quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Doença do Bem ,

« E a mesma luz que nos guiou
Que nos trouxe aqui
Devolve-nos ao escuro
Antes do meu corpo arder
Sem promessas de um futuro
Só eu e os meus planos
Sem nenhum sinal de ti
Para me salvar
»

( http://www.youtube.com/watch?v=uDZiqeboXfw , hoje encontrei-me aqui: Clã com letra de Manel Cruz «3 )

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terça-feira, 29 de junho de 2010

Numa (fraca) tentativa de evitar (mais) tédio, e como está a chegar o fim do mês, o que é que eu penso? Vou-me entreter a ler os textos que escrevi por aqui neste último mês.
Má ideia. Muito má ideia. Não me arrependo, como habitual, mas assusto-me (muito!). Há coisas que me lembro de ter escrito e outras que não, mas sei perfeitamente (quando e) porque é que as escrevi. Mas lá está, tenho tendência a esquecer-me que não sou só eu que leio o que escrevo. E isso é bom. Mas também é mau - de vez em quando.
De qualquer modo... o que está escrito está escrito e é tudo sentido, sempre. Só não sei se passa a mensagem pretendida, porque nem eu própria sei qual é a mensagem que pretendo passar...

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Volto a não conseguir expressar-me em condições e isso anda a dar comigo em doida. As razões são as de sempre: medo, insegurança. Não sou capaz de escrever e nem sei porquê, uma vez que não perco nada, faça o que fizer.
Mas não consigo mesmo e depois fico assim, a sentir-me vazia por dentro e por fora, mas ao mesmo tempo a sentir um peso incómodo que não me deixa estar em paz e sossego. Já para não falar desta estúpida sensação de "abandono" e de não saber bem o que fazer ou para onde me virar.
É cansativo. E chato. E doloroso. E complicado. E estou toda confusa.
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Acho que estou em sério risco de morrer de tédio nos próximos dias. Ajuda (urgente) precisa-se!

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

apeteceu-me dizer que tenho saudades tuas, para variar

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« O teu problema é que tens demasiado jeito para sofrer. »
Depois de não conseguir argumentar contra tal afirmação, chego à conclusão de que isso se deve a ela ser verdade. Suponho eu.
Não é que passe a vida deprimida ou mal ou cheia de problemas mas - toda a gente sabe - sou (muito) insatisfeita e quero sempre mais, mais e melhor. E não considero isso como sendo uma coisa (sempre) má... como se costuma dizer, não é defeito, é feitio. Mais do que isso tudo, é hábito. Um hábito antigo e enraizado. Habituei-me a ser assim.
Poderiam chamar-lhe conformismo - talvez seja - mas hoje não é, novamente, o dia para estar a reflectir sobre isto. Sim, provavelmente tenho mesmo demasiado jeito para sofrer e sou mesmo demasiado sensível. Mas enquanto conseguir manter-me mais ou menos à tona no meio do mar das confusões... estamos bem. Dentro dos possíveis.

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I ,


parabéns também a ti, borboleta. deves ser das pessoas mais "puras" e boazinhas que conheço e é por isso que adoro ver-te zangada :b és um anjinho*
( quinta feira à noite lá vamos nós derreter-nos todas pelo R e pelo T, não é verdade? ahah «3 )

queria uma foto mais bonita mas não tenho mais nenhuma só contigo -.- adoro o mapa de geografia lá atrás xD

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T ,

Não queria que este fosse um dos meus "textos magoados", mas não me restam muitas hipóteses (há desilusões que não se esquecem). Gostava que ainda fosses daquelas poucas pessoas que nunca me desiludiram, mas já não és, e isso assusta-me mais do que podes imaginar, já que confiava em ti implicitamente e sem limites - e agora já não posso nem consigo.
De qualquer das maneiras, eu amo-te. (mesmo que não queiras ver ou valorizar)

Parabéns.

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domingo, 27 de junho de 2010

dance ,


Hoje a dança deve ter sido o mais gratificante do dia todo. Soube muito bem abandonar-me a mim, aos sentidos, à descontracção, à energia, à vontade... à liberdade. E fazê-lo (bem) acompanhada soube ainda melhor :)

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Quando o meu melhor amigo - supostamente a pessoa que melhor me conhece - me diz « O teu problema é que tens demasiado jeito para sofrer! », o que é que é suposto eu responder-lhe? E quando tento encontrar palavras para me justificar e argumentar e não as encontro, porque ele é capaz de ter dito tudo? Pois.

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sábado, 26 de junho de 2010

Do lado do silêncio ,


« Porque há sempre uma porta que se fecha e que nos separa (...). Há sempre esta porta que se fecha sobre ti, outros que te falam e te escutam, enquanto eu caminho na tua ausência e na lembrança da tua voz, outros que sabem de ti o que eu ignoro, outros que por vezes se cansam de ti enquanto eu só te espero, outros que te vêem e te tocam enquanto eu olho as tuas fotografias espalhadas pela minha vida. Tão perto e tão longe de ti. Tão fundo e tão ausente. Tantas esperanças, tantos projectos, tantos planos. Tantos enganos. Tantos anos, tantos danos. »

Miguel Sousa Tavares, diz (quase) tudo.

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Lição Grátis do dia 25/06 :


Até as pessoas mais importantes para nós, aquelas em quem mais confiamos e que sempre pensámos que estariam lá para nós, contra tudo e todos, nos desiludem e destroem todas as nossas expectativas. E quando o fazem, dói imensamente mais do que se fossem só mais uma desilusão passageira.
Aprende, Inês.

