quarta-feira, 31 de março de 2010

rip .


A vida dá voltas e mais voltas, toda a gente sabe. E toda a gente sabe, também, que na maioria das vezes, as coisas não nos correm exactamente como queremos, há sempre pormenores que nos escapam, inesperados que acontecem sem que sobre isso tenhamos o menor controlo. A vida é injusta, ponto final.
Ontem à noite estive algum tempo a conversar com a Mary. Não nos conhecemos pessoalmente, mas desde o momento em que ela apareceu no Fotolog e começámos a trocar comentários, não parámos mais de falar. Temos sempre conversas que me deixam a rir e que me animam, ela é super divertida e tem uma alegria de viver que é contagiante. Mas ontem a Mary estava destruída. Um amigo dela tivera um acidente e estava em coma. Claro que ficaria tocada, tivesse acontecido a quem tivesse acontecido, mas este caso tocou-me especialmente e não sei porquê.
Quem conhecer relativamente bem os meandros do Fotolog - e eu conheço-os perfeitamente! - não demora muito a encontrar imensas pessoas de Torres Novas/Entroncamento/Santarém. Há imensas raparigas de lá que têm Fotolog e, ao que parece, todas elas conheciam o tal rapaz. Ontem, todas elas escreveram para ele, todas elas postaram fotos dele ou simples frases de apoio e força. E ele morreu.
Nunca vi a Mary assim. E nunca vi tal onda de dor e sentimentos de revolta pela injustiça da vida, nunca, nunca vi. E acabei por ficar tocada também. Talvez pelos olhos dele, pelo sorriso dele, pelo cabelo dele, pelo nome dele (João Pedro!), pelo que todas elas dizem dele, pela dor da Mary, pela injustiça de algo acontecer a alguém assim, tão novo, cheio de vida, com tanto pela frente para viver. Fiquei tocada, porque afinal, não acontece só aos outros, pode acontecer a qualquer um de nós, um azar assim. Fiquei tocada porque... não podia deixar passar isto em branco.

E aqui me encontro, hoje, a escrever um texto para um rapaz que nunca conheci (nem vou conhecer...), que nunca vi, com quem nunca falei, do qual não conheço mais nada para além do seu sorriso. Descansa em paz, onde quer que estejas. E vês? Há, hoje, mais alguém no mundo que pensa em ti e que, mesmo sem te conhecer, sentiu-se magoada pela tua partida.
R.I.P.

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terça-feira, 30 de março de 2010

liberté .



Desde as tuas últimas palavras, é hoje o primeiro dia em que me sinto mais livre. Quando acordei, não foi em ti que pensei. Quando me levantei, não eras tu que me preenchias o pensamento. E agora, que penso em ti, sinto-me menos pesada, menos cansada, menos magoada, menos rasgada, menos partida, menos... menos tudo.
Mas sabes uma coisa? Nem sempre liberdade é sinal de felicidade e realização. Tudo o que é demais é erro... e liberdade em demasia tem outro sinónimo. Vazio.
Aquele que deixaste.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Avózinha ,

Sabes, as minhas recordações mais antigas são tuas. São do tempo que passei contigo quando era pequenina. E sinto-me tão bem por seres a pessoa que melhor recordo!
Passei todos os dias da minha vida contigo até fazer dois anos. Enchias-me de chocolates, de doces, sobretudo de muito amor, carinho e atenção. Dedicavas-me todo o teu tempo e davas-me tudo o que eu queria. Nunca tiveste muito dinheiro, sempre viveste comedidamente, sempre soubeste aproveitar até ao fim tudo aquilo que a vida te deu porque a isso foste obrigada, e sabes que mais? Obrigada por me teres dado apenas aquilo que podias. Obrigada por me teres dado tanto amor e tanta felicidade, porque são essas as coisas mais importantes da vida.
Oh avó, passámos tanto tempo juntas! Todos os dias, eu vinha da escola e ia para tua casa e lá passava a tarde. E nas férias, dormia em tua casa todas as noites, para não ter de acordar cedo e para poder ficar aconchegada todo o dia. E era feliz contigo, sempre fui feliz contigo, não me canso de o dizer.
O tempo foi passando, avózinha, e fomo-nos afastando. Era inevitável: eu tinha de crescer, e afastar-me de ti foi uma fase desse crescimento, uma fase necessária e incontornável. Não poderia ter ficado para sempre a teu lado, em todos os momentos. Mas nunca me esqueci avó, nunca me esqueci de ti e de todos os nossos momentos. Nunca me esqueço que parte do que sou, a ti o devo.
E sabes uma coisa avó? Hoje, neste dia que é teu, aproveito para te dizer aquilo que nunca te digo e que provavelmente te deveria dizer todos os dias: és a pessoa que eu mais admiro neste mundo, és a melhor pessoa que conheço, és fantástica, és grande, és linda. Não és perfeita - ninguém é! - mas és a melhor avó do mundo e a avó perfeita. E eu AMO-TE.

