sábado, 30 de abril de 2011

The entire church is singing "God Save The Queen". Elizabeth's reaction:


« That's right. Sing to me, bitches. »

e para as que ficaram invejosas e desesperadas ...

ahaha :)

@

( Royal Wedding again :D )

« I will. »

highest moments
lindo, lindo

até isto eu adorei

@

( rage issues )

Já não ficava tão furiosa há muito tempo - para dizer a verdade, acho que nunca na minha vida tinha ficado tão furiosa, como esta manhã.
Furiosa ao ponto de deixar de conseguir controlar as minhas palavras, furiosa ao ponto de ver tudo "vermelho", ao ponto de só querer explodir, deixar toda a minha raiva sair de dentro de mim, de uma vez por todas. Só queria gritar tudo aquilo que tenho calado cá dentro, todo o ressentimento, arrependimento e verdadeiro ódio que tenho vindo a alimentar a cada dia que passa. E confesso - fiquei furiosa ao ponto de só me querer levantar da cadeira e bater-lhe, bater-lhe mesmo, deixá-lo desfeito.
Nunca me tinha acontecido antes - e agora que penso, furiosa não me parece uma palavra suficientemente correcta para descrever aquilo que senti, porque na realidade nunca me tinha sentido assim. Nunca antes tinha perdido o controlo desta maneira. E nada me fará esquecer as caras de espanto de toda a turma, todos a olhar para mim como se nunca me tivessem visto, todos mais ou menos chocados com a situação.
E não admito que me digam que exagerei. Se o motivo do meu ataque de fúria fosse apenas o que aconteceu na aula, talvez tivesse sido exagerada a minha reacção, sim. Mas não foi só por aquilo. Foi um acumular de situações, de boquinhas, de conversas que me contam, de coisas que sei. Um acumular de faltas de respeito umas atrás de outras, e não estou, simplesmente, para voltar a deixar que tal aconteça, nem mais uma única vez.
O que aconteceu hoje não se vai repetir, porque não vou voltar a dar(-lhe) a satisfação de me ver totalmente fora de mim, como hoje, para depous poder gozar com a minha cara e fazer-se de vítima e oh-coitadinho-de-mim-que-sou-tão-inocente, como sempre faz.
Well, I have news for you - não és inocente, és só idiota. A pessoa mais idiota que alguma vez conheci. E conseguiste fazer com que os últimos três meses tenham sido o maior erro que alguma vez cometi.

Mas depois de hoje, está tudo dito. O que quer que te aconteça, não me diz respeito, não quero saber mais de uma pessoa como tu. E, na mesma turma ou não, o nosso contacto está cortado definitivamente, enquanto eu me lembrar disto. E, felizmente, a minha memória é óptima! ;D

@
Depois do (péssimo) dia que tive, só queria que o espectáculo de dança a que fui, fosse suficiente para me animar e distrair. Mas foi muito mais que isso.
Inesperadamente, e seis meses depois da última vez, ouço "Inês!", vindo detrás de mim, olho... e vejo-o, um enorme sorriso, um abraço imediato.
E a noite ficou subitamente muito melhor. Como se nos tivéssemos falado ainda ontem, como se fosse habitual estarmos juntos - ele foi Senhor Inominável, o Riscas, o Luar Vermelho, as costumeiras discussões Porto vs. Benfica, o corte de cabelo, "mas cortou-te... cortou-te o quê?", bater o pé ao acordo ortográfico e gozar (muito) comigo e a minha mania de falar com as mãos ("Sargaço!).
Uma única palavra: adorei. Está tudo dito. Enquanto tiver pessoas assim na minha vida, vou continuar a ter momentos de felicidade. Je t'adore très très fort. meu P.R. (:

