domingo, 25 de abril de 2010

balance ,


Equilíbrio. Soa-me bem.
Não costumo ter a minha vida muito equilibrada, e já me habituei a isso. Há sempre alguma coisa que falta ou não bate certo, ou então bate tão certo, que eu nem quero acreditar que está mesmo a acontecer. Nunca estou completamente satisfeita e realizada, quero sempre mais, e suponho que contra isso, (já) não posso fazer nada.
Mas hoje acordei a sentir-me mesmo bem. Serena. Em equilíbrio.
Claro que o que aconteceu ontem ajudou... ajuda sempre. Adoro emoções fortes, adoro ficar nervosa e com o coração a bater muito. Falo demasiado, talvez, mas adoro, adoro perder um bocadinho do meu auto-controlo e deixar-me ser espontânea. Adoro não pensar, só sentir. Ontem foi mais ou menos assim... tu sabes. *
Enfim... o que interessa é que estou bem, mesmo bem. Se calhar porque consegui esquecer-me do que quero e não tenho... assim, pelo menos, aproveito aquilo que tenho ao máximo.
E estou a sentir-me mesmo equilibrada. Em paz... comigo e com tudo o resto.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010


Tenho tanta coisa para dizer que as palavras já não são suficientes... quando mais precisava delas, não as encontro.
Está a ser um bom dia, mas não é um dia bom para escrever. Não vou estragar tudo a pensar demasiado, a tentar encontrar significados, e a dar demasiada importância - pelo menos, não agora. E tudo o que ainda tenho a dizer, será dito mais tarde... se conseguir encontrar uma maneira de fazer com que os pensamentos parem para os poder organizar, nem que seja só por um instante.

You are so very special... always.

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

-.-'


Passo os dias a morrer de sono... gostava de conseguir deitar-me cedo e adormecer logo mas é sempre difícil porque é na altura em que tento dormir que começo a (re)pensar em tudo.
Tenho muito para dizer, tanto que fica entalado num nó na minha garganta... gostava de ter coragem para escrever tudo aqui.
A minha vida está uma confusão... gostava de conseguir desfazer todos os nós, mas não consigo.

E para acabar em beleza:
Estás a apaixonar-te outra vez, tens a noção?... gostava que a minha melhor amiga não tivesse razão, mas torna-se cada vez mais óbvio que sim, começa a ter. E mais não digo...

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terça-feira, 20 de abril de 2010

20 .


Nos últimos tempos, tem faltado a inspiração e a vontade de escrever. Hoje, tenho ambas, mas falta-me o tempo. E tenho medo... também tenho medo: há coisas que quero muito dizer, mas que ainda não consegui, embora talvez devesse - mesmo que não me leve a lado nenhum.
Enfim, de tantos assuntos para escrever, escolho um, aquele que é menos doloroso, e mais fácil de falar. Hoje é dia 20, dia 20 era o nosso dia, faz hoje dois meses, lembras-te?
Nem consigo acreditar que já é dia 20, mais um dia 20. Há dois meses, estava feliz, mesmo feliz. Passáramos todo o dia em Londres e praticamente não me largaste o dia inteiro... eram conversas, risos, fotos, novos lugares, brincadeiras, os habituais amuos... e sobretudo as tuas mãos. Sempre a pegar nas minhas. Passear por Londres já de si é fantástico... mas passear por Londres, de mãos dadas, num mundo que era só nosso e estava a começar a ser descoberto... fez daquele sábado um dos melhores dias de sempre.
E há um mês... há um mês fizemos o Dinner para Remember England. A minha famosa bebedeira em que falei demasiado. E aqueles momentos contigo dos quais gostava de me conseguir lembrar melhor, mas não consigo.
Sabes, ainda hoje me pergunto o que nos aconteceu. Eu sabia que não íamos durar para sempre, mas pensei que o que tínhamos podia durar mais. Mas bastaram dois dias e desmoronou-se tudo... e diz-me, como é que num simples mês passámos de mãos dadas, sempre e em todo o lado, e beijos, e carinhos, e segredos... para nos cruzarmos um com o outro e nem sequer sentirmos necessidade de falar?
Apesar de tudo, és daquelas pessoas que não me arrependo de ter conhecido, porque mesmo que tenhas sido muito estúpido comigo - porque foste, e sabes disso, há coisas que não se fazem -, durante algum tempo foste a pessoa certa no tempo certo, a pessoa que eu queria e tive. Apesar de agora nem sequer nos falarmos, de passarmos um pelo outro e nos cumprimentarmos quase por obrigação, apesar de não me fazeres falta nenhuma e de não teres sido a pessoa certa para mim... foste especial. Claro que foste. E durante um mês e uns dias, fizeste-me feliz, acredita. Mesmo que eu soubesse, lá no fundo, que não estávamos destinados e que não ia durar muito, porque eu precisava de mais, e tu não querias tudo o que eu tinha para dar. Estás ultrapassado e esquecido, o ponto final é definitivo e já nem sequer penso em ti com muita frequência. Mesmo assim... marcaste. E não quis deixar passar o dia de hoje em branco.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

black&white.


Era tudo muito mais fácil se as coisas fossem lineares. Se não houvesse porquês nem porque nãos a alimentar a curiosidade (quase) insaciável. Se não houvesse complicações, confusões, questões e nos encontrássemos, em vez de andarmos aos encontrões. Se o que fosse claro, permanecesse sempre claro, e o escuro, sempre escuro. Era tudo muito mais fácil se as coisas fossem a preto e branco: melhor dizendo, se tudo fosse, ou preto, ou branco.
Se não houvesse esta cor abominável, este cinzento que me preenche os dias e até as noites, era tudo mais fácil, era mesmo. Porque ou era ou uma coisa, ou era outra. Ou sentia isto, ou aquilo. Ou queria isto, ou aquilo.
E não precisava de esconder nas entrelinhas aquilo que quero e sinto e desejo e preciso e amo. Porque a indefinição não existiria.

[ hoje, só queria que fosse(s) fácil e simples. ]

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domingo, 18 de abril de 2010

vazia ,


Contrariando a tendência destes últimos dias, aquilo a que gosto de chamar 'inspiração' para escrever, parece ter-se esgotado, ou pelo menos acalmado. Tenho estado (pre)ocupada a pensar e sentir... pensar sobre o que sinto e sentir o que não consigo sequer definir.
Mas não é a pensar que vou lá, porque nunca vou conseguir encontrar um sentido nisto tudo, nem uma lógica no meio desta confusão. Talvez porque isto não está certo. Ou está tão certo que se torna errado.
O que eu sei é que andei durante imenso tempo às voltas, para me aperceber que no final, cheguei ao mesmo sítio de onde tinha saído. (In)conscientemente, sei que, apesar de tudo, foi isto que sempre quis... mesmo que não possa tê-lo. E agora?

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

" No matter how hard you try to get over him, you will still have some sort of feeling for him, remembering the way things used to be, and how they are now. And you sometimes hope that the new person in his life was still you, and everything was how it used to be, erasing all the bad things that happened. Time is supposed to make things better, but in love it doesn't. Although we have been apart for a while, I still can't help wondering how your life is, and when I catch you glancing at me, I can't help but wonder if your heart beats a little faster, as mine does when I see you. "


... e ainda quero saber o porquê do 'obrigado' (;


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quinta-feira, 15 de abril de 2010

«3


Será que podes escrever para mim no blog? (:
Escrever para ti é aquilo que mais faço, sabias? Não costuma ser difícil, e costuma ser libertador. Ajuda-me a acalmar e a pensar em condições, por muito estranho que pareça. Desde sempre, és a pessoa para quem mais escrevo, sobre quem mais escrevo e sobre quem mais gosto de escrever... talvez porque as palavras são aquilo que mais me ajuda a 'aproximar-me' de ti, neste momento.
Hoje fizeste-me algumas perguntas que me deixaram a pensar. Até porque te respondi a todas, mas algumas sem ter certezas do que estava a dizer. No fundo, no fundo, eu não sei o que sinto por ti, e é aí que reside o grande problema... já significaste mais, mas também já significaste menos. Já te amei desesperadamente e já pensei ter-te esquecido por completo. E agora estás numa posição indefinida... eu não sei mesmo o que sinto. Sei que não me és (nada) indiferente, mas também sei que provavelmente gostar de ti não é a posição mais favorável para mim neste momento, e é por isso que procuro controlar-me, porque não sei o que quero nem se devo querer. Sei que gosto muito de ti...
E também sei que quando penso em ti - e não é raro - não costumo lembrar-me dos momentos maus. Talvez porque os bons foram muito mais importantes e marcantes. Sobretudo porque já foste a pessoa mais importante da minha vida e não quero guardar uma má imagem de ti, não te quero recordar como tendo sido a pessoa que mais me magoou e (des)iludiu, mas como a pessoa que me fez mais feliz até hoje. Quero poder pensar em ti com um sorriso, quero poder reler as conversas que guardei e não achar que me estavas a enganar com as tuas palavras, quero poder lembrar-me sempre de ti e guardar-te perto do coração sem que isso constitua um peso.
Provavelmente não tens a noção do quão importante foi tudo aquilo que me disseste hoje, mas foi, muito, muito importante. Estava a precisar de ler algumas das coisas que escreveste, e nem sabia dessa necessidade. Mas é muito, muito bom saber que também te lembras de muitas coisas (sim, agora eu acredito) e é muito bom saber que ainda te posso ter, de alguma maneira.
E sabes uma coisa? O tempo pode ter passado e as coisas não serem as mesmas, mas as memórias prevalecem, e há sempre Esperança de um de recuar ao passado e revivê-lo. Acertaste em cheio. É mesmo isso. E se o revivesse, provavelmente mudaria algumas coisas... para melhor. Sempre para melhor...

