segunda-feira, 17 de maio de 2010

boa, Inês!

A minha cabeça está uma enorme confusão. Há dias em que mal consigo pensar, e hoje é um deles: tenho a cabeça a girar a uma velocidade estonteante e não consigo prender um pensamento coerente durante muito tempo... fogem-me todos.
Não consigo escolher uma sensação que sobressaia neste aglomerado, a não ser a própria confusão de sensações. Hoje tinha tomado as minhas decisões e estava relativamente calma, a tentar mantê-las e manter-me fiel a elas, mas como sempre, o inesperado aconteceu e as decisões voaram pela janela. E apesar de saber que devia mesmo fazer aquilo que digo a mim mesma... não dá. Sei que nunca vou ter coragem suficiente para isso. E o pior, é que não quero fazê-lo. Não é verdade que não se pode ajudar quem não quer ser ajudado? Talvez seja mais ou menos isso - não posso ajudar-me a mim mesma nem deixar que me ajudem, porque não quero. E uma vez mais, provo a mim mesma que saber o que fazer, saber o que está certo, não é sinónimo de realmente fazer isso - uma vez mais, o coração sobrepõe-se à razão e eu deixo-me levar (porque quero).
E agora? Agora, parece-me que estou presa num beco sem saída. Não quero voltar atrás, não consigo andar para a frente. O passado deixou de ser um lugar seguro porque já não consigo olhar para ele objectivamente (alguma vez terei conseguido?). O futuro nunca foi seguro porque é desconhecido. E o presente é ainda menos seguro do que qualquer um dois outros tempos, porque não sou capaz de descrevê-lo, nem sequer de o avaliar em condições: é tudo agridoce. É isso mesmo: nem doce nem amargo... é só confuso.
Gostava de saber quando vou poder sair desta montanha-russa.

( Some people come and go like seasons, others stay for a reason.
É isto que estou a tentar meter na cabeça... que há uma razão no meio disto tudo. Que assim está certo... por muito errado que seja sentir o que sinto. )

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