quarta-feira, 9 de março de 2011

A única coisa que posso fazer, agora, é não pensar. Não posso pensar em como as coisas estão agora, nem em como elas vão ficar, nem no que vai acontecer. Não posso, simplesmente... pensar.
A perspectivas não são, no entanto, muito brilhantes, há que dizê-lo. A coisa que eu mais quero, que eu mais preciso... não vai voltar a acontecer.
E magoa-me muito, muito, que tunho tenha acontecido e acabado e nem sequer tenhamos tido uma última conversa. Porque - nem que fosse para discutir e não chegar a conclusão nenhuma! - eu precisava dessa última conversa, para sentir realmente que tínhamos chegado ao fim.
É que, na minha estupidez, ainda não sinto isso. Não falamos há mais de dois meses, e eu continuo com esperança de que o voltemos a fazer. Não temos qualquer ligação, neste momento, para além de tudo aquilo que partilhámos antes - aquilo que eu valorizo acima de tudo e tu insistes em negar. São três anos e meio de conhecimento e continuo a não te conhecer (porque nunca deixaste), e como tal não compreendo como posso continuar apaixonada por uma (des)ilusão.
E agora? Agora não posso pensar. Só isso. Posso esperar e desesperar, durante tanto tempo quanto conseguir. Posso perder o meu tempo a acreditar em nós (porque nós somos para sempre...). Posso desistir. Mas não consigo decidir o que fazer. Por isso vou deixar-me ir.
E vou continuar a acreditar, sempre, mais do que nunca: « People who are meant to be together always find their way in the end. »

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2 comentários:

Anónimo disse...

"porque nós somos para sempre..."

Não podia concordar mais com esta afirmação.
Mesmo que, um dia, por algum acaso, deixes de sentir o fervilhar do nome dele, dos olhos deles, vai ser sempre UM/O grande amor. Porque amar é mesmo isso, não esquecer do outro, mesmo que o sentimento vá desvanecendo e acabando aos poucos.
Ele terá sempre grande impacto na tua vida, no teu sorriso. Pois foi ele que te proporcionou o teu primeiro amor, as tuas primeiras "borboletas na barriga", as primeiras desilusões a uma escala de intensidade surpreendentemente e - por vezes - agradavelmente assustadora.

Gosto de ler sobre esse teu amor. Faz-me querer voltar a amar assim.
No entanto, não te alunes por este amor. Tens que saber gerir as coisas. :) E... Não te esqueças. Tudo passa.


"What goes around comes around"
"O que é nosso à nossa mão vem parar"

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Ana

Inês disse...

como eu adoro os teus comentários (: