sábado, 31 de julho de 2010

( em 30 dias )

Day 10 - Songs you listen to when you are Happy, Sad, Bored, Hyped, Mad.

Ui, não é fácil. Ouço muuuita música em muitas situações diferentes ;s

Happy : So Kiss Me by Sixpence None The Richer (porque me faz sempre sorrir)
Sad : Heres Comes Your Man by Pixies (porque me anima sempre)
Bored : Drive My Car by The Beatles (porque me faz lembrar as aulas de EF em que não se fazia nada e isto me animava)
Hyped : How Far We've Come by Matchbox 20 (porque me faz lembrar das aulas de Body Combat para desgastar energia acumulada)
Mad : Fuck You by Lily Allen (porque aqui há uns tempos era mesmo a música certa para certas situações)

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

( em 30 dias )

Day 09 - Something you're proud of in the past few days.

Pela primeira vez desde que tenho memória, tenho as unhas compridas e consigo olhar para elas e não ter qualquer vontade de as roer. Pode parecer que não, mas é um grande feito. Para mim.

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quinta-feira, 29 de julho de 2010


Odeio que as pessoas não saibam o que querem. « Difícil não é saber o que se quer, mas sim saber o que fazer quanto ao que se quer. » Odeio que me respondam "talvez" quando a resposta é, claramente, um sim ou um não. Odeio que me façam aguentar intermináveis compassos de espera quando na verdade seria muito mais fácil tirar-me, desde logo, as dúvidas. Odeio que me deixem na expectativa por tempo indeterminado. Odeio que não sejam capazes de admitir que erraram e que nem sequer sejam capazes de pedir desculpas pelo que fazem. Odeio que me façam de parva e que me deêm desculpas esfarrapadas que até a pessoa mais tapada deste mundo perceberia que são mentira. Odeio que me ignorem quando o que mais preciso é de receber alguma atenção. Odeio que desvalorizem o que eu sinto, pensando que são meros caprichos ou confusões minhas. Odeio que usem palavras bonitas, mas que na hora de fazer em vez de falar, fiquem quietos e não sejam capazes de se manterem fiéis àquilo que dizem e defendem. Odeio que me digam que não têm tempo para mim, quando a verdade é que não querem tê-lo. Odeio que não me respondam ao que pergunto quando mais preciso de alguma coisa que me faça acreditar.
Odeio que me quebrem o coração quando tudo o que eu peço, é para terem cuidado com ele e para o ouvirem e valorizarem. Só um bocadinho.

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Lições Grátis do dia 29/07 :

1) Quando o relógio marca 3h30 da manhã e está um tremendo calor que impede uma certa actividade a que se costuma chamar "dormir", é de facto uma boa ideia vir para o terraço apanhar ar. Mas quando há uma outra circunstância, chamada "cabeça-demasiado-cheia-de-coisas-para-pensar", circunstância essa que também impede o sono, a melhor opção será fazer qualquer outra coisa que não seja ler um livro sobre uma história de amor desesperadamente sofrida - mas com final feliz, claro - e que não seja, também, ouvir música a partir de um MP4 cheio de músicas que trazem recordações. (esta noite já sei o que fazer e não fazer)

2) Quando a nossa querida esteticista vai de férias, a opção mais acertada é aguentar como se puder até ela voltar. Nunca se deve deixar que a nossa mãe nos convença a experimentar outra com argumentos do género "só desta vez, só para eu não ir sozinha". Claro está que detestei e não volto àquele sítio enquanto viver e tiver memória. Por isso, peço encarecidamente à minha adorada esteticista habitual que se despache a vir de férias. Não há outra como ela. (para a a próxima já sei onde não ir)

3) Quando nos entretemos, durante um período considerável, a ver séries e filmes todos os dias, a nossa cabeça acabará, eventualmente, por entrar num momento de "overdose" televisivo-cinematográfica. Em vez de me acalmarem, a porcaria das séries e dos filmes só me fez chorar. Uau. A minha sensibilidade está em alta esta semana. De qualquer modo, para situações desesperadas, medidas desesperadas: vou ter mesmo de fazer alguma coisa em vez de ficar à espera e a encher-me de televisão para me distrair. (e é triste que uma das minhas terapias tenha deixado de resultar)

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« I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now
(...)
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how
(...)
And after all
You're my wonderwall »

http://www.youtube.com/watch?v=6hzrDeceEKc

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( em 30 dias )

Day 08 - Short term goals for this month and why.

Hum, dado que o mês acaba daqui a dois dias, não tenho grandes objectivos a não ser resolver(-me) o que está pendente. Por experiência própria, sei que vai ser um objectivo não cumprido.

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quarta-feira, 28 de julho de 2010


Tinha tudo para ser uma bela tarde de praia... não foi. :c

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atrologia ... to trust or not to trust, that is the question .

Hum, hoje apeteceu-me ir ler o meu horóscopo. Já não o fazia há uns tempos.