@

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Faz-me muita falta - cada vez mais falta.
Tenho saudades de vestir os meus maillots justinhos, as collants macias, os casaquinho de malha ou os saiotes leves, de me sentar no chão a apertar as fitas de cetim cor de rosa das minhas sabrinas beges, de ficar tempos infinitos em frente ao espelho a prender o cabelo num puxo apertados, com rede e fita e ganchos e gel e tudo o mais que fosse preciso +ara que nem um cabelinho saísse do seu lugar.
Tenho muitas saudades daquela sensação maravilhosa de estar a fazer algo que de facto sabia fazer, aquela sensação de estar no lugar certo para mim, quando fazia pliés, demi pliés e grand pliés, pas-de-chats, pas-de-bourrées, elevés, battements, grand battements e battement tendus, arabesques e rond de jambes, developpés e enveloppés. E daquela sensação ainda mais fantástica, de liberdade, ao voar através da sala, com os meus grand jetés, os soutenus, os piqués, as pirouettes e todas as outras sequências intermináveis nas quais passávamos por todas as posições de pés e de braços.
Quando aprendi a fazer ponta, foi uma das melhores sensações de sempre. E quem não faz, e nunca fez, ballet, não consegue perceber na totalidade o quão gratificante é conseguir, ao fim de muitas e muitas aulas, equilibrar-me, andar, saltar, fazer piruetas, enfim, dançar, em cima das minhas pontas. É uma sensação poderosa - e são a leveza, a elegância, a fragilidade, que nós dão poder, quando estamos lá em cima. É necessário saber vergar-nos, apenas o suficiente, ser flexível e combinar o que sabemos com o que sentimos. A fragilidade é, no entanto, meramente aparente; para conseguir a (quase) perfeição, é necessária muita foça... e quase toda ela é força de vontade.
Porque, mesmo que não pareça, é extremamente esgotante, quer para o corpo, quer para a mente, repetir os mesmos exercícios, aula após aula após aula após aula, até estarem tão perfeitamente "dentro" de nós que já os executamos quase sem termos de pensar sobre eles. Não, não somos máquinas quando dançamos; é importante deixar todos os problemas, todas as perturbações, fora da sala de ensaio, mas é mil vezes mais importante amar, amar mesmo, o que se está ali a fazer, porque é essa paixão que tem de transparecer na dança, é essa emoção que vai fazer do nosso trabalho algo digno e único, algo pelo qual vale a pena lutar, algo que merece ser apreciado, por nós e por todos. Sempre acreditei que o amor nos dá força, e o amor pelo ballet sempre me deu a força para querer mais e mais e mais e lutar por isso.
Lamento, hoje em dia, que a inocência dos meus doze anos não me tenha deixado ser ainda mais forte. Lamento não ter sido capaz de bater o pé e suportar tantos gritos (e quase todos imerecidos), tantas ordens, tanta má disposição, tanta disciplina exagerada. Mas após dez anos a praticar a mesma coisa, três vezes por semana, claro que cheguei a um ponto de exaustão total. Tinha treze anos e já não dançava por prazer, mas por obrigação - e esse é o pior erro de quem quer que aspire a ser bailarino. Se tivesse sido um pouco mais velha, talvez agora não estivesse a acabar o meu 12º ano no lugar onde estou, talvez não tivesse o sonho de seguir Comunicação Social que tenho hoje; talvez estivesse bem longe daqui, a fazer da dança o alimento de todos os meus dias.
Não vou esquecer-me de nada disto, no entanto, mesmo que agora já não possa voltar atrás e reviver, viver melhor. Não vou esquecer-me de toda a preparação intensiva antes de um espectáculo, e do grande dia finalmente a chegar. Nem dos ensaios gerais e das horas que antecediam a entrada no palco, as luzes douradas dos camarins, os ramos de flores por toda a parte, a nuvem de pó-de-arroz e purpurinas em que sempre me envolviam, o quanto me sentia uma princesinha dentro dos meus belos fatos.E depois a música a tocar, as cortinas a abrir, as luzes da ribalta. Dançar para uma plateia cheia de gente e não conseguir vê-los, na escurodão, mas sentir a presença deles, a vibrar connosco, a sentir o que dançávamos enquanto nós dançávamos o que sentíamos. E no fim, após ultrapassar os nervos e fazer um bom trabalho, depois de viver todos aqueles momentos de grandeza, vinha a recompensa: não só a auto-satisfação, mas também as palmas, os gritos de parabéns, as felicitações. Acreditem ou não, uma mera salva de palmas fazia milagres pela nossa auto-estima, e de todas as vezes as lágrimas vieram-me aos olhos. E não tinha, sequer, treze anos - o que me leva a pensar como seria tudo isto hoje em dia, que estou muito mais "em contacto" com as minhas próprias emoções.
Acredito que dez anos de ballet, dos três aos treze, contribuíram imensamente para a formação da minha personalidade tal como ela é, hoje, para os meus gostos, para vários dos meus hábitos, até para a forma como lido com várias situações, em termos físicos... e sobretudo ensinaram-me a olhar para a vida de outra forma. Talvez para muitos não faça sentido, mas a verdae é que, quase todos os dias, consigo verificar pequenos "vestígios" daquilo que o ballet deixou na minha vida; seja no modo como procuro levar o meu corpo ao limite, por mais que custe, seja nas dificuldades que encontro ao tentar dançar outros estilos de dança, porque o meu corpo fica rígido e os meus ombros não querem estar senão direitos e fixos no seu lugar; seja nos meus próprios pés, cujos dedos ficarão para sempre marcados pelos meses passados a fazer pontas.
É amor. Amor pelo ballet e pela dança em geral, amor pela música clássica, pelos fatos e as sabrinas... tudo, tudo aquilo que se relacione com ballet é motivo de interesse para mim. Amo. E é mais um amor que me vai ficar para sempre.

