
Tens razão, sabias? Obriguei-me a pensar no que me disseste e, à tua maneira, até tens razão.
Se eu decidisse ficar contigo, seria tudo muito mais fácil, porque connosco é sempre fácil. Há um entendimento desde sempre, e apesar de teres uma capacidade quase inata para me irritares quando "abusas da sorte", como sempre te digo, eu sei que se te escolhesse, tu fazias com que as coisas valessem a pena. Se eu decidisse dar-te a oportunidade que me pedes há meses (oito, para ser exacta, oito meses), fazia-te imensamente feliz, eu sei que fazia. Se eu decidisse dar esse passo contigo, tu ias fazer tudo o que eu pedisse para me fazeres feliz também. Já o disseste tantas vezes, e eu sei que falas verdade, conheço-te bem. Mas sabes uma coisa? Não posso mandar no meu coração. Não sei se alguém pode, mas o meu coração não aceita ordens, não se cala quando quer gritar, e não fala quando não sente.
Sabes... - e agora talvez te custe a ouvir - o meu coração nunca chamou por ti. Nunca fiquei nervosa antes de te ver, nunca fiquei com aquela sensação agridoce de borboletas no estômago e as mãos a tremer quando estou contigo. Nunca me aceleraste o batimento cardíaco nem me fizeste esquecer o resto do mundo para pensar só e apenas em ti. O que sinto por ti nunca passou de amizade. Gosto muito de ti, porque mereces e fazes por merecer, mas não passa disso, nunca passou nem passará. Quando olho para ti, lembro-me do teu melhor amigo, e acho que tu sabes isso, apesar de não gostares sequer de o pensar. Ele sim, tocou-me mais do que devia, mesmo não o merecendo... mas tu, tu não podes nem o vais fazer, porque eu olho para ti com ternura, simples e reconfortante ternura. É por isso que te afasto sempre que os teus abraços ficam apertados demais ou começo a sentir a tua boca demasiado perto: porque não posso deixar que estragues tudo, e não quero o mesmo que tu.
A tua conversa fez-me questionar os conceitos que tinha, de pessoas certas e erradas. Tu serias de facto uma pessoa certa, na medida em que sei que farias tudo, mesmo tudo ao teu alcance, para me fazer feliz e realizada: é assim que tu és. Contigo seria tudo fácil e simples e calmo como sempre foi connosco.
Mas eu descobri que a pessoa certa nem sempre é certa... por vezes precisamos de mergulhar no erro, na insegurança, na inconsistência e no medo da impossibilidade, para sermos feliz. É por isso que não me poderás fazer feliz. Porque tu serias uma pessoa certa, e quem eu quero, neste momento, é uma pessoa errada, totalmente errada. De facto, é a pessoa mais errada deste mundo. Mas é a única que me poderia fazer feliz. Pelo menos por agora.
@
Se eu decidisse ficar contigo, seria tudo muito mais fácil, porque connosco é sempre fácil. Há um entendimento desde sempre, e apesar de teres uma capacidade quase inata para me irritares quando "abusas da sorte", como sempre te digo, eu sei que se te escolhesse, tu fazias com que as coisas valessem a pena. Se eu decidisse dar-te a oportunidade que me pedes há meses (oito, para ser exacta, oito meses), fazia-te imensamente feliz, eu sei que fazia. Se eu decidisse dar esse passo contigo, tu ias fazer tudo o que eu pedisse para me fazeres feliz também. Já o disseste tantas vezes, e eu sei que falas verdade, conheço-te bem. Mas sabes uma coisa? Não posso mandar no meu coração. Não sei se alguém pode, mas o meu coração não aceita ordens, não se cala quando quer gritar, e não fala quando não sente.
Sabes... - e agora talvez te custe a ouvir - o meu coração nunca chamou por ti. Nunca fiquei nervosa antes de te ver, nunca fiquei com aquela sensação agridoce de borboletas no estômago e as mãos a tremer quando estou contigo. Nunca me aceleraste o batimento cardíaco nem me fizeste esquecer o resto do mundo para pensar só e apenas em ti. O que sinto por ti nunca passou de amizade. Gosto muito de ti, porque mereces e fazes por merecer, mas não passa disso, nunca passou nem passará. Quando olho para ti, lembro-me do teu melhor amigo, e acho que tu sabes isso, apesar de não gostares sequer de o pensar. Ele sim, tocou-me mais do que devia, mesmo não o merecendo... mas tu, tu não podes nem o vais fazer, porque eu olho para ti com ternura, simples e reconfortante ternura. É por isso que te afasto sempre que os teus abraços ficam apertados demais ou começo a sentir a tua boca demasiado perto: porque não posso deixar que estragues tudo, e não quero o mesmo que tu.
A tua conversa fez-me questionar os conceitos que tinha, de pessoas certas e erradas. Tu serias de facto uma pessoa certa, na medida em que sei que farias tudo, mesmo tudo ao teu alcance, para me fazer feliz e realizada: é assim que tu és. Contigo seria tudo fácil e simples e calmo como sempre foi connosco.
Mas eu descobri que a pessoa certa nem sempre é certa... por vezes precisamos de mergulhar no erro, na insegurança, na inconsistência e no medo da impossibilidade, para sermos feliz. É por isso que não me poderás fazer feliz. Porque tu serias uma pessoa certa, e quem eu quero, neste momento, é uma pessoa errada, totalmente errada. De facto, é a pessoa mais errada deste mundo. Mas é a única que me poderia fazer feliz. Pelo menos por agora.
@
Sem comentários:
Enviar um comentário