segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Odeio que duvidem de mim.
Eu não escondo o que sinto - ou raramente o faço - nem tenho problemas em assumi-lo, por isso não, não estou a enganar ninguém e não, não estou a mentir quando digo que não estou interessada em x porque gosto de y. E quando eu digo que gosto muito de n, não estou a dizer que estou loucamente apaixonada por ele: é importante para mim e, de certo modo, faz-me feliz, mas não passa de amizade.
Para além deste caso já habitual, também odeio que não acreditem em mim quando eu digo que tenho consciência do que as pessoas fazem por mim, e do quanto elas gostam de mim. Não sou mal-agradecida. Eu aprecio os esforços e até os "sacrifícios" e aquilo que as pessoas fazem para "o meu bem"  - embora tenhamos habitualmente ideias diferentes daquilo que é o meu bem, mas essa é outra história. Eu aprecio e agradeço o que fazem por mim e revolta-me que não acreditem nisso, e que não acreditem que eu gosto muito dessas pessoas também. A verdade é que eu gosto, gosto muito até, só não sinto necessidade de andar a agradecer todos os dias, e a dizer todos os dias o quanto gosto das pessoas - e desilude-me ver que não acreditam em mim, mas não há nada que eu possa fazer quanto a isso e não pretendo gastar o meu tempo a tentar convencer quem não quer ser convencido.
Para acabar, agradeço muito (e não estou a ser irónica!) os conselhos que me dão, mas espero da vossa parte a aceitação de que apesar de gostar que me aconselhem, não sou obrigada a cumprir aquilo que vocês acham melhor. Já dizia a Joss Stone, you're entitled to your opinion but it's really my decision.

Chateia-me ainda mais não ter oportunidade de dizer isto na cara das pessoas porque elas não me confrontam com o seu mal-estar, mas tudo bem - está aqui escrito para quem quiser ler.

E este texto foi "brought to you" pela Ice Queen. Aquela-que-só-pensa-nela-mesma-e-não-quer-saber-dos-sentimentos-dos-outros, não é assim? Pois. Eu mesma.

Buona sera.

@

Sem comentários: