sábado, 10 de abril de 2010

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Podia fazer uma lista de coisas que quero (e preciso) de fazer, e podia fazer uma lista ainda maior de coisas que não quero fazer. A primeira coisa dessa lista, ou seja, aquilo que menos quero fazer, é de entre todas as coisas, a única que realmente vou ter de fazer: voltar à escola.
É tão fácil perder o hábito de acordar cedo, de tomar o pequeno-almoço à pressa, de estar fora de casa às 8h em ponto da manhã, de passar parte da manhã cheia de sono, de chegar a casa já cansada e, sobretudo, de estudar. É tão fácil esquecer as rotinas desagradáveis e habituar-me a não ter nada que fazer, a fazer só o que me apetece e não ter chatices.
O que vai custar nem vão ser as aulas, nem o estudo, nem mesmo os exames. Para isso, felizmente, sinto-me mais ou menos preparada, e até lá estarei mais ainda, se tudo correr bem. O que mais vai custar vai ser estar outra vez com todas as pessoas que me tenho esforçado por evitar - são poucas, muito poucas mesmo. Mas existem. E o facto de voltarem a entrar na minha vida daqui a menos de dois dias vai arruinar o equilíbrio (ainda que precário) que consegui nas últimas duas semanas.

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