terça-feira, 30 de novembro de 2010

( 18 )

A minha inspiração evaporou-se completamente agora que estou aqui sentada, mas a verdade é que passei o dia inteiro a pensar em ti (ainda mais do que habitualmente) e a roer-me toda de saudades, enquanto umas centenas de frases me passavam pela cabeça, frases que gostava de dizer ou, pelo menos escrever. Mas agora? Evaporaram-se todas e só sobraram lágrimas.
Hoje, escrevo-te com um propósito - e lá chegarei - mas antes, preciso de dizer-te, uma vez mais, o quanto significas para mim. E eu sei que isto já não é, de modo algum, uma novidade, mas sim, continuas a ser a pessoa mais importante do mundo para mim, apesar de tudo. Sim, continuo a gostar de ti com tudo o que tenho e sou. Sim, continuo a perder horas de sono, às voltas na cama, porque não me sais da cabeça quando tento adormecer. Sim, se eu pudesse e tu quisesses, eu ainda era capaz de dar o mundo por ti, contra tudo e todos, contra mim mesma até. Sim, tenho imensas saudades das tuas mãos e da tua boca e dos teus olhos e da tua voz e das nossas parvoíces e das conversas sem sentido e dos risos e de todos os momentos partilhados.
E agora? Agora, se eu quisesse, podia continuar por aqui, a escrever sem sentido e a repetir-me interminavelmente, porque encontro sempre palavras e palavras para te dizer, mesmo que não as queiras ouvir, mesmo que não venhas cá lê-las. Mas já chega.
Hoje, estou debilitada pelo nosso silêncio que parece incorrompível. Estou debilitada porque não sou capaz de parar de pensar em ti e tenho praticamente de me impedir de correr para o telemóvel e arranjar um pretexto qualquer para falar contigo, mesmo tendo perfeita consciência de que nada disto é recíproco. Mas hoje, calo-me e finjo, uma vez mais que está tudo bem, porque não me resta outra alternativa. Resta-me, sim, desejar-te tudo de bom, hoje, e manter o resto dos meus desejos só para mim.

Parabéns, meu amor.
Tens o sorriso mais bonito do mundo.

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domingo, 28 de novembro de 2010

Faz-me alguma confusão que nunca ninguém acredite em mim quando eu digo que não tenho qualquer tipo de arrependimento de algo que tenha feito.
As perguntas que acompanham as expressões espantadas são sempre as mesmas: como é que isso é possível?, como consegues nunca te arrepender de nada?, achas-te perfeita, achas que não cometes erros e é por isso que nunca te arrependes?... e afins.
Nunca sei bem que resposta dar para justificar a minha falta de arrependimentos, por isso opto sempre por dizer o mesmo: eu penso nas coisas antes de as fazer, penso bastante (demais até!), e como tal é muito raro poder dizer que as tenha feito inconscientemente. Não podendo (nem querendo) dar essa "desculpa", o que me resta senão admitir tudo aquilo que faço?
E é claro que eu cometo erros, toda a gente os comete. Cometo erros bem grandes por vezes. Erros que talvez pudesse ter evitado. Erros que decorrem dos meus defeitos (porque também os tenho e sei bem disso!). Mas nunca me arrependo dos meus erros, porque foram eles que me trouxeram até onde estou e, modéstia à parte, eu gosto de ser quem sou, e não o seria sem erros. (Sim, esta frase foi altamente cliché, mas é pura verdade!)
Não sei se esta minha sumária explicação faz sentido nas vossas mentes, mas para mim faz todo o sentido e é desta maneira que consigo não me arrepender de nada. Não vale a pena, sequer, perder tempo a pensar no que poderia ter feito para não errar - quando sei que ainda há solução, corrijo os erros, ou faço tudo por isso; quando não há solução, não me resta senão aceitar e seguir em frente, tentando sempre ser melhor do que era até ao momento.
(E é por isto que não me arrependo da minha tarde de quinta feira. Nem considero que tenha sido um erro...)

