quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

( not ) giving up

Neste momento, tenho a perfeita consciência de que desistir é a opção mais acertada para mim e, por uma vez, aquilo que é mais certo é (agora) também aquilo que é mais seguro.
Por isso, porque não desistir, pergunto-me? Supostamente, tendo em conta tudo o que (não) tem acontecido, desistir seria fácil e não precisaria de me esforçar muito, certo? Não, errado.
A verdade é que nunca aprendi a desistir quando quero realmente alguma coisa. Nunca o soube fazer e, mais que isso, nunca quis realmente fazê-lo - e continuo a não querer, mesmo sabendo que devia (mas também nunca fui conhecida por fazer o que é melhor para mim, ou fui?).
Por tudo isto, e mais alguns motivos, não me é nada fácil desistir. Mas ando a tentar. Só que, como nunca gostei do verdadeiro significado deste verbo, ando a tentar à minha maneira, e dou-lhe o meu próprio significado: desistir, para mim, não significa deixar de querer e amar, porque isso (ainda) é impossível, mas sim deixar simplesmente de tentar, de tomar iniciativas, de procurar, de esperar.
Não posso fazer mais do que isto - e isto, por si só, é muito complicado. Mas acredito firmemente (hoje mais do que nunca!) que vou ser capaz de seguir em frente, mais cedo ou mais tarde, ao meu ritmo, e sem forçar nada.
Resumindo e concluindo: estou muito mais livre e muito mais feliz. E estou a conseguir fazê-lo sem ter aquilo que (mais) quero.

I didn't stop missing you, but I'm getting tired of it.

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010


24/12 - Natal em família (paterna) na casa do Z. e da G., foi bom, mas tendo em conta outras festas de família, deixou a desejar. No entanto, a convivência foi boa e adoreeei a minha "prenda principal", a.k.a isto:
25/12 - Natal em família (materna) em casa dos avós. Para variar, foi bastante aborrecido e acabou (demasiado) cedo. E a melhor prenda foi aquela que recebo, sem falta, todos os Natais, a.k.a isto:
26/12 - Toda a manhã passada a dormir, toda a tarde passada a beber chocolate quente e a aproveitar uma das minhas prendas, a.k.a isto:
27/12 - Dia de compras com a R. e melhor dia das férias até agora :') E a melhor das compras foi também a mais barata e a que vai dar mais jeito, a.k.a isto, em preto:

E para hoje, esperam-se mais actividades interessantes.
Porque, apesar de não gostar particularmente dela, decidi fazer de Lisboa uma cidade que vale a pena, seja lá como for.

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Estou finalmente a aproveitar as minhas férias e nem penso no pc.
Quando tiver tempo, actualizo isto tudo com as (poucas...) novidades :)

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

( Christmas )

Suponho que será mais um Natal do qual não vou ter (muita) razão de queixa: família, prendas, comida, convívio, carinho, amizade, felicidade, uma noite animada, etc etc. O Natal já não tem a magia de antigamente, é certo (quem me dera ainda acreditar no Pai Natal e na sua capacidade de realizar todos os sonhos...) mas é, de qualquer modo, uma época da qual gosto muito, e que continua a ter a sua magia, de uma maneira ou de outra.
No entanto, e pela terceira vez em quatro anos, falta-me a parte maior, e mais bela, do meu coração, que este ano é tua e de mais ninguém (outra vez). E como tal, a minha felicidade vai estar "toldada" pelo facto de - mais uma vez - não te ter nem ter maneira de estar, ou sequer falar, contigo.

( all I want for Christmas is you )
e será um pedido em vão.
Feliz Natal :)
a todos os que me lêem.

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

( porque já não fazia disto há muito tempo e estou sem sono... )