( escrever para ti hoje não correu muito bem, porque ainda estou com as tuas palavras todas na cabeça e sinto-me desorganizada por dentro. ainda assim, vale o que vale. )

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

:)


Hoje, hoje foi um bom dia. Finalmente.
(Re)encontrei o meu sorriso preferido em todo o mundo - já não o via há meses e hoje, voltei a vê-lo, aquele sorriso perfeito que sempre foi o melhor, o mais bonito, o mais tocante. Tinha tantas saudades... só mesmo eu para ter saudades de um sorriso, não é? Mas tinha, e fiquei mesmo feliz por ver que ele ainda existe, ainda está lá, e ainda pode ser dirigido a mim, só a mim, como foi hoje.
Provavelmente sim, estou a ver o mundo com lentes cor-de-rosa, outra vez, e sim, quem sabe até não estou a sonhar alto de mais, a querer demasiado, a propôr-me ao impossível. Devo estar mesmo, e isto que quero, é a mais pura loucura. Mas eu acredito... e enquanto eu acreditar, tudo é possível.

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terça-feira, 13 de abril de 2010

www.formspring.me/inesbarbosa33

Se recuarmos um mês atrás, 13 de Março, exactamente a esta hora (20h), o que é que vemos?A Inês no jantar de anos do Diogo, a ouvir palavras de incentivo do Diogo, do Abel e do Kiko, para ir à OFF com eles. Umas horas mais tarde, vemos a Inês imensamente feliz por se ter deixado convencer a ir à OFF - ainda que não tenha estado exactamente com aqueles que possibilitaram que ela tivesse tido uma grande noite.
Tens a noção que só passou um mês? Umas meras quatro semanas? E que desde a última vez que estivemos juntos, e bem, passou ainda menos tempo? Tens, claro que tens - senão tivesses, não agias como tens agido ultimamente. Oh sim, eu percebo que acabou tudo, eu percebo que fui mais uma distracção/diversão do que outra coisa, e percebo perfeitamente porque é que as coisas não resultaram, e não te culpo inteiramente, porque também tenho a minha parte de erros cometidos - coisas que não fiz, maioritariamente. De qualquer modo, não sou eu que te ignoro quando passo por ti nem sou eu que finjo que nunca exististe na minha vida.
Ok, eu sei, hoje já conseguiste dizer 'Bom dia' e sorrir para mim. Já foi um avanço, parabéns. Mas sabes que podes falar comigo, que eu não pretendo tentar mais nada contigo, não sabes? O que aconteceu, chegou, acabou, já se evaporou da minha mente - ou quase, vá. Mas já não significas nada e pelos vistos toda a gente percebeu isso menos tu, que continuas a evitar-me porque não queres que eu tenha mais esperanças, segundo me contam. Oh, se é por isso meu querido, estás perfeitamente à vontade. Foste mais uma página, só uma. Foste um mês e meio de alegrias e de stress e de alívios e de tensões e paixões que afinal não o eram tanto assim.
Mais uma vez, cá estou eu, pronta para dar ouvidos àqueles que disseram que não eras a pessoa certa: não, não eras. Mas eu quis tentar, e não me arrependo nada, foi bom enquanto durou. Mas irritas-me, agora irritas-me. Precisas de crescer... digo eu.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010


" So let's say that 'theoretically', I really like you, and 'theoretically', even if it sound moronically cliché and overused, you give me butterflies. And, 'just for kicks', let's add that - all in theory of course - you may be one of the most wonderful people I have ever met. And 'hypothetically', my heart beats ten times faster when I see you. Do you think that you would 'supposedly' (and in the most 'theoretical' sense) feel the same way? "

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...


Gosto de acreditar que tudo aquilo que nos acontece faz sentido. Suponho que torna tudo mais fácil: basta acreditar que um dia vamos descobrir porque é que as coisas realmente aconteceram, apesar de termos lutado imenso para que tudo corresse bem. É muito mais fácil aceitar que as coisas fazem realmente sentido e que o problema está em nós por não conseguirmos ver esse tal sentido.
Toda a gente gosta mais das saídas mais fáceis para os problemas, não é verdade? Quanto mais rápido nos libertarmos do que nos preocupa, melhor. Toda a gente gosta de ir pelos caminhos mais fáceis e mais curtos. Mas eu, entre muitas outras coisas, e para além de ser do contra, sou a preocupação em pessoa - não que goste de o ser, mas a verdade é que sou, há muito tempo. Por isso tinha de chegar o dia em já não dá para simplesmente aceitar que as coisas estão como estão porque é assim que devem estar.
Ando (e andam) a (tentar) convencer-me há meses de que é assim que tem que ser, mas eu continuo a dizer que não, não é assim que as coisas estão certas; não, não é assim que se vai resolver alguma coisa; não, não faz sentido e não, não é melhor assim. Porque de facto não é.
O problema deve estar em mim outra vez, calculo, porque toda a gente acha que está tudo bem e a paranóica sou eu. Talvez, já nem isso sou capaz de pôr em causa, quando o mundo se vira contra mim. Mas mesmo que finja que (já) não importa e que está tudo bem, não está. E é por não estar tudo bem e não aceitar isto que estou aqui a escrever... senão, não estava. Porque não valeria a pena.

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domingo, 11 de abril de 2010

:D


Adoro quando me encho de felicidade sem motivo aparente. Quando estou feliz sem um motivo concreto, geralmente significa que tudo está bem, ou mais ou menos bem, que não tenho preocupações e que estou numa espécie de equilíbrio - seja ele precário, ou não.
Acordei muito bem disposta e mantive-me assim durante todo o dia, ainda agora estou extremamente bem humorada e não encontro razões para tal. Aliás, até encontro uma razão para não estar (escola amanhã!), mas nem isso me afecta.
Apetece-me fazer aquilo que nunca faço e que devia fazer mais vezes. Apetece-me dar um passo em frente sem olhar para trás e simplesmente arriscar, sem pensar nas consequências. Quem sabe não o farei mesmo!

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sábado, 10 de abril de 2010

( - 2 )

Podia fazer uma lista de coisas que quero (e preciso) de fazer, e podia fazer uma lista ainda maior de coisas que não quero fazer. A primeira coisa dessa lista, ou seja, aquilo que menos quero fazer, é de entre todas as coisas, a única que realmente vou ter de fazer: voltar à escola.
É tão fácil perder o hábito de acordar cedo, de tomar o pequeno-almoço à pressa, de estar fora de casa às 8h em ponto da manhã, de passar parte da manhã cheia de sono, de chegar a casa já cansada e, sobretudo, de estudar. É tão fácil esquecer as rotinas desagradáveis e habituar-me a não ter nada que fazer, a fazer só o que me apetece e não ter chatices.
O que vai custar nem vão ser as aulas, nem o estudo, nem mesmo os exames. Para isso, felizmente, sinto-me mais ou menos preparada, e até lá estarei mais ainda, se tudo correr bem. O que mais vai custar vai ser estar outra vez com todas as pessoas que me tenho esforçado por evitar - são poucas, muito poucas mesmo. Mas existem. E o facto de voltarem a entrar na minha vida daqui a menos de dois dias vai arruinar o equilíbrio (ainda que precário) que consegui nas últimas duas semanas.