( e entretanto, este foi o meu post nº 500! ^^ )

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sábado, 27 de novembro de 2010

Já cheguei, por várias vezes, à conclusão que as expectativas elevadas raramente nos levam a algum lado. Hoje, a tarde que tive foi mais uma prova disso - uma prova inegável, de facto.
Não sei bem do que é que estava à espera, porque depois daquilo que aconteceu na Passagem de Ano, mais as inúmeras confusões, as discussões parvas, a amizade que ficou "on-e-off" e as semanas de silêncio pelas quais passámos, nunca poderíamos estar iguais ao que estávamos da última vez que nos despedimos - não só por tudo aquilo que nos aconteceu, "juntos", mas sobretudo por tudo aquilo que nos aconteceu separadamente e que nos mudou irreversivelmente.
No entanto, eu não estava à espera do que (não) aconteceu. Tive um grande sorriso e um abraço maior ainda logo que cheguei... mas depois não passou disso. Não passou disso, quando tudo o que eu precisava era de sentir que podíamos voltar a ser realmente amigos, amigos próximos.
Pelos vistos enganei-me - engano-me sempre com as pessoas de quem realmente gosto, não é? Pelos vistos mudámos demasiado - e a cumplicidade, o carinho, a ternura e aquele entendimento todo que faziam da nossa uma amizade 'brilhante', perdeu-se numa noite de Janeiro, há muito tempo atrás.

Sempre pensei que chegaria aqui, hoje à noite, depois de um reencontro após mais de dez meses sem te ver, e poderia dizer, orgulhosamente, que te adoro e que continuas a ser muito importante para mim, e que adorei a hora que passei contigo hoje.
Não posso. Adoro-te, sim, e continuas a ser muito importante para mim, porque as pessoas (para mim) nunca se esquecem. Mas não gostei da tarde de hoje - posso mesmo descrevê-la como tendo sido "miserável", porque me senti totalmente desenquadrada e não parava de me perguntar o que estava a fazer ali.

 
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dizem que as melhores coisas acontecem quando menos se espera e eu acredito cada vez mais nisso - porque se houve algo inesperado, então foi aquela meia hora da tarde de hoje. De facto, ainda não tenho bem a certeza se não terei estado a sonhar acordada, de tal modo foi inesperado.
Não sei dizer como me sinto, ou não me sinto. Ainda estou atordoada e confusa e feliz e triste ao mesmo tempo, sobretudo porque não faço ideia do que é que é suposto eu pensar ou sentir. O meu equilíbrio recém-adquirido voou pela janela e volto a estar presa por um fio à realidade, apenas porque não posso, de maneira nenhuma, voltar a deixar-me cair nos sonhos - já deu para ver onde eles me levaram da última vez que me permiti sonhar alto... e eu não quero, por nada deste mundo, voltar ao abismo que foram as últimas semanas, agora que consegui recompor-me (mais ou menos).
Não sei o que dizer senão que, apesar de tudo, gostei, gostei muito, gostei imenso, e isso é inegável. Gostei imenso, porque continuo a gostar imenso de ti.

E só posso concluir que tenho imensa sorte em nunca me arrepender de nada daquilo que faço, porque tendo em conta o passado, esta seria uma das coisas das quais me devia estar a arrepender seriamente agora, sobretudo porque me descontrolou tudo aquilo que me tenho esforçado seriamente por controlar nas últimas três semanas. Mas eu sabia que nunca seria capaz de me negar, e não estou nada arrependida - até porque tudo o que fiz, foi em consciência. E o que está feito, está feito. E eu estou feliz - por agora.

Amo-te. (porque já sentia falta de o dizer, e ainda faz algum sentido para mim)

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Honestamente, não sei dizer como estou: se bem, se mal, se mais ou menos. Estou apenas muito, muito confusa. Sei que ainda gosto - já gostei mais, já gostei menos, mas ainda gosto e isso é óbvio para quem quem que esteja com um pouco de atenção. Hoje, por exemplo, não fui capaz de esconder que fiquei afectada, e que não gostei de certas coisas... enfim.
E também sei que me sinto muito mais positiva, muito mais leve e muito mais livre do que me senti nos últimos dois meses meses. E só isso vale por tudo... portanto, mesmo não sabendo ao certo qual é o meu "estado psicológico e sentimental", se ficar assim durante um tempo, fico bem. E tenho tido ao meu lado as pessoas de quem preciso - mesmo todas!
É assim que volto a gostar de mim. E é assim que volto a acreditar que as coisas acontecem sempre por um motivo... só ainda não sei qual.

I don't know if I'm getting over him, or if I'm just getting used to the pain.

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domingo, 21 de novembro de 2010

( never forget you )

« I'll never forget you
They said we'd never make it
My sweet joy
Always remember me
(...)
You know the stripes on a tiger are hard to change
I know this words feel like an empty stage
I wouldn't change a thing
(...)
You love that I didn't forget you
We just got swallowed up
By the whole damn world
(...)
Don't you know that you're my joy?
Always remember me »

( http://www.youtube.com/watch?v=a4dSEyaT6R8 - can't stop listening! )

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sábado, 20 de novembro de 2010

Beijinhos + perfume impossível de identificar mas realmente bom + olhares e sorrisos + amigos comuns + calor humano + casacos brancos às riscas verdes + bodyboard + histórias dos momentos mais embaraçosos de sempre (...) = uma noite inteirinha a sonhar (acordada e a dormir).