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sexta-feira, 25 de junho de 2010


Acho que esta coisa de "resistir às tentações" afinal não é assim tão fácil - e simples.
Entre outras tentações às quais cedi, já roí duas unhas e continuo a comer chocolate e outras coisas do género quando bem me apetece. Felizmente que ultimamente tenho tido mais em que pensar do que em unhas e chocolates, senão não sei como seria a minha vida.
Já dizia o Oscar Wilde, « I can resist everything except temptation ». Desta vez concordo.

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remember me ,

« Whatever you do will be insignificant, but it is very important that you do it. » Gandhi, M.

Gostava de ainda acreditar.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ti ♥


Ia escrever um grande texto porque ele merece (muito) mas, por estranho que pareça, dado que ele é das pessoas mais importantes que tenho, para ele é sempre complicado escrever textos. Talvez porque eu sou toda pela lamechice e os 'adoro-te' e 'gosto muito de ti' e os 'dá-me um abraçoooo!' (todos os dias) e ele é todo pela descontracção, pelo desprendimento, pela despreocupação. Por isso "bloqueia-me" e impede-me de (lhe) escrever.
Para o caso, não é grande mal. Ele sabe (sempre) tudo o que tenho para lhe dizer, e desta vez é só aquilo que gosto tanto de repetir: são treze anos, és o meu melhor amigo, adoro-te incondicionalmente :)

E já agora, parabéns :D

( foto: 16.01.2010 @ "1º Jantar Oficial das 'Migas" a.k.a "Jantar do Bigode" - nota-se! )

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terça-feira, 22 de junho de 2010

querida Geografia A -.-


Se não fossem estas coisas queridas a quem gostam de chamar cartas sinópticas...


... de certeza que a minha nota do exame seria muiiito melhor!

A sério, é preciso muito azar! A coisa que sabia pior saiu... na pergunta que valia mais! .l.

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

de vez em quando dá-me para estas coisas ,


Acho que pela primeira vez em muiiito tempo, "vibrei" verdadeiramente com um jogo de futebol - e isso não é nada, nada habitual em mim. Ou foi da companhia ou então foi mesmo por ser Portugal, e por terem sido tantos golos. De qualquer forma, foi giro ver-me tão interessada (:
Pena foi a Geografia A a estragar por completo o resto da tarde -.-

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domingo, 20 de junho de 2010

Contagem Decrescente ,

22 de Junho: Exame de Geografia (2 dias)

24 de Junho: Girls' Night Out (4 dias)

30 de Junho: Eclipse [Rob, Rob, Rob!] (10 dias)

02 de Julho: O que quer que aconteça... :$ (12 dias)

Não tenho mais nada programado. E o mais excitante vai ser o dia 30 (a)

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summer «3


Ando a ansiar pelos (nossos) dias cheios de sol, calor, praia, piscina, brincadeiras parvas, conversas cheias de significado. Ando a precisar de tempo só para mim e de muita, muita, muita descontracção e despreocupação. Ando a precisar de ter um Verão em cheio.

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sábado, 19 de junho de 2010

destino (?)


- Sabes que estás presa, não sabes? E enquanto não te conseguires soltar, não vais conseguir avançar nem deixar o passado para trás. Enquanto não quiseres, de facto, libertar-te, não vais conseguir ser feliz.
- Eu sou feliz.
- És?
- De vez em quando.
- Ninguém diria, minha amiga. Enganas bem.
- Está bem, pronto, não sou! E depois? Já me habituei.
- Conformada com a vidinha.
- Não me venhas com esse tom de superioridade. Estou conformada porque não posso fazer mais nada.
- Podes sempre fazer mais alguma coisa, queridinha.
- Desta vez não.
- Desta vez sim! De todas as vezes sim! Abre os olhinhos. Estás conformada por fora, mas eu sei, e tu sabes, aquilo que gostavas de fazer.
- Pois, mas não posso.
- Podes. Podes sempre.
- Mas não devo.
- Isso é lá contigo.
- Prefiro deixar as coisas como estão... por agora.
- Está bem, tu lá sabes o que desperdiças.
- Estás-me a irritar tanto.
- Isto é assim: tu continuas a gostar, mesmo que não querias admitir-me isso abertamente. Continuas a querer, a sonhar, não sei se é amar. Mas a desejar. Continuas, e vais continuar sempre.
- Pois, talvez. Talvez tenha mesmo de ser assim.
- Nunca tem de ser assim. Só estás assim porque queres!
- Que nervos! Estás a ser demasiado moralista.
- Estou? Ou és tu que não queres ouvir as verdades?
- Não é uma questão de não querer, é uma questão de não precisar. Eu sei qual é a verdade.
- Tu sabes a tua verdade, não sabes a minha.
- Pois não, mas sinceramente também não quero saber. Cada um rege-se pelas suas próprias verdades e a minha é a que conta... para mim.
- Respeito isso. Mas mesmo assim, acho que devias ouvir-me, apesar de me achares "moralista", porque a razão desta vez é minha. Para conseguires sair dessa, tens que querer!
- Continuo a dizer que isto não é uma escolha. Não mando no coração.
- Clichés.
- Os clichés só se tornaram clichés porque as pessoas acreditam neles, não? Porque se aplicam, de algum modo, na generalidade!
- Está bem. São clichés na mesma. E eu fico na minha.
- Pois, eu também fico na minha.