Parabéns pelos 80, que sejam muitos mais. Tu mereces tudo e eu quero-te comigo <3>

domingo, 28 de março de 2010

rererererecuperação.

Calma. Vontade. Necessidade. Capacidade. Inteligência. Determinação. TEMPO.

Tenho tudo aquilo de que preciso agora, para te esquecer, meu querido.

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sábado, 27 de março de 2010

goodbye .


Não há dúvidas de que eu sou a pessoa mais pessimista que conheço. Mas o facto de ser pessimista e insegura, não me rouba a inteligência nem aquilo a que vulgarmente se chama de "sexto sentido" e que é tão comum nas mulheres e sempre tão presente em mim.
Eu sei reconhecer os sinais de quando as pessoas estão noutra frequência que não a minha. Eu sei ver quando há mais alguém envolvido na cena, quando há algum mal-estar. Eu sei sentir as mudanças através dos beijos. Pode ser difícil de acreditar, mas eu sei.
E durante toda esta semana que passou, não me cansei de repetir que algo estava mal, que havia diferenças na maneira de ele agir, na maneira de falar, nos olhares, nos sorrisos. Havia aquela tendência de se esconder e de me evitar discretamente - embora aqui a discrição seja muito relativa. Havia o telemóvel sempre na mão, os dedos constantemente a escrever mensagens, os comentários relativos ao teor das mensagens recebidas. Havia muitos sinais e eu sabia, eu sabia que não era apenas impressão minha, não era insegurança minha... era um presságio. Infelizmente, desta vez tive mesmo razão.
Não pedi explicações e ele não me as deu. Simplesmente virei costas e vim-me embora. Também sei reconhecer aqueles momentos em que já nada há a fazer e o que havia para perder, já se perdeu. O que havia mais para dizer? Não lhe ia pedir para ficar comigo quando não era, obviamente, aquilo que ele queria. Não o ia beijar quando não era, obviamente, o momento. E assim que virei costas, soube que tinha sido a atitude correcta. E agora, mais de vinte e quatro horas depois, apesar de continuar a doer-me cá por dentro ("fazes-me doer o coração..."), olho objectivamente para trás e vejo que no fundo, até talvez tenha sido melhor assim.
Não acredito (muito) em príncipes encantados, mas de facto não podia ter sido ele a minha pessoa certa. Porque se fosse, as coisas tinham sido mais simples, mais fáceis, mais naturais, mais calmas, mais belas, mais mágicas, mais... mais tudo. Se ele fosse o meu príncipe encantado, estava comigo agora. Mas não era, não era. E eu vou ultrapassá-lo. Como? Não sei. Mas sei que já passei por pior, já estive num lugar mais fundo e mais longe e mais negro. Já estive aqui, com outra pessoa, noutros tempos, e foi mais doloroso - mas se consegui andar para a frente, agora vou conseguir também.
E não é por me dizerem que ele não era pessoa para mim, ou que nunca tinham acreditado em nós, ou que foi muito melhor assim, ou que ele não me merecia, que eu vou deixar de lamentar e ficar feliz. Que eu saiba, quem manda na minha vida ainda sou eu, sou eu que decido o que devo/quero, ou não, fazer, por isso eu responsabilizo-me pelo meu sofrimento neste momento, não preciso que venham cá dizer-me que errei ou deixei de errar. Eu fiz o que quis fazer e sempre disse que não queria saber do que os outros pensavam, eu persisti e insisti e consegui o que queria durante algum tempo, e não me arrependo de nada, de nada.
Agora, vou andar para a frente, vou persistir, insistir e conseguir também. Sozinha ou com quem quiser estar a meu lado.
E na verdade, é mentira o que me dizem, não é só ele que perde. Sim, ele perde-me. Mas eu também o perco. A mim dói-me. A ele... não.

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sexta-feira, 26 de março de 2010

t h e e n d .

Bem vinda a mais um ponto final, Inês.
Afinal, sempre era preciso dizer(-te) adeus.
Não tenho mais palavras. Hoje não.

F I M .