Resumindo e concluindo, sem adiantar mais pormenores: uma vez mais, a noite de ontem não só não desiludiu como até foi, arrisco dizê-lo, a melhor coisa da minha semana. Very good indeed. :D

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( old habits die hard )

Suponho que é tudo uma questão de me habituar, não é? É aquilo que toda a gente diz... que é só dar tempo ao tempo e não me prender demasiado às coisas que foram e já não voltam.
E é isso que eu tenho feito - tenho dado tempo ao tempo, e sobretudo tempo a mim própria, para conseguir encontrar uma espécie de equilíbrio onde consiga ser eu própria outra vez. Tenho dado tempo à minha vida, para que ela se reorganize dentro do seu próprio ritmo, com calma e sem forçar nada.

Hoje, sinto-me realmente orgulhosa por dizer que estou a conseguir. O meu processo de habituação está a tornar-se um bocadinho mais fácil a cada dia que passa - mesmo continuando a sentir o que sentia, mesmo continuando a ficar nervosa e com o ritmo cardíaco acelerado sempre que o vejo, mesmo continuando a pensar nele todos os dias e a sonhar com ele em várias das minhas noites. Estou a conseguir e isso é tudo o que me importa neste momento, porque é algo que nunca consegui realmente antes.
Sinto-me mais e mais leve. E já consigo sentir-me bem durante várias horas. Já consigo ouvir música. Já consigo falar com as pessoas e interessar-me por algo para além do meu mundo e da minha dor.

Sou eu outra vez.
Mais magoada, mais desiludida, menos inocente e muito mais madura do que era até há uns meses atrás.

- Old habits die hard when you got a sentimental heart.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Estava eu a pensar na nossa última 'conversa' e vieram-me à cabeça umas certas palavras (tuas), que foram qualquer coisa como:

« Tu nunca te chateias... Quer dizer, chateias. Mas não mostras. »

Deve ter sido das coisas mais certas que já disseste.
E nem te apercebes(te) disso.

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Quando começo a sentir-me mais ou menos equilibrada - magoada, desiludida, desapontada (...) e muito, muito triste, mas equlibrada - arranjo sempre maneira de estragar tudo. Hoje, estraguei tudo o que tinha vindo a conseguir com aquela que foi a minha opção mais certa, mais errada, mais arriscada, mais estúpida e mais gratificantete, tudo em simultâneo.
Nem sei para que fui lá falar com ele. Honestamente, eu já calculava as respostas que ia receber, não poderiam ser outras. Foi uma espécie de "desculpa" que arranjei quase inconscientemente para poder ouvir a voz dele. Para sentir que, de algum modo, ainda posso falar com ele se quiser, mesmo que não deva.
Foi uma pequena conversa de nada. Alguns sorrisos, um piscar de olho, sim - e depois? E depois, supostamente não deveria ter acontecido nada. Mas o meu coração não se coibiu de bater (muito) mais rápido, as minhas mãos não se impediram de tremer do nervosismo. Não consegui evitar ficar feliz por aquela ninharia. E depois... e depois, uns minutos mais tarde, também não consegui impedir as lágrimas que ninguém percebeu, nem a sensação de desespero e vazio que já não me atingia há uns dias.
Eu aguento-me todos os dias, e faço um enorme esforço por isso, do qual ninguém se apercebe senão eu. Não é fácil para mim participar em conversas que muitas vezes não me interessam, apenas para me sentir 'integrada' e menos sozinha. Não é fácil tentar evitar que o nome dele soe dentro da minha cabeça como se fosse uma melodia que não consigo deixar de ouvir porque não conheço outra. Não é fácil concentrar-me noutra coisa que não sejam as saudades que me devoram, por vezes, e me deixam totalmente exausta de tanto as tentar combater com qualquer outra coisa que me distraia delas. Acho que tenho feito um bom trabalho nos últimos dias - não me tenho queixado muito e o meu humor até tem estado bastante estável.
Mas às vezes não dá. Ainda estou demasiado apaixonada e ainda não consigo convencer-me que acabou, acabou, acabou, acabou mesmo.

Eu só pedi para não deixarmos de falar.
No entanto, olho para ti e sinto que já não te conheço.
E é isso que dói mais.