Não foi, de todo, o dia para conversas destas.
Gosto muito de conversas 'intelectuais' - ainda que esta tenha sido só no MSN - e de analisar sentimentos e vivências também, mas ODEIO que me digam que estou assim porque quero. Eu quero? Eu não quero! Eu não sei se quero! Eu não sei (bem) o que quero! Só sei que não quero estar assim!

( Entretanto, este foi o meu 'texto' nº 200. Que lindo. Pena que não me sirva de nada escrever tanto para olhos que não lêem. Ou não querem ler. )

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*


Passo a vida com saudades tuas. Depois de alguns meses sem te ver, então, as saudades são mais que muitas e apertam como nunca. E agora gostava de te ter aqui comigo, para me ajudares a encontrar as respostas às minhas perguntas, ainda que não estejas dentro do assunto. Mesmo sabendo, muito provavelmente, aquilo que me dirias, os conselhos que darias, as coisas que farias - porque não poderias dizer ou fazer mais do que já fizeste - eu queria que estivesses mais e mais perto.
Ter-te comigo agora seria uma grande, uma enorme ajuda, meu querido. Gosto muito de ti.

( 1 de Agosto de 2009, you know * )

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

questions & all ,


Tenho a cabeça cheia de perguntas. São (mais que) muitas mas têm todas a ver com o mesmo... e (muito provavelmente) vão ficar, todas elas, sem resposta.
Tenho medo de as perguntar, e não sei ao certo porquê. Não sei se é falta de coragem para as fazer. Se é receio de elas não terem uma resposta definida. Ou se é simplesmente medo de elas terem mesmo uma resposta, e de eu não gostar dessa resposta.
O que é certo é que não devo ter oportunidade de as perguntar, nem coragem para tanto. Acho que gastei as minhas reservas de coragem. E estou - sou - mais fraca do que pensava.

Hoje, voltei a ir-me abaixo.

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« Um escritor é como os outros homens: sonha! »

Somos todos iguais, não somos?
RIP Saramago *

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Nunca gostei tão pouco de Espanhol como hoje!
Das 14 às 16h, então... vou mesmo odiar. Espero só que seja fácil.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

como eu gostava de uma máquina do tempo, agora.
voltava dois anos atrás.

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London !

Mariana, Teresa, Maria, Inês (e o Zézé) «3

Tiago «3


Maria «3


Nem acredito que já passaram 4 meses. Que saudades!

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

:$

I know I'll see you again
Whether far or soon
But I need you to know
That I care
And I miss you.

Diz tudo. (Quase) tudo.

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:\

De manhã estava bastante decidida quanto ao que (não) fazer. Mas agora já não estou.
Suponho que as séries, mesmo que não passem de ficção, têm qualquer coisa de verdadeiro nelas que nos prende e faz pensar. Aconteceu-me isso hoje.

De qualquer das maneiras, com decisões ou sem elas... people always leave. (you always leave)

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terça-feira, 15 de junho de 2010

( N )

Uma vez mais aprendi a não dizer "nunca". E aprendi que quando se quer perdoar, consegue-se. E que as amizades até podem durar depois de grandes zangas, mesmo que não continuem a ser o que eram. Também aprendi que há atitudes demasiado infantis para se ter e que simplesmente não valem a pena.
E uma vez mais, aprendi a ultrapassar o meu orgulho para (uma vez mais!) dizer que às perdoar é necessário, não só pelo bem dos outros, mas também para ficarmos bem connosco mesmos.

Por mensagens, está tudo bem. Resta saber como será amanhã... pessoalmente. Pela primeira vez em três meses.

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Não estou tão bem como queria estar, mas estou tão bem quanto posso estar e isso, por si só, é óptimo. Finalmente as coisas começam a acertar-se - mesmo que falte alguma coisa (falta sempre!), eu estou bem e é isso que me interessa. Estou mesmo, mesmo bem, melhor do que poderia imaginar, com tudo o que (não) tem acontecido.

Afinal estar longe da escola - das pessoas sobretudo! - é bom e faz-me bem. Estou feliz. E em paz.

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equlíbrio precário ,


Um passo à frente do outro, com cuidado. Não olho em volta e tento controlar a vontade de olhar para trás. Não ligo à voz na minha cabeça que tenta trazer(-me) de volta o medo. Não ligo ao coração que quer falar e dizer o que sente.
Não, agora não posso. Agora tenho de ser racional e ver que o único caminho possível é para a frente. Mesmo que um dia volte atrás e resolva aquilo que ficou por resolver - como sempre. Mas não vai ser agora.

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If home is where the heart is... then you're my home for now.
LY, bestfriend (L)

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

mesmo no ponto :

« Nunca esquecemos aqueles que amamos, nunca deixamos de amar aqueles que nos amaram, nunca perdemos a sabedoria que nos legaram, nunca deixamos de ter saudades daqueles que mudaram a nossa vida. » Margarida Rebelo Pinto

Não poderia dizê-lo melhor. E eu não esqueço, não deixo de amar, ainda sei tudo o que aprendi (contigo e ao perder-te) e, sobretudo, tenho muitas, muitas saudades. Não perco nada de nada em dizê-lo - não tenho mesmo nada a perder! - por isso não pretendo escondê-lo mais. O "problema" é meu e eu lido com ele.

