sábado, 10 de abril de 2010

my fault ,


Conclusão assustadora número 1: se eu não te consigo esquecer, se ainda hoje penso em ti, a culpa é apenas de uma pessoa... e essa pessoa sou eu.
Comparo todos os outros a ti porque foste o mais importante até hoje. Comparo-os todos a ti e nenhum consegue sequer igualar-te - se calhar, alguns deles são melhores do que tu, mas isso não interessa para nada a partir do momento em que eu não consigo ver essas suas qualidades e a beleza em cada um deles. E sabes porque é que não consigo? É simples: porque não quero [e esta foi a conclusão assustadora número 2].
Descobrir, encontrar outra pessoa para amar, significava perder-te (ainda mais) e ao que (ainda) és em mim. E pelos vistos eu ainda não estou pronta para te deixar partir [conclusão assustadora número 3], ainda que tu já me tenhas deixado a mim, há meses.
Então porque é que ainda estou presa a ti? Porque tenho medo de me entregar a outra pessoa. Tenho medo que me magoem tanto quanto tu magoaste e que me deixem outra vez sozinha, perdida, apática e despedaçada, desfeita [e tanto medo só poderia ser a conclusão assustadora número 4].
Isto é tudo uma questão de psicologia, no fundo. Tenho de me convencer que não te posso guardar tão perto de mim porque isso só faz sentido para mim, tenho de dizer a mim própria até à exaustão que é louco e ilógico não te ter ainda ultrapassado.
Mas até isso acontecer, o que é que eu faço? Como é que encontro o meu equilíbrio, quando o meu coração ainda se desequilibra por ti?

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