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my fault ,


Conclusão assustadora número 1: se eu não te consigo esquecer, se ainda hoje penso em ti, a culpa é apenas de uma pessoa... e essa pessoa sou eu.
Comparo todos os outros a ti porque foste o mais importante até hoje. Comparo-os todos a ti e nenhum consegue sequer igualar-te - se calhar, alguns deles são melhores do que tu, mas isso não interessa para nada a partir do momento em que eu não consigo ver essas suas qualidades e a beleza em cada um deles. E sabes porque é que não consigo? É simples: porque não quero [e esta foi a conclusão assustadora número 2].
Descobrir, encontrar outra pessoa para amar, significava perder-te (ainda mais) e ao que (ainda) és em mim. E pelos vistos eu ainda não estou pronta para te deixar partir [conclusão assustadora número 3], ainda que tu já me tenhas deixado a mim, há meses.
Então porque é que ainda estou presa a ti? Porque tenho medo de me entregar a outra pessoa. Tenho medo que me magoem tanto quanto tu magoaste e que me deixem outra vez sozinha, perdida, apática e despedaçada, desfeita [e tanto medo só poderia ser a conclusão assustadora número 4].
Isto é tudo uma questão de psicologia, no fundo. Tenho de me convencer que não te posso guardar tão perto de mim porque isso só faz sentido para mim, tenho de dizer a mim própria até à exaustão que é louco e ilógico não te ter ainda ultrapassado.
Mas até isso acontecer, o que é que eu faço? Como é que encontro o meu equilíbrio, quando o meu coração ainda se desequilibra por ti?

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

disco !


Ontem foi uma daquelas noites que me deu tudo aquilo de que eu precisava. Já não me acontecia há algum tempo, ter uma noite sem chatices e sem confusões - claro que há sempre alguma coisa que não corre tão bem quanto seria de desejar, mas tendo em conta as (des)ilusões das últimas saídas, tirando a festa do Diogo que foi perfeita... enfim, ontem foi uma noite bastante boa. Muita diversão, muita dança, muitos amigos. Pouco álcool, pouco tabaco, pouca gente irritante. E ainda fiz alguns conhecimentos interessantes... de facto, foi uma bela noite, que acabou com conversas conscientes e sérias às 5h da manhã, deitada na cama da Sara e sem ver nada de nada porque decidi tirar as lentes e não pôr os meus queridos (horríveis) óculos.
Estou cansada, confusa e com sono, mas valeu bem a pena. O que me dói mais é pensar que foi a despedida das férias e segunda feira, olá Liceu, olá problemas, olá pessoas que não quero ver.

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quinta-feira, 8 de abril de 2010


" And when I said 'I missed you' I didn't expect for you to say it back, because I knew you hadn't. I just wanted to let you know I had. "

As saudades mantêm-se.

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

" I pass him in the hall and my heart skips a beat. I get an uneasy feeling as he smiles. I give an artificial smile back, something that I have perfected. A smile that says «I miss you» in such a way that he can't understand. As he glides by, I wonder if he ever thinks about how we were. He walks out of my view and I go on with my day, wondering how things might have been. "

Sabes, é sempre assim. Todos os dias. Mais do que possas imaginar.

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( ! )


Odeio, odeio, odeio não ter nada para transmitir. Hoje as palavras falham e o cérebro não quer pensar. Apetece-me viajar, sair daqui até me reconstituir, peça por peça.
Odeio sentir-me assim, vazia e sem nada a que me agarrar para não cair.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

--'

Tenho sempre propensão para que me aconteçam coisas estranhas e envergonhantes. Hoje não foi excepção.
Quando entrei no restaurante e vi vários dos teus amigos lá sentados, quando me sentei numa mesa e conseguia ver todos eles menos um, e esse que faltava, tinha cabelos aloirados e umas mãos que me pareciam familiares... o meu coração assustou-se. Serias tu, não serias tu? Eu sabia que mais tarde ou mais cedo teria de te ver de novo, mas não queria que fosse naquele momento, não queria, não queria, não queria. Ainda não dei tempo a mim própria para pensar no que farei da próxima vez que te vir: não sei se te sorria ou se te ignore, se te fale ou se te dê o desprezo que mereces - por isso não era de facto a melhor hora para me apareceres assim.
Passei todo o lanche aos saltinhos na cadeira, numa ânsia desesperada de saber. E depois... depois o rapaz virou-se. E era o Bruno, o meu Bruno, um dos meus amigos mais antigos, desde sempre, que me acompanhou em inúmeras férias e que partilha comigo a paixão imensa por Itália desde que ambos lá estivemos. O Bruno, que mal me viu, se levantou e veio cumprimentar-me, que se sentou comigo e perguntou o que se passava para eu estar tão nervosa. De facto, eu conhecia mesmo aquelas mãos, eu tinha razão! Só não eram as mãos certas.
Oh, meu Deus. Os meus desejos de (não) te ver tomaram conta de mim e deixaram-me demasiado descontrolada.
Sabes, não gostei. Mexeste comigo em demasia, para o meu gosto. Mas pelo menos sei que o que me despertaste não foi nada do que costumavas conseguir. Foi apenas medo, puro medo. Não te quero ver. Ainda não. Ainda não estou preparada... foste um dos meus pontos finais e isso continua a magoar-me. Mas já não significas muito, quase nada mesmo. Só não te quero ver até estar recuperada, mesmo feliz e bem, sem ti.

You've lost your muchness.

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certo , errado ... (i)lógico .


Tens razão, sabias? Obriguei-me a pensar no que me disseste e, à tua maneira, até tens razão.
Se eu decidisse ficar contigo, seria tudo muito mais fácil, porque connosco é sempre fácil. Há um entendimento desde sempre, e apesar de teres uma capacidade quase inata para me irritares quando "abusas da sorte", como sempre te digo, eu sei que se te escolhesse, tu fazias com que as coisas valessem a pena. Se eu decidisse dar-te a oportunidade que me pedes há meses (oito, para ser exacta, oito meses), fazia-te imensamente feliz, eu sei que fazia. Se eu decidisse dar esse passo contigo, tu ias fazer tudo o que eu pedisse para me fazeres feliz também. Já o disseste tantas vezes, e eu sei que falas verdade, conheço-te bem. Mas sabes uma coisa? Não posso mandar no meu coração. Não sei se alguém pode, mas o meu coração não aceita ordens, não se cala quando quer gritar, e não fala quando não sente.
Sabes... - e agora talvez te custe a ouvir - o meu coração nunca chamou por ti. Nunca fiquei nervosa antes de te ver, nunca fiquei com aquela sensação agridoce de borboletas no estômago e as mãos a tremer quando estou contigo. Nunca me aceleraste o batimento cardíaco nem me fizeste esquecer o resto do mundo para pensar só e apenas em ti. O que sinto por ti nunca passou de amizade. Gosto muito de ti, porque mereces e fazes por merecer, mas não passa disso, nunca passou nem passará. Quando olho para ti, lembro-me do teu melhor amigo, e acho que tu sabes isso, apesar de não gostares sequer de o pensar. Ele sim, tocou-me mais do que devia, mesmo não o merecendo... mas tu, tu não podes nem o vais fazer, porque eu olho para ti com ternura, simples e reconfortante ternura. É por isso que te afasto sempre que os teus abraços ficam apertados demais ou começo a sentir a tua boca demasiado perto: porque não posso deixar que estragues tudo, e não quero o mesmo que tu.
A tua conversa fez-me questionar os conceitos que tinha, de pessoas certas e erradas. Tu serias de facto uma pessoa certa, na medida em que sei que farias tudo, mesmo tudo ao teu alcance, para me fazer feliz e realizada: é assim que tu és. Contigo seria tudo fácil e simples e calmo como sempre foi connosco.
Mas eu descobri que a pessoa certa nem sempre é certa... por vezes precisamos de mergulhar no erro, na insegurança, na inconsistência e no medo da impossibilidade, para sermos feliz. É por isso que não me poderás fazer feliz. Porque tu serias uma pessoa certa, e quem eu quero, neste momento, é uma pessoa errada, totalmente errada. De facto, é a pessoa mais errada deste mundo. Mas é a única que me poderia fazer feliz. Pelo menos por agora.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

365 ( + 1 ) ,


Um ano (e um dia). 365 dias. 8760 horas. 525600 minutos. 31536000 segundos. Resumindo... muito tempo. (Demasiado?)
Há coisas das quais me lembro perfeitamente e são das melhores recordações que tenho. E há outras que, apesar de ainda serem nítidas, começam a estar tão longínquas que de vez em quando já se parecem mais com um sonho do que com algo que tenha mesmo acontecido. Por isso, há dias em que dou por mim a perguntar-me se não terei imaginado tudo. Há coisas tão incríveis e reviravoltas tão inesperadas que bem poderiam ter sido retiradas de um livro ou de um filme... e não há noites em que sonhamos durante apenas cinco minutos, mas que nos parece que passaram horas? Então, não poderei ter sonhado aqueles dezanove meses?
Às vezes (muitas vezes), tenho realmente essa impressão. As coisas mudaram tanto, e em tão pouco tempo.... continua a haver muitos pontos que não batem certo. Na vida real, as coisas não acontecem assim, ou acontecem?
Passou-se um ano (e um dia) desde aquele que considero como tendo sido o pior dia da minha vida. Passou-se um ano (e um dia) e tudo parece ter acontecido na vida de outra pessoa qualquer. Passou-se um ano (e um dia) e só agora as coisas parecem estar a resolver-se, de certa maneira... ou então não.
Porque lá no fundo, sinto que há muitas coisas (demasiadas?) que se mantêm iguais ao que sempre foram. E que, para mim e em mim, não vão mudar mais... para o bem ou para o mal.