1) Signo: Virgem
2) Data de Nascimento: 30 de Agosto de 1993
3) Cor de olhos: Castanhos
4) Altura: (à volta de) 1.65m
5) Comprometida ou Solteira? Solteira (for a change).
6) Qual é o teu nome do meio? Não tenho nome do meio, suponho: (Inês) de Soveral Pacheco (Barbosa).
7) Se fosses arrastada para uma guerra, sobreviverias? Tentaria, pelo menos.
8) Qual é a cor da tua roupa interior hoje? Black.
9) Dormes com a TV ligada? Não tenho TV no quarto. Mas não dormiria de qualquer maneira, não suporto luz nem barulho quando estou a dormir (ou a tentar).
10) Consegues escrever rápido no computador? Ultra-rápido.
11) Quando foi a última vez que escolheste um duche em vez de um banho de imersão? Nunca tomo banhos de imersão porque não tenho tempo, de manhã, para isso. Mas adoro e adorava tomar mais. (Ora aqui está algo para fazer nas férias de Natal.)
12) Com quem é que tu sabes que podes sempre contar? Ora, com muita gente penso eu. Mas sobretudo com a Bárbara.
13) Estás a beber alguma coisa neste momento? Não.
14) Falas enquanto dormes? Os meus pais dizem que sim (às vezes) e fartam-se de me gozar.
15) Qual é a foto que tens no fundo do ambiente de trabalho? Tal como no wallpaper do telemóvel, nenhuma.
16) Tens o sono profundo? Depende. Se me deitar muito cansada, não há nada que me acorde até recuperar as horas de sono. (Seriously, uma vez até me assaltaram a casa, o alarme tocou, toda a gente acordou e fez um reboliço, e eu acordei só na manhã seguinte e não queria acreditar no que tinha acontecido.)
17) As outras pessoas acham-te atraente? Sei lá. Perguntem-lhes a elas.
18) Sentes saudades de alguém neste momento? Para variar. (J)
19) Quando foi a última vez que disseste a alguém que amavas o que realmente sentias? Eu sei lá. Da última vez que ele teve paciência para me ouvir. (E tudo o que disse, mantém-se...)
20) Qual foi o último desporto que praticaste? Assim mesmo a sério, sendo federada e tudo, Patinagem Artística. Vá, e Ballet, mas foi uma cena mais temporária.
21) Como te sentes hoje? Estive bem e mal durante todo o dia, neste momento sinto-me só extremamente estúpida e arrependida de ter mandado uma porcaria de uma mensagem.
22) Quem foi a última pessoa com quem partilhaste a cama? Isso agora... ;D AHAH. Acho que foi a Sara (1 de Setembro de 2010).
23) Alguma vez foste mordida por alguém? Ahaha xD Já sim senhor...
24) Alguma vez mordeste alguém? Suponho que sim xD mas não sei precisar quando.
25) Qual é a pior coisa no sexo oposto? Tal como nós (mulheres), têm alguns defeitos e qualidades mais ou menos generalizados. Neste momento, direi a extrema "simplificação" de tudo e uma certa "leviandade" no que toca a aspectos que eu valorizo muito. E odeio machismos. (É de referir que estou a pensar especificamente nuns certos espécimes masculinos, felizmente nem todos são assim.)
26) O que está no fundo do teu guarda-roupa? Nem eu sei ao certo xD Coisas antigas, sobretudo.
27) Qual foi a última coisa que tiveste na tua boca? (Se eu fosse uma pessoa perversa *cof cof* estava a rir-me muito agora xD) Leite-creme. Há umas horitas atrás.
28) Qual é a tua filosofia de vida? Não tenho qualquer filosofia de vida. Mas há duas coisas que sobressaem sempre em tudo o que faço - nunca me arrependo de nada, e sigo sempre o coração.
29) Com o que é que estás ansiosa? (Tirando aquilo com que já não posso estar,) definitivamente a noite de Natal!! E a de Passagem de Ano também, mas essa, espero que demore a chegar.
30) Alguma vez trepaste para uma janela? Já. Mas a minha especialidade são mesmo os muros ;)
31) Que três coisas te levam sempre a sítios? As minhas pernas, o carro da minha mãe e o carro do meu pai. (Pergunta estúpida.)
32) Tens uma queda por alguém? "Queda" é eufemismo.
33) Quão frequentemente falas ao telefone? Every single day. Nas férias então, é a toda a hora e momento.
34) O que fazes quando ninguém está a ver? Isso agora... ;D Vá, muita coisa. Canto, sobretudo canto, muito.
35) Há algo que queiras e não possas ter? Esta é a minha história de vida, para quem não sabe. Por isso sim - há "alguém" que eu não posso ter, para ser mais exacta.
36) Três coisas que reparas de imediato no sexo oposto: Olhos, sorriso, e suponho que o corpo de um modo geral.
37) Onde está o teu telemóvel? A carregar aqui ao meu lado.
38) O que foi a última bebida alcoólica que bebeste? Aquele vinho branco horrível que nos deram hoje (vá, ontem) ao jantar. Acho que me quiseram envenenar com aquilo, foi o que foi.
39) Qual é a tua cor favorita? (Vá, digam todos em coro comigo agora!) Cor de rosa *.*
40) Qual foi o último filme que foste ver ao cinema? Entrelaçados (Tangled) e foi tãaao giro :)
41) Que música estás a ouvir? Bottle It Up da Sara Bareilles. (I do it for love, love, love...)
42) Quem foi a última pessoa com quem falaste? Pessoalmente, o Gonçalo e o Rui.
43) Usas que champô? Normalmente é Herbal Essences, "Volume Invejável" (que é coisa que não tenho, de todo) ou o "Frescura Não-Sei-Quê". (Nomes mais estúpidos não arranjavam, também...) Mas neste momento é um H&S qualquer, cheira a limão.
44) Mais velha, do meio, mais nova ou simplesmente uma criança? "Simplesmente uma criança" é muito bom xD Simplesmente uma criança... a mais velha.
45) Quem admiras? A minha professora de História.
46) O que te faz mais feliz? (O J., quando ele quer...) A vida correr-me como quero. Ir às compras. Comer chocolate. Ler e escrever. Ouvir música. (Alguns d)os meus lindos-e-fantásticos amigos. E mais umas coisinhas.
47) O que é que odeias? Se a pergunta fosse "quem odeias", eu punha já aqui o meu Top 5, a minha lista negra. Mas como é "o que é que odeias", ora bem, neste momento, mensagens sem resposta!
48) O teu homem perfeito? Não há homens perfeitos... mas tudo bem, o Chace Crawford. E o Robert Pattinson.
49) Se pudesses mudar uma coisa em ti, o que mudarias? Não mudava assim muita coisa, fazia só uns pequenos ajustes aqui e ali. Mas isso fica cá comigo xD
50) O melhor tipo de festa? As nossas Passagens-de-Ano-na-Casa-do-Povo-da-Meadela-com-Música-Dançante-dos-Anos-Oitenta-e-Afins :D
51) O que te vês a fazer daqui a dez anos? Se isto continua assim, não sei se lá chego x) Opá, não faço ideia. Só quero estar feliz da vida *cof cof, vai sonhando Inês* (mas eu, com 27 anos? não consigo imaginar-me)
52) Bebida alcoólica? Vodka preta com sumo de limão.
53) Shot? No me gusta, gracias.
54) Aftershave/perfume? Acqua di Gio, Giorgio Armani *baba* Mas pronto, se for para eu usar, Ralph Lauren (o azul turquesa, já toda a gente sabe) ou Acqua di Gioia, Giorgio Armani.
55) Filme? Remember Me.
56) Sítio? Ora, certas garagens de certas pessoas. O "sítio do costume". Um certo cantinho da LOOK (agora PROSAK). O meu escritório. O meu quarto. Mas como "home is where the heart is", o mais importante é sempre a companhia (mesmo que esteja sozinha) xD
57) Número? 3.
58) Mês? Agosto.
59) Gelado? Calippo de Morango. Ou então McFlurry de KitKat.
60) Dia do ano? 30 de Agosto / 24 de Dezembro / 31 de Dezembro.