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quinta-feira, 25 de março de 2010

no need to say goodbye ,


Meu querido... eu gosto muito de ti, sabias? Muito. Embora às vezes não pareça.
Eu sei que por vezes finjo não te ver e passo por ti sem te olhar ou falar, mas é apenas porque não me sinto segura e não te quero assustar. Se soubesses o quanto eu já gosto de ti, se calhar assustavas-te. E eu não quero que te assustes, não quero que fujas.
E sabes meu querido, apesar de o tempo se escoar muito rápido, demasiado rápido, apesar de os dias voarem e de a Primavera já ter chegado sem que déssemos por ela... acho que ainda vamos a tempo. Ainda vamos a tempo de aproveitar o tempo da melhor forma, durante o máximo de tempo que pudermos. Porque enquanto me quiseres, eu vou estar aqui, mesmo ao teu lado. Tenho todo o tempo do mundo para ti, lá dizia a canção...

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sabes que mais ?

Faltam menos de 24 horas e eu estou quase apavorada.

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terça-feira, 23 de março de 2010

somewhere a clock is ticking ,


Podia escrever páginas e páginas sobre como esta situação estúpida me é estupidamente familiar, podia explicitar o quanto me sinto estúpida por me manter nesta estúpida inércia, podia dizer o quão estúpido é este filme que me prende. Mas hoje contenho a estupidez.
Digo apenas que me estás a dar em doida. Falta pouco, sabes meu querido? Infelizmente, falta muito pouco para as férias. Falta muito pouco para o tempo de separação que eu não quero e, sobretudo, temo. E agora, meu querido, e agora?
Vejo o tempo a escorrer-se por entre os meus dedos e não consigo agarrá-lo. Não consigo agarra-te. E agora?

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segunda-feira, 22 de março de 2010

on y danse ?


Estou tão cansada, meu querido. Cansada de desilusões, de desconversas, de destruições, de desprazeres, de desdizeres... estou cansada de desencontros! Estou cansada, sobretudo, de me desencontrar de ti.
Sabes, gosto de utilizar analogias entre relações e a dança. Talvez porque a dança está presente na minha vida desde sempre, assim como a necessidade de amor. Talvez porque sempre amei dançar mas nunca fui tão perfeita quanto queria. Talvez porque a dança requer movimento e as relações estão sempre em movimento. Ou apenas porque sim. Porque se conseguem analogias interessantes.
Por isso, hoje, o que digo, é que gostava que ouvíssemos a mesma música, ao mesmo tempo, no mesmo local. Gostava de voltar a cruzar os meus olhos com os teus no meio da multidão e ver um sorriso nos teus lábios, só para mim. Gostava de conseguir ler no teu silêncio aquilo que não és capaz de dizer. E gostava muito, muito, de te encontrar no meio de tantos desencontros. E gostava de me abraçar a ti, de ouvir a tua respiração a acelerar-se, de sentir o meu coração a bater mais forte e mais rápido, e de te beijar. Uma vez mais, mil vezes mais.
Gostava simplesmente de te ter. Em vez de te perder.

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domingo, 21 de março de 2010

pois .


A noite de ontem ainda é como que um borrão para mim. Não me lembro de tudo o que fiz e vou tendo "flashbacks" de conversas, momentos, risos, pequenos detalhes de uma noite tão curta e tão cheia, tão preenchente e tão esvaziante. Não me lembro de tudo com clareza mas sei que ficar no estado em que fiquei, foi a única maneira de me soltar e de ficar mais feliz e mais esquecida dos meus problemas e, sobretudo, do resto do mundo.
Curiosamente, aquilo de que mais me queria lembrar, é aquilo que está mais diluído nas minhas memórias. Sei que o fiz. Sei que ouvi alguém chamar o meu nome. Sei que me voltei. Sei que caminhei até ele, com passos curtos e lentos, tentando manter-me direita e consciente. Sei que ele se inclinou sobre mim e eu coloquei os meus braços à volta do pescoço dele. Mas depois a minha mente apaga-se. Lembro-me das palavras que ele me disse. Lembro-me de lhe dizer que falávamos depois. Lembro-me de o ver a atravessar a estrada. E lembro-me de voltar para perto do resto do grupo, a caminhar sem pisar o chão, a cabeça vazia de tudo menos dele. E depois parei. E não me conseguia lembrar bem do que tinha acontecido. E comecei a pensar que tudo fora um sonho.
Mas hoje não. Estou quase perfeitamente segura de que realmente aconteceu. E quero mais, continuo a querer mais. Mas o meu cérebro, hoje, está povoado por pontos de interrogação. E ninguém senão ele poderá responder(-me).

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sábado, 20 de março de 2010

bestfriend .