« (...) It's not that someone is purposefully trying to mislead you, but it appears that they might not be telling you the whole truth. Don't go looking for a fight; you won't benefit by forcing an issue before its natural time. Let the story unfold on its own and then you will know whom to trust. »

Curiosamente, deu uma espécie de resposta àquilo que eu andava a pensar e pretendia fazer. A questão é: será que é confiável? Nunca acreditei completamente nestas coisas, mas desta vez, talvez vá prestar atenção.

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( em 30 dias )


Day 07 - A picture of someone/something that has the biggest impact on you.

Não será propriamente aquilo que terá mais impacto em mim, mas a outra foto que poderia pôr... não devo. Portanto, aqui fica, Itália: Veneza e Florença. O meu país preferido, as minhas cidades preferidas, os locais onde quero voltar logo que possa.

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terça-feira, 27 de julho de 2010


Provavelmente isto é só um delírio meio louco provocado por este calor todo que me está a derreter o cérebro (e o resto) a pouco e pouco, mas de qualquer modo apetece-me escrever isto, nem que seja para depois vir aqui um dia destes e negar estas declarações insensatas que me vou arrepender de anunciar abertamente: estar apaixonada é a melhor coisa do mundo.
O sentimento pode nem ser retribuído, a situação pode nem ser a ideal, tudo isto pode ser uma total loucura, uma insensatez, algo muito pouco saudável, que provavelmente vai fazer-me mais mal do que bem... mas o que é certo, é que eu adoro estar apaixonada. Consigo até apaixonar-me pela simples ideia de estar apaixonada, e provavelmente até já o fiz em dada altura, mas não é o caso agora.
O que eu sei é que, apesar de todas as dificuldades, contrariedades, mágoas, medos, inseguranças, corações partidos, (des)ilusões e outras tantas confusões, hoje sinto-me felicíssima por estar assim. Porque nestes últimos dias tem sido isto que me mantém "à tona de água" e é a isto que me agarro - a um amor impossível, perigoso, confuso, assustador, estranho. E é ao amor que me agarro porque, apesar de tudo, nos últimos dias é só isso que tenho conseguido sentir.

( pronto, está feito. agora é só clicar em 'publicar mensagem' para isto deixar de ser uma loucura privada. não devia fazer isto, devia guardar só para mim, mas apetece-me. quero apenas acrescentar que eu sei que a responsabilidade disto, é minha, e que sou eu que tenho de lidar com isto como souber. ou como puder. )

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( em 30 dias )

Day 06 - Favourite superhero and why.

Hum, este vou ter de passar à frente. Não gosto de super-heróis. xD

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

( o nome do filme diz tudo )


São exactamente 23h19 e estou acordada há cerca de 13 horas. O ponto mais alto destas 13 horas deu-se há uns minutos, quando o querido computador disse "Download efectuado". Hum, isto deixa-me a pensar: será normal quando a melhor coisa que nos acontece no dia todo é ter (finalmente, diga-se de passagem) ter consigo fazer download do filme preferido, com o actor preferido? Talvez. A mim, parece-me só estranho. E fútil. E mau. É um ponto alto muito fraco.

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( em 30 dias )

Day 05 - A picture of somewhere you've been.



Itália, Agosto de 2008 - melhores férias de sempre!

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domingo, 25 de julho de 2010

( torn )

Continuo a enganar-me a mim própria e a acreditar que consigo manter os pés no chão quando o que quero mesmo é voar. Continuo a mentir a mim mesma e a dizer que não tenho expectativas e que consigo não sonhar. Mas mesmo quando as expectativas já são, por si só, baixas, há sempre uma maneira de as quebrar... uma vez mais. Nada a que já não me tenha habituado. Como já disse, sou uma pessoa insatisfeita por natureza. (E a culpa é minha.)