P.S - Escrevi este texto às 8h30 de hoje, na aula de Psicologia, simplesmente porque senti uma súbita vontade que não pude contornar. E depois olhei para a data e lembrei-me: é Dia Mundial da Dança! Coincidências... ou talvez não :)

@

( The Royal Wedding )

what can I say?
I'm a sucker for things like these.

@

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mais uma vez, cá estou eu sem saber o que fazer.
Quero acreditar que não foram só palavras vãs. Que não foi só mais uma ilusão, que não é só mais uma perda de tempo ainda esperar por conseguir (fazer) aquilo que quero. Mas já não sei.
Não precisava de muito. Não precisava de uma conversa no meio do corredor - de facto, por muito que quisesse, não ia, sequer, parar para falar. Só queria um sinal qualquer de reconhecimento - um simples "olá" tinha sido mais que suficiente... pelo menos por hoje. Mas não. Um virar de costas, supostamente inocente, mas que eu sei que foi deliberado, sobretudo pelo "timing" perfeito.
Não sou parva. Percebo as mensagens. E se ainda insisti mais uma vez, depois de ser ignorada várias vezes, não foi por não as perceber. Foi, simplesmente, porque quando quero alguma coisa - e, neste caso, não só quero, como preciso! - não desisto.
Mas há coisas que deixam de valer a pena. Por mais que o sentimento ainda não se tenha esbatido minimamente, às vezes as pessoas percebem que não vale a pena, e conseguem algo que eu nunca soube fazer - they just let it go. E às vezes eu gostava muito de ser assim - não só de perceber que é o melhor (porque isso eu sei), mas também de ter coragem e vontade para o fazer.

@

quarta-feira, 27 de abril de 2011

( no control )

Às vezes odeio-me a mim mesma - não há forma melhor de o dizer. Odeio-me por ser tão fraca, mesmo que me tente(m) convencer do contrário.
Achava eu que estava bem. Que estava a começar a entrar em mais um dos meus (raros) períodos de equilíbrio. Que estava tudo bem, à excepção de um único assunto, sobre o qual não posso fazer mais do que (tudo) aquilo que já fiz. Pois bem: a manhã de hoje provou que estava enganada. Redondamente enganada. Mais uma vez.
Só foi preciso ver o que vi. Os gestos, tão simples, tão normais, que já vi tantas vezes - e até já vi mais do que aquilo - e, no entanto, foram aqueles pequenos gestos que me voltaram a fazer sentir um nada completo. Porque tudo o que eu queria era ainda ter oportunidade de também os fazer. E não posso. Já não posso. E não vou poder nunca mais.
Nada me deixa mais dilacerada do que saber que a única coisa que queria realmente, nunca vai ser minha. Até porque nunca foi.
Aguenta, Inês. Já devias estar à espera.

