sábado, 2 de abril de 2011

Não admito que me digam que não sei o que sinto.
Eu? Eu, não sei o que sinto? Eu, que há três anos e meio me apaixonei e nunca me "desapaixonei" realmente, nem me voltei a apaixonar por ninguém. Eu, que só penso numa coisa, que tenho uma pessoa quase permanentemente dentro da cabeça, a todas as horas, minutos e segundos. Eu, que não sei nada senão o amor que sinto... agora sou acusada do contrário.
Acreditem-me: se há coisa que sei, bem demais até, é o que sinto. E, consequentemente, o que quero. E sim... também já sei que não vou voltar a ter o que (mais) quero. Já sei que não posso fazer nada de concreto quanto ao que sinto, já sei que toda a gente acha que é melhor assim, já sei isso, não sou parva nem inocente ao ponto de ainda acreditar realmente no contrário.
Mesmo assim, o que sinto não muda (e não, não sei porquê) e eu já não estou mal com isso. O tempo e o hábito fizeram-me aceitar. Fizeram-me conformar-me com a inevitabilidade de uma situação que, digam o que disserem, eu não posso mudar.
Não estou à espera que alguém (me) compreenda, mas espero sinceramente que aceitem, tal como eu aceitei, e que me deixem ultrapassar a situação ao meu ritmo. Não vou voltar a justificar-me pelas opções que faço relativamente a este assunto, porque não tenho que o fazer; a vida é minha, e se a estou a "desperdiçar", o problema também é meu. E eu assumo responsabilidade disso.

« You're entitled to your opinion, but it's really my decision
Let me be all that I can be, don't smother me with negativity
Whatever's out there waiting for me, I'm gonna take it willingly »

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Já me habituei às saudades - e outra coisa não seria possível. Elas são muito antigas e estão sempre presentes, em todas as horas, minutos e segundos.
São uma espécie de dor latente: mesmo que às vezes me consiga libertar um pouco delas, nunca as esqueço, nem por um momento. E como todas as dores latentes, elas estão sempre prontas para vir à superfície, que é onde doem mais.
É a isso que eu chamo os meus "ataques de saudades". São dores agudas, praticamente insuportáveis, que me destroem, bem como aos progressos e ao (pouco) equilíbrio que eu tenha conseguido até aí. São dores quase físicas, que me fazem ficar ultra-sensível e me levam a outros ataques, de choro, durante horas a fio, até adormecer de exaustão.
Hoje foi (mais) um desses dias em que tenho saudades de tudo e mais alguma coisa, e não sou capaz de não ficar presa no passado. Saudades dele, de tudo nele. Do sorriso, dos olhos, dos lábios, das mãos, dos braços, do peito, dos beijos, dos abraços, dos toques mais superficiais e dos mais íntimos, dos mais espontâneos e dos mais calculados, dos mais confiantes e dos mais inseguros. Tenho saudades das mensagens, do atrevimento, das conversas, dos risos, dos fins de tarde e de saltar o muro para ir ter com ele, das piadinhas e das pequenas maldades, das provocações, do gozo, dos nervos que me deixavam toda a tremer (mas sabia tão bem!)... tenho saudades de tudo, mesmo tudo, e esse tudo é mais do que alguma vez poderia (d)escrever.
Só posso lembrar-me... e morrer um pouco mais de cada vez que o faço...

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quinta-feira, 31 de março de 2011

Passei o dia a pensar que há três anos fui imensamente feliz, contigo. Fui assistir ao teu treino de vólei e estive bastante tempo contigo. Tivemos uma conversa longa e foste mesmo querido, como tão bem sabias ser (quando querias). E mais uma vez se revela que os melhores momentos foram passados contigo. E que tenho imeeensas saudades de estar contigo. E que preciso de resolver isto de uma maneira qualquer.

( still loving you )

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Já estou cansada o suficiente, sem precisar da "ajuda" de ninguém.
Não preciso que me digam as coisas "como elas são" - eu sei como elas são. Eu sei ver as coisas racionalmente... mas isso não me faz deixar de sentir o que sinto, por estranho que possa parecer.
Há mais de três anos e meio que isto dura e durante todo esse tempo houve sempre, sempre alguém que esteve mal com isto, por uma razão ou por outra. Houve sempre alguém que me quis fazer desistir, que me quis demover, que me disse que não valia a pena, que ele não me merecia, que eu também não merecia sofrer, que estava a desperdiçar a minha vida e o meu tempo precioso, que era dar tudo para nada, e mais umas dezenas de coisas deste género. E eu nunca liguei, não é verdade? E não me arrependo minimamente disso; posso ter sofrido muito, mas também fui imensamente feliz, o que nunca teria acontecido se não tivesse persistido em lutar por aquilo que mais queria (e ainda quero...).
Mas por muito que já esteja habituada a este tipo de opiniões, e ainda mais às críticas, tudo o que é demais é erro e eu já estou mais que farta. Eu tenho consciência que a maioria das intenções é boa, que se preocupam e querem ajudar-me - e agradeço, obviamente. E também tenho consciência que, muitas vezes, têm razão naquilo que me dizem. Mas eu não quero saber, sinceramente. Estou farta de ouvir as mesmas coisas vezes e vezes sem conta; para além do mais, não pedi nem quero qualquer tipo de ajuda.
Não há nada que eu possa fazer para resolver isto, não há nada que possam fazer por mim, por muito que queiram. Simplesmente não há! Aceitem isso, por favor. Eu cá me arranjo.