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England 2010 ,

Pela terceira manhã consecutiva, acordo de sonhos estranhos e impossíveis e fico cheia de saudades disto. Saudades de acordar todas as manhãs às 5h45, de tomar banho de água muito fria ou muito quente, e vestir-me com camadas e camadas de roupa, de ir acordar o Tiago e o Manel e obrigá-los a sair da cama e a arrumarem o quarto, de ir arrumar o meu próprio quarto e de descer para tomar o pequeno almoço às 7h30. Saudades de acordar chateada e de desgastar o mau humor na meia hora de caminho a pé até à escola, com o Tiago e o Manel a cantar ao meu lado, até lhes bater para se calarem e me deixarem em paz. Saudades de fazer uma pausa rápida no Starbucks para comprar um Signature Hot Chocolate e de bebê-lo durante a primeira aula da manhã, dada pela Lorraine, e de ser sempre gozada pelo Ollie, que dava a segunda aula. Saudades de tentar apreoveitar alguma coisa do "packed lunch" que a Winnie nos preparava todas as manhãs, sabendo que, fosse a comida o que fosse, íamos sempre acabar por correr até ao MacDonald's para comer mais qualquer coisa, para aguentar mais umas horas antes de voltar para casa. Saudades das visitas da parte da tarde, das fotos, das conversas, das amizades que se foram criando. Saudades de Londres, daqueles dois dias que lá passámos, das viagem de ida e volta, das caminhadas intermináveis, das confusões da stôra Sá Lopes, dos passeios e das compras em Covent Garden. Saudades de voltar para casa às 17h da tarde com a impressão de que o dia fora longo e já era noite cerrada, de jantar às 18h30 em ponto, de conversar sobre a Winnie e o Brian com eles mesmo ao lado, sem perceberem nada. Saudades do Manel a reclamar de todas as refeições e a gozar comigo, "Tu é só paixões por onde quer que passes". Saudades de ir vestir mais camadas de roupa e depois chamar um táxi e sair de casa às 20h, ir para o centro da cidade com os outros, conversar, passear, ocasionalmente comprar Malibu e Vodka de amora e tabaco para partilhar (entre eles, vá, eu não) e voltar para às 23h, com a mesma sensação que tenho quando saio de casa às 23h para voltar às 2h da manhã. Saudades de cair na cama, completamente exausta, e de acordar às 5h da manhã do dia seguinte, pronta para mais, sempre mais, muito mais.
Foi fantástico. A opinião é unânime.

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( em 30 dias )

Day 04 - A habit you wish you didn't have.

Hum, provavelmente roer as unhas. Ultimamente até tenho conseguido deixá-las crescer, à custa de muito esforço e elevada preparação psicológica (LOL), mas não é fácil e são mais os momentos em que olho para as mãos e me apetece estragar tudo só para combater o stress, do que aqueles em que olho para as mãos e fico feliz por ter, realmente, unhas apresentáveis. Mesmo assim, vou continuar a deixá-las crescer até ficar tão doida que tenha de as roer, caso contrário sou capaz de me atirar da ponte.

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(im)patience ,


Odeio que me invejem a paciência. Posso ser muitas coisas, mas paciente? Não é uma delas.
A mim, parece-me sempre que as pessoas pacientes estão rodeadas de uma espécie de "aura" de calma, e conseguir manter a calma em situações de espera implica um certo grau de compreensão do motivo que nos faz estar à espera, e mais, implica aceitação de que a espera é o que temos de fazer. E eu não tenho isso.
Eu não espero com calma! Na maior parte das vezes, não consigo compreender o que se passa e porque é que tenho de esperar, muito menos sou capaz de aceitar que é assim que devo ficar e que só a espera me vai levar aonde eu quero chegar. Eu não compreendo nem aceito - apenas me conformo porque sei que não há outra opção (pelo menos, outra opção concretizável).
Eu abomino os compassos de espera, porque na maior parte das vezes para mim são verdadeiros compassos de desespero (como agora). E que se desengane quem me considera paciente... eu sou apenas tolerante. E a tolerância consiste apenas em aceitar o que nos fazem - até certo ponto - porque amamos demasiado as pessoas para as querer ver partir.

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sábado, 24 de julho de 2010

Já há uns tempos que não me sentia tão pequenina e vazia.

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« The little things (...). The gestures, the moments. And the big. I let him see my heart. I gave it to him, even when I believed he couldn't or wouldn't take it. I gave it anyway - a gift. Even if he broke it. I was very brave. Love is very brave. »

in Bed Of Roses by Nora Roberts

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( em 30 dias )


Day 03 - A picture of you and your friends.

Podia ter escolhido uma mais recente, ou com amigos diferentes, mas hoje apeteceu-me esta, porque são, sem sombra de dúvida, aqueles de quem sinto mais saudades.

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

« Perhaps we give the best of our hearts unconditionally... to those who hardly think about us in return. » T. H. White

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( em 30 dias )

Day 02 - The meaning behind your blog's name.

« Expoente da Loucura » é parte de uma música dos Ornatos Violeta que gosto já há muito tempo e que me marca também porque tem uma certa "história" que, como sempre, não esqueço. Para além disso, « Expoente da Loucura » também representa, na minha opinião, um local onde posso "expôr a minha loucura", daí utilizá-lo sempre como título nas minhas páginas mais pessoais e importantes.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Posso ter medo?
Não quero, mas não consigo evitar.
Dói.

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( em 30 dias )


Day 01 - A recent picture of you and 15 random facts about yourself.