« You go back to her, and I go back to black »

@

terça-feira, 26 de abril de 2011

Para primeiro dia de aulas após duas semanas que passaram a voar (como sempre), foi definitivamente melhor do que esperava. Não houve muito stress (tirando o testezinho de Português, claro), houve bom humor, sol e calor e novidades. Houve abraços apertados, reencontros e matar saudades. Houve amigos, que já me estavam a faltar.
Quanto a este período, não só porque, já de si, será curto, mas também porque eu quero "esticá-lo" tanto quanto possa, sei que vai passar a correr. E eu pretendo aproveitá-lo ao máximo e não vou deixar que ninguém interfira nestes meus planos. É o meu último período no secundário, é o meu último período na vida que tão bem conheço e que vivo desde sempre, é o meu último período nesta realidade. Para o ano, tudo muda - e eu não quero, nem posso deixar, que alguém estrague estes últimos momentos.
Tal como tão bem me disse a professora Fátima, há uns tempos, "só a podem magoar aqueles a quem dá poder para isso". E se há, de facto, uma pessoa a quem não posso "retirar" esse poder, a todas as outras eu posso, e quero, e mais que isso: já o fiz.
Sou independente, sou livre, não devo nada a ninguém e não tenho de me justificar perante ninguém. Estou bem, dentro dos possíveis, e pretendo continuar assim.

@
12.06.2009
Entre muito sol, imenso calor, um longo caminho a pé, pessoas coladas, experimentar saias muito curtas, saias muito floridas e calças fantásticas, a prenda do Dia da Mãe, ice tea a trinta e seis cêntimos o pack de três e uma caixinha de donuts, "oi Inêis!" ao sair do Continente Bom Dia (éle-ó-éle pró nome!), sacos de plástico, a praça, observação de pessoas, seis cêntrimos de dilatação e um bebé a caminho, conversa da treta, confidências, conversas "sexuais", estupidez, experimentar saias justas e comprar tops às florzinhas, passear, estar com o G., vir para casa e chegar totalmente exausta, foi uma bela tarde :)

@

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Claro que aquilo que eu menos queria era que chegassem as 8h30 de amanhã, mas o que tem de ser, tem muita força, por isso lá estarei, preparada (ou não!) para o meu teste, logo na primeira aula, sobre o Memorial do Convento (que, note-se, adorei ler -.-).
Enfim. Hoje não me vou deixar abater pelo que me magoa e preocupa. Foi um bom dia de Páscoa, entre as minhas séries, uma novidade no Facebook que me deixou boquiaberta (demasiadas coincidências!), um almoço de família (incompleta...) repleto de gargalhadas e as habituais peripécias, uma tarde calma, uma visita aos amigos dos meus pais que eu mais adoro (e uma surpresa agradável por lá!) e um fim de tarde passado com muitos jogos de sueca (e perdemos...).

E amanhã... bem, veremos. Mas conto com um dia complicado, tendo em conta as recordações que traz.

And I can't breathe without you, but I have to...