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domingo, 4 de abril de 2010

04.04.2009


Devia escrever, hoje, de entre todos os dias. Mas não me apetece, só ia deixar-me triste, e hoje não quero ficar triste nem pensar em coisas passadas. É Páscoa, tenho a minha fantástica família e parte dos meus amigos aqui comigo, a magia já é pouca, é verdade... mas é sempre Páscoa. Não me apetece muito pensar. Amanhã há mais ;D

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sábado, 3 de abril de 2010

escrever .


Ter um blog é sinónimo de ter pessoas a lê-lo, quando menos esperamos e até sem o sabermos. Nunca me assustei muito com isso... na maioria dos casos, as pessoas que me lêem não são pessoas que eu conheça, ou se me conhecem, não sabem muito de mim e não convivem comigo diariamente. Para além de uma meia dúzia de excepções, ninguém sabe o endereço do meu blog, pelo que nunca me preocupei muito com o que escrevo ou deixo de escrever, porque essas pessoas têm a minha confiança e não vão falar disto a ninguém, nem me vão julgar pelo que digo. E é assim que eu gosto: que me deixem escrever o que bem me apetece, quando me apetece, sem restrições.
Mas agora, depois de ter enviado a mensagem, assustei-me um bocado ao pensar que, neste momento, até podes estar a ler as minhas palavras e a pensar sobre elas. Assustei-me porque vários textos são para ti, explicitamente, e estás também presente em vários outros, ou mais, ou menos, conscientemente. Assustei-me porque receio não me sentir tão livre a escrever, de agora em diante. Assustei-me porque não sei bem o que vais pensar, nem sequer o que vais ler.
Mas está feito, agora não há volta a dar. Foi uma decisão pensada... só não me quero arrepender dela.

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esquece .


Não é justo. Isso que estás a tentar fazer(-me), não é justo. E ambos sabemos bem disso, não sabemos?
Naquele dia, o meu sexto sentido alertou-me várias vezes que há coisas que não se devem fazer... de certa forma, eu sabia que se acontecesse alguma coisa, não íamos manter-nos como éramos. Eu sabia que não íamos ser capazes de confiar como dantes, de falar como antes, de rir como antes. Eu sabia que se esbatesse os limites entre amizade e mais que isso, íamos acabar por perder-nos na indefinição. E eu sabia que não gostava assim tanto de ti, e que tu não gostavas assim tanto de mim, para ter mais que uma amizade - para além de que a distância também ia constituir um obstáculo.
E, sobretudo, no momento a seguir, eu soube que tinha sido um erro. Mas não foste o meu primeiro erro, e os erros podem corrigir-se. E eu tentei corrigir-nos. Eu disse-te tudo, fui sincera. Mas tu preferiste afastar-te sem dizer nada, ficar semanas sem falar comigo, a ignorar as mensagens e a evitar os telefonemas. E custou-me tanto! Já me tinha habituado às mensagens constantes, aos telefonemas diários, à cumplicidade, à amizade, à confiança. Mas tu desprezaste, menosprezaste, desligaste-te e foste embora.
Passaram-se quase dois meses. Desabituei-me de ti! Deixei de esperar pelo telefone que nunca tocava, deixei de esperar que viesses resolver as coisas, que quisesses ouvir o que eu ainda tinha para dizer. Deixei de querer os teus conselhos quando tinha problemas, deixei de querer de falar contigo para me sentir segura. Deixei de precisar de ti.
Não era isso que tinhas pedido? Espaço? Não tinhas dito que querias manter-te longe de mim durante tanto tempo quanto fosse preciso, para apagares os sentimentos que tinhas por mim e que não querias ter? Não procuraste apoio noutras pessoas? Não me trocaste? Sim, fizeste tudo isso e mais ainda. Quebraste a promessa de nunca me desiludir e deixaste-me ficar mal. E eu fiz tudo o que pediste: afastei-me.
Por isso não é justo mandares-me uma mensagem, do nada, a dizer que estás arrependido, que tens saudades minhas, que ainda tens o meu elástico, as minhas mensagens todas, e que queres que as coisas voltem ao que eram. Meu querido, lembras-te quando te disse que uma vez perdida a confiança, as pessoas deixam de valer a pena? Eu não consigo confiar em ti. Por muito que até gostasse, não consigo, sabes? E agora não vale a pena. Desiste. Nunca, nunca vamos voltar a ser o que já fomos.
Porque eu já não preciso de ti, e não quero voltar a precisar.

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

medo .

Whatever you do will be insignificant but it is very important that you do it.
Mahatma Gandhi


Na terça feira vi um filme lindo. Não diria que foi o filme da minha vida, mas tocou-me e marcou-me e fez-me pensar (o que eu adoro) e, de entre todas as frases que li e ouvi, esta, de Gandhi, foi a que mais me tocou.
Talvez porque ultimamente tenho tentado aprender a ultrapassar as minhas fraquezas e os meus medos, talvez porque ando a aprender a falar em vez de calar-me e a dizer(-te) tudo aquilo que tenho para dizer. Ou quase. (O que não te digo, escrevo.)
E é mesmo isto: provavelmente, não interessa, não te interessa muito aquilo que eu te digo, ou faço. Provavelmente, muito provavelmente, não me serve de nada porque não leva a nada, não traz consequências de maior. Mas de qualquer forma, para mim, é importante fazê-lo na mesma, ainda que não sirva de nada.
A mim, faz-me crescer e aprender. E mesmo que não me faças bem, gosto de te ter por perto.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

sempre.

Há circunstâncias que nunca mudam. Na minha vida, és uma delas.
Gosto muito de ti. Sempre.

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quarta-feira, 31 de março de 2010

rip .


A vida dá voltas e mais voltas, toda a gente sabe. E toda a gente sabe, também, que na maioria das vezes, as coisas não nos correm exactamente como queremos, há sempre pormenores que nos escapam, inesperados que acontecem sem que sobre isso tenhamos o menor controlo. A vida é injusta, ponto final.
Ontem à noite estive algum tempo a conversar com a Mary. Não nos conhecemos pessoalmente, mas desde o momento em que ela apareceu no Fotolog e começámos a trocar comentários, não parámos mais de falar. Temos sempre conversas que me deixam a rir e que me animam, ela é super divertida e tem uma alegria de viver que é contagiante. Mas ontem a Mary estava destruída. Um amigo dela tivera um acidente e estava em coma. Claro que ficaria tocada, tivesse acontecido a quem tivesse acontecido, mas este caso tocou-me especialmente e não sei porquê.
Quem conhecer relativamente bem os meandros do Fotolog - e eu conheço-os perfeitamente! - não demora muito a encontrar imensas pessoas de Torres Novas/Entroncamento/Santarém. Há imensas raparigas de lá que têm Fotolog e, ao que parece, todas elas conheciam o tal rapaz. Ontem, todas elas escreveram para ele, todas elas postaram fotos dele ou simples frases de apoio e força. E ele morreu.
Nunca vi a Mary assim. E nunca vi tal onda de dor e sentimentos de revolta pela injustiça da vida, nunca, nunca vi. E acabei por ficar tocada também. Talvez pelos olhos dele, pelo sorriso dele, pelo cabelo dele, pelo nome dele (João Pedro!), pelo que todas elas dizem dele, pela dor da Mary, pela injustiça de algo acontecer a alguém assim, tão novo, cheio de vida, com tanto pela frente para viver. Fiquei tocada, porque afinal, não acontece só aos outros, pode acontecer a qualquer um de nós, um azar assim. Fiquei tocada porque... não podia deixar passar isto em branco.