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"Bom natal. Beijinhos."

Sou mesmo a pessoa mais idiota deste mundo.
Para que é que ainda tento?
Para ficar sem resposta?
Para chorar mais um bocadinho, porque tenho chorado pouco estes últimos dias?
Para me ficar a recriminar e a pensar nos "porquês" e "porque nãos"?

Bem feita Inês, para ver se aprendes a não ser estúpida e a não falar com quem não quer falar contigo.

Para a próxima fico calada.
(e hoje, desisto)

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

« (...) Minha flor, quanto a si, espero que saiba vencer a dor de um amor que só tem um lado. Se alguma vez quiser falar sobre isso, sabe que sei ouvir e calar, o que disser só assim será. »

A minha professora de História é uma das melhores pessoas deste mundo. Linda por dentro, mesmo linda.
Tem um sexto sentido incrível e mais uma vez ofereceu-me as palavras certas, no momento certo, mesmo tratando-se de um mero e-mail.
Muito obrigada (outra vez)!

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

( entrelaçados )

Foi o filme mais fofo que vi nos últimos anos. É que não há mesmo outra palavra para descrever, senão fofo, extremamente fofinho. Adorável mesmo. Ri, chorei, e acho que passei cerca de duas horas com um sorriso estúpido na cara. Foi a coisa mais adorável que já vi, e ocupa um bom lugar no meu Top dos filmes da Disney :') Logo que possa, é para rever.

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Já devia saber que isto ia acontecer - quando começo a sentir o meu equilíbrio (que é sempre relativo) a regressar, por algum motivo ele esvai-se no nada e eu volto a ficar totalmente desequilibrada por ti. E desta vez não foi diferente; estava a sentir-me melhor e mais forte e a começar a pensar que conseguia sobreviver sem te ter, apesar das imensas saudades, mas agora já não estou tão forte nem tão certa. Sobreviver, eu consigo - mas ser feliz assim? Já não sei.
O mais estúpido é que desta vez, não aconteceu rigorosamente nada. Nem sequer tentaste puxar-me de volta a ti. Nem sequer me deste um sinal de vida na última semana. Não, nada de nada. Desta vez, foi ter olhado durante uns segundos para uma (nova) foto no Facebook que me fez ficar assim. Realmente, Inês, é muita estupidez.

I can't get used to missing you, if this is how it's gotta be.

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Odeio que duvidem de mim.
Eu não escondo o que sinto - ou raramente o faço - nem tenho problemas em assumi-lo, por isso não, não estou a enganar ninguém e não, não estou a mentir quando digo que não estou interessada em x porque gosto de y. E quando eu digo que gosto muito de n, não estou a dizer que estou loucamente apaixonada por ele: é importante para mim e, de certo modo, faz-me feliz, mas não passa de amizade.
Para além deste caso já habitual, também odeio que não acreditem em mim quando eu digo que tenho consciência do que as pessoas fazem por mim, e do quanto elas gostam de mim. Não sou mal-agradecida. Eu aprecio os esforços e até os "sacrifícios" e aquilo que as pessoas fazem para "o meu bem"  - embora tenhamos habitualmente ideias diferentes daquilo que é o meu bem, mas essa é outra história. Eu aprecio e agradeço o que fazem por mim e revolta-me que não acreditem nisso, e que não acreditem que eu gosto muito dessas pessoas também. A verdade é que eu gosto, gosto muito até, só não sinto necessidade de andar a agradecer todos os dias, e a dizer todos os dias o quanto gosto das pessoas - e desilude-me ver que não acreditam em mim, mas não há nada que eu possa fazer quanto a isso e não pretendo gastar o meu tempo a tentar convencer quem não quer ser convencido.
Para acabar, agradeço muito (e não estou a ser irónica!) os conselhos que me dão, mas espero da vossa parte a aceitação de que apesar de gostar que me aconselhem, não sou obrigada a cumprir aquilo que vocês acham melhor. Já dizia a Joss Stone, you're entitled to your opinion but it's really my decision.

Chateia-me ainda mais não ter oportunidade de dizer isto na cara das pessoas porque elas não me confrontam com o seu mal-estar, mas tudo bem - está aqui escrito para quem quiser ler.

E este texto foi "brought to you" pela Ice Queen. Aquela-que-só-pensa-nela-mesma-e-não-quer-saber-dos-sentimentos-dos-outros, não é assim? Pois. Eu mesma.

Buona sera.

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Estar de férias, neste momento, significa que não consigo evitar pensar nas minhas últimas férias e em tudo o que aconteceu naqueles três meses. Estar de férias significa demasiado tempo livre para pensar no que não devo, e poucas actividades interessantes para o preencher. Estar de férias significa ter o triplo do tempo para recordar, e o triplo das saudades.

Resumindo e concluindo: ter consciência de que nada vai acontecer, e saber que desta vez não é por causa da "falta de tempo" (essa desculpa sobejamente dada e aceite), deixa-me toda desfeita por dentro.