@

domingo, 24 de abril de 2011

Foi das noites mais complicadas de sempre. Três horas de sono não são suficientes para ninguém, suponho, mas foram tudo o que consegui, hoje. Antes disso, tive algumas horas de choro; e tal já não me acontecia há meses.
Mentiria se dissesse que não tive culpa por a noite ter sido tão má - quem me mandou ir ler mensagens e conversas antigas? Já sabia que iria ficar novamente "destruída". E se por um lado sorri muito, porque me lembro perfeitamente, por outro lado essa lembrança tão perfeita magoou-me muito mais do que pensava que iria magoar.
Porque há (apenas!) um ano, estava tudo mais que perfeito. Foram escapadelas para o "sítio do costume" e também para a minha casa, conversas intermináveis, provocações, confissões, abraços apertados, constatações do quanto eu estava nervosa e "eu não quero nunca que me esqueças, quero que te lembres sempre e para sempre de mim, mesmo" (como se fosse preciso pedires...) e promessas como "não tenhas medo, eu não te magoo desta vez" (claro que não...).
Este ano, sobra-me apenas o vazio da tua ausência. O silêncio que continua a pesar mais do que quaisquer palavras que pudesses dizer-me. Cheguei à conclusão que tudo aquilo que tenho para dizer, e querendo ser totalmente sincera contigo, vai custar muito ser a dito e vai pôr-me completamente a "descoberto", mas eu considero que é mesmo o que tenho de fazer, por mais errada que possa estar. Já não quero saber de nada mais para além disto, é uma urgência que quero resolver , e não vou estar em paz enquanto não conseguir.
Porque hoje, pela primeira vez em meses, apercebi-me por completo da minha culpa nisto tudo. Não que tenha sido a única a errar - porque tenho a certeza absoluta de que não fui, de todo. No entanto, também tive a minha quota-parte de asneiras e, embora já não vá servir de muito, posso pelo menos tentar "compôr" a situação o melhor possível.

Afinal de contas, já não tenho mesmo nada a perder. Might as well do whatever I want.
E hoje, meu amor, eu só queria abraçar-te outra vez. E sentir-me meu, nem que fosse só por uns segundos.

@

sábado, 23 de abril de 2011

Nos últimos dias a escrita tem sido praticamente nula. Esforço-me por vir para aqui e tentar procurar palavras, ou fico interminavelmente às voltas com o meu eterno caderno e uma caneta. Mas por mais que tente, nada parece resultar, e não tenho tido vontade nem oportunidade para ficar acordada até de madrugada, que por estranho que pareça é a única altura em que consigo sempre escrever, por mais cansada que esteja.
Simplesmente parece-me que não tenho nada a dizer. Tudo aquilo que está "preso" cá dentro, não pode ser posto em palavras para qualquer pessoa ler, aqui - e mesmo que escrevesse e guardasse para mim, ia sentir-me sempre incompleta, porque preciso realmente de falar, não apenas de escrever. E também considero que será melhor não preparar nenhum "discurso" e deixar apenas as palavras saírem naturalmente, na hora certa.
Porque, apesar de tudo, eu ainda acredito que essa hora certa vai existir, seja amanhã, na próxima semana, no próximo mês ou seja lá quando for. Eu disse que estaria aqui e esperaria até quando tivesse de ser - e vou fazê-lo.

Porque quando quero alguma coisa, luto por isso. E é isso que estou a (tentar) fazer.
Se bem que uma ajudinha (tua) seria bem preciosa...

@

sexta-feira, 22 de abril de 2011

( back home )

Banco de España, 17.04.2011
Nem tenho palavras para descrever o que foi esta semana em Madrid.
O timing não poderia ter sido mais perfeito, as férias não poderiam ter vindo em melhor altura. Estava realmente a precisar e foram tudo aquilo que eu já esperava, e mais ainda. Claro que teve os seus momentos menos bons, mas os momentos bons compensaram tudo o resto, as surpresas agradáveis foram bastantes e a cidade era muito mais bonita, cosmopolita e interessante do que eu pensava.
Foi mesmo bom passar grande parte dos dias com o telemóvel desligado e sem acesso à internet, queria mesmo "desligar-me" de tudo e de todos e consegui na perfeição (ou quase).