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Há um provérbio popular que diz qualquer coisa como "Quando Deus fecha uma porte, abre uma janela".
A porta que me foi fechada era a minha porta preferida. Tinha lá tudo aquilo que eu sempre quis... tudo aquilo que eu mais pedira e nunca pensara (voltar a) ter. E sempre que atravessava aquela porta, eu sabia que ia para um local melhor, sabia que ia ter os melhores momentos e as melhores recordações. Era como o contínuo realizar de um sonho.
(Falo no passado porque não posso descontrolar-me nem permitir-me querer o que já me é inatingível.)
Mas a porta fechou-se, como eu no fundo sabia que teria de acontecer. Fechou-se... e desde então sinto-me mais e mais vazia, porque sinto que continua a fechar-se um pouco mais todos os dias, contra a minha vontade e porque não posso fazer nada para o evitar. A porta fechou-se (preciso de o dizer muitas vezes para me convencer a mim mesma), está fechada e, ao que parece, assim vai continuar. E eu não posso continuar a forçá-la e a tentar entrar num mundo onde já não sou bem-vinda.
Não sei ao certo se o tal provérbio é verdade ou não, mas isso é tudo o que quero neste  momento - que me seja aberta uma janela. De facto, quero mesmo que a janela seja escancarada só para mim, e que para lá dela haja muito sol e calor e tudo aquilo que eu quero e preciso e ainda não encontrei, tudo aquilo que me tem faltado nos últimos tempos.
Mas eu acredito - nem que seja loucura, eu ainda acredito.

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Aqui, onde eu vivo, toda a gente sabe da vida de toda a gente, e se não sabem, inventam, porque dá sempre jeito ter motivos de conversa e falar da vida dos outros é muito giro. Esta cidade é muito pródiga no "diz que diz", toda a gente conhece todas a gente e toda a gente se interessa por aquilo que cada um faz ou deixa de fazer. É por isso que acho impressionante que pessoas - que dizem ser "discretas" e gostam de situações do género "What happen is Vegas stays in Vegas" - se esqueçam tão frequentemente da cidade pequena em que vivem, das pessoas com quem têm de conviver regularmente.
Habitualmente não gosto nada desta situação, mas se passar por cima da morbidez e da desilusão, acaba por ser engraçado. Já não me esforço minimamente por obter informações, mas elas vêm-me parar às mãos, mesmo sem eu querer.
E lá está, tudo isto me leva a referir aqui outra vez, em português bem claro, que eu não sou burra. Podem tentar esconder-me as coisas, mas elas acabam sempre por chegar a mim de uma maneira ou de outra - seja porque olho pela janela por mero acaso, seja porque me contam e trazem provas indubitáveis. Posso ser (e sou!) muita coisa, mas burra? Garanto que não sou. E como tal agradecia se parassem de agir como se fosse.
Este texto põe um ponto final na situação e é por isso que o escrevo - vou pôr isto para trás das costas e fingir que nunca soube nada. No entanto, a pouca confiança que havia esvaiou-se no nada. E sem confiança, não vale a pena continuar.

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Tenho muitas, muitas saudades dos beijinhos na testa e no pescoço.
E dos sorrisos que me iluminavam toda, por dentro e por fora.
E de simplesmente sentir o teu cheiro.
E ouvir a tua voz.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Não sei lutar contra mim própria. Nunca soube resistir a tentações nem não me deixar levar por aquilo que mais quero. Mas agora - e sobretudo depois daquilo que descobri hoje - esse vai ser o meu maior desafio: esquecer o que quero, para conseguir manter a minha sanidade mental (ou o que dela resta) e (talvez) alguma paz de espírito. Há coisas que se perdoam, mas não se esquecem. Mas há um limite para tudo e eu estou cansada de me oferecer sempre e não receber nada em troca, a não ser desilusões atrás de desilusões. Mas talvez desta tenha sido de vez - ou assim espero. O cansaço é muito e eu já não posso mais viver na loucura que a minha vida tem sido. Continuo a não gostar do verbo desistir, e como tal não vou usá-lo. Mas para mim chega. Esgotei-me na tentativa de nos salvar. Agora chega. Não tento mais nada. Não posso. Tenho de ser forte e lutar contra mim mesma e aquilo que mais quero. Tenho de ser. Vejo-me obrigada a isso.

Acabou.
Por agora.

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domingo, 14 de novembro de 2010

Fico tão orgulhosa por saber que ainda há quem me leia e aprecia as minhas palavras.
Escrever é, literalmente, a minha vida - ainda mais ultimamente, que as palavras que gostava de poder dizer, tenho de trancar dentro de mim. É mesmo bom saber que há alguém que encontra alguma qualidade, e se encontra a si mesmo, no pouco que vou mostrando por aqui, do muito que escrevo para mim mesma. É muito bom mesmo.

