
Era tudo muito mais fácil se as coisas fossem lineares. Se não houvesse porquês nem porque nãos a alimentar a curiosidade (quase) insaciável. Se não houvesse complicações, confusões, questões e nos encontrássemos, em vez de andarmos aos encontrões. Se o que fosse claro, permanecesse sempre claro, e o escuro, sempre escuro. Era tudo muito mais fácil se as coisas fossem a preto e branco: melhor dizendo, se tudo fosse, ou preto, ou branco.
Se não houvesse esta cor abominável, este cinzento que me preenche os dias e até as noites, era tudo mais fácil, era mesmo. Porque ou era ou uma coisa, ou era outra. Ou sentia isto, ou aquilo. Ou queria isto, ou aquilo.
E não precisava de esconder nas entrelinhas aquilo que quero e sinto e desejo e preciso e amo. Porque a indefinição não existiria.
[ hoje, só queria que fosse(s) fácil e simples. ]
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Se não houvesse esta cor abominável, este cinzento que me preenche os dias e até as noites, era tudo mais fácil, era mesmo. Porque ou era ou uma coisa, ou era outra. Ou sentia isto, ou aquilo. Ou queria isto, ou aquilo.
E não precisava de esconder nas entrelinhas aquilo que quero e sinto e desejo e preciso e amo. Porque a indefinição não existiria.
[ hoje, só queria que fosse(s) fácil e simples. ]
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