, digam o que disserem. Para mim, omitir continua a não ser mentir - ainda que seja mau, não é tão mau. Depois, se omiti, foi porque não achei que houvesse qualquer necessidade de contar algo que nem é, verdadeiramente, alguma coisa.
Não namoro com ninguém, não tenho qualquer tipo de relação séria. E mesmo que namorasse, continuava a manter a minha opinião - há coisas estrimamente minhas e vão continuar a sê-lo, faça eu o que fizer, com quem fizer. Prezo muito a minha liberdade e não estou disposta a perdê-la; são meus amigos e não mais do que isso, não têm qualquer direito de opinar sobre o que eu faço ou deixo de fazer.
Não sou mentirosa, não fui desonesta e odeio que me acusem injustamente - escolhi não contar algo que só me diz respeito a mim. Talvez devesse ter contado, talvez não, agora já não interessa; interessa que NUNCA menti quanto a isto, nem razões para isso tinha. Simplesmente não ando para aí a "espalhar" porque não há qualquer razão para isso.
Foi "a gota de água"? Ok. Mas era preciso atirar-me um monte de outras coisas à cara, coisas que supostamente já estavam "atrás da costas", coisas que se passaram há meses e não valia a pena voltar a "desenterrar"? Não, não era. Era preciso fazer cenas por chamar "totó" a não sei quem ou falar de uma festa em que nem se esteve presente, ou reclamar por causa das asneiras que eu digo? Meu Deus. Não, não era (e não teve qualquer tipo de sentido).
E quanto à parte do "Só me queres perto, pra dizeres que tens mais um amiguinho que se preocupe contigo e ande atrás de ti feito cachorrinho"? Essa é mesmo para rir. Ou foi dita de cabeça quente, ou então de facto perdi três meses a esforçar-me (sim, porque eu esforcei-me, e muito, para perceber todas as atitudes!) por manter uma amizade que agora se revelou não ter sido nada, porque não me ficaram a conhecer. "Fazia sentido à luz dos acontecimentos"? Devemos andar a ver os acontecimentos a luzes diferentes então, porque há coisas que não se dizem, muito menos depois de se terem dito imensas coisas exactamente opostas, menos de 24h antes. "Há coisas que não se fazem"? Pois há, realmente há. A noite de ontem e tudo o que ouvi, foi um exemplo disso.
Posso ter perdido uma pessoa que era realmente importante para mim, mas não fui a única. Também me perderam a mim, quer isso interesse quer não - e quando me fazem o que me fizeram ontem, dificilmente me recuperam. Tal como já disse há umas noites atrás, eu nunca me esqueço do que me fazem e dizem. E isto, foi só mais uma desilusão da parte de quem já não esperava tanto. Não quero saber se também sou uma desilusão - já fiz e disse tudo o que estava ao meu alcance e mais que isto, não posso, não quero e não vou fazer.
Chega de me rebaixar e correr atrás, chega de ser boazinha e compreensiva e condescente e de tentar aceitar aquilo que não compreendo nem hei-de compreender. Não foi uma escolha minha, mas hei-de lidar com ela. E embora agora doa mesmo muito, mais cedo ou mais tarde, hei-de recuperar. Já passei por pior e sobrevivi.
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