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terça-feira, 29 de março de 2011

Pelos vistos, agora a noção de "maturidade" mudou. Consiste em ser-se tão adulto, tão adulto, que em vez de se dizer de uma vez por todas o que passa e ser frontal e honesto... é preferível deixar de (me) falar sem mais nem menos, ignorar simplesmente, evitar alguém que supostamente era uma das pessoas mais importantes e significativas. É preferível passar os dias sem se dignar a olhar para mim ou a explicar-me "once and for all" o que é que motivou este novo de relações (que eu já devia esperar, verdade seja dita, tendo em conta o passado...).
Por um lado, apetece-me muito tomar a iniciativa e mandar uma mensagem simples e directa, ou até mesmo falar pessoalmente, para deixar tudo bem claro. Porque para mim, não é assim que as coisas se resolvem - antes pelo contrário - e para mim, isto é ser criança e não adulto. Mas por outro lado, apetece-me manter-me bem quietinha no meu canto e deixar tudo como está - não tenho paciência nem vontade de discutir ou de dar justificações acerca de coisas que são minhas, e de mais ninguém (porque é sempre isso que acaba por acontecer quando tento solucionar as coisas com a pessoa em questão).
A minha questão é só uma: é ou não para cortar relações? Se não for, melhor. Mas se for mesmo... tudo bem. Já passei por aquela fase em que ficava realmente magoada com isto. Já foram tantas discussões e amuos estúpidos, tantas acusações infundadas e injustiças que não deveria ter ouvido, desde o fim de Novembro até aqui! Foram demasiadas desilusões e confusões, e sem eu dar por ela, houve um momento qualquer, ao longo deste mês que passou, em que me cansei. Simplesmente isso: cansei-me. Chega! Não vou voltar a ir abaixo por quem não merece, pelo menos não numa situação destas.
Dizem-me muitas vezes que "é suposto os amigos serem um suporte e não um peso". Pois bem, quase desde o início desta amizade que tem havido sempre um peso adicional, qualquer que ele tenha sido. E eu já tenho problemas suficientes para ainda ter de suportar os problemas dos outros. (Já) não consigo, e mais que isso, já não quero!
O que eu quero é muito simples: quero saber. Não estou totalmente desinteressada, como é óbvio, porque afinal de contas era uma amizade, e uma que eu prezava. Mas não vou mudar o que sou nem o que quero nem o que faço e gosto de fazer, por alguém que não me aceita assim. Por isso, neste momento já só quero saber como ficamos. Se ficamos. Odeio coisas pendentes e garanto que esta não vai ser uma delas por muito mais tempo - lamento muito, mas é hora de ultrapassar o medo de confrontações e pôr as cartas na mesa, porque eu mereço isso. E se tiver de se pôr um ponto final em tudo isto, que seja.
Ando a aprender a aceitar finais. E a este, mais se seguirão. Tenho dito.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Pensar que só tenho, ao todo, mais quatro dias de aulas (que englobam um teste que eu sei que vai correr mal) e uma semana livre na escola, que não só se chama "Semana Na Maior", como vai ser passada realmente na maior, é o que me dá ânimo e me faz não desesperar.
Este período começou há quase três meses e tudo tem sido uma enorme desilusão. Nada correu como esperava. Não me consigo lembrar de um único dia em que tenha sido realmente feliz. Nem um único. Provavelmente fiz algumas escolhas erradas, direi até que foram mesmo muito erradas e sem volta a dar. Provavelmente deixei que as pessoas mais erradas, ou as menos certas (porque não é a mesma coisa!) se aproximassem de mim, e estraguei três meses, que poderiam ter sido muito melhor vividos e aproveitados.
Resumindo e concluindo: preciso (muitooo) de férias. E quando digo férias, não me refiro apenas à pausa nas aulas e à quebra temporária da rotina. Refiro-me a verdadeiras férias: sair desta cidade, libertar-me do que me impede de estar bem, pôr de parte o telemóvel e a internet e tudo o que me liga ao quotidiano e aproveitar, simplesmente, o tempo, para me dedicar a mim mesma (felizmente, ao que tudo indica, vou poder fazê-lo).
Mas antes de ir de férias, tenho uns dias beeem longos à minha frente, em que vou ter de fazer mais um esforço para estudar e decorar um monte de coisas que não me interessa, e mais um esforço para aguentar uma outra situação que não me agrada mesmo nada. Veremos... veremos.