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é a vida ,


Se eu (ainda) falasse com alguém acerca disto, tenho a certeza que me diriam aquilo que me disseram há cerca de 14 meses atrás, aquilo que passam a vida a dizer-me, como se me servisse de alguma coisa: o tempo cura tudo! (Estão tão enganados...)
Não, eu não acredito que o tempo cure tudo. Aliás, eu sou a prova viva de que o tempo não cura tudo. Nem sempre, pelo menos. E a mim, nunca cura... quase nada.
De qualquer forma, mesmo não concordando com eles, vou acreditando em milagres. (Felizmente) já presenciei alguns - ou algo que se pareceu com isso, vá - e por isso posso até aceder e dizer que sim, o tempo faz milagres. Alguns.
Foi graças ao tempo que melhorei. E que consegui fazer com que deixasse de doer tanto daquela vez. Também foi graças a ele que aprendi muito daquilo que sei agora. E é graças a ele que esta agonia, este desespero, esta espera (tão estúpida!) das duas últimas semanas tem, hoje, finalmente uma espécie de ponto final - ou, pelo menos, uma pausa.
Para mim, chega. Cansei-me, estou farta, não posso mais - e agora também já não quero mais.
Desta vez não vai haver raiva nem textos magoados. Não me serve de nada - só me "desajuda", porque me faz pensar. Não há nada a fazer para não sentir - isso é certo - mas também posso ajudar-me a não querer (tanto): basta não esperar mais nada. Pelos vistos foi mesmo o fim... que seja. Como já (aqui) disse antes, não me resta nada a fazer senão conformar-me. E por muito que não goste do conformismo, sou obrigada a ele, e vou aceitá-lo... e conformar-me. Deve ser o melhor para todos - ou não, mas a escolha não é minha.
Não vou negar que quero, continuo a querer e acho que vou querer(-te) sempre. Mas por muito que (te) queria, não posso fazer mais nada. (Digo eu.) Por isso ficamos por aqui - por agora. (Por agora... só por agora.)

O mais assustador? Saber que desta vez, nem sequer uma nova carta, por muito sentida que fosse, me vai ajudar a trazer(-te) de volta aquilo que quero. Não sei o que fazer... por isso simplesmente não faço nada.


( não estou a fazer grande coisa com as palavras hoje. é a vida. já não quero saber de mais nada. )

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sábado, 12 de junho de 2010

Não tenho tido vontade de escrever nem motivos para o fazer com vontade, para além de que tenho imenso que estudar e não estou a conseguir fazê-lo em condições.
Até conseguir acalmar tudo o que se está a passar por aqui, quer por "dentro", quer por "fora", a escrita vai ficar relegada. Ou seja, até dia 22 (no mínimo!), isto vai continuar complicado - tudo, tudo isto.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

infelizmente, vi algo que não queria ter visto (logo hoje!).
tenho uma fantástica pontaria para estar nos sítios errados à hora errada. ou deverei dizer, nos sítios certos, à hora errada.

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( mais ) memórias ,

11 de Junho de 2008:
Uma (grande) conversa no MSN, talvez aquela que mais gostei até hoje (e que provavelmente já está esquecida). No entanto, o facto de ter gostado tanto dela, não impediu as (posteriores) desilusões e ainda hoje me pergunto o que foi aquilo. Se teve alguma verdade.

« (...)
- perdi tanto tempo... tenho tudo e ao mesmo tempo não tenho nada... e agora simplesmente tenho tudo...
- tens-me a mim, pode não ser tudo mas acho que já é alguma coisa.
- eu acho que é tudo... pelo menos para mim.
(...) »

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11 de Junho de 2009:
Escrevi isto:

« passou-se um ano. já não há palavras bonitas nem (quase) nenhum sentimento. sobrou silêncio. esse silêncio que, bem vistas as coisas, esteve sempre lá, no meio, a estragar tudo. o silêncio e a distância. resta(-me) apenas o vazio e a imensidão do nada em que fiquei, e com que fiquei. mas há coisas que não se esquecem. nunca se esquecem. passe um ano ou o tempo que for. »

*

11 de Junho de 2010:
Faltam-me as palavras e não vou procurá-las. Ao que parece, não faz sentido (outra vez).
Por isso vou ficar aqui no meu silêncio, no meu nada, na minha distância, na minha (in)sensatez. Talvez fosse melhor dizer que também este ano, não há (quase) nenhum sentimento, mas não posso, por isso digo apenas que tenho saudades. E ainda repito: há coisas que não se esquecem. nunca se esquecem. passem dois anos ou o tempo que for.

I wish I was special, you're so fucking special. sempre, por mais que doa.

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

& again ...


Não sei quantas vezes é preciso bater com a cabeça para aprender - comigo, pelos vistos, são precisas muitas vezes. E nunca são as suficientes.
Mas mesmo que não aprenda a lição completa, aprendo sempre qualquer coisa mais do que aquilo que já sabia.
No entanto, se me perguntarem o que é que aprendi desta vez, não sei precisar. Ou se calhar não quero dizer abertamente o que é que aprendi, porque não vou voltar a refugiar-me na raiva para esconder os verdadeiros sentimentos. Pelo menos sei o que fazer, do mal o menos.
E conto não precisar de bater outra vez com a cabeça - não porque não queira. Estranhamente, até quero - seria bom sinal.
Mas já não estou à espera de nada. Suponho que voltei a reconhecer os silêncios e o vazio como sendo tudo aquilo que me resta, mesmo tendo pedido por tudo para que isto não voltasse a acontecer. Mas pelos vistos é assim a (minha) vida. Já me habituei.