Hoje lembrei-me de ti. Não é algo propriamente raro... eu lembro-me de ti muitas vezes, sabes?
Mas hoje, hoje lembrei-me mais, lembrei-me melhor, lembrei-me de forma mais dolorosa e ao mesmo tempo, mais carinhosa. Lembrei-me de nós, da nossa amizade, de como nos tornámos mutuamente essenciais, de como éramos os melhores amigos do mundo, e de como tudo se foi desvanecendo, lentamente, com o tempo.
Hoje lembrei-me não só de ti, mas de nós. Lembrei-me da cumplicidade extrema, dos beijinhos nas bochechas, na testa e no nariz, lembrei-me dos abraços infindáveis, das massagens ao sol, das tardes na praia. Lembrei-me das gargalhadas que faziam doer a barriga, das corridas pela relva, das festas na piscina, dos mergulhos, dos empurrões, das guerras de comida. Lembrei-me de quando me pegavas ao colo e corrias comigo para dentro da piscina, ou de quando me pegavas ao colo e rodavas comigo em círculos, até ficarmos tontos e cairmos no chão a rir como dois doidos. Lembrei-me de quando estava mal e chorava, chorava e tu chegavas, abraçavas-me e fazias-me chorar ainda mais, mas depois sorrias e tudo ficava melhor, mais quente, mais bonito. Lembrei-me de pormenores tão ínfimos como as vezes em que eu saía da piscina, com frio, a tremer, e tu me enrolavas numa toalha com todo o cuidado e me abraçavas, prendendo os meus braços e fazendo-me sentir protegida de tudo e todos. Ou de quando me vinhas buscar a casa, paravas em frente ao portão, abrias a porta da frente do lado do passageiro do passageiro e apitavas três vezes - eram sempre três vezes. E lembrei-me de quando me chamavas "Pi": só me chamavas Pi quando querias dizer que gostavas de mim mais do que de todas as coisas, mais do que de todos os teus amigos, mais do que da tua (ex)namorada, mais do que de tudo o que havia na tua vida. Só me chamavas Pi quando querias que eu me acalmasse e te desse ouvidos, a ti e à tua razão. Só me chamavas Pi para me animar. Só me chamavas Pi nos momentos mais importantes. E eu adorava que me chamasses Pi, porque era um dos "nossos" momentos, só nossos.
Tenho muitas saudades tuas, meu querido. Acho que de todos os amigos que fazem ou fizeram parte da minha vida, nunca ninguém teve uma amizade tão bonita comigo. Eu continuo a afirmar que não havia amor, apesar de muitos acharem que sim. Não, meu querido Diogo, o que nos unia não era amor, amor de paixão. Era algo ainda mais forte: éramos irmãos, verdadeiros irmãos. E eu só queria ter-te, ter-nos de volta.
E nunca te esqueças: vou estar sempre, sempre aqui, meu melhor amigo, sempre contigo. «3

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sexta-feira, 19 de março de 2010

demasiado ?


E se eu já gostar demasiado de ti?
E agora?

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quinta-feira, 18 de março de 2010

gosto muito de ti :')


You don't even know how special you are.
Fazes-me sentir tão bem. Eu sei que ninguém compreende ou sequer aprova, mas eu gosto mesmo de ti meu querido, mesmo. Tornaste-te especial quase desde o momento em que falámos pela primeira vez (faz hoje um mês e um dia!) e desde aí, és cada vez mais importante. E digam o que disserem, por agora és tu quem me faz feliz e é contigo que eu quero ficar. Tens sido o meu refúgio, tens sido quem me abriga quando mais quero fugir do mundo.
Não gosto que fiques tímido e quase te escondas se estamos rodeados de pessoas, mas adoro que venhas ter comigo e que te abras, que fales e sorrias e que troques olhares comigo quando mais ninguém repara. Não gosto de não te ver ou de te ver passar e não te falar, mas adoro quando me sorris entre a multidão e quando alguém me diz "ele estava ali e ficou a olhar para ti". Não gosto que me digam que tu não serves para mim e que não vamos ser felizes, mas adoro contrariar as expectativas de toda a gente, as minhas e talvez quem sabe, as tuas, conseguindo estes momentos como os de hoje à tarde em que o mundo é meu (nosso!) e tenho-te só para mim.
Oh, eu gosto muito de ti meu JR. E quero-te comigo sempre, mais e mais ainda.

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quarta-feira, 17 de março de 2010

QUE NERVOS !