E um obrigado especial à C., que com um simples comentário me fez voltar a acreditar em mim :)

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( 1 )

(Tenho o prazer de anunciar que) este blog faz hoje um ano!
Numa madrugada de domingo, decidi recomeçar a escrever por aqui (já o tinha criado em Abril de 2009, mas estava votado ao esquecimento...) porque senti necessidade de um sítio qualquer que fosse diferente, e onde me pudesse expressar livremente. E se inicialmente, não passava disso - só mais um sítio onde escrever - hoje é um vício completo e um dos poucos locais onde me deixo ser completamente "eu", quase sem restrições, vergonhas ou medos.
O meu último ano foi imensamente marcante e de grande evolução. Gosto sempre de recordar datas e momentos e este é um dos locais onde mais me reencontro e mais recordo o que foi e deixou de ser, o que foi e continua a ser e o que foi e será sempre.

Muito obrigada a todos os que me lêem e contribuem, de alguma forma, para fazer de mim aquilo que sou.
Muito obrigada a todos os que acreditam em mim e me dão força para continuar.
E um muito obrigada a ti, porque continuas a ser a minha inspiração e aquilo que me faz escrever e querer continuar a fazê-lo sempre, nos dias bons e nos dias maus, mesmo sem disso teres consciência.

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sábado, 13 de novembro de 2010

Estou-me a sentir tão bem, que ate é assustador. As palavras correm na minha mente com uma velocidade assustadora e já sei que não vou conseguir agarrá-las todas e pô-las aqui - mas vou dar o meu melhor (as always).
O que é que me aconteceu para estar assim tão bem? Não muito. Um mero ensaio de teatro. Mas aquilo que aparentemente seria só mais uma noite de sexta feira como todas as do último ano e meio, revelou-se na "tábua de salvação" que eu tanto estava a precisar de agarrar.
Tudo começou com um abraço do melhor amigo - e os abraços de sexta feira valem bem a espera! E depois, começou a sessão. Há meses que não fazíamos uma sessão de exercício físico, ultimamente tem sido só textos e discussões e reorganizações e reuniões. Hoje, fizemo-lo - e apesar de ter sido, no meu entender, pouco rica em termos de "conteúdo" (nós éramos melhores que isto!), foi muito rica e muito benéfica em termos de diversão. Já não me lembrava da última vez em que estive tão desinibida, tão solta, tão leve, tão em contacto comigo mesma e com o meu corpo e com os meus instintos de movimento. Já não me lembrava de me rir tanto como me ri esta noite. Já não me lembrava, sobretudo, de um momento em que conseguisse não estar a pensar nele e em nós... já não me lembrava de não estar em permanente sofrimento.
Esta noite tive tudo o que poderia pedir - tive distracção, abstracção, dança, riso, loucura e amigos. Estava noite descobri que ainda consigo ser interessante. Esta noite descobri que ainda consigo interessar-me por pessoas. Esta noite descobri que ainda consigo ser sociável e fazer amigos. Esta noite descobri que consigo reagir - nem que seja só um bocadinho, a pouco e pouco. Esta noite descobri que ainda tenho Esperança. Sobretudo, esta noite redescobri-me - ainda estou dentro de mim, ainda sou o que era e um dia hei-de deixar de ser esta confusão de dor e solidão e mágoa e saudades e amor engarrafado e rolhado para não se soltar e correr livremente para ele.
Não acredito que seja(m) precisa(s) outra(s) pessoa(s) para esquecer uma outra. Mas acredito que é sempre bom conhecer pessoas novas - sobretudo quando essas pessoas se revelam interessantes e simpáticas e bastante engraçadas. Gostei de conhecer quem conheci hoje. Foi prometedor. Foi bom. Fez-me reagir à apatia.

Hoje, foi uma noite fantástica. Saber que ainda estou cá dentro, foi um enorme alívio.
Uma vez mais, respiro fundo. Sorrio. A dor diminuiu um bocadinho.
Foi o primeiro passo da re-re-re-re-re(...)recuperação.