Acho que a minha única alternativa (viável) é mesmo conformar-me.

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strange dreams ,


(Como sempre,) hoje tive um sonho estranho. Entre a luz e a escuridão, entre a alegria e a tristeza, entre a preocupação e o desprendimento, entre o medo e a felicidade. Foi esquisito, acabou de maneira estranha e envolveu imensas pessoas que nada têm a ver umas com as outras.
Mas houve um momento qualquer que me marcou lá. Uma imagem que me pareceu mais familiar, de alguma maneira rebuscada. Como se já tivesse sonhado com aquilo ou como se já o tivesse mesmo vivido. Era um grupo de pessoas a correr, à noite, à chuva, na escuridão.
Acordei a pensar nisso e passei todo o dia com a imagem na cabeça, sem conseguir lembrar-me de onde poderia ser. E como tantas vezes me acontece, quanto mais penso, pior é. Não consegui chegar lá.
Mas há uns minutos, quando já não estava a pensar nisso, finalmente lembrei-me. Não é nada de especial, afinal de contas, é apenas uma cena que realmente vivi mas da qual já nem me lembrava - a noite de 8 de Agosto de 2008, em Pádua, Itália. Quando choveu torrencialmente, quando choveu mais do que alguma vez me lembro de ter visto chover, e nós estávamos os oito desprotegidos na rua à procura de um restaurante, longe do carro e de qualquer local onde pudéssemos abrigar-nos. E sem mais nem menos, começámos a correr na escuridão (se bem me lembro, os candeeiros eram mesmo poucos), escorregando em todo o lado e sem saber bem para onde íamos.
Só me lembro de ter finalmente parado debaixo da arcada de um edifício - na verdade, daquele edifício que está na foto, à direita - e nunca estive tão molhada, da cabeça aos pés, por dentro e por fora.
O que vale é que estava calor. E era Itália. Quando se está em Itália, tudo vale a pena. Até ficar molhado uma noite inteira.

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« Once upon a time I was falling in love
But now I'm only falling apart
There's nothing I can do
A total eclipse of the heart
Once upon a time there was light in my life
But now there's only love in the dark
Nothing I can say
A total eclipse of the heart
»

( http://www.youtube.com/watch?v=jYqVcrihGqc )

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terça-feira, 8 de junho de 2010

11º ( o balanço ) ,


O que dizer deste ano lectivo que passou? Sinceramente, é difícil. Não me ocorre nenhuma palavra mais certa do que esta: mudança
. Porque estes nove meses foram marcados por muitas, muitas, muitas mudanças - boas e pequenas, grandes e más, permanentes e passageiras.
Lembro-me perfeitamente do primeiro dia, a (re)apresentação. Estava nervosa mas ansiosa, estava descontente com o fim das férias mas contente pela perspectiva de passar os seguintes nove meses a ver, todos os dias, a pessoa que mais mexia comigo na altura (chamemos-lhe M).
Setembro foi o mês da (re)habituação à rotina escolar, sinceramente não me lembro bem desse mês - foi vazio. Lembro-me também de rever certas pessoas e certas situações entre elas, certas coisas que sempre me magoaram e que já não via há meses e que mexeram comigo na mesma, apesar de mais... levemente. Menos dolorosamente.
Em Outubro, o M "voltou", de certa forma, e enchi-me de esperança, de vontades, de desejos - que se quebraram. Decidi que ia lutar por ele mas ele não quis, por isso decidi que o melhor era desistir (e era). Continuei a olhá-lo e a sentir que não me era indiferente mas foi-se desvacendo. (Quanto à escola em si... tudo bem, sempre.)
Em Novembro, o JM, que sempre tinha estado presente desde o verão, começou a estar ainda mais presente e tornou-se no meu apoio de todos os dias, o meu anjo da guarda, a pessoa a quem recorria em qualquer altura e em qualquer situação, apesar da distância (física) que nos separava. (Quanto à escola em si... tudo bem, sempre. Tirei o meu primeiro 20 do ano e provei ao stôr de Filosofia que afinal não era assim tão 'vazia' como ele me achava e passei de detestada a - quase - preferida.)
Dezembro, fim do primeiro período. Boas notas, exactamente as esperadas. Nas férias, o JM continou presente, agora fisicamente, e aconteceu algo que na altura foi bom (mas de que me arrependo e muito, agora) e ao qual dei mais importância do que realmente teve.
Janeiro, segundo período. O M regressou outra vez e voltei a deixar-me levar, nem sei bem como nem porquê, mas também durou pouco. Ele voltou a partir (para outra, literalmente) e eu decidi que definitivamente seria o (nosso) fim - e, felizmente, foi mesmo. Mas Janeiro foi um mês que doeu, sobretudo porque o JM estragou tudo - não há outra maneira de o dizer. (Quanto à escola em si... tudo bem, sempre. Deixei de não gostar da stôra de Educação Física.)
Fevereiro, mês de novidades. As primeiras duas semanas foram calmas e no dia 14, INGLATERRA! Foi das melhores semanas de todo o ano, adorei, conheci imensas pessoas e gostei de (quase) todas elas, fiz imensas amizades e novas experiências, digamos assim. Claro que o JR foi a pessoa mais marcante de toda a viagem e se não fosse ele, não teria tido metade da piada. Regressar doeu e eu tinha dado tudo, tudo para ficar lá mais tempo (muito mais tempo, mesmo!), de tão bom que foi.
Março, mês de decisões. Uma espécie de 'relacionamento' mantido durante todo o mês, com os seus altos e os seus baixos. Uma carta escrita e que me libertou e me prendeu, de certa forma. Uma conversa inesperada e marcante. E depois o jantar de anos do Diogo, a (grandeee) noite na OFF. O jantar Remember England 2010 e a famosa (grandeee) bebedeira. A Semana na Maior! e tudo o que englobou. A dança em frente à escola inteira e arredores. As conversas com a stôra de Educação Física. O fim de uma amizade e no mesmo dia o fim do 'relacionamento' - e a célebre expressão ficas chateada? que nem teve resposta possível. Férias!
Abril. Direi que foi o melhor mês do ano inteiro. (Re)viver e recuperar certos momentos... e sentimentos. Não vou prolongar-me mais por aqui, não vale a pena - quem quiser perceber, percebe, de certeza, porque é que gostei tanto deste mês. E porque é que vou recordá-lo, quer queira(mos), quer não. (Quanto à escola em si, tudo bem... sempre.)
Maio. Começou bem, acabou mal. Foi muito vazio. Tive de me desabituar de certas coisas e não gostei. (Quanto à escola, tudo óptimo! 18s, 19s, 20s que foi uma alegria.)
Junho. Não começou bem e não está a correr bem. Estou (quase) oficialmente de férias e nem isso me alegra. (Quanto à escola, tudo óptimo. Faltam os exames e depois se verá.)