E aqui me encontro, hoje, a escrever um texto para um rapaz que nunca conheci (nem vou conhecer...), que nunca vi, com quem nunca falei, do qual não conheço mais nada para além do seu sorriso. Descansa em paz, onde quer que estejas. E vês? Há, hoje, mais alguém no mundo que pensa em ti e que, mesmo sem te conhecer, sentiu-se magoada pela tua partida.
R.I.P.

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terça-feira, 30 de março de 2010

liberté .



Desde as tuas últimas palavras, é hoje o primeiro dia em que me sinto mais livre. Quando acordei, não foi em ti que pensei. Quando me levantei, não eras tu que me preenchias o pensamento. E agora, que penso em ti, sinto-me menos pesada, menos cansada, menos magoada, menos rasgada, menos partida, menos... menos tudo.
Mas sabes uma coisa? Nem sempre liberdade é sinal de felicidade e realização. Tudo o que é demais é erro... e liberdade em demasia tem outro sinónimo. Vazio.
Aquele que deixaste.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Avózinha ,

Sabes, as minhas recordações mais antigas são tuas. São do tempo que passei contigo quando era pequenina. E sinto-me tão bem por seres a pessoa que melhor recordo!
Passei todos os dias da minha vida contigo até fazer dois anos. Enchias-me de chocolates, de doces, sobretudo de muito amor, carinho e atenção. Dedicavas-me todo o teu tempo e davas-me tudo o que eu queria. Nunca tiveste muito dinheiro, sempre viveste comedidamente, sempre soubeste aproveitar até ao fim tudo aquilo que a vida te deu porque a isso foste obrigada, e sabes que mais? Obrigada por me teres dado apenas aquilo que podias. Obrigada por me teres dado tanto amor e tanta felicidade, porque são essas as coisas mais importantes da vida.
Oh avó, passámos tanto tempo juntas! Todos os dias, eu vinha da escola e ia para tua casa e lá passava a tarde. E nas férias, dormia em tua casa todas as noites, para não ter de acordar cedo e para poder ficar aconchegada todo o dia. E era feliz contigo, sempre fui feliz contigo, não me canso de o dizer.
O tempo foi passando, avózinha, e fomo-nos afastando. Era inevitável: eu tinha de crescer, e afastar-me de ti foi uma fase desse crescimento, uma fase necessária e incontornável. Não poderia ter ficado para sempre a teu lado, em todos os momentos. Mas nunca me esqueci avó, nunca me esqueci de ti e de todos os nossos momentos. Nunca me esqueço que parte do que sou, a ti o devo.
E sabes uma coisa avó? Hoje, neste dia que é teu, aproveito para te dizer aquilo que nunca te digo e que provavelmente te deveria dizer todos os dias: és a pessoa que eu mais admiro neste mundo, és a melhor pessoa que conheço, és fantástica, és grande, és linda. Não és perfeita - ninguém é! - mas és a melhor avó do mundo e a avó perfeita. E eu AMO-TE.

Parabéns pelos 80, que sejam muitos mais. Tu mereces tudo e eu quero-te comigo <3>

domingo, 28 de março de 2010

rererererecuperação.

Calma. Vontade. Necessidade. Capacidade. Inteligência. Determinação. TEMPO.

Tenho tudo aquilo de que preciso agora, para te esquecer, meu querido.

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sábado, 27 de março de 2010

goodbye .


Não há dúvidas de que eu sou a pessoa mais pessimista que conheço. Mas o facto de ser pessimista e insegura, não me rouba a inteligência nem aquilo a que vulgarmente se chama de "sexto sentido" e que é tão comum nas mulheres e sempre tão presente em mim.
Eu sei reconhecer os sinais de quando as pessoas estão noutra frequência que não a minha. Eu sei ver quando há mais alguém envolvido na cena, quando há algum mal-estar. Eu sei sentir as mudanças através dos beijos. Pode ser difícil de acreditar, mas eu sei.
E durante toda esta semana que passou, não me cansei de repetir que algo estava mal, que havia diferenças na maneira de ele agir, na maneira de falar, nos olhares, nos sorrisos. Havia aquela tendência de se esconder e de me evitar discretamente - embora aqui a discrição seja muito relativa. Havia o telemóvel sempre na mão, os dedos constantemente a escrever mensagens, os comentários relativos ao teor das mensagens recebidas. Havia muitos sinais e eu sabia, eu sabia que não era apenas impressão minha, não era insegurança minha... era um presságio. Infelizmente, desta vez tive mesmo razão.
Não pedi explicações e ele não me as deu. Simplesmente virei costas e vim-me embora. Também sei reconhecer aqueles momentos em que já nada há a fazer e o que havia para perder, já se perdeu. O que havia mais para dizer? Não lhe ia pedir para ficar comigo quando não era, obviamente, aquilo que ele queria. Não o ia beijar quando não era, obviamente, o momento. E assim que virei costas, soube que tinha sido a atitude correcta. E agora, mais de vinte e quatro horas depois, apesar de continuar a doer-me cá por dentro ("fazes-me doer o coração..."), olho objectivamente para trás e vejo que no fundo, até talvez tenha sido melhor assim.
Não acredito (muito) em príncipes encantados, mas de facto não podia ter sido ele a minha pessoa certa. Porque se fosse, as coisas tinham sido mais simples, mais fáceis, mais naturais, mais calmas, mais belas, mais mágicas, mais... mais tudo. Se ele fosse o meu príncipe encantado, estava comigo agora. Mas não era, não era. E eu vou ultrapassá-lo. Como? Não sei. Mas sei que já passei por pior, já estive num lugar mais fundo e mais longe e mais negro. Já estive aqui, com outra pessoa, noutros tempos, e foi mais doloroso - mas se consegui andar para a frente, agora vou conseguir também.
E não é por me dizerem que ele não era pessoa para mim, ou que nunca tinham acreditado em nós, ou que foi muito melhor assim, ou que ele não me merecia, que eu vou deixar de lamentar e ficar feliz. Que eu saiba, quem manda na minha vida ainda sou eu, sou eu que decido o que devo/quero, ou não, fazer, por isso eu responsabilizo-me pelo meu sofrimento neste momento, não preciso que venham cá dizer-me que errei ou deixei de errar. Eu fiz o que quis fazer e sempre disse que não queria saber do que os outros pensavam, eu persisti e insisti e consegui o que queria durante algum tempo, e não me arrependo de nada, de nada.
Agora, vou andar para a frente, vou persistir, insistir e conseguir também. Sozinha ou com quem quiser estar a meu lado.
E na verdade, é mentira o que me dizem, não é só ele que perde. Sim, ele perde-me. Mas eu também o perco. A mim dói-me. A ele... não.

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sexta-feira, 26 de março de 2010

t h e e n d .

Bem vinda a mais um ponto final, Inês.
Afinal, sempre era preciso dizer(-te) adeus.
Não tenho mais palavras. Hoje não.

F I M .

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quinta-feira, 25 de março de 2010

no need to say goodbye ,


Meu querido... eu gosto muito de ti, sabias? Muito. Embora às vezes não pareça.
Eu sei que por vezes finjo não te ver e passo por ti sem te olhar ou falar, mas é apenas porque não me sinto segura e não te quero assustar. Se soubesses o quanto eu já gosto de ti, se calhar assustavas-te. E eu não quero que te assustes, não quero que fujas.
E sabes meu querido, apesar de o tempo se escoar muito rápido, demasiado rápido, apesar de os dias voarem e de a Primavera já ter chegado sem que déssemos por ela... acho que ainda vamos a tempo. Ainda vamos a tempo de aproveitar o tempo da melhor forma, durante o máximo de tempo que pudermos. Porque enquanto me quiseres, eu vou estar aqui, mesmo ao teu lado. Tenho todo o tempo do mundo para ti, lá dizia a canção...

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sabes que mais ?

Faltam menos de 24 horas e eu estou quase apavorada.

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terça-feira, 23 de março de 2010

somewhere a clock is ticking ,


Podia escrever páginas e páginas sobre como esta situação estúpida me é estupidamente familiar, podia explicitar o quanto me sinto estúpida por me manter nesta estúpida inércia, podia dizer o quão estúpido é este filme que me prende. Mas hoje contenho a estupidez.
Digo apenas que me estás a dar em doida. Falta pouco, sabes meu querido? Infelizmente, falta muito pouco para as férias. Falta muito pouco para o tempo de separação que eu não quero e, sobretudo, temo. E agora, meu querido, e agora?
Vejo o tempo a escorrer-se por entre os meus dedos e não consigo agarrá-lo. Não consigo agarra-te. E agora?