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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

( I dreamed a dream )

« I dreamed a dream in time gone by
When hope was high and life worth living
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving
Then I was young and unafraid
When dreams were made and used and wasted
(...)
And still I dream he'll come to me
That we will live the years together
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather
I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream I dreamed »

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( 11/11 )

Este é sempre um dia complicado. Tenho memórias muito vivas - memórias de há três anos atrás (e agora memórias também de há oito meses). Memórias muito boas, daquelas que quero guardar sempre, e que no entanto me magoam muito, só de pensar nelas.
Não me vou debruçar muito nesse aspecto. Já sou suficientemente repetitiva naquilo que escrevo... não vou debruçar-me nas memórias nem descrever aquilo de que me lembro, porque são coisas só minhas (e tuas) e a mais ninguém dizem respeito.
As pessoas dizem sempre que tudo vai passar, que a dor vai atenuar, que mais cedo ou mais tarde acabo por me habituar a ela. Ou então dizem que é preciso reagir e sorrir sempre, mesmo quando estou muito mal. Ou então que não posso estar sempre a remoer nas memórias e no que foi ou não foi ou poderá ser ou não será. E eu sei, eu sei que elas têm razão - mas acho que há um tempo para tudo e eu ainda não estou no tempo certo para 'reagir' e querer sair disto. Como já disse muitas vezes, o facto de saber o que é melhor para mim não implica que queira - ou, neste caso, seja capaz - de fazer algo diferente do que faço... mas já me estou a dispersar e não era nada disto que queria dizer.

O que eu quero mesmo dizer, meu amor, é que me vou lembrar sempre de nós. Nem que tenha de me lembrar por mim, e por ti - mesmo que nos tenha de perder, eu não vou esquecer-nos. Porque ainda és o mais importante - mesmo que nenhum de nós queira que assim seja.

- I really am such a fool.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Detesto isto.
Detesto a maneira como fico nervosa só de olhar para ti, e como não consigo evitar o fluxo de recordações, antigas e recentes, que me invade a cabeça numa fracção de segundo. Detesto já estar cheia de saudades e detesto ainda mais o medo que tenho sempre, que é o de voltar a deixar de te conhecer. Detesto não ser capaz de apagar as mensagens que tenho guardadas, apesar de nem conseguir olhar para elas, muito menos relê-las. Detesto o modo como me sobressalto de cada vez que ouço o teu nome, apesar de não ser de ti que estão a falar. Detesto trocar dois dedos de conversa contigo num intervalo e ficar o dia todo com o teu sorriso, a tua voz e o teu perfume às voltas na minha cabeça, quando a conversa não foi nada de especial e, com certeza, insignificante para ti. Detesto querer, gostar, esperar, sonhar... detesto sentir tudo em demasia.
Hoje, não consigo deixar de pensar em como seriam as coisas, agora, se nunca te tivesse conhecido.

- It turns out freedom is nothing but missing you.

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

boys don't cry ( and I try not to )

« I would tell you that I loved you
If I thought that you would stay
But I know that it's now use
That you've already gone away
(...)
I thought that you needed me more
I would do most anything to get you back by my side
But I just keep on laughing
Hiding the tears in my eyes »

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Hoje apercebi-me de que não sei, mesmo, do que é que estou à espera. Não faço ideia. E não sei, também, porque é que ainda tenho Esperança.
Aquilo que eu realmente quero, (já) não tenho nem vejo maneira de voltar a ter, pelo que preciso de arranjar maneira de me libertar desse desejo - e tão rapidamente quanto possível, ou então dou em doida.
E para além disso? O que mais posso querer? Que fiquemos amigos? Pois sim. Alguma vez nos conhecemos, sequer, como amigos? Alguma vez, nos últimos três anos, quatro meses e três dias, fomos amigos?
Se bem me lembro - e a minha memória é muito boa, obrigada - não. Não mesmo. Houve sempre sentimentos à mistura, fossem eles quais fossem, mais fortes e intensos ou mais "mornos" e estagnados. E mesmo se nem sempre os há, ou houve, da tua parte... no que me toca sempre os houve e há-de haver.
E depois de tudo isto... de que é que eu estou à espera? Que sintas a minha falta e procures, de alguma maneira, ficar próximo de mim, ainda que não com a mesma proximidade dos últimos meses? Que descubras que, afinal, até sou importante e não me queres perder completamente?
Pois. Acho que o melhor mesmo é esperar sentada...

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Hoje foi especialmente difícil não arranjar um qualquer motivo para ir falar, para enviar uma mensagem, para me cruzar no corredor ou para obter um qualquer sinal de vida.
És o meu (mau) hábito mais enraizado e custa-me muito deixar-te ir. Sobretudo quando sinto que nunca gostei tanto de ti como agora - agora, que já não és nem um bocadinho meu.

