Neste momento, tenho a perfeita consciência de que desistir é a opção mais acertada para mim e, por uma vez, aquilo que é mais certo é (agora) também aquilo que é mais seguro.
Por isso, porque não desistir, pergunto-me? Supostamente, tendo em conta tudo o que (não) tem acontecido, desistir seria fácil e não precisaria de me esforçar muito, certo? Não, errado.
A verdade é que nunca aprendi a desistir quando quero realmente alguma coisa. Nunca o soube fazer e, mais que isso, nunca quis realmente fazê-lo - e continuo a não querer, mesmo sabendo que devia (mas também nunca fui conhecida por fazer o que é melhor para mim, ou fui?).
Por tudo isto, e mais alguns motivos, não me é nada fácil desistir. Mas ando a tentar. Só que, como nunca gostei do verdadeiro significado deste verbo, ando a tentar à minha maneira, e dou-lhe o meu próprio significado: desistir, para mim, não significa deixar de querer e amar, porque isso (ainda) é impossível, mas sim deixar simplesmente de tentar, de tomar iniciativas, de procurar, de esperar.
Não posso fazer mais do que isto - e isto, por si só, é muito complicado. Mas acredito firmemente (hoje mais do que nunca!) que vou ser capaz de seguir em frente, mais cedo ou mais tarde, ao meu ritmo, e sem forçar nada.
Resumindo e concluindo: estou muito mais livre e muito mais feliz. E estou a conseguir fazê-lo sem ter aquilo que (mais) quero.
Resumindo e concluindo: estou muito mais livre e muito mais feliz. E estou a conseguir fazê-lo sem ter aquilo que (mais) quero.
I didn't stop missing you, but I'm getting tired of it.
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