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segunda-feira, 22 de março de 2010

on y danse ?


Estou tão cansada, meu querido. Cansada de desilusões, de desconversas, de destruições, de desprazeres, de desdizeres... estou cansada de desencontros! Estou cansada, sobretudo, de me desencontrar de ti.
Sabes, gosto de utilizar analogias entre relações e a dança. Talvez porque a dança está presente na minha vida desde sempre, assim como a necessidade de amor. Talvez porque sempre amei dançar mas nunca fui tão perfeita quanto queria. Talvez porque a dança requer movimento e as relações estão sempre em movimento. Ou apenas porque sim. Porque se conseguem analogias interessantes.
Por isso, hoje, o que digo, é que gostava que ouvíssemos a mesma música, ao mesmo tempo, no mesmo local. Gostava de voltar a cruzar os meus olhos com os teus no meio da multidão e ver um sorriso nos teus lábios, só para mim. Gostava de conseguir ler no teu silêncio aquilo que não és capaz de dizer. E gostava muito, muito, de te encontrar no meio de tantos desencontros. E gostava de me abraçar a ti, de ouvir a tua respiração a acelerar-se, de sentir o meu coração a bater mais forte e mais rápido, e de te beijar. Uma vez mais, mil vezes mais.
Gostava simplesmente de te ter. Em vez de te perder.

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domingo, 21 de março de 2010

pois .


A noite de ontem ainda é como que um borrão para mim. Não me lembro de tudo o que fiz e vou tendo "flashbacks" de conversas, momentos, risos, pequenos detalhes de uma noite tão curta e tão cheia, tão preenchente e tão esvaziante. Não me lembro de tudo com clareza mas sei que ficar no estado em que fiquei, foi a única maneira de me soltar e de ficar mais feliz e mais esquecida dos meus problemas e, sobretudo, do resto do mundo.
Curiosamente, aquilo de que mais me queria lembrar, é aquilo que está mais diluído nas minhas memórias. Sei que o fiz. Sei que ouvi alguém chamar o meu nome. Sei que me voltei. Sei que caminhei até ele, com passos curtos e lentos, tentando manter-me direita e consciente. Sei que ele se inclinou sobre mim e eu coloquei os meus braços à volta do pescoço dele. Mas depois a minha mente apaga-se. Lembro-me das palavras que ele me disse. Lembro-me de lhe dizer que falávamos depois. Lembro-me de o ver a atravessar a estrada. E lembro-me de voltar para perto do resto do grupo, a caminhar sem pisar o chão, a cabeça vazia de tudo menos dele. E depois parei. E não me conseguia lembrar bem do que tinha acontecido. E comecei a pensar que tudo fora um sonho.
Mas hoje não. Estou quase perfeitamente segura de que realmente aconteceu. E quero mais, continuo a querer mais. Mas o meu cérebro, hoje, está povoado por pontos de interrogação. E ninguém senão ele poderá responder(-me).

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sábado, 20 de março de 2010

bestfriend .


Hoje lembrei-me de ti. Não é algo propriamente raro... eu lembro-me de ti muitas vezes, sabes?
Mas hoje, hoje lembrei-me mais, lembrei-me melhor, lembrei-me de forma mais dolorosa e ao mesmo tempo, mais carinhosa. Lembrei-me de nós, da nossa amizade, de como nos tornámos mutuamente essenciais, de como éramos os melhores amigos do mundo, e de como tudo se foi desvanecendo, lentamente, com o tempo.
Hoje lembrei-me não só de ti, mas de nós. Lembrei-me da cumplicidade extrema, dos beijinhos nas bochechas, na testa e no nariz, lembrei-me dos abraços infindáveis, das massagens ao sol, das tardes na praia. Lembrei-me das gargalhadas que faziam doer a barriga, das corridas pela relva, das festas na piscina, dos mergulhos, dos empurrões, das guerras de comida. Lembrei-me de quando me pegavas ao colo e corrias comigo para dentro da piscina, ou de quando me pegavas ao colo e rodavas comigo em círculos, até ficarmos tontos e cairmos no chão a rir como dois doidos. Lembrei-me de quando estava mal e chorava, chorava e tu chegavas, abraçavas-me e fazias-me chorar ainda mais, mas depois sorrias e tudo ficava melhor, mais quente, mais bonito. Lembrei-me de pormenores tão ínfimos como as vezes em que eu saía da piscina, com frio, a tremer, e tu me enrolavas numa toalha com todo o cuidado e me abraçavas, prendendo os meus braços e fazendo-me sentir protegida de tudo e todos. Ou de quando me vinhas buscar a casa, paravas em frente ao portão, abrias a porta da frente do lado do passageiro do passageiro e apitavas três vezes - eram sempre três vezes. E lembrei-me de quando me chamavas "Pi": só me chamavas Pi quando querias dizer que gostavas de mim mais do que de todas as coisas, mais do que de todos os teus amigos, mais do que da tua (ex)namorada, mais do que de tudo o que havia na tua vida. Só me chamavas Pi quando querias que eu me acalmasse e te desse ouvidos, a ti e à tua razão. Só me chamavas Pi para me animar. Só me chamavas Pi nos momentos mais importantes. E eu adorava que me chamasses Pi, porque era um dos "nossos" momentos, só nossos.
Tenho muitas saudades tuas, meu querido. Acho que de todos os amigos que fazem ou fizeram parte da minha vida, nunca ninguém teve uma amizade tão bonita comigo. Eu continuo a afirmar que não havia amor, apesar de muitos acharem que sim. Não, meu querido Diogo, o que nos unia não era amor, amor de paixão. Era algo ainda mais forte: éramos irmãos, verdadeiros irmãos. E eu só queria ter-te, ter-nos de volta.
E nunca te esqueças: vou estar sempre, sempre aqui, meu melhor amigo, sempre contigo. «3

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sexta-feira, 19 de março de 2010

demasiado ?


E se eu já gostar demasiado de ti?
E agora?

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quinta-feira, 18 de março de 2010

gosto muito de ti :')


You don't even know how special you are.
Fazes-me sentir tão bem. Eu sei que ninguém compreende ou sequer aprova, mas eu gosto mesmo de ti meu querido, mesmo. Tornaste-te especial quase desde o momento em que falámos pela primeira vez (faz hoje um mês e um dia!) e desde aí, és cada vez mais importante. E digam o que disserem, por agora és tu quem me faz feliz e é contigo que eu quero ficar. Tens sido o meu refúgio, tens sido quem me abriga quando mais quero fugir do mundo.
Não gosto que fiques tímido e quase te escondas se estamos rodeados de pessoas, mas adoro que venhas ter comigo e que te abras, que fales e sorrias e que troques olhares comigo quando mais ninguém repara. Não gosto de não te ver ou de te ver passar e não te falar, mas adoro quando me sorris entre a multidão e quando alguém me diz "ele estava ali e ficou a olhar para ti". Não gosto que me digam que tu não serves para mim e que não vamos ser felizes, mas adoro contrariar as expectativas de toda a gente, as minhas e talvez quem sabe, as tuas, conseguindo estes momentos como os de hoje à tarde em que o mundo é meu (nosso!) e tenho-te só para mim.
Oh, eu gosto muito de ti meu JR. E quero-te comigo sempre, mais e mais ainda.

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quarta-feira, 17 de março de 2010

QUE NERVOS !

Yaaaa, mais um dia de irritação, indecisão e chatice. Já não sei o que fazer da minha vida.
Toda a gente me diz "Precisas é de férias" mas não, eu nem sequer quero as férias. Juro que não. Não quero ir de férias. Eu não preciso delas. Preciso é de deixar de ser parva... deixar de falar... e fazer...

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terça-feira, 16 de março de 2010

enfim , enfim .


Sabem aquela sensação que temos quando estamos dentro de água, quando nada se ouve para além do barulho da água nos nossos ouvidos? Quando estamos noutro mundo, sozinhos com os nossos pensamentos? Quando o resto do mundo é positivamente esquecido e só vemos azul, ouvimos azul, sentimos azul, provamos azul?
Era assim que eu queria estar. Longe deste mundo, destas pessoas que me dão cabo da cabeça, das que amuam sem razão, das que se acham muito adultas mas no fundo são tanto ou mais infantis que as outras, das que quando se irritam respondem mal a quem não devem, das que quando estão mal descarregam nos amigos, das que dizem as coisas na cara e depois fingem que estão a brincar, das que mandam mensagens queridas que depois não eram para nós, das que metem conversa connosco e deixam de responder sem motivo, das que simplesmente não nos falam. ESTOU FARTA DE PESSOAS.
Por isso para amanhã, espera-se sol, calor e mau humor. Até que "ele" se decida.