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( 1h27 a.m - sleepless )

Não é fácil, para mim, apaixonar-me. Sou fácil de encantar, isso sim - prendo-me rapidamente às pessoas e dou-lhes muito de mim, tanto que às vezes penso já ter-lhes dado tudo o que tenho para dar, e não sobra nada para mim. No entanto, e apesar de algumas vezes já ter achado que sentia, por certas pessoas, mais do que encanto e paixão... isso não era verdade - eu não estava realmente apaixonada, estava maravilhada com a ideia de estar apaixonada, e por isso queria está-lo, a todo o custo.
Se olhar em retrospectiva, recorrendo a tanta objectivade quanto possível, chego à conclusão de que só estive apaixonada uma única vez... até porque nunca consegui "desapaixonar-me" realmente. Assim se passaram três anos e alguns meses e eu nunca soube como deixar de gostar dele - mesmo quando neguei, a mim própria e a toda a gente, ainda sentir alguma coisa, no fundo eu sabia que ele nunca deixaria de ser importante.
As pessoas dizem que o primeiro amor nunca se esquece, e eu começo a acreditar cada vez mais nisso. O meu primeiro verdadeiro amor foi, e é, este - e já teve tudo, tudo, absolutamente tudo de mim. E tendo já dado tudo aquilo que tinha para dar, há partes de mim que nunca serão, nem poderão ser, recuperadas... já não são minhas para que possa voltar a oferecê-las. É por isto que sei que, por mais que o tempo passe, nunca vou esquecer os últimos três anos - e particularmente este Verão! - porque fizeram de mim quem eu sou. E quem vou ser daqui para a frente.

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sábado, 6 de novembro de 2010


Quanto a hoje, direi apenas que foi um dia razoável.
Quando não tenho pessoas à minha volta, é sempre mais fácil sentir-me.
Só preciso que as recordações deixem de aparecer tão constantemente.

I'm not gonna lie, I've been a mess.
Since you left.

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Ainda que não servisse de nada, gostava de ter palavras para te dizer o quanto eu gosto de ti, o quanto és importante para mim e a maneira como me afectas em tudo o que (não) fazes. No entanto, acho que não há palavras suficientes, nem suficientemente boas, para poder descrever na perfeição os sentimentos - sobretudo quando são tão transcendentes como estes. Esqueço, portanto, a procura de palavras - fico só na esperança de que saibas que vais ser sempre das pessoas mais importantes da minha vida. E que te lembres disso de vez em quando.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Já me parece uma eternidade desde que te perdi - porque o tempo custa sempre insuportavelmente a passar quando não te tenho.
Não estou arrependida do que fiz - de nada do que fiz nos últimos oito meses - e não me canso de o repetir. Não estou arrependida de nenhuma das minhas escolhas e se me fosse dada a oportunidade de regressar e refazer, voltaria a fazer tudo da mesma forma. Nem a consciência de que não sentes nada por mim é capaz de mudar isso.
Da última vez que tudo isto aconteceu, escolhi o caminho da raiva - porque na verdade não poderia ser de outra forma. Mas desta vez não o posso fazer, não só porque já estava, de certa forma, "avisada" de que o final iria ser assim, mas também - e sobretudo - porque a última escolha que fiz obriga-me, agora, a aceitar tudo (calada). Tal não significa que não tenha os meus momentos de irritação, porque os tenho... mas agora, é maioritariamente tristeza, o que sinto.
Não te quero odiar, muito menos que me odeies. Não quero chatear-me, nem que te chateies comigo. Não quero afastar-nos mais do que já estamos - e desta vez preciso de me obrigar a acreditar em ti e nas últimas palavras que me disseste.
Espero que não tenham sido meras palavras sem significado - porque para mim, é mesmo muito importante que aquilo que te pedi, aconteça. E não peço mais nada... porque não posso.

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

( ver de perto com a dor de quem está longe )

Sou um bocado masoquista, sim. Entreguei-me (outra vez) à leitura de conversas, mensagens, comentários em redes sociais: tudo coisas antigas... coisas sem retorno... coisas que me fazem chorar. Mas que não estão perdidas, porque as conservo comigo, sempre. Tenho um número assustador de recordações "palpáveis" - ninguém faz ideia. E tu, sobretudo, não tens noção do quanto tudo isto ainda representa para mim. Nem do quanto me faz feliz, e me magoa simultaneamente, a tarde de ontem.

Estou a esforçar-me por melhorar, por reagir. Estou a tentar gostar das saudades, como tu... Mas não sou capaz. Amo-te demasiado para conseguir gostar de sentir a tua falta.

