Só me magoo ao criar expectativas e sei disso melhor do que ninguém; apesar de tudo, continuo a fazê-lo, porque me é inevitável.
Continuo a vê-lo a passar por ele e a esperar que olhe para mim, que repare que eu estou ali, que reaja à minha presença... como sou parva, por vezes até dou por mim à espera que ele venha falar comigo - como faz sempre, mas só nos meus sonhos. Como se eu já não soubesse há semanas que ele não vai voltar a fazê-lo.
E as mensagens? Essa é outra grande estupidez. Porque quando recebo uma mensagem a uma hora mais "inesperada", estou invarialvemente na ânsia que seja dele. E claro que, ao abri-la, pode estar lá qualquer nome... mas nunca o dele. Há um mês e treze dias que não é o nome dele a estar lá. E da última vez mandou um mero "Ok." em resposta a algo que nunca, sequer, se concretizou. Porque é que continuo à espera, então? Porque sou parva. E porque não consigo (nem quero) acreditar que isto é mesmo o "fim da linha".
« Expectation is the root of all heartache », já dizia William Shakespeare. Sempre foi assim comigo: sempre esperei demasiado, sonhei demasiado, idealizei demasiado, quis demasiado. Sempre me entreguei demasiado, sempre confiei demasiado, sempre dei demasiado de mim, apesar de saber perfeitamente que me estava a meter "na boca do lobo", que estava a "brincar com o fogo", e que ia acabar inevitavelmente queimada.
E agora, há que aguentar os meus erros, e aqueles que não cometi e dos quais não tenho qualquer culpa. Continuo estupidamente à espera de algo que não vai acontecer - porque pior que isto, só mesmo não ter esperança.
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