Quanto à turma... opá, não posso dizer que somos muito unidos e que gostamos todos muito uns dos outros, mas posso dizer que está (quase) tudo bem e que gosto de vocês todos. Mesmo de todos (ou mais ou menos). 11ºI sempre «3

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

pois,


Até consigo perceber o que (não) aconteceu - até certo ponto.
Não sou - até certo ponto! - propriamente difícil de contentar, ainda mais se estiver 'vulnerável'. E sou complicada, complexa, confusa, tenho tendência para dramatizar tudo e dar (demasiada) importância aos mais pequenos pormenores. Já para não dizer que sou insegura. E não sou nada desprendida, aliás, sou até (talvez demasiado) apegada às pessoas e aos momentos. Provavelmente sou fácil de manipular, também, desde que se saiba como lidar comigo. E também sou uma sentimental que se derrete toda à mínima coisinha. E tenho tendência para falar demasiado. E não consigo guardar os meus sentimentos só para mim.
Mas acho que no geral, não devo ser assim tão difícil de aturar. Ou se calhar até sou. De qualquer dos modos, compreendo que depois de algumas semanas, começo a cansar. As pessoas fartam-se de mim porque eu me apego demasiado, já descobri há algum tempo. Mas é escolha delas e eu não posso fazer nada contra isso.
Até certo ponto, isto é tudo o que tenho a dizer (hoje). Não vale a pena dizer mais nada. A escolha não foi minha (nunca foi minha).

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domingo, 6 de junho de 2010

« O tempo passa. Mesmo quando tal parece ser impossível. Mesmo quando cada tiquetaque do ponteiro dos segundos dói com o palpitar do sangue sob a ferida. Passa de forma irregular, com estranhos avanços e recuos. Mas, lá passar, passa. Até para mim. »

( Stephenie Meyer )

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Há pessoas que nos marcam inacreditavelmente, pelos mais diversos motivos. A mim, costumam marcar-me sobretudo aqueles de quem gosto. E aqueles que, conscientemente ou não, me ensinam alguma coisa (útil). E que me apoiam e me fazem sentir segura e confiante e com vontade de lutar (por aquilo que quero).
Há exactamente dois anos, dia 6 de Junho de 2008, foi o último dia de aulas do meu nono ano. Foi um dia terrível, cheio de lágrimas e de confusões - porque tinha a melhor turma possível e imaginária e éramos todos uns lamechas, diga-se de passagem. Houve aulas que custaram mais a deixar para trás, houve professores que não queríamos abandonar porque nos seguravam sempre que era preciso - e toda a gente sabia que, para mim, o prof. de Português ia ser a pessoa mais difícil de deixar.
A aula começou às 10h15 daquela sexta feira e estivemos sempre a conversar e a andar de um lado para o outro, a recordar velhos momentos e a tentar rir sempre, para não estragar os últimos momentos com mais lágrimas inúteis. Fizemos as parvoíces de sempre e dissemos tudo aquilo que nunca tínhamos tido coragem de (lhe) dizer até àquele momento. E depois, a campainha tocou às 11h45 e foi uma confusão de abraços. Toda a gente saiu silenciosamente e devagar... lembro-me tão bem! Parecia que nenhum de nós queria pôr fim àquelas (fantásticas) aulas de Português.
Mas eu, atrasada como sempre, não saí logo, fiquei a arrumar qualquer coisa na mochila. E ele chegou à minha beira e disse-me 'Tenho uma coisa para ti, não te quis dar antes porque não tenho para todos... e acho que nem todos merecem!'. Claro que fiquei curiosa, e foi aí que ele tirou um pequeno livrinho branco da pasta e me o entregou - "APRESENTAÇÃO DE CONTAS: balanço nocturno", por José Carlos Sendim. Primeiro choque - é que nem sabia que tinha escrito um livro!
Folheei. Pequenos poemas. Abri a primeira página. Segundo choque - uma dedicatória. 'Para a Inês, como paga pelas "maldades" feitas ao longo de dois anos... Agora espero pela retribuição. José Carlos Sendim'
Retribuição, stôr? 'Sim, o livro que tu vais escrever um dia destes.' Oh, acha? Também eu queria... mas não, não tenho capacidade. 'Se houve coisa que me provaste nestes dois anos, é que és capaz disso e muito mais. E eu acredito em ti. Já é alguma coisa, ou não?' Terceiro choque - fiquei sem palavras (é raro), abracei-o, chorei. (Claro, ou não fosse eu uma chorona...) E tentei ser forte e acreditar, também, em mim. 'Promete-me que vais lutar por isso.' Prometo. Virei costas e vinha a sair da sala, e ele ainda gritou 'E diz olá ao Tátá por mim!' Caramba. Tatá, o famoso 'pássaro' que tinha feito de mim objecto de gozo o ano inteiro. É claro que não podia faltar naquele (último) momento...

