Há uns dias atrás, a minha professora de História disse o seguinte:
« O amor tem de ser um sorriso que vem de dentro, tem de ser libertador, tem de nos acrescentar algo, tem de nos completar, tem de nos dar força e crenças que de outro modo não teríamos. Tem de ser isto e, se não o for, pode ser muita coisa, mas não é amor. »
Mais uma vez, ela encontrou as palavras de que eu precisava e mais que isso, disse-as no momento certo, preencheu um espaço que eu sentia que se vinha a esvaziar a pouco e pouco, satisfez a minha necessidade de encontrar uma nova definição de amor, de voltar a acreditar nele e na sua "magia".
E tudo isto porque me fez renovar a certeza de que aquilo que eu sinto, seja certo ou errado, lógico ou não, é tudo aquilo que ela disse. É um "sorriso que vem de dentro" porque me ilumina e me inspira em muitas coisas (em quase tudo, verdade seja dita). É libertador porque me torna livre de tudo o que não seja amar por completo e entregar tudo aquilo que sou, sem olhar a consequências. Acrescenta-me mesmo muita coisa, a começar na quantidade de sentimentos, emoções e vivências que já me proporcionou, passando pelo crescimento da "inteligência emocional" e pelo desenvolvimento da minha personalidade, e acabando nas lições de vida que tenho recebido nos últimos três anos e meio. Completa-me porque me faz ser eu mesma por inteiro. Dá-me força porque, mesmo tendo perdido quem mais amo, é ao que sinto que me agarro quando tudo o resto se vai desvanecendo à minha volta. E, sobretudo, faz-me acreditar, faz-me acreditar muito, em muita coisa - coisas em que geralmente mais ninguém acredita, senão eu.
É amor. É muito, muito amor. E mesmo que um dia seja capaz de o ultrapassar, há-de ser sempre amor, e memórias, e saudades, e toda uma quantidade de pequenos pormenores que vão manter sempre o sentimento aceso.
Porque é amor, e o amor nunca se apaga.
Love is never wrong, love is never gone.
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