Yaaaa, mais um dia de irritação, indecisão e chatice. Já não sei o que fazer da minha vida.
Toda a gente me diz "Precisas é de férias" mas não, eu nem sequer quero as férias. Juro que não. Não quero ir de férias. Eu não preciso delas. Preciso é de deixar de ser parva... deixar de falar... e fazer...

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terça-feira, 16 de março de 2010

enfim , enfim .


Sabem aquela sensação que temos quando estamos dentro de água, quando nada se ouve para além do barulho da água nos nossos ouvidos? Quando estamos noutro mundo, sozinhos com os nossos pensamentos? Quando o resto do mundo é positivamente esquecido e só vemos azul, ouvimos azul, sentimos azul, provamos azul?
Era assim que eu queria estar. Longe deste mundo, destas pessoas que me dão cabo da cabeça, das que amuam sem razão, das que se acham muito adultas mas no fundo são tanto ou mais infantis que as outras, das que quando se irritam respondem mal a quem não devem, das que quando estão mal descarregam nos amigos, das que dizem as coisas na cara e depois fingem que estão a brincar, das que mandam mensagens queridas que depois não eram para nós, das que metem conversa connosco e deixam de responder sem motivo, das que simplesmente não nos falam. ESTOU FARTA DE PESSOAS.
Por isso para amanhã, espera-se sol, calor e mau humor. Até que "ele" se decida.

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segunda-feira, 15 de março de 2010

papéis , lixo e outras analogias ,


Eu sei, eu sei que ando numa fase complicada e que me tenho irritado com imensa facilidade, tanto com quem não merece, como com quem até merece, mas se calhar não merece tanto. E eu sei que devia controlar-me, mas por vezes é mais forte que eu. Ser sempre certinha e calminha e queridinha também cansa. Responder em termos quando que mais apetece é gritar, escrever furiosamente quando o que mais quero é atirar todas as 'merdas' à cara das pessoas, dar conselhos e ouvir dramas quando tenho os meus próprios problemas para resolver é complicado. Mas eu esforço-me, eu tento, juro que sim. Que tipo de amiga seria se não tentasse, pelo menos, estar lá quando as pessoas precisam de mim? (E até mesmo quando não precisam, embora esse seja todo um outro capítulo que deixarei para depois.)
Por agora, o que tenho a dizer é que adorava que a minha frustração e a minha raiva pudessem ser como as palavras que escrevo e que às vezes não saem como eu queria. Essas, são facilmente esquecidas. Arranco a folha, amasso-a, faço uma bolinha, pontaria ao caixote do lixo e c'est fini. Mas com a raiva e a irritação que tenho guardado cá dentro, não posso fazer o mesmo, senão fazia, juro que fazia. E se pudesse dobrar algumas pessoas, fazer delas uma bolinha redondinha e atirá-las para o lixo com os acima referidos sentimentos frustrantes, juro que fazia o mesmo. Então hoje, já lá estavam umas quantas. Nem que as metesse na reciclagem... depois sempre podia ir lá buscá-las se me arrependesse.
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domingo, 14 de março de 2010

it's all about you ,


Não imaginas o bem que me fizeste, meu querido JR. Não tens noção do quanto eu precisava de ti.
Quando te vi chegar, acordei do meu torpor, da minha solidão, da minha desilusão por não ter estado contigo toda a noite. Quando te vi chegar, um sorriso desenhou-se sem querer e fiquei a tremer, a sorrir e a tremer, a tremer e a sorrir enquanto te via sem tu me veres. E demorou um pouco a vires ter comigo, mas vieste. E foi lindo, meu querido, foi lindo.
Sabes, começo a ver-te como uma espécie de 'anjo da guarda'. É a segunda vez que me salvas daqueles que me fazem mal. E tu fazes-me tão bem, tão bem!
Acredito que cada pessoa que faz parte da minha vida me toca de uma maneira especial, única. E a tua maneira de tocar-me, é fantástica. Adoro(-te) quando me agarras as mãos e entrelaças os teus dedos sempre frios nos meus, sempre quentes. Adoro(-te) quando me beijas como só tu sabes e me apertas contra ti. Adoro(-te) quando abro os olhos e encontro os teus a olhar para mim, um sorriso a abrir-se neles e outro, maior ainda, na tua boca. Adoro-te sempre, meu querido, e sempre mais.
Ontem tornaste a minha noite mágica, fantástica, ainda melhor do que já esperava. Deste outro sabor à minha vida. E fazes-me feliz, sabes? Fazes mesmo. E eu gosto muito, muito de ti! «3

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sábado, 13 de março de 2010

incerteza .