Agora, e porque esta viagem me "renovou" verdadeiramente, tenho a cabeça em ordem (finalmente!) e sei muito bem aquilo que quero e aquilo que vou fazer de agora em diante.
Reencontrei a minha paz de espírito (quase) por completo - o que não englobou deixar de sentir o que sentia, mas aceitar completamente esses sentimentos, uma vez mais. E nada sabe melhor do que este sossego, depois de tantas semanas complicadas.

@

sexta-feira, 15 de abril de 2011

holidays ...

... e são muito bem merecidas.

@

( memory lane )

Há um ano, foram sorrisos, mensagens, conversas no MSN, "o objectivo é que te lembres de mim, mas que te lembres dos momentos positivos" e "será que podes escrever para mim no blog?" (e o seu resultado aqui), e lágrimas (mas das boas...) pela conversa que tivemos.

Hoje, são só lágrimas (das más...) e este silêncio que pesa mais que tudo. Não posso fazer mais nada, mas há algo que ainda quero dizer, ainda que não me estejas a ler: amo-te. E mesmo que tudo o resto mude, isso não vai mudar.

@

( faltam seis horas ... )

... e os nervos já se fazem sentir.
Quando penso no que tenho de fazer, o meu coração agita-se e começa a bater mais depressa e sou invadida por um medo imenso de ser eu a enganar-me e a estragar a perfeição da coisa.
Todos os bocadinhos do meu corpo, desde o pescoço à ponta dos pés, passando pelos braço, as pernas, as costas e até o coccix... tudo está dorido, tenho nódoas negras, dores musculares, uma confusão de dores depois de ensaios de três horas (ou mais) todas as noites.
Mas valeu a pena. E hoje, apesar de todo o medo e de todos os nervos, vai correr bem, e vai ser a "consagração" desta semana de trabalho intensa. E eu vou estar lá, pronta para saborear a recompensa do meu esforço.

@

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Acho que não pedi nada demais.. pedi?
Era só uma simples resposta. Qualquer coisa. Um simples "não, não falamos". Ou então um "falamos em x dia a y horas", se tivesse muita sorte. Bastava isso. Perder 30 segundos a escrever uma mensagem, carregar em "Enviar", não me deixar no desespero (outra vez).
É assim tão difícil de perceber que preciso de dizer algumas coisas? É assim tão custoso ouvir-me durante uns minutos?

Mas se não resultou desta vez, eu hei-de pensar noutra coisa qualquer, noutra maneira qualquer de chega até ti. E hei-de o fazer, mais cedo ou mais tarde. Não desisto.

@

quarta-feira, 13 de abril de 2011

só queria uma resposta. um sim ou um não.
qualquer coisa teria sido melhor do que este silêncio.

mas é bem feita, por ser estúpida e ainda perder horas de sono, e gastar quantidade incomensuráveis de lágrimas, a pensar e repensar nisto. e a sofrer continuamente, por ainda gostar e querer quem (já) não saber de mim.

@

eu tentei ...

... e agora sinto-me imensamente estúpida.

@

segunda-feira, 11 de abril de 2011

falar ou não falar ...

... eis a questão.

@
Não estás. Nunca estás. Mas a dor é sempre a mesma e nunca desaparece.
Não acredito que o tempo seja solução, nem a distância - a verdade é que não nos falamos e pouco nos vemos, e o desespero mantém-se.
E porquê, meu amor, porquê? Porque é que não foste apenas mais um, porque é que te diferenciaste tanto de todos os outros e te tornaste na pessoa mais importante... a bem dizer, na única pessoa que alguma vez amei, na única pessoa que continua a ser tudo? Porquê? O que tens de tão especial, que mais ninguém compreende e consegue ver, senão eu?
Tenho dezenas de perguntas e num uma única, nem uma simples resposta. Sobra-me muito desesperp. inegável e incontornável e que não sei como evitar ou ultrapassar.

Volta, por favor. Nem que seja só por uns minutos de ilusão.

