sábado, 8 de maio de 2010


Quando não se consegue esquecer o passado, aquilo que mais aconchega e aquece é saber que continuamos presentes nas memórias da(s) outra(s) pessoa(s), mesmo que já tenhamos saído do seu coração. Mesmo que não se regresse àquilo que se foi (ainda que se queira), mesmo que não se regresse ao passado para reescrever a história (ainda que desse jeito), é bom saber que marcámos de alguma maneira. Que conseguimos permanecer no pensamento da(s) outra(s) pessoa(s), mesmo apesar de todo o tempo que passou.
Quando não se tem mais nada, ser recordado e saber que se é recordado é fantástico. É das melhores coisas do mundo (e ando a tentar redescobri-las, uma por uma).

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