Passaram-se dois anos e hoje, reli o livrinho todo, para aí pela quinta ou sexta vez. E acho que só hoje consegui mesmo perceber alguns dos poemas. Ou então identifico-me mais com eles, agora, do que dantes.
As saudades são muitas, como sempre. JCS «3

« ANEXO 4:

podes sempre dizer que essa coisa
dos afectos
é como papel de celofane:
trata-se de dar um pouco de cor
à transparência.

Mas sabes que são apenas
pontos de luz
num circuito que tem por pólos
o desejo, o medo. »

( este sempre foi o meu preferido. afectos. hoje os meus estão... em trapos. )

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estranho ,


Hoje as memórias tiveram um sabor diferente. Estranho. Como se não me pertencessem. Como se fossem roubadas a outra pessoa que não eu, a outro mundo que não o meu. Como se eu estivesse meramente a ler um livro ou a ver um filme, uma gravação qualquer sem sentido que não me soou familiar.
Hoje recordar não sabe bem. Não dói nem é reconfortante... é só confuso. Estranho. Não sei bem como definir aquilo que sinto - acho que, uma vez mais, o passado e o presente estão (demasiado) enredados um no outro, e já não sou capaz de dizer onde estou. Não sei se estou aqui ou ali, nem sei onde vou estar amanhã.
Sei que me sinto... estranha. Como se estivesse fora de mim e visse o meu mundo com outros olhos. Como se me observasse a partir de outra dimensão e pudesse olhar para tudo mais objectivamente. Escusado será dizer que não gosto do que vejo.

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sábado, 5 de junho de 2010

« Forbidden to remember, terrified to forget; it was a hard line to walk. »

Bella Swan in New Moon

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É mesmo assustador como me sinto presa. Como me parece que não sou capaz de me libertar e muito menos de avançar. Como me parece que parei no tempo há (muitos) meses e não vou ser capaz de sair mais daqui. E a culpa é minha - não totalmente, mas maioritariamente. E tenho medo... muito.

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will you ?


Toda a gente sabe que dou (demasiada) importância aos pormenores, por isso suponho que o facto de o meu filme preferido se chamar Remember Me terá algum significado (ou então sou só eu a ser tonta).
Ser esquecido deve ser das piores coisas que existe, a par de perder aqueles que mais amamos - e que, invariavelmente, são os que nos magoam por nos esquecerem.
Não quero deixar-me ser esquecida. Não quero perder(-me) ainda mais. Quero arranjar uma maneira qualquer de me manter viva, nem que seja só nas memórias - já nem digo nas boas memórias. Só quero permanecer. Ficar (aí). E saber que não vou ser esquecida... mesmo que seja mal lembrada.

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Tita «3


Às vezes (muitas vezes!) não sei o que seria de mim sem ti.
Amo-te.

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

abandono(-me) ,


As palavras começam a escassear (outra vez).
Hoje era suposto ter feito algo (mais), mas faltou a coragem. Faltou segurança. Faltaste-me.
O medo falou mais alto (outra vez) e eu... eu calei-me. Calei-me e abandonei-me, desisti de mim (nem que seja só hoje) porque não tenho solução. Abandonei-me porque não me quero desta forma. Abandonei-me porque percebi (uma vez mais) que já não vale a pena... continuo a remar contra a maré e não serve de nada (nunca). E hoje entrego as armas.
E agora? (Des)espero. Não há-de ser isto a dar cabo de mim, não é possível ir mais fundo do que já fui (vim!) - e o que não me mata, torna-me mais forte. Ou pelo menos é isso que se diz, não é?

No entanto, « é muita vida a não ser o que tu sentes » . E é isso que dói mais.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010


Quando não me quero chatear (demais), às vezes é mais fácil fingir que não percebo as mentiras que me contam e que acredito nas desculpas que me dão. É mais fácil deixar as pessoas acreditar que foram bem sucedidas e parar por aí a teia de mentiras. É mais fácil dizer a mim mesma que elas não estão a mentir e que as desculpas são verdades - ainda que saiba perfeitamente que não são. É mais fácil simplesmente acreditar que se as pessoas dizem que não têm tempo, é porque não têm - do que acreditar que não têm tempo, porque não querem.