I'd tell you I miss you but I don't know how.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

( home is where the heart is )

Uma das minhas expressões preferidas é « Home is where the heart is » - de facto, só me sinto em casa quando estou onde o meu coração mais deseja estar.
E esse lugar é contigo, meu amor, porque o meu coração está, e sempre esteve, mesmo aí ao teu lado, mesmo que não o vejas nem sintas, nem queiras ver ou sentir. Ele está sempre contigo e acompanha-te para onde quer que vás, procurando nunca te perder de vista, para que tu também não te percas (ainda mais) de mim.
Não sabes o quanto me dói saber que não me queres. Não sabes quantas lágrimas perco quase todas as noites, nem quantas horas de sono me tiras, nem o quanto o teu silêncio prolongado dá cabo de mim e deixa mais e mais fraca, todos os dias. Não sabes o quanto é dolorosa a manutenção de um coração magoado e desiludido, e não sabes o quão permanentes são as essas mágoas, tristezas e desilusões que me proporcionaste ao longo de todo este tempo. Não sabes... nem queres saber.
Mas eu não consigo evitar que o meu coração te escolha sempre, e acima de tudo, como a sua casa, o seu local preferido, o único local onde se consegue sentir aconchegado, o único local onde sente que encaixa perfeitamente, e onde poderia viver para todo o sempre. Não consigo evitar fazer de ti a minha pessoa preferida, a minha casa preferida, não consigo evitar oferecer-te a minha vida inteira, e a minha pessoa, ainda que não nos queiras.

Deve ser por isto tudo que me sinto sempre como uma sem-abrigo - porque não posso voltar à única casa que alguma vez quis que fosse minha.

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nunca pensei, quando alinhei no projecto de ajudar as crianças do Berço ao longo deste ano lectivo, que viesse a passar por uma experiência como a que passei esta tarde. Nunca poderia, sequer, imaginar, que iria ser assim.
Confesso que não sou muito dada a crianças, porque a paciência que vou tendo é facilmente esgotável, mas hoje nem eu fui capaz de resistir. Hoje enchi-me de amor por crianças que nunca tinha visto na minha vida, enchi-me de amor e de paciência e de carinho e dei-lhes tudo o que pude dar, porque se há alguém que precisa disto, são eles.
Não vou utilizar os clichés que toda a gente usa, do género, "é nestes momentos que percebo que tenho de deixar de me lamentar e passar a estar agradecida por ter tanto, enquanto outras pessoas têm muito pouco"; não concordo totalmente com isso e acho muito mais importante dizer o quão feliz me senti, ao ver os olhos daquelas crianças quando lhes oferecemos as prendas. O quão feliz me senti por termos participado nesta ideia, por termos podido ajudar, por pouco que tenha sido.
Estou a tentar organizar a minha mente e pôr tudo em palavras, mas (ainda) não sou capaz. Não sou capaz de dizer o quanto gostei de estar com um anjinho de cinco meses, a Dânia, ao colo durante tanto tempo. Nem o quanto fiquei revoltada por saber que o Tiago, uma criança de cinco anos - cinco anos! - teve de ser retirada aos pais porque lhe batiam, e à conta disso é imensamente dependente e não é capaz de se abrir a ninguém que não conheça há algum tempo. Nem o quanto me senti bem por ter perguntado ao João Pedro de que é que ele precisava e ele me ter abraçado imediatamente, porque só queria mesmo aquilo: um abraço. Nem o quanto apreciei sentir a confiança imediata que todos os pequeninos (o Pedro, o André, o Cláudio...) depositaram desde logo em mim - em nós - e que estavam realmente felizes por estarmos a dar-lhes a atenção de que tanto precisam e merecem.
Fez-lhes (muito) bem a eles, fez (muito) bem a cada um de nós e fez (muito) bem a nós todos, que ficámos verdadeiramente "unidos por uma causa" e unidos como, se calhar, nunca fomos, enquanto turma.
E basicamente estou demasiado encantada/emocionada com isto tudo para conseguir dizer mais alguma coisa, não há palavras para descrever como me senti e ainda sinto. Por isso, só fica aqui a promessa: sozinha ou acompanhada, é para repetir o mais rápido possível.

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Hoje consegui abstrair-me um pouco daquilo que me tem preocupado, mas não foi suficiente.
O medo mantém-se e manter-se-á até eu saber o que quero saber.
Contagem descrescente (e são mais 11h).

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Parto do princípio que as pessoas que me lêem se interessam, nem que seja só um pouco, por aquilo que eu tenho para dizer. Se não é esse o vosso caso, ou se não são capazes de aceitar aquilo que eu sinto, ou a pessoa por quem me sinto assim, então de facto não estão no sítio certo.
Aqui eu escrevo para me expressar, escrevo sobre o que me acontece e o que sinto, porque acredito que é aquilo que sinto que faz de mim quem eu sou - ou tem feito, nos últimos três anos e meio.
Se não gostam de mim, daquilo que sinto ou da maneira como o expresso, em vez de serem cobardes e de me deixarem comentários anónimos, mesmo próprios de gente que não me conhece e não tem mais nada que fazer da vidinha, eu apresento-vos agora um remédio bem simples, que vos poupa a maçada de vir aqui, e a mim a maçada de vos aturar: ponham-se a andar. "Porta da rua, serventia da casa".

Sempre vossa, a famosa cabra-egoísta-insensível-e-burra-que-não-tem-consideração-pelos-sentimentos-dos-outros-porque-escreve-aquilo-que-pensa-e-sente-no-seu-próprio-blog-fazendo-uso-da-liberdade-de-expressão-que-todos-temos.
Mais uma vez, o prazer foi todo meu!