« I'm holding on to the pain because that's all I have left. »

@

( holidays )

Há praticamente três dias que entrei de férias; no entanto, ainda não me sinto como tal. Ainda me parece que amanhã vou ter de acordar cedo, proceder à rotina habitual e estar na escola às 08h05 da manhã, como sempre.
Mas não. Amanhã (apesar de ter de acordar cedo na mesma) não tenho de ir para a escola nem de me preocupar com metade das coisas que me chateiam todos os dias. Não tenho de ver pessoas que dispenso ver. Não tenho de me preocupar com o facto de poder chegar atrasada nem vou estar cheia de sono e a desejar a minha cama durante toda a manhã. Nem vou chegar a casa exausta e sem vontade de fazer nada.
Tenho duas semanas para mim à minha frente. E se na passada semana consegui resolver uma parte dos meus assuntos pendentes, ainda sobraram alguns bastante mais preocupantes, que requerem muita coragem e persistência e força de vontade para poderem vir a ser resolvidos, se é que o serão algum dia.
No entanto, já tinha prometido a mim mesma que faria tudo ao meu alcance para o conseguir, e esta é uma promessa para não quebrar. E mesmo que esteja a caminho de mais uma desilusão, de mais mágoa, dor e desespero, prefiro mil vezes arriscar, do que continuar quietinha no meu canto como até aqui.
Nunca soube desistir de ti, meu amor, e continuo a não saber, e a não querer fazê-lo. Estas duas semanas vão ser decisivas - e o tempo está a passar depressa de mais, está a magoar-me demais.

« Time can heal a broken heart, but time can also break a waiting heart. »

@

domingo, 10 de abril de 2011

( balance )

Com o meu melhor amigo é sempre assim: equilíbrio perfeito.
E a noite de sexta feira não foi excepção: depois de duas semanas sem o ver ou falar com ele pessoalmente, já andava a ansiar pelos abraços que mais ninguém me sabe dar e que me fazem sentir realmente protegida e pela simples presença dele, que eu sabia que bastava para me animar, pelo menos durante as três horas do ensaio.
Mas foi mais ainda. Numa pausa, quando estava quase a adormecer no ombro dele, começámos a falar do que será a minha vida para o ano. E concluímos que há possibilidades de irmos morar juntos, só os dois. O que é que eu chamo a isso? Equilíbrio perfeito.
Tenho a certeza absoluta que nos daríamos bem na mesma casa (até porque já partilhámos uma durante uma semana inteirinha) e tenho a certeza absoluta que não há ninguém com quem gostasse mais de ir viver. Por isso só me resta esperar e fazer de tudo para que se concretize. Só essa perspectiva já me deixa mais animada, e eu bem que ando a precisar!
Equilíbrio perfeito, é o que nós somos. Há quase quinze anos.

@

sexta-feira, 8 de abril de 2011

( esta semana... )

Última semana do segundo período. Entre altos e baixos, ataques de riso e de choro, conversas profundas e estúpidas, três 19s e um 17 em testes, muita dança, muita emoção, muito tempo colada no "sistema de som", enfim... o balanço da semana é semi-positivo!
Segunda feira foi normal, terça foi um bom dia (sobretudo da parte da tarde!), quarta foi um dia péssimo mas teve bons momentos, quinta foi um dia confuso e hoje foi simplesmente GREAT.

Agora, FÉRIAS! Tempo para mim, tempo para desanuviar, para voltar à versão "normal" da Inês, em vez desta versão desgastada, cansada, magoada, desfeita, dos últimos tempos.
E estas férias vão ser também tempo de decisões. I won't give up.

@

terça-feira, 5 de abril de 2011

Nunca poderia ter imaginado que oferecer-me para ser guia na Semana Na Maior ia trazer-me uma tarde tão boa. Não foi só o andar pelo Liceu, de que já tinha tantas saudades, mas também o reencontro com o stôr Sendim, os abraços da stôra Albertina, as palavras da stôra Isabel, a simpatia da stôra Moranguinho, o tempo passado com o Diogo, rever todas aquelas pessoas que estavam mesmo crescidos, aquelas pessoas que eu costumava ver todos os dias e que agora estão tão "grandes"... enfim, foi um bocadinho da Abelheira no Liceu e foi fantástico.
Já há praticamente três anos que morro de saudades da Abelheira. O ano ainda nem acabou e já tenho saudades do Liceu. Como vai ser para o ano? Só me deixa mais assustada.