1. Adoro escrever;
2. Passo a vida a cantar;
3. Costumo ler até muito tarde, antes de adormecer;
4. Uso lentes de contacto (estranhamente, é algo que pouca gente sabe);
5. Tenho uma memória assustadora que insiste em decorar tudo o que é data e pormenor;
6. Não me apaixono com facilidade, mas quando o faço, é a sério, e geralmente tenho muita dificuldade em "desapaixonar-me" quando tem de ser;
7. Preocupo-me por tudo e por nada e é muito fácil deixar-me stressada;
8. Pessoas de compreensão lenta tiram-me do sério;
9. Sou bastante calma, mas quando me zango, saiam-me da frente;
10. Tenho uma paixão louca por chocolate;
11. Tenho uma certa paixão platónica pelo Robert Pattinson que não gosto de confessar, porque de cada vez que o vejo num sítio qualquer, fico bastante "colada";
12. Tenho uma gaveta cheia de cadernos e cartas escritos e que nunca na vida vou ter coragem de entregar ao destinatário;
13. Tenho mau feitio, embora o consiga esconder quase sempre;
14. Não sou capaz de passar um dia sem ouvir música e sei de cor todas as músicas que gosto - ora, só as que estão no iPod são cerca de 500 e eu gosto delas todas... imaginem lá;
15. Passo a vida a roer as unhas e há cerca de um mês que ando a (tentar) deixar de roer e juro, dói-me o coração de cada vez que entro em stress e quero roer as unhas e não posso.

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make you feel my love by Adele ,

« I could offer you a warm embrace
To make you feel my love
(...)
I could hold you for a million years
To make you feel my love
(...)
No, there's nothing that I wouldn't do
To make you feel my love
»

quando me lembro que esta música existe, é bem capaz de ficar "on repeat" durante horas.
http://www.youtube.com/watch?v=Fnn9JIqqTE4

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devaneios ,


É difícil relativizar quando se deseja o absoluto. É difícil desejar o todo e contentar-se apenas com a parte - mas, afinal de contas, alguma coisa sempre é melhor que nada. É difícil ser racional quando o coração não pára de bater num ritmo frenético, alimentado de algo tão viciante, mas tão indefinível, alimentado pelo que vai recebendo e procurando. É difícil manter os pés no chão quando, depois de uns momentos a sós com a felicidade, se passa a caminhar num passo leve, como se se estivesse a esvoaçar e nem se pisasse o chão. É difícil encontrar o equilíbrio entre o que é apenas superficial e o que é muito mais profundo, quando se quer mais do que mera sintonia física, mas não se pode desejar uma verdadeira harmonia de sentimentos. É difícil encontrar palavras que pareçam ser suficientes, é difícil construir frases quando o que se quer dizer já não cabe nas linhas de um caderno. É difícil pedir ao corpo - e sobretudo ao coração - para que tenham calma e pensem, quando eles estão tão apaixonados, há tanto tempo. É difícil evitar os sonhos, afastar as esperanças, pôr de lado os desejos de um futuro, e contentar-se com um presente incerto e indefinido, em que cada passo é dado no escuro, sem certezas, mas com coragem.
Eu estou assustada, não sei mais definir-me ou explicar-me, mas posso tentar resumir(-me): não te quero assustar com o que sinto, nem quero que isso faça com que te afastes, por medo de me magoar, ou de estar a ir demasiado longe comigo. Eu não confundo as coisas, compreendo o teu lado e o que (não) sentes. E esta situação é estranha e confusa, e como já expliquei - ou tentei - há inúmeras dificuldades que me deixam confusa e insegura e com medo de (te) perder (mesmo que não sejas meu), mas eu também sei que é isto que eu quero, que és tu quem eu quero, seja de que maneira for. (Já o disse, pouco é melhor que nada!) E eu sei que sou capaz de superar e ultrapassar as dificuldades, e sou capaz de me ultrapassar e de me superar a mim, se isso me der o que eu quero. E o que eu quero é ficar por aqui, contigo. E quero que queiras estar comigo... seja como for... e mesmo que seja apenas por agora.
Dizer (apenas) que "gosto muito de ti", é uma espécie de eufemismo, mas não me atrevo a usar outras palavras. Por isso aqui fica aquilo a que tudo isto se resume: eu gosto muito, muito de ti, e tenho medo de te perder (outra vez).

( viva a confusão, viva a desconstrução, viva a incoerência! viva os textos escritos às 3h da manhã quando não se consegue dormir porque a cabeça está demasiado cheia... )

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quarta-feira, 21 de julho de 2010



Está a ser um verão bastante indescritível, bastante inesperado, bastante estranho. Mas a estranheza não é, ou não tem sido, necessariamente, má. Tem sido um verão... diferente. Acho que essa é a palavra certa.
Mas há algo que está de facto diferente e que me faz falta: não ter palavras para dizer o que sinto, como me sinto, o que se passa, o que quero e o que temo. Estou totalmente bloqueada. E isto assusta-me - para além do resto.

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Mamma Mia!


Toda a gente sabe que gosto muito deste filme porque é, provavelmente, o único filme que posso ver e cantar do princípio ao fim, porque conheço as músicas todas de trás para a frente. Não será, portanto, de admirar que quando revejo o filme, fique com as músicas na cabeça.