(a inveja é fodida, não é? ;D)

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Quem me conhece minimamente bem e sabe da existência deste blog, sabe também da importância que ele tem para mim, embora para muitos sejas apenas uma coisa trivial.
É aqui que escrevo aquilo que muitas vezes não sou capaz de dizer, e raramente me coibo de escrever o que me vai na alma. Por outras palavras, posso até não escrever tudo aquilo que penso, mas aquilo que escrevo, é o que penso - nem que seja apenas no momento em que escrevo.
É algo íntimo e é algo muito meu, e na maioria das vezes escrevo textos que reflectem o meu coração de manteiga e a grande lamechas que eu sou (e gosto de ser) - e é exactamente por isso que se contam pelos dedos das mãos as pessoas a quem confiei o endereço do blog, acreditando que não iriam trair a minha confiança nem espalhar por aí o que vou escrevendo por aqui.
Mas o cerne da questão, o ponto que eu quero atingir, é o seguinte: quem me lê regularmente (e nem precisar de prestar muita atenção, ou de ser muito inteligente, ou de me conhecer muito bem), chega facilmente à conclusão de que cerca de 99% dos meus textos se dirigem a uma pessoa, são escritos sobre ela ou, pelo menos, a pensar nela - a uma só pessoa, uma única, entre as dezenas que fazem parte do meu mundo.
Ora, possuindo esta informação, como podem essas pessoas dizer que eu estou confusa e não sei o que quero, ou melhor, quem quero? Como podem duvidar daquilo que eu sinto, e por quem sinto, se eu deixo isso bem claro em cada texto que escrevo, e nem sequer me dou a grandes trabalhos para o esconder no meu dia-a-dia?
Porque a verdade - doa a quem doer - é que eu estou apaixonada, sim, há meses (quase posso dizer há anos, porque apesar da interrupção eu nunca deixei realmente de gostar e querer), e contra isso ninguém pode fazer nada, nem mesmo eu própria.
Acrescento ainda que estou apaixonada de uma maneira muito completa (talvez até demais), muito "inteira", e como tal não sou capaz de ser muito racional - o meu coração prevalece (quase) sempre sobre a razão, e eu deixo, porque considero que essa é a melhor maneira de sentir e viver as coisas: intensamente, completamente, plenamente... apaixonadamente.
Acrescento também que as escolhas que faço, são feitas segundo aquilo que eu considero ser melhor para mim, pelo menos num determinado momento, e nunca me arrependo delas, mesmo que mais tarde se venham a revelar terem sido erros. Felizmente, não tenho problemas com os meus erros.
Depois de tudo isto, ainda restam dúvidas sobre aquilo que eu sinto, ou por quem? Ainda restam dúvidas de que eu ponho o amor, e quem amo, acima de qualquer outra coisa - seja isso certo ou errado, merecido ou não? Para mim, tudo isso está claríssimo, claro como a água; de facto, é das poucas coisas acerca das quais, neste momento, tenho a certeza.
E agora poderia fazer a pergunta da praxe ("perceberam ou querem que faça um desenho?"), mas como nunca tive grande jeito para desenhar, ofereço-me desde já para, em vez disso, fazer um cartaz daqueles grandes, para pendurar ao pescoço, e andar com ele por aí, se alguém ainda precisar de mais alguma explicação.

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sábado, 11 de dezembro de 2010

A calma está de volta - não completamente, mas quase.
Volto a realçar que a escolha não é minha, eu não escolhi, nem hei-de escolher, ninguém.
Por isso só me resta esperar, para saber quem vai - e quem fica.

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Chego à conclusão que a revolta me alimenta a vontade de escrever, por isso cá vai, livremente e correndo o risco de magoar (mais) quem possivelmente me estará a ler:

No meio disto tudo, ainda há alguém que ache que eu não estou magoada? Ainda há alguém que ache que eu estou a ser egoísta e a (não) fazer isto apenas por mim? Ainda há alguém que ache que eu estou equilibrada e a conseguir gerir tudo bem? Porque eu não estou, acreditem em mim. Eu estou completamente perdida no meio deste triângulo-barra-quadrado-amoroso e não faço a mais pálida ideia do que devo (não) fazer agora.
Sinto-me culpada por não gostar de alguém que gosta de mim. Sinto-me culpada por não querer escolher entre dois amigos meus. Sinto-me culpada por estar a magoar duas pessoas (e a mim) por não saber lidar com esta situação. E enquanto o meu coração de manteiga me diz para me sentir culpada, porque a culpa é minha, o meu lado racional diz-me que não tenho culpa de nada, ou de quase nada, e como tal tenho de parar de me sentir culpada. E eu sei, eu sei que a culpa não é minha, mas sinto-me culpada na mesma, e sinto-me culpada por me sentir culpada.

E só espero que não voltem a mandar-me compreender "o outro lado" da situação. Compreender o outro lado? Eu compreendo perfeitamente o outro lado! Eu sei perfeitamente (há meses que sei!) o que é gostar de alguém que não gosta de nós. Eu sei o quanto custa e desespera ver a pessoa de quem gostamos abraçada a outras pessoas, ou simplesmente na companhia de outras pessoas que não nós. Eu sei perfeitamente o quanto custa querer, desejar, amar alguém que não podemos ter. Eu até sei o que é gostar de alguém que nem sequer está interessado na nossa amizade - e disso não podem acusar-me agora, porque eu posso não estar apaixonada, mas continuo a querer manter a(s) amizade(s).
Mas há outra coisa, muito importante, que eu também sei - quando gostamos mesmo de alguém, queremos o melhor para essa pessoa. E quando o melhor para essa pessoa não somos nós, porque ela não nos quer, então é altura de deixar a pessoa ir, por mais que custe. E com "deixar ir" não digo que tenhamos de nos esquecer dela e de tirá-la da nossa vida, porque "deixar ir" não é esquecer. "Deixar ir" é deixar de interferir. "Deixar ir" é deixar a pessoa fazer as suas escolhas e aceitar que ela não nos quer a nós. Quando não há nada a fazer, devemos simplesmente deixar de tentar.
Espero que tenham consciência que não é a pressionar-me, ou a tentar afastar de mim as pessoas de quem eu gosto, que vão fazer-me gostar mais de vocês. Eu odeio pressões e cenas de ciúmes injustificadas - porque eu não namoro! - e estou numa verdadeira fúria por saber que andam a "tornear" as palavras que eu disse, para "me dar espaço".
Quantas vezes é que eu preciso de dizer que não quero espaço? Que não preciso de espaço? Só preciso que entendam, de uma vez, que eu sou livre e como tal posso fazer as escolhas que quiser, e posso escolher quem eu quiser.
Mas o que me revolta mais é que neste caso nem há escolha, nem qualquer competição - a escolha foi feita há três anos e quatro meses, e a concorrência está automaticamente eliminada enquanto eu continuar a sentir aquilo que sinto, por quem sinto. É que se eu escondesse e andasse por aí a dizer que não gosto de ninguém... mas não. Eu ainda por cima admito aquilo que sinto, porque esconder não me ia levar a lado nenhum.