Não sei dizer o que nos aconteceu.
Quando te escrevi, foi com a ideia de chegar mais perto de ti, quem sabe atingir-te o coração, e ao mesmo tempo foi uma maneira de me libertar, de tornar mais leve o peso que vinha crescendo no meu peito ao longo destes últimos onze meses. Mas eu não queria o nosso fim. Não escrevi aquela carta com intenção de te dizer adeus, de te deixar ir, de me despedir definitivamente. Não. Eu não quero que saias da minha vida... eu só te quis trazer mais perto, porque há dias em que te olho e sinto que morro de saudades tuas.
Mas a carta... a carta também não foi um recomeço. Não se pode apagar o tempo, nem os momentos, nem as pessoas, e ambos teríamos de o fazer para que pudéssemos ficar juntos. Tu terias de te esquecer de muitas pessoas, eu teria de me esquecer de muitos momentos. Tu não estás disposto a isso e eu, apesar de ser capaz de dar o mundo todo só para te voltar a ter só para mim, não quero apagar nada do meu passado nem do meu presente, porque tu não me fazes bem. Fazes-me mesmo muito mal, porque por ti esqueço-me de tudo e abandono tudo, não sei como nem porquê. (Basta ver o descontrolo de palavras de cada vez que falo contigo...)
Por isso meu amor, talvez seja mesmo melhor que continuemos a viver separados nestes nossos mundos tão afastados. Eu consigo suportar não te ter e tu obviamente não precisas de mim. Eu não te amo e tu obviamente quase não olhas para mim. Mas viverei em paz se souber que, mais tarde ou mais cedo, teremos sempre os momentos como os de outro dia, aqueles raros momentos em que o tempo retrocede, as memórias apagam-se até ao ponto em que voltamos a referir-nos ao que somos com a palavra "nós" e as pessoas simplesmente desaparecem para ficarmos sozinhos. Viverei em paz se souber que de vez em quando nos vamos encontrar e vamos reviver, remexer, reconversar, redizer, resentir e resistir contra todas as dificuldades.
Porque, para mim, e apenas só para mim, nós somos para sempre, meu amor.

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sexta-feira, 12 de março de 2010

( our ) past will never be forgotten .

J... já não te sei dizer o que significas, porque nem eu própria sei ao certo o que és para mim. Talvez o que aconteceu ontem tenha sido apenas um milagre, uma coisa do momento, e que não se repetirá, mas adorei.
As palavras faltam-me porque as emoções são demasiadas, pelo que vou recorrer a clichés, esses odiados clichés que tanto jeito me dão, por vezes: há um tempo certo para tudo e uma pessoa certa para cada momento, e eu acredito que aqueles que se destinam a ficar juntos, ficam sempre juntos, no final. É por isso que espero, sem na realidade esperar, espero pelo momento certo, em que os nossos mundos vão voltar a cruzar-se.
Eu (sobre)vivo bem sem ti, porque não te amo, mas tu sabes, e eu sei, que se quisesses, me tinhas - outra vez. Por isso, só o tempo dirá como será. Eu cá, continuo a gostar muito de ti.

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quinta-feira, 11 de março de 2010

fantástico!

AMEI. O que aconteceu foi absolutamente inesperado mas foi fantástico, e era o que estava a precisar. É tudo o que tenho a dizer, porque te prometi que não diria mais do que isto, fosse a quem fosse; todas as promessas que alguma vez te fiz, cumpri-as, e esta será mais uma delas. Para além de que foi uma coisa tão, tão nossa, que terá de continuar só e apenas nossa. Nossa. Adoro o pronome 'nós'. E adoro-te. Muito obrigada por tudo, meu amor.

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quarta-feira, 10 de março de 2010

diogo «3


Se bem me lembro, já vai fazer quatro anos desde que nos conhecemos. Foi no Wall Street, no meu sétimo ano, e demo-nos logo bem, instantaneamente. E depois fomos evoluindo, sendo mais próximos, partilhando pormenores e momentos. Mas o ano passado, com a mudança de escola, afastámo-nos por completo.
Devo confessar que não esperava nada voltar a aproximar-me de ti e que provavelmente não nos teríamos (re)conhecido novamente se não tivéssemos ambos ido na viagem a Inglaterra, mas só posso dizer que fico mesmo feliz por tal coisa ter acontecido. Até aqui, não me fazias falta, mas agora que te "tenho" de novo, não te quero voltar a perder.
Todos os dias descubro um pouco mais acerca de ti, todos os dias me provas que és mesmo querido, mesmo boa pessoa, sobretudo mesmo bom amigo. Todos os dias converso contigo e quando não o faço, dou por mim a sentir falta de te ouvir, mesmo quando me chamas burra e me dás na cabeça para fazer aquilo que sei que devo mas que nunca tenho coragem :p Todos os dias pergunto onde estás porque gosto mesmo de te ter por perto. (E sabes, fazem-me falta os nossos passeios por Londres, a falar, falar, falar!)
Tu sabes tudo o que tenho a agradecer-te e sabes que não me canso de o fazer. E sabes que provavelmente neste momento as coisas estariam bem diferentes se não fosses tu. E sobretudo, tu sabes - ou pelo menos espero que saibas - que és realmente importante, muito mesmo, e mais a cada dia que passa.
Gosto muito de ti Diogo. Por favor não nos deixes afastar uma vez mais, e não me deixes. Quero-te sempre comigo ♥

