segunda-feira, 30 de novembro de 2009

João ,

As pessoas não se esquecem, tornam-se indiferentes.


Nem acredito que já passaram sete meses desde que te perdi. É mesmo verdade que o tempo passa a voar...
Não sei explicar ao certo o que és para mim. Sei dizer o que foste: tudo. Já foste tudo para mim e tudo em mim, durante dois anos. E dois anos não se esquecem, nunca se esquecem. Se é verdade que me fizeste sofrer como nunca ninguém antes ou depois o fez, não é menos verdade que nunca gostei tanto de ninguém, durante tanto tempo. Se me pedissem para escolher a pessoa que mais me marcou até hoje, diria que foste tu. É a mais pura das verdades.
Durante muito tempo após me teres deixado, senti raiva, mágoa, frustração... tentei convencer-me, e ao resto das pessoas, que já não te queria, que já não me eras nada, que só te desejava mal e que esperava que morresses longe. É verdade. Lembro-me bem do que disse e fiz, e não posso negá-lo. Mas agora percebo, e preciso que percebas, que foi preciso sentir todo esse turbilhão de dor para perceber que eu nunca, nunca te iria conseguir esquecer. O que era preciso era que os sentimentos se transformassem em memórias, o amor em indiferença. E custou. Como todas as coisas que valem a pena, levou o seu tempo... mas consegui.
Hoje... hoje és uma memória. O João que passa por mim todos os dias na escola, que me cumprimenta apenas quando está sozinho e que finge que eu não existo quando está com a namorada, esse João é um estranho para mim. Porque o João que eu conheci, apesar de todo o mal que me possa ter feito, era a pessoa mais querida e sensível deste mundo, era a pessoa mais carinhosa, mais preocupada, mais prestável. Era o meu João, só meu. Essa pessoa fantástica perdeu-se a 4 de Abril deste ano, e nunca mais voltou - talvez tenha morrido nessa noite. Talvez nunca mais volte. Mas nunca será esquecida.
Tudo isto para quê? Para te desejar os parabéns porque fazes anos? Para dizer que fiquei contente por ter ganho coragem e ter ido à tua beira dar-te os parabéns? Para confessar que estava ansiosa por te tocar e para dizer que fiquei a tremer quando te inclinaste e me deste dois beijinhos e sorriste? Podia escrever para isso. É verdade.
Mas não. Escrevi para dizer que tenho saudades tuas e que gostava muito de voltar a ter-te na minha vida. Talvez não como dantes - (já) não te amo e ainda bem, porque não devo. Mas tenho saudades do meu João, tenho muitas, muitas, imensas saudades do meu João. E perturba-me quando me dizem que gostavam de me ver novamente contigo, porque tenho medo, muito medo de que um dia volte a desejar isso mesmo. Tenho medo de te voltar a querer... não sei se me farias bem.
Espero que percebas que estou a escrever este texto ao João, ao meu João, ainda que ele já não exista. Por isso, escrever foi como um regresso ao passado. Imagens tuas, nossas, correm-me pela mente e as lágrimas estão a cair no meu colo, porque as coisas não deveriam ter sido assim. Amei-te tanto... depois de tudo, eu merecia ter ficado contigo. Sempre disse que nós seríamos para sempre... e ainda acredito nisso. Vou gostar sempre de ti, ainda que não te ame. Quem sabe, um dia nos reencontraremos...

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sábado, 28 de novembro de 2009

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Estás a magoar-me.
Não sei o que se passa. Numa questão de dias, pareço ter deixado de te conhecer.
O que aconteceu? Porque mudaste?
Fui eu?
Não me faças isto, não me faças isto, não me faças isto!
Estou a desesperar!
Se há pessoa sem a qual não sou capaz de viver, essa pessoa és tu...
Adoro-te... ainda e sempre... apesar de tudo...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

where have you gone ?

A memória é a escola da vida.

Hoje estive a olhar-te durante longos momentos, como já não fazia há meses. Observei cada um dos teus gestos e absorvi cada um dos teus sorrisos, fingindo que era para mim que os desenhavas, como o fazias tantas vezes antes.
É verdade que tenho saudades tuas. Aliás, saudades nossas. Daqueles momentos em que me perdia completamente em ti e nada mais existia no mundo para além de nós dois, os teus beijos, os teus abraços, os teus olhares, as tuas palavras, a tua atenção.
E talvez agora tenha ainda mais saudades tuas, agora que várias pessoas me dizem que gostavam muito de me ver contigo, outra vez. Mas não é isso que eu quero. Não preciso de voltar a ter-te só para mim, como dantes, porque na verdade não te amo... já não te amo. Mas tenho saudades tuas, porque durante dois anos foste tudo para mim e tudo em mim, vivi contigo e para ti, experimentei contigo sensações e emoções como nunca antes experimentara... foste tudo. Foste. Já não és. Mas tenho saudades tuas.
Custa ver-te com ela, com ela de quem eu não gosto e que não gosta de mim. Porque se não fosse ela, nós podíamos ser amigos, mesmo sem nos amarmos. Se não fosse ela, podias ter ficado na minha vida e eu na tua, porque já não nos odiamos. Se não fosse ela, não precisavas de esconder os teus sorrisos para mim e eu não precisava de esconder que tenho saudades tuas. Se não fosse ela...
Não. De facto ela existe. E tu fizeste a tua escolha. Aliás, escolheste-a em vez de mim. Por isso, boa sorte. As saudades permanecem. Talvez eu esteja aqui quando ela for embora. Ou talvez não. Mas não me esqueças...

