Orgulho-me muito da minha paciência, mas também tenho os meus limites - e quando os limites que eu estabeleço são ultrapassados (como já o foram há muito tempo), estamos muito mal. Faço uma última tentativa de ter uma última conversa, mas mais que isso, já não sou capaz. Quando deixamos as pessoas entrar na nossa vida, quandod deixamos que elas se aproximem, quando começamos a preocupar-nos, quando fazemos esforços para manter essas pessoas por perto, é porque acreditamos que elas nos vão acrescentar algo, nos vão trazer coisas boas. Porém, eu confiei, deixei-me levar, e nada disso tem acontecido - são desilusões umas atrás de outras, confusões e discussões e o desgaste emocional (que, diga-se de passagem, já era muito) aumenta mais e mais a cada dia que passa. Não sou de ferro, aliás, sou até demasiado sensível. Por isso está na altura de me proteger de quem já não merece qualquer esforço. E para me proteger (porque é raro fazê-lo, ou que o façam por mim) estou disposta a tudo. Não brincam mais comigo.
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