( apesar de ainda não estar exactamente como eu queria, espero que este texto compense a falta de palavras de ontem. )

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terça-feira, 9 de março de 2010

:|


Gostava tanto que as coisas fossem simples. Na minha cabeça, de facto, estão claras. Só que também deviam ser descomplicadas para o "nós" que tanto gostava de conseguir atingir. Porque ainda somos dois, afastados, separados... ainda não estamos no ponto certo. E agora? Tenho exactamente 17 dias para descobrir.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

8 ,


Nem sei o que hei-de dizer. Pela primeira vez em todo este tempo, esqueci-me, esqueci-me completamente de nós. Desde Julho que o dia 8 de cada mês tem tido uma importância especial, porque foi a 8 que te conheci, a 8 que a minha vida ficou mais cheia, mais bonita, mais completa. Mas este mês, esqueci-me, e só agora, ao olhar para a data, é que me lembrei que era especial. (E isto assusta-me...)
Sabes, há coisas que não se explicam, eu sei, mas sempre achei que éramos a excepção a todas as regras. Mantivemos uma amizade a mais de 400km de distância durante tanto tempo, falávamos todos os dias, nem que fosse apenas por mensagens, estávamos sempre em contacto, sempre a par do que acontecia na vida de cada um de nós, melhor ou pior, mais ou menos importante. Estivemos mais de 5 meses separados e depois reencontrámo-nos e foi mágico, pelo menos para mim, e depois disso pensei que ficaríamos mais próximos, mais unidos, depois de termos começado o ano juntos e de uma maneira especial. Juro que pensei que seria um ponto de viragem.
E de facto, não me enganei - raramente me engano nestas coisas... Foi um ponto de viragem, sim. Mas para pior. Porque quebrámos quase tudo o que nos unia.
Eu percebo as tuas razões. Percebo que tenha acontecido muita coisa, demasiada coisa, e que tudo tenha acontecido rápido demais. Percebo que por vezes os problemas são tantos, que não se consegue dar saída a tudo e alguém tem de ficar para trás. Percebo como te ficaste a sentir depois do que aconteceu. Tu sabes que percebo, não sabes? Mas o facto de perceber não implica que não me tenhas magoado. Apesar de agora já estar tudo bem, pelo menos aparentemente, não será fácil voltar ao que tivemos... não. Vai ser até muito difícil, e vai implicar uma entrega da nossa parte que não sei se algum de nós estará capacitado, neste momento, para dar.
Não meu querido, de facto não somos o que já fomos e não sei se algum dia voltaremos a ser. Estou a ser o mais racional possível e estou a tentar olhar para as coisas como elas são, apesar de me custar estar a escrever isto. Mas não podia deixar passar este dia em branco e também não podia deixar de dizer tudo o que tem ficado calado cá dentro.
São oito meses, e oito meses não se esquecem. E apesar de tudo, de toda a distância, de todas as mudanças que nos sucederam, tanto à nossa relação, como a cada um de nós em separado, apesar de todos os silêncios e a mágoa, eu continuo a gostar muito de ti. Sempre. (L)

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domingo, 7 de março de 2010

freedom ,


Eu sei o que estou a fazer. Eu sei, e não admito que me digam que não sei, que não devo, que não posso, que não quero. Não admito, ponto final.
Raramente faço coisas sem pensar, e esta não foi excepção. Talvez da primeira vez até me tenha deixado levar, afinal de contas estava, estávamos, num mundo à parte, não havia qualquer impedimento. E continua a não haver: nem impedimentos, nem arrependimentos!
Eu sei, EU SEI o que estou a fazer. E também sei o que quero - sobretudo, sei o que não quero. E assumo todas as responsabilidades por tudo o que possa acontecer, sei que é um risco, mas e depois? Tenho dezasseis anos, estou mesmo na altura de correr riscos e este é definitivamente um daqueles que vale a pena correr. Por isso, por favor, deixem-me viver em paz. Feliz ou não.