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

betrayal ,

Quem perdeu a confiança não tem mais que perder.
Públio Siro

É triste quando as pessoas traem a confiança que nelas depositámos com tanta fé. Para mim, uma vez perdida a confiança, é quase impossível de ser recuperada - só não digo "completamente impossível" porque já não acredito na impossibilidade das coisas.
Não suporto traições. É das maiores faltas de respeito que se pode cometer. Fala quem sabe... Sei o que custa, apesar de quase não ser capaz de descrever: talvez a metáfora que melhor se aplica aqui é a de que vi todo o meu mundo a desabar à minha volta. Até hoje ninguém soube o quanto custou. Asseguro que dói, dói tanto! Doeu... doeu... e não merecia. Mas passou, sobrevivi e renovei-me.
E escrevi tudo isto, porque é o que sinto. Mas provavelmente parece irónico, neste ponto da minha vida, uma vez que ainda este verão "fiz" uma pessoa trair a namorada, comigo. Sim, não foi muito bonito da minha parte. Mas foi ainda mais feio da parte dele. Não fui eu que traí ninguém, não fui eu que dei o primeiro passo, não fui eu que menti e escondi e manipulei e magoei. E não foi por minha causa que o namoro acabou... só porque eu não quis! Mas eu percebi que fui só um desvio... uma diversão de uma noite! Mas passou, sobrevivi e renovei-me. E como me disse uma grande senhora que tanta falta me tem feito estes dias, "amores de verão enterram-se na areia". Na mesma areia que nos uniu.
E é assim. É disto que são feitas as minhas histórias de (des)amor. Boas pessoas que no final se revelam "piores que a encomenda", mentiras, enganos, traições e outra confusões. Guiões dignos de um filme do nível de Hollywood e representações merecedoras de Oscars!...
É por tudo isto que já não procuro ninguém. Mantenho-me na companhia daqueles que importam e faço tudo para não os perder, apoio-me neles e estou lá (ou tento estar) quando é preciso. Não procuro ninguém porque acredito que a pessoa certa vai aparecer quando for o seu momento, e aí eu vou saber.
E vai ser uma pessoa normal. Não vai ser uma pessoa perfeita... mas vai ser a pessoa perfeita para mim... tudo tem o seu tempo.

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domingo, 22 de novembro de 2009

enjoy !

Lamentar aquilo que não temos é desperdiçar o que já possuímos.

Não consigo dormir. É só mais uma de muitas noites em que o sono não chega e sou assaltada por uma incrível vontade de escrever até não poder mais. Geralmente estou cansada de mais para o fazer... mas hoje... hoje decidi levantar-me e arrastei-me até aqui.
Lá fora a chuva cai e o vento uiva. Preciso de me aquecer, não gosto de mau tempo. Gosto de sol e de calor e de harmonia. Não consigo encontrar harmonia na tempestade, pelo que é nestes momentos que sinto falta do verão. E se penso no verão penso em ti, e se penso em ti... não, não posso pensar em ti. Não agora. Estás tão longe! E não sei quando voltas...
Mas não, hoje não me vou deixar levar. Não me vou embalar na saudade nem vou pensar que preciso de ti, por muito que seja verdade. Não vou pensar que não sei quando te voltarei a ver e que dentro de pouco tempo as mensagens já serão insuficientes para calar aquilo que gostava de te dizer e não posso. Não vou temer que as coisas sejam diferentes quando nos reencontrarmos. Não.
Hoje, vou pensar que sou feliz por te ter. Que mesmo estando longe, estamos sempre perto, basta querer. Que mesmo não podendo ouvir a tua voz nem olhar para os teus olhos nem sentir as tuas mãos nem rir contigo, posso pensar em ti e recordar-te sempre, como no primeiro momento em que te vi. E posso aconchegar-me a ti, nem que seja em pensamento, e ficar feliz apenas por saber que o que nós temos ultrapassa ligações físicas e temporais. É demasiado complexo para expôr e é só nosso, muito nosso. Não são necessárias palavras...
Ensinaste-me que não é so o verão que é bonito. O outono tem a sua magia. E hoje vou aproveitá-la... contigo... sempre bem perto... no coração...