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segunda-feira, 15 de março de 2010

papéis , lixo e outras analogias ,


Eu sei, eu sei que ando numa fase complicada e que me tenho irritado com imensa facilidade, tanto com quem não merece, como com quem até merece, mas se calhar não merece tanto. E eu sei que devia controlar-me, mas por vezes é mais forte que eu. Ser sempre certinha e calminha e queridinha também cansa. Responder em termos quando que mais apetece é gritar, escrever furiosamente quando o que mais quero é atirar todas as 'merdas' à cara das pessoas, dar conselhos e ouvir dramas quando tenho os meus próprios problemas para resolver é complicado. Mas eu esforço-me, eu tento, juro que sim. Que tipo de amiga seria se não tentasse, pelo menos, estar lá quando as pessoas precisam de mim? (E até mesmo quando não precisam, embora esse seja todo um outro capítulo que deixarei para depois.)
Por agora, o que tenho a dizer é que adorava que a minha frustração e a minha raiva pudessem ser como as palavras que escrevo e que às vezes não saem como eu queria. Essas, são facilmente esquecidas. Arranco a folha, amasso-a, faço uma bolinha, pontaria ao caixote do lixo e c'est fini. Mas com a raiva e a irritação que tenho guardado cá dentro, não posso fazer o mesmo, senão fazia, juro que fazia. E se pudesse dobrar algumas pessoas, fazer delas uma bolinha redondinha e atirá-las para o lixo com os acima referidos sentimentos frustrantes, juro que fazia o mesmo. Então hoje, já lá estavam umas quantas. Nem que as metesse na reciclagem... depois sempre podia ir lá buscá-las se me arrependesse.
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domingo, 14 de março de 2010

it's all about you ,


Não imaginas o bem que me fizeste, meu querido JR. Não tens noção do quanto eu precisava de ti.
Quando te vi chegar, acordei do meu torpor, da minha solidão, da minha desilusão por não ter estado contigo toda a noite. Quando te vi chegar, um sorriso desenhou-se sem querer e fiquei a tremer, a sorrir e a tremer, a tremer e a sorrir enquanto te via sem tu me veres. E demorou um pouco a vires ter comigo, mas vieste. E foi lindo, meu querido, foi lindo.
Sabes, começo a ver-te como uma espécie de 'anjo da guarda'. É a segunda vez que me salvas daqueles que me fazem mal. E tu fazes-me tão bem, tão bem!
Acredito que cada pessoa que faz parte da minha vida me toca de uma maneira especial, única. E a tua maneira de tocar-me, é fantástica. Adoro(-te) quando me agarras as mãos e entrelaças os teus dedos sempre frios nos meus, sempre quentes. Adoro(-te) quando me beijas como só tu sabes e me apertas contra ti. Adoro(-te) quando abro os olhos e encontro os teus a olhar para mim, um sorriso a abrir-se neles e outro, maior ainda, na tua boca. Adoro-te sempre, meu querido, e sempre mais.
Ontem tornaste a minha noite mágica, fantástica, ainda melhor do que já esperava. Deste outro sabor à minha vida. E fazes-me feliz, sabes? Fazes mesmo. E eu gosto muito, muito de ti! «3

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sábado, 13 de março de 2010

incerteza .


Não sei dizer o que nos aconteceu.
Quando te escrevi, foi com a ideia de chegar mais perto de ti, quem sabe atingir-te o coração, e ao mesmo tempo foi uma maneira de me libertar, de tornar mais leve o peso que vinha crescendo no meu peito ao longo destes últimos onze meses. Mas eu não queria o nosso fim. Não escrevi aquela carta com intenção de te dizer adeus, de te deixar ir, de me despedir definitivamente. Não. Eu não quero que saias da minha vida... eu só te quis trazer mais perto, porque há dias em que te olho e sinto que morro de saudades tuas.
Mas a carta... a carta também não foi um recomeço. Não se pode apagar o tempo, nem os momentos, nem as pessoas, e ambos teríamos de o fazer para que pudéssemos ficar juntos. Tu terias de te esquecer de muitas pessoas, eu teria de me esquecer de muitos momentos. Tu não estás disposto a isso e eu, apesar de ser capaz de dar o mundo todo só para te voltar a ter só para mim, não quero apagar nada do meu passado nem do meu presente, porque tu não me fazes bem. Fazes-me mesmo muito mal, porque por ti esqueço-me de tudo e abandono tudo, não sei como nem porquê. (Basta ver o descontrolo de palavras de cada vez que falo contigo...)
Por isso meu amor, talvez seja mesmo melhor que continuemos a viver separados nestes nossos mundos tão afastados. Eu consigo suportar não te ter e tu obviamente não precisas de mim. Eu não te amo e tu obviamente quase não olhas para mim. Mas viverei em paz se souber que, mais tarde ou mais cedo, teremos sempre os momentos como os de outro dia, aqueles raros momentos em que o tempo retrocede, as memórias apagam-se até ao ponto em que voltamos a referir-nos ao que somos com a palavra "nós" e as pessoas simplesmente desaparecem para ficarmos sozinhos. Viverei em paz se souber que de vez em quando nos vamos encontrar e vamos reviver, remexer, reconversar, redizer, resentir e resistir contra todas as dificuldades.
Porque, para mim, e apenas só para mim, nós somos para sempre, meu amor.

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sexta-feira, 12 de março de 2010

( our ) past will never be forgotten .

J... já não te sei dizer o que significas, porque nem eu própria sei ao certo o que és para mim. Talvez o que aconteceu ontem tenha sido apenas um milagre, uma coisa do momento, e que não se repetirá, mas adorei.
As palavras faltam-me porque as emoções são demasiadas, pelo que vou recorrer a clichés, esses odiados clichés que tanto jeito me dão, por vezes: há um tempo certo para tudo e uma pessoa certa para cada momento, e eu acredito que aqueles que se destinam a ficar juntos, ficam sempre juntos, no final. É por isso que espero, sem na realidade esperar, espero pelo momento certo, em que os nossos mundos vão voltar a cruzar-se.
Eu (sobre)vivo bem sem ti, porque não te amo, mas tu sabes, e eu sei, que se quisesses, me tinhas - outra vez. Por isso, só o tempo dirá como será. Eu cá, continuo a gostar muito de ti.

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quinta-feira, 11 de março de 2010

fantástico!

AMEI. O que aconteceu foi absolutamente inesperado mas foi fantástico, e era o que estava a precisar. É tudo o que tenho a dizer, porque te prometi que não diria mais do que isto, fosse a quem fosse; todas as promessas que alguma vez te fiz, cumpri-as, e esta será mais uma delas. Para além de que foi uma coisa tão, tão nossa, que terá de continuar só e apenas nossa. Nossa. Adoro o pronome 'nós'. E adoro-te. Muito obrigada por tudo, meu amor.

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quarta-feira, 10 de março de 2010

diogo «3


Se bem me lembro, já vai fazer quatro anos desde que nos conhecemos. Foi no Wall Street, no meu sétimo ano, e demo-nos logo bem, instantaneamente. E depois fomos evoluindo, sendo mais próximos, partilhando pormenores e momentos. Mas o ano passado, com a mudança de escola, afastámo-nos por completo.
Devo confessar que não esperava nada voltar a aproximar-me de ti e que provavelmente não nos teríamos (re)conhecido novamente se não tivéssemos ambos ido na viagem a Inglaterra, mas só posso dizer que fico mesmo feliz por tal coisa ter acontecido. Até aqui, não me fazias falta, mas agora que te "tenho" de novo, não te quero voltar a perder.
Todos os dias descubro um pouco mais acerca de ti, todos os dias me provas que és mesmo querido, mesmo boa pessoa, sobretudo mesmo bom amigo. Todos os dias converso contigo e quando não o faço, dou por mim a sentir falta de te ouvir, mesmo quando me chamas burra e me dás na cabeça para fazer aquilo que sei que devo mas que nunca tenho coragem :p Todos os dias pergunto onde estás porque gosto mesmo de te ter por perto. (E sabes, fazem-me falta os nossos passeios por Londres, a falar, falar, falar!)
Tu sabes tudo o que tenho a agradecer-te e sabes que não me canso de o fazer. E sabes que provavelmente neste momento as coisas estariam bem diferentes se não fosses tu. E sobretudo, tu sabes - ou pelo menos espero que saibas - que és realmente importante, muito mesmo, e mais a cada dia que passa.
Gosto muito de ti Diogo. Por favor não nos deixes afastar uma vez mais, e não me deixes. Quero-te sempre comigo ♥

