
A vida dá voltas e mais voltas, toda a gente sabe. E toda a gente sabe, também, que na maioria das vezes, as coisas não nos correm exactamente como queremos, há sempre pormenores que nos escapam, inesperados que acontecem sem que sobre isso tenhamos o menor controlo. A vida é injusta, ponto final.
Ontem à noite estive algum tempo a conversar com a Mary. Não nos conhecemos pessoalmente, mas desde o momento em que ela apareceu no Fotolog e começámos a trocar comentários, não parámos mais de falar. Temos sempre conversas que me deixam a rir e que me animam, ela é super divertida e tem uma alegria de viver que é contagiante. Mas ontem a Mary estava destruída. Um amigo dela tivera um acidente e estava em coma. Claro que ficaria tocada, tivesse acontecido a quem tivesse acontecido, mas este caso tocou-me especialmente e não sei porquê.
Quem conhecer relativamente bem os meandros do Fotolog - e eu conheço-os perfeitamente! - não demora muito a encontrar imensas pessoas de Torres Novas/Entroncamento/Santarém. Há imensas raparigas de lá que têm Fotolog e, ao que parece, todas elas conheciam o tal rapaz. Ontem, todas elas escreveram para ele, todas elas postaram fotos dele ou simples frases de apoio e força. E ele morreu.
Nunca vi a Mary assim. E nunca vi tal onda de dor e sentimentos de revolta pela injustiça da vida, nunca, nunca vi. E acabei por ficar tocada também. Talvez pelos olhos dele, pelo sorriso dele, pelo cabelo dele, pelo nome dele (João Pedro!), pelo que todas elas dizem dele, pela dor da Mary, pela injustiça de algo acontecer a alguém assim, tão novo, cheio de vida, com tanto pela frente para viver. Fiquei tocada, porque afinal, não acontece só aos outros, pode acontecer a qualquer um de nós, um azar assim. Fiquei tocada porque... não podia deixar passar isto em branco.
E aqui me encontro, hoje, a escrever um texto para um rapaz que nunca conheci (nem vou conhecer...), que nunca vi, com quem nunca falei, do qual não conheço mais nada para além do seu sorriso. Descansa em paz, onde quer que estejas. E vês? Há, hoje, mais alguém no mundo que pensa em ti e que, mesmo sem te conhecer, sentiu-se magoada pela tua partida.
R.I.P.
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Ontem à noite estive algum tempo a conversar com a Mary. Não nos conhecemos pessoalmente, mas desde o momento em que ela apareceu no Fotolog e começámos a trocar comentários, não parámos mais de falar. Temos sempre conversas que me deixam a rir e que me animam, ela é super divertida e tem uma alegria de viver que é contagiante. Mas ontem a Mary estava destruída. Um amigo dela tivera um acidente e estava em coma. Claro que ficaria tocada, tivesse acontecido a quem tivesse acontecido, mas este caso tocou-me especialmente e não sei porquê.
Quem conhecer relativamente bem os meandros do Fotolog - e eu conheço-os perfeitamente! - não demora muito a encontrar imensas pessoas de Torres Novas/Entroncamento/Santarém. Há imensas raparigas de lá que têm Fotolog e, ao que parece, todas elas conheciam o tal rapaz. Ontem, todas elas escreveram para ele, todas elas postaram fotos dele ou simples frases de apoio e força. E ele morreu.
Nunca vi a Mary assim. E nunca vi tal onda de dor e sentimentos de revolta pela injustiça da vida, nunca, nunca vi. E acabei por ficar tocada também. Talvez pelos olhos dele, pelo sorriso dele, pelo cabelo dele, pelo nome dele (João Pedro!), pelo que todas elas dizem dele, pela dor da Mary, pela injustiça de algo acontecer a alguém assim, tão novo, cheio de vida, com tanto pela frente para viver. Fiquei tocada, porque afinal, não acontece só aos outros, pode acontecer a qualquer um de nós, um azar assim. Fiquei tocada porque... não podia deixar passar isto em branco.
E aqui me encontro, hoje, a escrever um texto para um rapaz que nunca conheci (nem vou conhecer...), que nunca vi, com quem nunca falei, do qual não conheço mais nada para além do seu sorriso. Descansa em paz, onde quer que estejas. E vês? Há, hoje, mais alguém no mundo que pensa em ti e que, mesmo sem te conhecer, sentiu-se magoada pela tua partida.
R.I.P.
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