« I still don't know what you've done with me
A grown-up woman should never fall so easily
I feel a kind of fear
When I don't have you near
Unsatisfied, I skip my pride
I beg you dear
Don't go wasting your emotion (...) »
( Lay All Your Love On Me, esta tem particular significado )

http://www.youtube.com/watch?v=ApAhW70zu2g

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("querida") N ,

Segundas oportunidades eu dou, oh se dou. Há erros que se cometem e se podem corrigir, há arrependimentos que até são verdadeiros e merecem recompensa. E eu também erro e dão-me segundas oportunidades, porque é que não haveria de retribuir e dá-las também?
E terceiras oportunidades? É raríssimo, mas muito de vez em quando, também já aconteceu.
Agora quartas, quintas, infinitas oportunidades, mais do que as que posso contar? Não. Se há coisa que odeio é que me mintam e que finjam ser o que não são para ganhar a minha confiança. Mas a falta de confiança é todo um outro capítulo que nem vou abordar. O que interessa aqui são as mentiras.
Outra vez? Depois de tudo, de tantos meses sem falar, depois de tanta distância e confusão, mais mentiras? E achaste sinceramente que eu não ia descobrir? Não sou burra. Às vezes posso fingir que não percebo as mentiras porque é mais fácil do que estar a chatear-me, mas eu percebo-as, e conheço-te, e tu conheces-me mais ou menos, e sabes o que acontece agora.
Estou farta de ser boazinha e de fingir que compreendo coisas que nunca na vida vou ser capaz de entender, como essa tua obsessão compulsiva pelas mentiras. Uma vez mais estragaste tudo, e desta vez não há retorno. Para mim chega, foi desta. Ficamos por aqui.

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terça-feira, 20 de julho de 2010


Preciso tanto de me inspirar outra vez, de conseguir escrever. Não anda fácil.

« I can't find the words to say
When I'm confused
I travel half the world to say
You are my muse
» ( MUSE in I Belong To You )

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Vontades reprimidas!
(acho que são as palavras certas para hoje)

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

-.-


Hoje que estava realmente com vontade de ir à praia, outras coisas acontecem e impedem-me.
É o que eu digo, este mundo é muito injusto.

( também voltava para ali / Aldán - Setembro 2009 )

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domingo, 18 de julho de 2010


O inesperado surge quando se procura uma simples letra de uma música da Madonna e se acabam por encontrar várias verdades em outras letras: Lucky Star, Get Together, Like a Virgin e, sobretudo, Forbidden Love.
Até transcrevia para aqui o que me chamou a atenção, mas não tenho paciência. E não vale muito a pena.

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shopping spree ,

A minha tarde resumiu-se a três palavras: terapia de compras!
Foi a solução para tudo: sono, mau humor, preocupação, confusão, dores de barriga, tédio, necessidade de comprar coisas novas.
Pena que foi uma solução temporária.

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(?)


Não tenho escrito, porque receio que o mero acto de pôr os sentimentos em palavras possa estragar tudo. Provavelmente isto não faz qualquer sentido, mas é assim que me tenho sentido... por isso, não me quero debruçar muito sobre sentimentos. Não quero - e não devo.
Os meus esforços nestes últimos dias têm sido para não esperar demasiado, não sonhar alto, não querer muito, não pedir nada. Preciso de um meio-termo (porque é que isto não me espanta?), preciso de calma, preciso... na verdade, preciso que as coisas continuem como têm estado.
E no meio de tudo, é natural estar insegura e ter medo? Não sei o que isto é ao certo. Tenho medo de me magoar imensamente outra vez, mas sobretudo tenho medo de perder... de perder algo que se calhar nem é realmente meu. Só não quero, por nada deste mundo, perder isso, ainda que não me pertença.
E uma vez mais, dou por mim a ficar parada quando devo agir, a pensar demais quando devo sentir. Uma vez mais, dou por mim a desperdiçar oportunidades que já devia ter aprendido, há muito tempo, a ver como raras. E únicas. E que não deviam ter sido, nem por um segundo, desperdiçadas.

Mas eu tenho mesmo medo. E nem sei bem de quê.

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sábado, 17 de julho de 2010

B ,


« Não tenho jeito nenhum para mensagens de parabéns. Dá sempre jeito uma pessoa procurar as melhores memórias, mas essas tu já sabes: ITÁLIA 2008, of course. Melhores férias de sempre :) Eu sei que te lembras de tudo e sei que também sabes que te adoro, really, e que nunca me esqueço do dia de hoje. Parabéns (L) »

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«3


A noite de ontem foi qualquer coisa de maravilhoso. Não vou, sequer, tentar descrever porque não há palavras. Já há meses que não tinha uma noite assim, nesta companhia.
Foi daquelas noites irrepetíveis e inesquecíveis e marcantes. Não poderia esquecer a minha queda da cadeira, nem o gato que bebeu o que não devia, nem a canção sobre a beleza da cor da toalha da mesa, nem a dança sexy... nem nada do que aconteceu, realmente.
LINDO. The best friends ever «3

( acho que só faltou mesmo uma máquina fotográfica para registar os melhores momentos. )

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

barbie :)


Hoje, mais do que nunca, provaste (e bem) porque é que és das minhas melhores amigas e porque é que sem ti seria tudo muito mais difícil. Muito, muito, muito obrigada por tudo, sempre. Tens sido a maior presença, e nestes últimos tempos tens sido melhor amiga do que eu poderia pedir, e melhor amiga do que eu mereço. Sem mencionar que 4h30 ao telemóvel a aturar-me é obra (: E eu adoro-te «3

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Vai correr tudo bem. Tem de correr tudo bem.