Por isso façam-me um grande favor: se querem ser meus amigos, aceitem-me como eu estou agora, com a minha "bagagem" e com os meus "assuntos por resolver". Os amigos não podem ser um peso, têm de ser um suporte (mútuo).
Eu compreendo que a situação, tal como tem estado, é insustentável e alguém acabaria por se fartar e sentir necessidade de se afastar. Compreendo perfeitamente.
O que não compreendo é que continuem a interferir continuamente na minha vida e a falar uns com os outros sobre aquilo que eu quero ou deixo de querer. Isso é comigo e se querem saber, falam comigo e não com outra pessoa qualquer. Aquilo que eu sinto, sou eu que tenho de dizer, a quem eu achar que devo dizer. Eu não quero que ninguém se afaste de mim. Eu não quero que andem por aí a dizer que o facto de  X pessoa aparecer na minha vida só me está a deixar confusa ou que N pessoa me anda a fazer mal e eu devia esquecê-la. A vida é minha e eu faço o que bem quiser, lamento muito se não me deixo controlar.

Ando há três semanas a tentar gerir os meus próprios problemas - que já não são poucos, diga-se de passagem - e também os problemas de mais duas outras pessoas. E sabem que mais? Estou farta. Não quero magoar ninguém mas estou cansada de me magoar a mim. E não me estou a fazer de vítima quando digo que a pessoa que mais está a sofrer no meio disto tudo, sou eu, que sofro (como sempre) por mim e pelos outros, que me estou a magoar ao tentar não os magoar a eles.
Eu disse que não ia fazer qualquer tipo de escolha. Não vou escolher entre a pessoa que eu amo e os meus amigos - aí, podem ter a certeza que não há escolha possível, eu vou sempre, sempre escolher quem eu amo, seja contra quem for - e os meus amigos, sejam eles quem forem, não têm o direito de me pedir para fazer essa escolha.
E também me recuso a escolher entre uns amigos e outros - não tenho de escolher e não sou capaz de o fazer. No entanto, se alguém me obrigar a escolher, escolherei sempre quem nunca me pediu para fazer escolhas.

A questão é esta, e na minha cabeça é simples: eu tenho a minha vida. Obviamente que tenho de adaptar-me às pessoas que fazem parte da minha vida, mas elas também têm de se adaptar a mim, e se são minhas amigas e gostam de mim, têm de aceitar as minhas escolhas (ou a falta delas), por muito que lhes custe e por muito que não compreendam. Eu nunca tomo decisões irreflectidas ou impensadas e faço sempre aquilo que, obviamente, considero melhor para mim, e como tal, não gosto que me acusem de não saber o que ando a fazer ou de ser egoísta e não pensar nos outros, porque isso não é verdade.
Só quero que percebam que o facto de gostarem de mim, muito ou pouco, não vos dá, simplesmente, o direito de tentarem interferir na minha vida, mesmo que achem que estão a fazer aquilo que é melhor para mim. Aprecio e agradeço o facto de me considerarem importante, mas não aceito que utilizem isso como desculpa para fazerem tudo o que quiserem e estragar as outras relações que tenho, com as outras pessoas que fazem parte da minha vida.

( Espero não ter sido demasiado injusta e acreditem que não estou a ser mal-agradecida. Mas atingi o meu limite e não aguento mais. E se chegaram até aqui, depois deste texto enorme, obrigada pela paciência. E se isto vos tocou de alguma maneira, façam o favor de me vir dizer A MIM aquilo que pensam, porque EU sou a maior interessada. )

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Foi uma manhã terrível. Tive vários ataques de choro e momentos de raiva e desespero e só conseguia pensar no momento em que ia chegar a casa e ia ficar (finalmente) sozinha, em paz e sossego, para pensar muito bem no que vai acontecer (ou não) daqui para a frente. Já há muito, muito tempo que um amigo meu não me deixava tão em baixo, e não me fazia sentir tão mal comigo mesma.
Esperava uma tarde descansada, no silêncio desesperante dos meus pensamentos. Não a tive - felizmente!
Tive, isso sim, a melhor meia hora das últimas duas semanas. Aindei a resistir, a resistir, a lutar contra mim mesma e aquilo que desejo, a lutar contra o mundo, a tentar fazer aquilo que toda a gente considera "certo", aquilo que eu mesma tenho consciência de ser a coisa mais certa.