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

missing you ,

Buscar e aprender, na realidade, não são mais do que recordar.
Platão


Hoje tenho muitas, muitas saudades tuas.
Sinto a tua falta, e sinto a falta de tudo em ti. Dos teus braços sempre prontos a acolherem-me... das tuas mãos que se entrelaçavam secretamente nas minhas, na escuridão e quando eu menos esperava... dos teus beijos que nos levavam a outra dimensão... das nossas conversas nunca reveladas... das vezes em que sonhámos alto... juntos, sempre juntos...
Não consigo realmente dizer de que é que sinto falta, porque na verdade sinto falta de tudo.
Sonho com o momento em que te vou voltar a ver, o pôr-do-sol atrás de ti como na primeira vez, os braços abertos para que eu me possa refugiar neles, o sorriso rasgado apontado directamente ao meu coração... coração esse que já te acolhe nele vitaliciamente.
Até lá, resta-me esperar, esperar pelo "nós" que eu sei que um dia vai chegar.
E ainda ouço as tuas palavras sussurradas no meu ouvido quando tivemos de nos despedir... eu acredito nelas... ainda e sempre...

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Paz ,

A renúncia é a libertação. Não querer é poder.
Fernando Pessoa



Hoje senti-me tão bem, tão bem. Tão leve, tão calma, tão pura, tão... tão eu!
Já não me sentia assim há muito tempo. Só me apetecia correr, cantar, dançar, saltar, gritar ao mundo que estou feliz... que estou feliz sem ti!
Não sei mesmo que se passou comigo, foi uma transformação repentina do estado de melancolia extrema ao de quase histericidade. Penso que me libertei... e foi tão bom! Até dancei melhor e tudo (:
Hoje não tenho muito a dizer. Não me apetece dizer nada, aliás. Estou renovada. Finalmente :)

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dejà Vu ,

As miragens são todas aquelas pessoas que, sempre que as imaginámos capazes de nos tornarem mais simples e mais compreensíveis, nos decepcionam e nos levam a reparar, sempre que olhamos para trás, que - em vez de transparência - surge opacidade.
Sá, E.


Às vezes lamento a minha própria ingenuidade e a facilidade com que deposito confiança nos que me rodeiam.
É triste constatar que, mais uma vez, criei uma imagem desacertada de uma pessoa e sonhei um dia vir a conseguir com ela um futuro. Quem disse que o amor é cego é que sabia muito disto...
Mas desta vez não vou, não vou cometer os mesmos erros. Já cresci muito desde a última vez que isto aconteceu e sei que não vale a pena revoltar-me nem perguntar-me porquê e porque não. Não vale a pena pensar e repensar e não chegar a nenhuma conclusão nova, porque não há nada de novo em ti e no que fizeste: já não foi a primeira, nem a segunda, nem será com certeza a última vez que enganas, prometes e não cumpres, iludes para inevitavelmente desiludir. Não te preocupas com mais nada a não ser com a realização dos teus desejos, és... és volátil... e superficial... e uma perda de tempo.
Desta vez, sou eu que me afasto e me ponho a salvo - enquanto é tempo. Se tem de ser assim, assim será, não vou lutar contra a corrente; não mereces que gaste o meu precioso tempo contigo.
Por isso adeus, adeus, adeus! Vai... e não voltes...

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sábado, 14 de novembro de 2009

inner peace ,

A libertação do desejo conduz à paz interior.
Lao-Tsé


Estava tão, tão cansada. Já não podia suportar mais problemas... mais quedas... mais feridas. Estava tolhida pelo medo. Não tinha coragem para arriscar. Mas mantinha um sorriso na cara e escondia-se do mundo atrás dessa máscara, escondia-se de todos e de si própria e fingia que tudo estava bem, que não estava magoada nem afectada... fingia que estava segura e calma.
Mas não estava. Só ao dormir tinha paz, quando adormecia de tão cansada, quando os olhos se fechavam, limpos pelas lágrimas que se soltavam sem parar.
E ela sabia, sabia que um dia tudo ia passar, que se ia recompôr, que ia finalmente convencer-se a si mesma daquilo que todos lhe diziam: não vale a pena lutar porque quem não merece. Ela sabia, mas não conseguia negar ao seu coração aquilo que ele lhe pedia, ela não tinha coragem mas sentia-se impelida, por uma força maior, a ir à luta, a fazer de tudo para vencer.
Só que isso não aconteceu. Ela perdeu a guerra mesmo antes de começar a batalhar. E foi nesse dia, nessa tarde em que tudo desabou em cima dos seus ombros... foi nesse momento que percebeu que realmente não valia a pena. E pousou as armas, despiu a sua máscara de força e deixou-se ir. Adormeceu.
Na manhã seguinte, o mundo era novo: mais luminoso, mais calmo, mais bonito. Sem guerras para travar nem problemas para afastar. Sem confusões nem mentiras nem traições.
E foi aí que ela percebeu que às vezes desistir não é sinal de fraqueza, mas sim de inteligência. E como desistiu... está em paz... consigo e com o mundo. Finalmente.

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a new beggining ,


Este meu cantinho não é novo, pelo menos não para aqueles (poucos) que já tinham conhecimento dele e o seguiam com alguma regularidade. Mas decidi fechá-lo há uns tempos, não só por falta de paciência para escrever, mas também por falta de motivo. Para escrever sem conteúdo, sem vontade, prefiro não escrever de todo.
O que é facto é que decidi voltar, e cá me têm. Com maior ou menor vontade, com maior ou menor jeito... vim para ficar :)
Porque a escrita é e sempre foi a grande paixão... porque as saudades já apertavam... e porque recomeçar faz sempre bem...

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