@

domingo, 3 de abril de 2011

Foi há um ano, sabes? Há exactamente um ano atrás, começaste a ler este blog.
E agora, que precisava que o lesses, mais do que nunca, não só já não o fazes, como já não tens interesse nisso.
Como sempre, ironias do (meu) destino.

@

sábado, 2 de abril de 2011

Não admito que me digam que não sei o que sinto.
Eu? Eu, não sei o que sinto? Eu, que há três anos e meio me apaixonei e nunca me "desapaixonei" realmente, nem me voltei a apaixonar por ninguém. Eu, que só penso numa coisa, que tenho uma pessoa quase permanentemente dentro da cabeça, a todas as horas, minutos e segundos. Eu, que não sei nada senão o amor que sinto... agora sou acusada do contrário.
Acreditem-me: se há coisa que sei, bem demais até, é o que sinto. E, consequentemente, o que quero. E sim... também já sei que não vou voltar a ter o que (mais) quero. Já sei que não posso fazer nada de concreto quanto ao que sinto, já sei que toda a gente acha que é melhor assim, já sei isso, não sou parva nem inocente ao ponto de ainda acreditar realmente no contrário.
Mesmo assim, o que sinto não muda (e não, não sei porquê) e eu já não estou mal com isso. O tempo e o hábito fizeram-me aceitar. Fizeram-me conformar-me com a inevitabilidade de uma situação que, digam o que disserem, eu não posso mudar.
Não estou à espera que alguém (me) compreenda, mas espero sinceramente que aceitem, tal como eu aceitei, e que me deixem ultrapassar a situação ao meu ritmo. Não vou voltar a justificar-me pelas opções que faço relativamente a este assunto, porque não tenho que o fazer; a vida é minha, e se a estou a "desperdiçar", o problema também é meu. E eu assumo responsabilidade disso.

« You're entitled to your opinion, but it's really my decision
Let me be all that I can be, don't smother me with negativity
Whatever's out there waiting for me, I'm gonna take it willingly »

@

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Já me habituei às saudades - e outra coisa não seria possível. Elas são muito antigas e estão sempre presentes, em todas as horas, minutos e segundos.
São uma espécie de dor latente: mesmo que às vezes me consiga libertar um pouco delas, nunca as esqueço, nem por um momento. E como todas as dores latentes, elas estão sempre prontas para vir à superfície, que é onde doem mais.
É a isso que eu chamo os meus "ataques de saudades". São dores agudas, praticamente insuportáveis, que me destroem, bem como aos progressos e ao (pouco) equilíbrio que eu tenha conseguido até aí. São dores quase físicas, que me fazem ficar ultra-sensível e me levam a outros ataques, de choro, durante horas a fio, até adormecer de exaustão.
Hoje foi (mais) um desses dias em que tenho saudades de tudo e mais alguma coisa, e não sou capaz de não ficar presa no passado. Saudades dele, de tudo nele. Do sorriso, dos olhos, dos lábios, das mãos, dos braços, do peito, dos beijos, dos abraços, dos toques mais superficiais e dos mais íntimos, dos mais espontâneos e dos mais calculados, dos mais confiantes e dos mais inseguros. Tenho saudades das mensagens, do atrevimento, das conversas, dos risos, dos fins de tarde e de saltar o muro para ir ter com ele, das piadinhas e das pequenas maldades, das provocações, do gozo, dos nervos que me deixavam toda a tremer (mas sabia tão bem!)... tenho saudades de tudo, mesmo tudo, e esse tudo é mais do que alguma vez poderia (d)escrever.
Só posso lembrar-me... e morrer um pouco mais de cada vez que o faço...

@