
Há uns tempos atrás, fiz uma das coisas mais difíceis de sempre. Escrevi uma carta, enchi-me de coragem... e entreguei-a a quem ela era destinada. No segundo a seguir, arrependi-me: fiquei com a certeza que não deveria ter feito nada, devia ter ficado quietinha no meu canto e deixar as coisas correr e continuar como estavam - aliás, como não estavam.
Hoje, dois meses passados sobre isso, a minha opinião mudou drasticamente. Não só não estou nada arrependida, como até acho que foi das melhores coisas que podia ter feito. Livrei-me do nó que me apertava por dentro (porque tinha muito para dizer) e tudo acabou por se resolver (muito, muito) melhor do que alguma vez sequer imaginei.
Hoje, dois meses passados, o medo de escrever regressou, de certa forma, porque temo sempre ir longe demais, dizer demais, falar demais... sentir demais. Nunca sei se devo dizer tudo, ou se devo guardar para mim. Não quero voltar a cometer os mesmos erros do passado e deixar de dizer aquilo que sinto, não quero voltar a esconder tanto e a calar tanto porque isso não (me) leva a nada - mas, por outro lado, tudo o que é demais é erro... Enfim.
Hoje, o meu objectivo não é falar dos meus medos. É dizer que fico mesmo feliz por ter tomado aquela decisão tão repentina e arriscada e que se veio a revelar tão certa. Pelo menos para mim.
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Hoje, dois meses passados sobre isso, a minha opinião mudou drasticamente. Não só não estou nada arrependida, como até acho que foi das melhores coisas que podia ter feito. Livrei-me do nó que me apertava por dentro (porque tinha muito para dizer) e tudo acabou por se resolver (muito, muito) melhor do que alguma vez sequer imaginei.
Hoje, dois meses passados, o medo de escrever regressou, de certa forma, porque temo sempre ir longe demais, dizer demais, falar demais... sentir demais. Nunca sei se devo dizer tudo, ou se devo guardar para mim. Não quero voltar a cometer os mesmos erros do passado e deixar de dizer aquilo que sinto, não quero voltar a esconder tanto e a calar tanto porque isso não (me) leva a nada - mas, por outro lado, tudo o que é demais é erro... Enfim.
Hoje, o meu objectivo não é falar dos meus medos. É dizer que fico mesmo feliz por ter tomado aquela decisão tão repentina e arriscada e que se veio a revelar tão certa. Pelo menos para mim.
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