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

bad habit ,


Não sei explicar ao certo, mas acho que hoje - pela primeira vez em algum tempo - tive realmente consciência de que às vezes confio demasiado em que as pessoas sabem ao certo o que eu sinto por elas, quando se calhar, na verdade, não sabem assim tão bem. Tenho demasiada confiança nas minhas próprias palavras e tendo a esquecer que elas não são tudo - e que devem ser repetidas quantas vezes for preciso (tendo em conta que o que é demais, também é erro).
O que me leva à necessidade, uma vez mais, de encontrar um meio-termo: não quero abusar e dizer(-te) demasiadas vezes o que sinto, como me sinto, mas também não quero que isso seja esquecido ou desvalorizado.
Quero um bocadinho de equilíbrio, só um bocadinho.

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Costumas ter muito jeito para me inspirar, mas hoje não. Hoje, nem tu consegues. Eu bem que precisava de palavras, hoje (tuas ou minhas!), para me arrancarem ao silêncio e para me organizarem a desarrumação que é a minha cabeça. Mas elas não vêm, não querem vir, e eu fico por aqui à procura delas, incessantemente.
Preciso de escrever, nunca precisei tanto de escrever. Mas uma vez mais, está provado que há sentimentos demasiado fortes para poderem ser transcritos. É por isso que as palavras fugiram. Sentem-se impotentes perante o coração.

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quarta-feira, 14 de julho de 2010


Continuo a procurar, e a não encontrar. Não sei bem o que procuro mas sei que há algo que me faz falta, sei que há algo que preciso e que completará, de alguma forma.
Sei que não faz sentido e que me completará, de alguma forma. Sei que não estou completa por causa disso, sei que está perto de mim, tão próximo mas tão distante. Sei que não faço sentido e que só quando encontrar essa peça vou poder entrar numa espécie de constância e equilíbrio. Só não sei o que é isso que me falta, muito menos onde está.
É por isso que me sinto perdida. Perdida no mundo e, sobretudo, perdida dentro de mim mesma, porque não consigo definir-me nem perceber-me nem saber o que se passa comigo.
Como se eu fosse uma tela acabada de pintar que a chuva estraga - as gotas escorrem e transformam tudo num borrão indistinto e confuso, uma mescla de cores e sabores e texturas que não sei definir nem interpretar, uma pintura abstracta totalmente aleatória e sem nexo.
Continuo a dizê-lo: sei que há algo que falta, algo muito importante. E sei que não vou conseguir descansar enquanto não encontrar essa peça do puzzle, a chave que vai abrir a fechadura, a ponta do fio que vai desfazer o nó.
Só tenho medo de andar a procurar nos sítios errados.

( O texto foi escrito há já algum tempo e já nem me lembrava dele. Encontrei-o por acaso e já não faz grande sentido - sobretudo porque eu acho que já sei qual era a peça que faltava. Mas mesmo tendo conseguido encontrá-la, continua fora do meu alcance. )

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Digamos que estragarem-me os planos logo de manhã cedo não é propriamente a melhor forma de começar o dia.
Obrigadinha, mãe --'

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Se há dia em que não tenho mesmo palavras, é hoje.
Mas, por uma vez, isso é bom. Mesmo bom.

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good nights ,

OFF D.C @ 21.08.2009 (Remember LuziaMar)

OFF DC @ 12.09.2009



Andava a ver fotos antigas, à procura de uma que desapareceu misteriosamente há uns tempos, e encontrei antes estas. Foram ambas boas noites e deixaram saudades. Daquelas noites em que tudo corre bem e não precisámos de álcool para estar bem. Daquelas noites em que, de uma maneira ou de outra, as pessoas provaram porque é que estão connosco há tanto tempo e, sobretudo, porque é que queremos que elas fiquem sempre.
Ou então sou só eu a ser lamechas como sempre.

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sábado, 10 de julho de 2010

( free lessons )


1) Parem de me dizer « Ouve a cabeça em vez do coração » ou « Tens de ser mais racional e menos emotiva ». Não serve de nada. Em última análise, eu vou acabar sempre por seguir o coração e as emoções porque não sou capaz de fazer o contrário.

2) Parem de me dizer que é melhor desistir do que persistir porque se desistir deixo de sofrer. Não serve de nada. Eu até compreendo que por vezes desistir é o melhor, mas mesmo que não arrisque e não aja, só desisto quando não tenho outra hipótese e quando o faço, sofro não só pelo resto, mas também por estar a desistir.