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mess(y) ,


É como uma viagem de montanha-russa: há altos, há baixos, há loopings, há zonas mais calmas e pouco excitantes, há subidas abruptas e quedas completamente inesperadas. E não há pausas para descansar, não há um fim da linha (porque a linha não tem fim).
Visto por outro prisma, também pode ser um novelo de lã (mal enrolado). Um fio de cor indefinida que se vai desenrolando numa sucessão de nós, problemas, inseguranças, confusões. Mas se desfazem uns nós, surgem outros... não há descanso.
E é uma ampulheta. Uma ampulheta que vai rodando sobre si mesma, que despeja a sua areia mais devagar ou mais depressa. É o tempo que (me) confunde e distorce e altera e desarranja e dilui e desfaz. É o tempo que (me) muda tudo. O tempo que não pausa, mas que (me) permite compassos de espera - (sobretudo) de desespero.

Em última análise, é uma (grande) confusão. Sou uma confusão. Uma confusão sem solução (ou assim parece).
É por isso que recorro às analogias e aos clichés. Odeio-os mas são eles que me salvam em momentos como este, em que a cabeça não pára um segundo (só no que não deve) e não consegue retirar de si pensamentos coerentes. Porque está demasiado a sonhar com O Impossível. Que afinal existe mesmo.

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cada lugar teu ,


« Fica em mim que hoje o tempo dói
Como se arrancassem tudo o que já foi
E até o que virá e até o que o sonhei
Diz-me que vais guardar e abraçar
Tudo o que eu te dei
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
E o tempo nos leve para longe de nós
E que um dia o tempo pareça perdido
E tudo se desfaça num gesto só
Eu vou guardar cada lugar teu
Ancorado em cada lugar meu
E hoje apenas isso me faz acreditar
Que eu vou chegar contigo
Onde só chega
Quem não tem medo de naufragar »

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ontem ,


Ontem falámos de tudo.
Falámos de amores presentes e sobretudo de amores passados, falámos de amores possíveis e de amores platónicos (não gosto de lhes chamar impossíveis), falámos de amores mais do que resolvidos e de amores que nunca se resolvem completamente, falámos de amores que morrem e de amores que vivem sempre connosco (mesmo que nós não vivamos neles).
E falámos de sexo, porque é sempre saudável. Falámos de experiências e da falta delas. Falámos de vontades e de necessidades e de desejos e de medos. Falámos de riscos e de dar demasiada importância ao que é (quase) banal. Falámos de esperar pelo momento certo e de encontrar a pessoa certa.
E falámos de uma coisa que eu nunca tinha conseguido contar (só ao Ti, as always), sobre o meu passado verão, e foi muito bom perceber que se calhar nem era nada de tão inacreditável como eu pensei, e que se calhar até é algo possível de realizar um dia mais tarde, quem sabe. Foi bom e libertou-me.
E ainda falámos de beijos, de sonhos, de festas, de jantares, de momentos passados e futuros, de mudanças que estão para vir, de férias, de pequenas banalidades tão importantes.
Ontem a minha tarde foi muito enriquecedora. E eu gosto muito deles «3

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Susana ,


outro dos meus anjinhos faz anos hoje,
parabéns, minha loirinha preferida,
adoro-te muito, muito, muito (e as saudades são mais que muitas).

( by the way, a foto é do verão 2007 e é verdadeiramente assustadora, eu sei, mas foi a primeira de que me lembrei e quem me dera voltar a viver tudo aquilo. best summer EVER, with the best of the best friends )

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terça-feira, 1 de junho de 2010

:O

Mudança,

Como resolver aquilo que parece não ter solução? Como encontrar a chave que roda a fechadura certa e abre a porta do mundo de infinitas possibilidades? Como encontrar a peça que está sempre em falta?
Perguntas que me atormentaram e aterrorizaram durante os últimos meses. Perguntas sobre as quais reflecti e às quais hoje sei que simplesmente não consigo dar resposta.
E o tempo é, agora, a única solução possível. Só a lenta dança dos ponteiros do relógio poderá ditar o que será possível de concretizar ou não; só a paisagem monótona dos dias dirá o que vai acontecer.
No tempo está a resolução, a chave e a peça. O tempo é também o problema, a fechadura e o puzzle em si.
Porque tudo se resume a uma única pergunta: quando, quando voltas?


*

acabei de descobrir este (meu) antigo texto. escrito a 22 de Julho de 2008. tempos diferentes, circunstâncias diferentes... mas, apesar da nova maturidade que agora possuo e que no texto não encontro... continuo a sentir-me assim. de certa forma.

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( undisclosed desires )


Pergunto-me o que aconteceria se eu dissesse realmente tudo o que me vai na cabeça. Já nem falo de escrever, porque escrever (infelizmente) já não é a minha solução.
Mas, e se eu dissesse realmente tudo aquilo que penso, sinto, quero, sonho, escondo, guardo, calo, sofro? Se eu, por uma vez, deixasse o medo de lado e me pusesse completamente "a nu"? E se eu (finalmente) me descontrolasse e parasse de pensar?

Seria com certeza um espectáculo bonito de se ver. (Porque há coisas que se passam que as pessoas nem sonham.)

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1st of June ...


... and something tells me that this is not gonna be a ordinary month (for better or worse)!


estou com muita, muita vontade de dançar e gastar esta energia toda em qualquer coisa :s

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