Mas sabem que mais? Por incrível que pareça, aquilo que aconteceu hoje de manhã só me fez ficar mais próxima dos meus sentimentos. Só me fez querer ter um abraço (aquele abraço, há que admitir) daqueles mesmo fortes, daqueles em que me sinto protegida e longe do mundo. Não sei bem por que milagre do destino, mas tive-o! Deixei de resistir, deixei de lutar e deixei-me ir. Deixei-me levar - e agora é aquele momento em que podem todos vir dizer-me que sou burra, já sei, obrigada! - e tenho plena consciência de tudo aquilo que fiz.
Mais que isso, não só tenho consciência, como sei que foi a melhor coisa que me poderia ter acontecido hoje. Não nego, e nunca neguei, que isto é aquilo que eu quero, aquilo que eu sempre quis, e nada nem ninguém foi capaz de mudar isso até hoje - se calhar porque eu sei que não devo fazer isto, mas continuo a querer, muito, continuar a fazê-lo.
Sou uma firme defensora de que "por vezes, está certo fazer a coisa errada". E a minha vida ainda é minha, eu faço o que bem me apetece! E sim, os meus amigos podem querer o meu bem e por vezes têm o direito de interferir, mas não podem, não podem obrigar-me a fazer escolhas, não quando me pedem para escolher entre elas e aquilo que mais amo no mundo!

Por isso, é o seguinte: fiz o que fiz. Está feito. Sem arrependimentos, sem qualquer arrependimento. Fiz o que fiz e foi com muita alegria, muita, muita, muita alegria mesmo!
E é isto. Quem está mal, que se mude. Porque eu hoje estou muito bem e nada vai mudar isso.

Obrigada meu amor, eu amo-te.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

-.-'

Hoje proponho-vos um exercício de imaginação. Escolham dois amigos vossos (do sexo oposto) - têm de ser amigos com quem vocês passam os vossos dias, que vos conheçam bem. O que interessa é que sejam amigos próximos, e que vocês "precisem" deles e lhes sintam a falta se eles não estão.
Agora imaginem que o que vocês sentem por cada um desses amigos é meramente amizade, por muito forte que ela seja. Imaginem que gostam mesmo muito deles, e que se dão igualmente bem com os dois. Imaginem que na maioria dos dias até não são capazes de dizer de quem gostam mais, porque ambos contribuem igualmente para o vosso bem-estar e a vossa felicidade, embora de formas diferentes. Imaginem que já não são capazes de imaginar os vossos dias se eles não estiverem lá presentes.
Estão a seguir-me? Então, agora acrescentem à imagem, hipoteticamente apenas, que esses dois amigos sentem mais do que amizade por vocês. E imaginem também que vocês não só não sentem o mesmo por nenhum deles, como estão totalmente apaixonados, e há muito tempo, por uma terceira pessoa - e que essa pessoa, claro, não está "nem aí" para vocês.
E agora imaginem que quando vocês estão mais próximos de um desses amigos, o outro amua, ou fica chateado, ou fica distante - e vos magoa muito ao fazer isso. Imaginem que sentem pressão dos dois lados, como se um puxasse um dos vossos braços numa direcção, e o outro puxasse o outro braço na direcção contrária - quando as vossas pernas e a vossa cabeça e o vosso coração e... todo o vosso corpo, na verdade, vos puxam para uma direcção totalmente contrária a qualquer uma dessas duas. Imaginem ainda que o vosso grupo de amigos está também dividido: uns empurram-vos para um deles, os outros empurram-vos para o outro, outros ainda acham que devem aproveitar os dois e outros preferem que vocês fiquem sem nenhum.
Imaginem que vocês estão a ser cada vez mais pressionados para escolher um dos dois, mas não conseguem, porque os adoram a ambos. E - motivo principal! - dado que não namoram nem com um, nem com outro, nem estão apaixonados por nenhum, sentem que nenhum deles tem o direito de vos pedir para fazer escolhas ou fazer-vos cenas de ciúmes (é o nome que lhes dou, à falta de melhor termo).

Imaginaram isto tudo, durante alguns momentos? Então imaginem como é passar todos os momentos das últimas duas semanas, assim - já para não falar do que vai acontecendo em paralelo, e que também não sou capaz de entender... Imaginem lá como é bom sentirem-se cada vez pior porque estão a magoar pessoas que gostam, e a ser magoadas por elas.
E agora digam-me, por favor, se estou a ser muito exagerada quando penso que vou acabar por perdê-los aos dois (ou aos três...) à conta destas confusões. E digam-me também quem vai ficar mal, no fim de tudo. Pois é. Sou eu.

No dia em que não tiver uma confusão qualquer para/por resolver, hei-de ser uma mulher feliz. Até lá, é a deprimência que se vê.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A questão que se põe agora já nem é saber o que eu quero - porque eu sei o que eu quero, sei tão bem...
A questão, aliás, questões que se põem agora são outras.
Será que devo? (não)
Será que posso? (talvez)
Será que não irei estragar o pouco equilíbrio que me resta? (sem dúvida)
Mas será que serei capaz de continuar a lutar contra a "tentação"? Contra mim mesma, no fundo?

Pois. Eu também duvido.
Seja como for...
No regrets.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Se eu disser assim:
Odeio mensagens sem resposta!
tu percebes a ideia?
Obrigada --'

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

( all in my head )

« Every night we fall into bed
But it's all in my head
Every night we fall in a heap
And you kiss me to sleep
And baby, all the sleepy things you say
Blow me away till the next day
When I find what we did and we said
Was all in my head
(...)
Scared of waking, lonely, aching
Just me and my hopeless heart »


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A verdade é que é, sem dúvida, cansativo viver "pendente" de um qualquer sinal de vida. É cansativo estar sempre na expectativa, sem saber ao certo, sequer, se há algo pelo qual esperar. É cansativo e degastante nunca saber com o que contar, apesar de por vezes ser também 'excitante', de certa forma - é mais um mistério a acrescentar aos outros tantos que já tenho por desvendar.
Mas hoje, não posso queixar-me muito. Apesar de não ter dado em nada, a mera possibilidade de ter acontecido alguma coisa deixou-me contente (por hoje, provavelmente apenas por hoje...) porque, uma vez mais, não estava mesmo à espera. E nem vale a pena negar que o meu coração se acelerou e blá blá blá, o habitual. Adoro sentir-me nervosa por motivos assim.