3) Parem de me tentar contrariar quando estou realmente decidida a fazer alguma coisa. Não serve de nada. Quando decido, está decidido e sou teimosa até ao fim. Contrariarem-me só traz discussões e zangas.

4) Parem de me dizer o que é melhor para mim. Eu sei o que é melhor para mim, mas o facto de saber não implica querer. E neste momento só me apetece fazer o que eu quero, que eventualmente acabará por se tornar no melhor para mim.

Estou cansada de gente a meter-se na minha vida. Se falo, é porque estou sempre a falar do mesmo. Se me calo, é porque já não confio e estou diferente. Vão chatear outro, pronto!

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Devo dizer que a nova máquina do papá é mesmo linda e conto dar-lhe muuuito uso sempre que ele deixar. E eu até tirava uma foto à máquina, mas acho que vou antes tirar fotos com ela. A da imagem também é engraçada mas a do papá é bem melhor. xD

( vá, isto tudo porque finalmente há uma máquina de jeito nesta casa. )

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

08.07.2009 , 1


Há uns meros 6 meses, os dias 8 eram sempre o melhor dia do mês. Significavam sempre longas conversas telefónicas, muitas mensangens, muitas memórias, muitas trocas de palavras bonitas... textos grandes.
Hoje, os dias 8 não significam (quase) nada. São meros dias em que nada de especial se passa, dias como os outros. Mas hoje não poderia deixar o dia 8 em branco, porque faz um ano desde que nos conhecemos e, afinal de contas, apesar de tudo, as memórias continuam lá e nada se esqueceu - mesmo que haja arrependimento de parte a parte, e que já não demos tanto valor a "nós" como dantes dávamos.

Na verdade, nunca houve verdadeiramente um "nós". Houve confusões de sentimentos, houve circunstâncias (e álcool) que proporcionaram momentos mais ou menos intensos, houve necessidade de encontrar pessoas novas e de experimentar coisas novas. Podemos dizer que fomos, um para o outro, a pessoa certa no momento certo.
E resultou, teria resultado e teríamos conseguido manter-nos os verdadeiros amigos que éramos (porque na verdade nunca fomos muito mais que isso) se não tivesse(mo)s tentado forçar outras situações desnecessárias.
Suponho que é com os erros que se aprende (não é o que toda a gente diz?) e eu aprendi com os nossos. Mas hoje, em particular, não quero considerar-te um erro. Quero considerar-te como algo inevitável que me fez feliz durante vários meses. Quero considerar-te uma boa pessoa... uma boa memória.

Depois de tudo, praticamente não falamos, mas é um ano e ainda bem que não te esqueceste, porque eu também não. E... de certa forma, ainda te adoro, sabes? Não pelo que és, mas porque me lembro bem do que foste.

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( regret )

Uma vez mais, os maiores arrependimentos vêm-me das coisas que deixei por fazer - até porque é raríssimo arrepender-me do que faço.
E agora? Agora aguenta-se. E espera-se.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

:O

Tudo o que consigo dizer neste preciso momento é o seguinte: a minha alma está parva.
E também tem medo, ansiedade, confusão e algo indefinido que não sei distinguir. Mas uma vez mais, acho que vou ter de esperar para ver. Meu Deus. Isto será possível?

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terça-feira, 6 de julho de 2010


Sabes porque é que eu gosto tanto de ti?
Porque me completas, compreendes e preenches. Porque me entusiasmas e desafias. Porque me consegues tocar, por dentro e por fora, como mais ninguém consegue. Porque contigo é tudo sempre novo, mesmo que repitamos palavras e momentos. Porque me fazes apaixonar um pouco mais por ti de cada vez que te vejo ou te falo, mesmo que não te apercebas nem tenhas culpa disso. Porque me continuas a fazer sentir nervosa e consegues sempre aumentar-me o batimento cardíaco, mesmo passados estes três anos. Porque me fazes (quase) sempre sentir bem. E porque contigo nunca sinto necessidade de me esconder... sinto sempre que posso (e devo) ser eu mesma.
E sabes, podia ter escolhido mil e uma outras razões que explicassem um pouco melhor porque é que gosto tanto de ti - só escolhi estas porque foram as primeiras que me vieram à cabeça. Porque na verdade, eu gosto de ti... porque sim. Sem questões nem explicações. E acho que não há melhor razão do que essa.

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água, por favor!


Foi um daqueles dias em que se pudesse, tinha estado sempre dentro de água. É nestes dias que desejo ardentemente ter uma piscina e poder passar o dia todo nela, ou que a água do mar nestas praias não fosse tão fria para conseguir estar lá uma tarde inteira.
Morri de calor. Vá... quase xD

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( 3 )


Nem posso acreditar que já se passaram três anos. E se disser que mudou tudo, desde essa altura, não andarei com certeza muito longe da verdade.
Três anos... três anos é muita coisa. Muitos meses, muitas memórias, muitas recordações, muitos momentos, muitos sentimentos... há muito de tudo. São três anos, trinta e seis meses, e apesar de tudo, foram os melhores, os mais cheios, os de maior valor, aqueles que vou lembrar sempre.
São três anos desde que te conheço e eu nem acredito no que (ainda) sinto.