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sábado, 6 de março de 2010

stay ( I've missed you ) ,


Meu querido, tenho medo. Não sei se devo, se tenho ou não razão, mas a verdade é que temo que queiras partir outra vez. Não te assustes meu querido, não te assustes.
Vamos ter calma, vamos fazer as coisas da melhor maneira. Não me quero magoar, muito menos magoar-te a ti. Vamos com calma, vamos deixar-nos levar e veremos no que isto dá. Eu confio em nós.
Resta saber se vamos ter asas para voar. Eu tenho medo.

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sexta-feira, 5 de março de 2010

" à experiência " ,


É assim que estamos meu querido. "À experiência".
A partir de hoje, tudo o que fizer(mos) vai ser novo, vai ser uma descoberta, algo nunca experimentado... pelo menos, não desta forma. Não há (muitos) compromissos nem nada (muito) sério, mas há alguma coisa, por pequena que seja, e por agora isso basta-me. 'Perdemos' duas semanas em indecisões e confusões, mal-entendidos e medos, mas agora voltámos a entendermos, pelo menos aparentemente.
Não tenho qualquer expectativa, nem vou criá-la. Não estou loucamente apaixonada nem nada que se pareça, mas gosto de ti, tu sabes disso. E quis arriscar, quis acreditar - e acredito - que é isto de que neste momento preciso. Veremos como corre... agora, só o tempo o dirá.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

andreia ,


Parabéns minha Andreia,
São quase três anos de conhecimento. Sobretudo, muitos meses de amizade, de partilha, de confissões, de segredos, de ajuda, de apoio, de conversas infindáveis, de risos. São quase três anos e és das pessoas em quem mais confio, és das melhores amigas que se pode ter e indubitavelmente uma das melhores pessoas que conheço.
Gosto muito, muito de ti e desejo-te o melhor possível para estes teus dezoito anos :) Sê feliz, tens-me sempre aqui e eu sei que te tenho sempre comigo. «3

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quarta-feira, 3 de março de 2010

it's up to you ,



Meu querido:
Eu tomei a minha decisão. Eu vou tentar. Eu vou arriscar. Vou lançar os dados: o resultado, é contigo.
Tenho medo, confesso, muito medo, porque estou insegura. Se fosses uma pessoa fácil de entender... se mostrasses o que sentes... ou não sentes... era tudo tão mais fácil! Mas assim não consigo. E estou cansada de intermediários, de ouvir falar de ti através dos teus amigos, de vê-los a falar contigo sobre mim porque não somos capazes de falar um com o outro.
Por isso eu tomo a iniciativa. Apesar de me custar e de estar cheia de medo, eu faço-o, porque acho que é merecido. Acho que devo arriscar ser feliz contigo. Pelo menos a curto prazo, é o que quero.
E de facto, mesmo sem te amar, é notório e inegável que mexes comigo. É assim que as coisas começam. E é agora que a situação tem de mudar. Eu vou falar contigo. Mas o resultado, está nas tuas mãos...

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terça-feira, 2 de março de 2010

quietness ,


Cada vez mais me apercebo que, por muito que os meus dias sejam passados em boa companhia, preciso sempre destes momentos, muito meus, só meus. Preciso sempre destes momentos em que a minha única companhia sou eu própria, os meus pensamentos, as minhas ideais, sobretudo os meus sonhos.
Hoje foi um dia muito, muito confuso, muito rápido, muito stressante, que me iludiu e desiludiu sucessivamente. Cheguei a casa com a cabeça num turbilhão de ideais que giravam, giravam, sem assentar para que eu pudesse pensar em condições. Peguei numa caneca de chocolate quente, num livro, num caderno, numa caneta, fechei-me no quarto e deixei-me ficar, calmamente, sozinha, a saborear a solidão, a simplicidade do que me rodeava, as pequenas coisas que fazem parte de mim.
É sempre assim que me acalmo: primeiro, escondo-me do mundo dentro das quatro paredes do meu sítio preferido (o meu quarto), depois choro (felizmente que hoje não foi preciso), depois, respiro fundo e abro os olhos para a realidade. E depois escrevo. Cada vez mais me apercebo do quão boa companhia as palavras escritas podem ser quando não quero ouvir ninguém, cada vez mais me refugio em mim para fugir dos outros.
Neste momento, preciso de calma, muita calma. Só o tempo dirá como vai ser daqui para a frente, e o tempo é uma incógnita.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

quero-te.

( hoje, é tudo o que tenho a dizer. )

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