( apesar de ainda não estar exactamente como eu queria, espero que este texto compense a falta de palavras de ontem. )

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terça-feira, 9 de março de 2010

:|


Gostava tanto que as coisas fossem simples. Na minha cabeça, de facto, estão claras. Só que também deviam ser descomplicadas para o "nós" que tanto gostava de conseguir atingir. Porque ainda somos dois, afastados, separados... ainda não estamos no ponto certo. E agora? Tenho exactamente 17 dias para descobrir.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

8 ,


Nem sei o que hei-de dizer. Pela primeira vez em todo este tempo, esqueci-me, esqueci-me completamente de nós. Desde Julho que o dia 8 de cada mês tem tido uma importância especial, porque foi a 8 que te conheci, a 8 que a minha vida ficou mais cheia, mais bonita, mais completa. Mas este mês, esqueci-me, e só agora, ao olhar para a data, é que me lembrei que era especial. (E isto assusta-me...)
Sabes, há coisas que não se explicam, eu sei, mas sempre achei que éramos a excepção a todas as regras. Mantivemos uma amizade a mais de 400km de distância durante tanto tempo, falávamos todos os dias, nem que fosse apenas por mensagens, estávamos sempre em contacto, sempre a par do que acontecia na vida de cada um de nós, melhor ou pior, mais ou menos importante. Estivemos mais de 5 meses separados e depois reencontrámo-nos e foi mágico, pelo menos para mim, e depois disso pensei que ficaríamos mais próximos, mais unidos, depois de termos começado o ano juntos e de uma maneira especial. Juro que pensei que seria um ponto de viragem.
E de facto, não me enganei - raramente me engano nestas coisas... Foi um ponto de viragem, sim. Mas para pior. Porque quebrámos quase tudo o que nos unia.
Eu percebo as tuas razões. Percebo que tenha acontecido muita coisa, demasiada coisa, e que tudo tenha acontecido rápido demais. Percebo que por vezes os problemas são tantos, que não se consegue dar saída a tudo e alguém tem de ficar para trás. Percebo como te ficaste a sentir depois do que aconteceu. Tu sabes que percebo, não sabes? Mas o facto de perceber não implica que não me tenhas magoado. Apesar de agora já estar tudo bem, pelo menos aparentemente, não será fácil voltar ao que tivemos... não. Vai ser até muito difícil, e vai implicar uma entrega da nossa parte que não sei se algum de nós estará capacitado, neste momento, para dar.
Não meu querido, de facto não somos o que já fomos e não sei se algum dia voltaremos a ser. Estou a ser o mais racional possível e estou a tentar olhar para as coisas como elas são, apesar de me custar estar a escrever isto. Mas não podia deixar passar este dia em branco e também não podia deixar de dizer tudo o que tem ficado calado cá dentro.
São oito meses, e oito meses não se esquecem. E apesar de tudo, de toda a distância, de todas as mudanças que nos sucederam, tanto à nossa relação, como a cada um de nós em separado, apesar de todos os silêncios e a mágoa, eu continuo a gostar muito de ti. Sempre. (L)

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domingo, 7 de março de 2010

freedom ,


Eu sei o que estou a fazer. Eu sei, e não admito que me digam que não sei, que não devo, que não posso, que não quero. Não admito, ponto final.
Raramente faço coisas sem pensar, e esta não foi excepção. Talvez da primeira vez até me tenha deixado levar, afinal de contas estava, estávamos, num mundo à parte, não havia qualquer impedimento. E continua a não haver: nem impedimentos, nem arrependimentos!
Eu sei, EU SEI o que estou a fazer. E também sei o que quero - sobretudo, sei o que não quero. E assumo todas as responsabilidades por tudo o que possa acontecer, sei que é um risco, mas e depois? Tenho dezasseis anos, estou mesmo na altura de correr riscos e este é definitivamente um daqueles que vale a pena correr. Por isso, por favor, deixem-me viver em paz. Feliz ou não.

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sábado, 6 de março de 2010

stay ( I've missed you ) ,


Meu querido, tenho medo. Não sei se devo, se tenho ou não razão, mas a verdade é que temo que queiras partir outra vez. Não te assustes meu querido, não te assustes.
Vamos ter calma, vamos fazer as coisas da melhor maneira. Não me quero magoar, muito menos magoar-te a ti. Vamos com calma, vamos deixar-nos levar e veremos no que isto dá. Eu confio em nós.
Resta saber se vamos ter asas para voar. Eu tenho medo.

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sexta-feira, 5 de março de 2010

" à experiência " ,


É assim que estamos meu querido. "À experiência".
A partir de hoje, tudo o que fizer(mos) vai ser novo, vai ser uma descoberta, algo nunca experimentado... pelo menos, não desta forma. Não há (muitos) compromissos nem nada (muito) sério, mas há alguma coisa, por pequena que seja, e por agora isso basta-me. 'Perdemos' duas semanas em indecisões e confusões, mal-entendidos e medos, mas agora voltámos a entendermos, pelo menos aparentemente.
Não tenho qualquer expectativa, nem vou criá-la. Não estou loucamente apaixonada nem nada que se pareça, mas gosto de ti, tu sabes disso. E quis arriscar, quis acreditar - e acredito - que é isto de que neste momento preciso. Veremos como corre... agora, só o tempo o dirá.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

andreia ,


Parabéns minha Andreia,
São quase três anos de conhecimento. Sobretudo, muitos meses de amizade, de partilha, de confissões, de segredos, de ajuda, de apoio, de conversas infindáveis, de risos. São quase três anos e és das pessoas em quem mais confio, és das melhores amigas que se pode ter e indubitavelmente uma das melhores pessoas que conheço.
Gosto muito, muito de ti e desejo-te o melhor possível para estes teus dezoito anos :) Sê feliz, tens-me sempre aqui e eu sei que te tenho sempre comigo. «3

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quarta-feira, 3 de março de 2010

it's up to you ,



Meu querido:
Eu tomei a minha decisão. Eu vou tentar. Eu vou arriscar. Vou lançar os dados: o resultado, é contigo.
Tenho medo, confesso, muito medo, porque estou insegura. Se fosses uma pessoa fácil de entender... se mostrasses o que sentes... ou não sentes... era tudo tão mais fácil! Mas assim não consigo. E estou cansada de intermediários, de ouvir falar de ti através dos teus amigos, de vê-los a falar contigo sobre mim porque não somos capazes de falar um com o outro.
Por isso eu tomo a iniciativa. Apesar de me custar e de estar cheia de medo, eu faço-o, porque acho que é merecido. Acho que devo arriscar ser feliz contigo. Pelo menos a curto prazo, é o que quero.
E de facto, mesmo sem te amar, é notório e inegável que mexes comigo. É assim que as coisas começam. E é agora que a situação tem de mudar. Eu vou falar contigo. Mas o resultado, está nas tuas mãos...

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terça-feira, 2 de março de 2010

quietness ,


Cada vez mais me apercebo que, por muito que os meus dias sejam passados em boa companhia, preciso sempre destes momentos, muito meus, só meus. Preciso sempre destes momentos em que a minha única companhia sou eu própria, os meus pensamentos, as minhas ideais, sobretudo os meus sonhos.
Hoje foi um dia muito, muito confuso, muito rápido, muito stressante, que me iludiu e desiludiu sucessivamente. Cheguei a casa com a cabeça num turbilhão de ideais que giravam, giravam, sem assentar para que eu pudesse pensar em condições. Peguei numa caneca de chocolate quente, num livro, num caderno, numa caneta, fechei-me no quarto e deixei-me ficar, calmamente, sozinha, a saborear a solidão, a simplicidade do que me rodeava, as pequenas coisas que fazem parte de mim.
É sempre assim que me acalmo: primeiro, escondo-me do mundo dentro das quatro paredes do meu sítio preferido (o meu quarto), depois choro (felizmente que hoje não foi preciso), depois, respiro fundo e abro os olhos para a realidade. E depois escrevo. Cada vez mais me apercebo do quão boa companhia as palavras escritas podem ser quando não quero ouvir ninguém, cada vez mais me refugio em mim para fugir dos outros.
Neste momento, preciso de calma, muita calma. Só o tempo dirá como vai ser daqui para a frente, e o tempo é uma incógnita.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

quero-te.

( hoje, é tudo o que tenho a dizer. )

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