Já não estou a fazer muito sentido, porque já me perdi por entre aquilo que aconteceu há cerca de uma semana, aquilo que eu queria que acontecesse sempre e aquilo que poderia ter acontecido hoje e acabou por não acontecer (odeio chuva!). O que interessa agora, é dizer que a (a)normalidade do dia de hoje foi, felizmente, quebrada, por duas vezes, inesperadamente. Gostei, gostei muito.

Se ficar... é porque sou louca...
(talvez eu seja louca mesmo)

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sinto-me mesmo pequenina e vazia, hoje. Faz-me falta o calor dos teus abraços e a certeza de que ainda vou ser feliz, um dia destes.

( And you do what you do 'cause I'm not what you wanted. )

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( o factor SPAC )

Pode parecer estúpido, mas uma das razões pelas quais gosto tanto de ler, é que nos (bons) livros que leio, aprendo sempre mais alguma coisa, de cada vez que os leio e/ou releio. Hoje, no livro que estou a ler, encontrei uma crónica que me vejo obrigada a considerar uma verdadeira preciosidade.

« Em Portugal, a amizade entre pessoas de sexos opostos (ou sexualidades opostas) é sempre muito problemática, dada a chamada "cultura vigente". A "cultura vigente" é dominada pelo Factor SPAC, que influencia todas as relações entre homens e mulheres. O factor SPAC (que significa, em repreensível português, "Salto Para A Cueca") está sempre presente. É a mulher que repara que o seu grande amigo está disposto a discutir todos os problemas dela com a maior paciência e compreensão, mas que começa a arroxar e a esverdear, a puxar o lustro à cadeira com o rabo, sempre que ela lhe revela estar muito feliz com um novo amor. Ou (pior ainda) com um velho. Se o amigalhaço suporta a miséria mais camiliana com um sorriso, mas não aguenta a mínima menção de alegria, se ajuda muito nos dissabores e desamores mas empata ainda mais nos sabores e amores, levanta-se no espírito da mulher, legitimamente ou não, o factor SPAC. E ela interroga-se: "Se calhar este também me quer Saltar Para A Cueca?" E se calhar quer. Se isto é ou não um crime, é o que se vai ver. (...) A amizade entre homens e mulheres pode chamar-se isenta de factor SPAC quando se fala livremente, como os amigos falam, de terceiros amores. Se uma rapariga se sente à vontade para chegar ao pé de um rapaz e dizer "Ó pá! Sabes o que me aconteceu? Apaixonei-me! Não é porreiro?", e se o rapaz acha que sim, que é bastante porreiro, então pode dizer-se que o factor SPAC está de férias. (...) Como as mulheres são diferentes dos homens (por exemplo, os segundos sentem-se mais obrigados a tentar SPAC das primeiras do que as primeiras PAC dos segundos), é natural que essa diferença se faça sentir nas relações de amizade. (...) O trabalho de amizade de uma mulher nunca é levado a mal pelo homem (é levado por outras mulheres; mas essa é outra história). Em contrapartida, o trabalho do homem é sempre posto em causa. E muito bem posto, aliás. (...) Resumindo: para as mulheres, como amigas de homens, é "amizade, amizade, amores à parte", enquanto para os homens é mais "amizade, amizade, e uns amores à parte, se puder ser, se faz favor, senão também não faz mal". »

Ora, depois de lido, quem tem estado por dentro da minha vida e das suas confusões nos últimos dois dias, não concorda comigo quando eu digo que isto não podia ter surgido numa altura mais adequada?
Só me resta dizer: obrigada, Miguel Esteves Cardoso, por não me desiludires uma vez mais!

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( sempre minhas! )

Sabem o que é que eu adoro na minha melhor amiga? (Para além das suas óbvias qualidades, defeitos e manias), é o facto de que quando estamos juntas, o tempo deixa de existir.
As semanas que passámos em silêncio pareceram nunca ter acontecido e voltámos a ser exactamente o que éramos dantes - muito unidas, muito felizes, muito únicas, muito especiais. Voltámos a ter aquela "unidade" tão nossa, que se revela no facto de não precisarmos sempre de usar palavras para dizer o que sentimos, assim como nas frases que uma começa e a outra completa, em perfeita sincronia, e também nos abraços e nos beijinhos que não nos cansamos de dar e receber.
As semanas que se vão seguir, e que sabemos que serão de separação, e quem sabe de silêncio, também não constituem uma preocupação, porque nós sabemos que, aconteça o que acontecer, temos uma ligação que não se desfaz, depois destes três anos e meio - ninguém nos iguala, por mais gente que se cruze connosco e acabe por ficar nas nossas vidas! Mesmo que pareçamos apenas melhores amigas "no papel", é quando estamos juntas que provamos porque é que continuamos a ser melhores amigas.

Hoje o almoço não foi a duas, mas a quatro. Foi o momento mais divertido, "leve" e gratificante desta semana, até agora - e acredito que será o melhor da minha semana, porque é difícil igualar quatro amigas que não se vêem há meses, que decidem ir almoçar juntas e passam o almoço todo a rir e a brincar como se nunca se tivessem separado. É por isso que eu vos amo a todas, há muito, muito tempo :)

( Vanessa ♥ , Rafaela , Soraia : sempre minhas! )

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