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segunda-feira, 5 de julho de 2010


Por entre muito calor, algum tempo de espera, uma escolha difícil de um lugar para ficar, os problemas postos pelo biquini novo e pelas toalhas com vida própria que não queriam ficar estendidas e quietas, as dificuldades em pôr o protector solar, algum vento (embora quente), muita areia a voar e a colar-se à pele, lágrimas pela areia que entrou nos olhos, uns quantos mergulhos, gritinhos e gemidos parvos por causa da água gelada, uma onda traiçoeira que me fez cair, um gelado, as habituais conversas para pôr as novidades em dia, muita gente conhecida, uma viagem a pé para casa, muito cansaço e um pequeno escaldão, devo dizer que foi uma tarde bem passada. Para compensar o resto.

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always ( and forever ) ,

Hoje apercebi-me, uma vez mais, do quanto eu gosto da palavra "sempre". Acho que me representa bem, uma vez que sou toda a favor da continuidade, da permanência, da durabilidade.
"Sempre" soa-me lindamente. Em português, inglês, espanhol, francês e italiano (que são as línguas que entendo melhor ou pior). "Sempre" representa-me, "sempre" sou eu, é a minha palavra.
E "sempre assim", "ainda e sempre", "para
sempre"... são uma data de expressões que se adequam (sempre) na perfeição a imensas situações, circunstâncias, sentimentos e vivências que me acompanham (sempre) e hão-de acompanhar (sempre) nos tempos mais próximos.
E adequam-se também aos meus sonhos. Aqueles (quase sempre) utópicos que nunca hei-de realizar.

( este texto foi uma coisa completamente desconexa mas para mim faz - sempre - sentido porque sei o que me levou a escrevê-lo. ainda que não me apeteça explicar(-me) agora. )

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domingo, 4 de julho de 2010


« Com o passar do tempo, tudo se ultrapassa, tudo se cura, tudo se esquece. »
Li isto num sítio qualquer hoje, num texto escrito por alguém, e como sempre não pude deixar de discordar. Continuo, teimosamente, na minha: não, não faz as pessoas esquecer... não as cura por completo, não as faz ultrapassar. O tempo ajuda, mas não resolve.
Ou isso, ou então sou anormal e o tempo serve de cura a todos menos a mim.

( O dia foi... não digo bom, mas melhor. Não me esqueci e cada vez que me lembro dói igualmente, mas estive mais distraída e descontraída e menos sozinha. E é bom que a minha tão habitual indefinição se vá definindo, porque eu estou farta e quero descobrir o que hei-de fazer. Está visto que não é com tempo que vou lá, pergunto-me então de que é que preciso mais. )

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sábado, 3 de julho de 2010

ontem,


Não é que estivesse com grandes expectativas. Não estava. Simplesmente não sabia ao certo o que esperar - mas já esperava por aquela oportunidade há algum tempo. Precisava de fazer perguntas e de receber respostas; não sabia bem o que ia perguntar mas precisava, precisava de falar, de dizer, de perguntar... de ouvir.
Por muito que não esperasse nada de bom, também não estava à espera de nada mau. Sobretudo, não estava à espera de silêncio nem de desprezo, nem de indiferença nem do "nada" a que se resumiu toda a noite. Não estava à espera e por isso mesmo, doeu ainda mais.
E eu queria dizer que já passou, que ultrapassei, que uma boa (e longa) noite de sono me fez bem e me ajudou, mas não posso. Por muito bem que tenha dormido, quando acordei doeu na mesma - aliás, até doeu mais. Porque quando me deitei vinha muito cansada, e de manhã é que as coisas me atingiram mesmo.
E agora? Sinceramente, não sei. Não faço a mais pequena ideia. Estou totalmente "em branco". E isso assusta-me mais que tudo... a mera possibilidade de não haver mais nada para além disto. De não haver, sequer, outra oportunidade.

« não te quero magoar » não? desta vez magoaste, e muito. (provavelmente) muito mais do que imaginas.

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

ODEIO chuva! -.-'

leap of faith ,


Suponho que é normal que hoje, em especial, esteja nervosa e ansiosa e preocupada e confusa e curiosa e, acima de tudo, com muito medo.
E por muito que diga a mim mesma para não só não elevar as expectativas, mas sobretudo para nem ter expectativas, não resulta. Porque não consigo impedir-me de as ter.
De qualquer forma, é preciso esperar para ver.

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quinta-feira, 1 de julho de 2010


Silêncio
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Corrói, "não mata mas mói", cansa, (des)gasta e desanima. Traz medo, insegurança... saudades. Dor. Confusão.

Preciso tanto, tanto de quebrar a rotina e sair disto.

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