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Não quero saber se o que fiz hoje está certo ou errado. É certo que foi meio inesperado e não tive muito tempo para pensar, mas mesmo que tivesse pensado, o resultado teria sido o mesmo. Sempre tive dificuldade em negar a mim própria aquilo que mais quero - e naquele momento, aquilo que fiz era tudo o que eu mais queria fazer.
Estou a escrever isto e a conter as lágrimas, porque apesar de ter tido aquilo que queria, tive também tudo o resto que não queria. Estou aliviada, por um lado, mas muito triste por outro. Não sou, ainda, capaz de olhar para isto como aquilo que realmente foi - tenho até medo de escrever as palavras correctas.
Tenho a perfeita consciência de que aquilo que fiz só vai tornar as coisas mais difíceis para mim. Tenho a perfeita consciência que era melhor para a minha consciência, a minha memória e o meu coração se tivesse ficado quieta. Tenho a perfeita consciência que esta será mais uma dor a acrescentar às muitas que já tenho na bagagem. Tenho a perfeita consciência de que represento pouco - e nem sequer sou a única... - apesar de tudo aquilo que sinto.
Mas hoje não quero saber de nada disso. Hoje preferi ignorar tudo aquilo que sei, preferi fingir não saber de nada, para deixar isto acontecer. Fiz a minha escolha numa fracção de segundo - e essa escolha foi não pensar demasiado na dor que ainda está para vir, nas memórias que não vão parar de me assombrar os dias e as noites e todos os momentos em que não estiver ocupada com alguma coisa. Fiz a minha escolha na esperança de que as coisas não fiquem pior do que já estão agora. Fiz a minha escolha tendo perfeita consciência de tudo. E, sobretudo, fiz a minha escolha e sei que foi a escolha certa, porque prefiro mil vezes arrepender-me do que fiz, do que ficar para sempre atormentada por não ter feito isto.
Estou muito triste, sim, estou. Mas por outro lado, estou imensamente aliviada e feliz por esta tarde. É assim que quero lembrar-me sempre das coisas; quero guardar memórias boas e não más. Quero poder lembrar-me de nós com um sorriso e quero, sobretudo, que te lembres de nós assim, também tu. Quero guardar-nos para sempre assim - como fomos hoje, como seremos sempre.
Porque para mim, somos mesmo para sempre! Sempre o disse...

Obrigada, meu amor. Amo-te.

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Queria conseguir articular os sentimentos e as palavras, organizar a minha cabeça de uma vez por todas e escrever um texto onde me libertasse totalmente. Queria conseguir escrever sem pensar se estou, ou não, a ser lida. Queria conseguir passar tudo aquilo que penso para uma mensagem qualquer e depois, ser capaz de enviá-la.
Mas não sou capaz - não sou capaz. Dizer a mim mesma que não tenho nada a perder não me dá forças; só me faz perceber que na verdade não tenho mesmo nada que tenha medo de perder, estou vazia e sozinha e cansada e não sei o que quero. Melhor, sei o que quero, mas não sei se posso ou devo, nem sei se terei mesmo oportunidade de me testar a mim mesma. Luto contra mim, luto contra o que quero... e não chego a lado nenhum.
Estou só demasiado farta de estar sempre magoada e de sair sempre desiludida, estou cansada de estar triste e de chorar com quase tudo, estou simplesmente cansada de estar sempre cansada. Queria libertar-me mas, por outro lado, tenho sempre qualquer coisa a prender-me e a não me deixar sair daqui. Qualquer coisa estranha que me atrai de um modo inexplicável e, mesmo que eu queira fugir, acaba sempre por apanhar-me, ainda antes de eu voltar costas.
Só quero que as coisas se resolvam de uma vez por todas. E, por uma vez, gostava de não ter de ser eu a fazer as perguntas, gostava de não ter de ser eu a pressionar e a insistir - até porque acabo sempre por ouvir o que não gosto ou por receber mentiras ditas, como se nada fosse, na minha cara. Por uma vez, gostava de ser levada a sério. E apreciada. Ou então de ser capaz de deixar de dar valor a quem não me valoriza a mim.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Há os dias maus e os dias melhores. Os dias agitados e os dias entediantes. Os dias que parecem voar e aqueles que se arrastam interminavelmente. Há os dias negros e os dias cinzentos. Há os dias de desespero e aqueles em que sinto alguma esperança. Há os dias em que sinto que nunca vou recuperar totalmente e aqueles em que consigo achar que basta dar tempo ao tempo para as coisas se resolverem.
Mas, dias piores ou dias melhores, continuo a querer mais. Continuo a sentir que há muita coisa que gostaria de ter dito e feito e não disse nem fiz. E sei, sei que esta sensação não há-de passar nunca, por mais que o tempo passe.

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A minha tarde hoje resume-se a isto.
E soube muito bem - aliás, está a saber muito bem.
Adoro estar sozinha em casa!

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