sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

( home is where the heart is )

Uma das minhas expressões preferidas é « Home is where the heart is » - de facto, só me sinto em casa quando estou onde o meu coração mais deseja estar.
E esse lugar é contigo, meu amor, porque o meu coração está, e sempre esteve, mesmo aí ao teu lado, mesmo que não o vejas nem sintas, nem queiras ver ou sentir. Ele está sempre contigo e acompanha-te para onde quer que vás, procurando nunca te perder de vista, para que tu também não te percas (ainda mais) de mim.
Não sabes o quanto me dói saber que não me queres. Não sabes quantas lágrimas perco quase todas as noites, nem quantas horas de sono me tiras, nem o quanto o teu silêncio prolongado dá cabo de mim e deixa mais e mais fraca, todos os dias. Não sabes o quanto é dolorosa a manutenção de um coração magoado e desiludido, e não sabes o quão permanentes são as essas mágoas, tristezas e desilusões que me proporcionaste ao longo de todo este tempo. Não sabes... nem queres saber.
Mas eu não consigo evitar que o meu coração te escolha sempre, e acima de tudo, como a sua casa, o seu local preferido, o único local onde se consegue sentir aconchegado, o único local onde sente que encaixa perfeitamente, e onde poderia viver para todo o sempre. Não consigo evitar fazer de ti a minha pessoa preferida, a minha casa preferida, não consigo evitar oferecer-te a minha vida inteira, e a minha pessoa, ainda que não nos queiras.

Deve ser por isto tudo que me sinto sempre como uma sem-abrigo - porque não posso voltar à única casa que alguma vez quis que fosse minha.

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