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( datas, datas... )

É quando me ponho a pensar em datas que esta situação se torna mais assustadora.
Quando penso que a noite de 6 de Julho de 2007 mudou a minha vida, totalmente, inesperadamente e sem retorno possível.
Quando penso que na noite de 18 de Agosto de 2007 fiz algo que até hoje não sei explicar mas que, quase posso garantir, nos dias de hoje já não faria. Algo nada próprio do que era, e do que sou, um verdadeiro "risco". Algo que, uma vez deixado por fazer, nunca me teria trazido até onde estou hoje.
Quando penso que no dia 24 de Agosto de 2007 tive a "epifania" mais certa de sempre... e nem sei como.
Quando penso que no dia 31 de Agosto de 2007 tomei mais uma decisão nada própria de mim.
Mas o mais assustador é pensar que só tinha 13 anos quando me apaixonei. E que agora tenho 17, quase 18, e que, mesmo que já várias outras pessoas tenham tido uma "importância especial" para mim, mais ninguém teve a importância que ele teve. E mais ninguém tém a importância que ele (man)tem.
Ou pensar que há mais de três anos e meio, ou quarenta e três meses, ou (mais concretamente) há mil trezentos e vinte e dois dias que ele está sempre presente na minha mente, no meu coração, em tudo o que sou e faço e sinto e penso e digo. É quase impossível não pensar nele e não o relacionar com o tudo o que vivo diariamente, por mais insignificante que seja, a todas as horas e quase a todos os minutos. Sem exageros.
Acho que é, agora, possível compreender porque é que a palavra "sempre" tem tanto significado para mim. Porque esta é a minha realidade há tanto tempo, que me parece ser quase desde sempre. E porque não consigo deixar de me perguntar se não irá ser para sempre assim.

« You call it madness, but I call it love. »

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Fiz uma coisa que já não fazia há meses - arriscarei mesm dizer, há mais de um ano: reli um dos meus cadernos, o mais antigo deles todos. Mais especificamente, reli aquilo que escrevi em Julho e Agosto de 2007... que foi, afinal de contas, quando tudo isto começou.
Devi a tanto tempo sem pegar no caderno, já não me lembrava de (d)escrever tudo com tantos pormenores. Mas adorei. Adorei lembrar-me de como eu era, um mês antes de fazer catorze anos. Adorei ler aquilo e lembrar-me de como tudo aconteceu.
No entanto, a minha meória já tinha deturpado, ou até mesmo esquecido, algumas pequenas coisas. Para mim, nunca tinha havido qualquer confusão entre ninguém, tinha sido sempre ele e só ele e mais ninguém, desde aquele Verão, sempre e até hoje. Na verdade, não aconteceu bem assim - naquele Verão houve outra pessoa e eu andei confusa entre os dois, durante um curto período de tempo. E já não me lembrava disso, porque já há anos que não há qualquer confusão, e para mim não há ninguém melhor ou superior, ninguém mais adequado ou mais interessante... enfim, não há mais ninguém, e pronto.
Mas foi bom recordar e tentar lembrar-me de quando o meu mundo era completamente diferente daquilo que é hoje, girava apenas em torno de mim, e nada era assim.
Ricos catorze anos... que saudades que eu (não) tenho.

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sábado, 26 de março de 2011

e porque por vezes não consigo encontrar as palavras certas ...



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Às vezes acho que o problema está em mim, porque vejo o mundo de forma diferente das outras pessoas.
Eles olhan-no e vêem-no como ele é, eu olho e vejo várias cores e tento pintar tudo de cor de rosa, porque sem amor e emoções fortes não vejo nele grande interesse.
Para mim, muito poucas coisas são "preto no branco". Há verdades inquestionáveis, há valores essenciais, há crenças inabaláveis... no entanto, poucas coisas são pretas e poucas são brancas: quase tudo é cinzento. Ou então uma mistura indefinida de várias cores confusas.
E se por um lado isto é negativo, porque não em dá segurança nem estabilidade, por outro é positivo, porque eu odeio pessoas que não conseguem pensar "our of the box" e que só vêem aquilo que lhes põem mesmo à frente dos olhos, como se tivessem "palas" que os impedissem de olhar à volta e aproveitar tudo aquilo que está mesmo à sua disposição, para ser visto e apreciado. Ou pessoas que não são capazes de admitir que a sua maneira de pensar nem sempre é a mais certa. Ou que não são capazes de reconhecer que as suas verdades não são absolutas, que é preciso "alargarem os horizontes", de vez em quando.
Apesar de considerar que neste aspecto não falho (muito), porque vou sendo tolerante e vou estando disposta a abrir-me à diferença, começo a pensar se o erro não será meu, por tentar manter-me sempre diferente, por me recusar a tirar os meus óculos de lentes cor de rosa. Isto porque, de uma maneira ou de outro, no final é sempre tudo negro para mim. E negro é sinónimo de vazio e desilusão.

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Já não consigo acreditar nos "poderes curativos" do tempo.
E porquê? Simplesmente porque me parece que lhes sou imune. Resultam com toda a gente... mas comigo não.
A opinião geral é que, com o passar dos dias, as coisas começam a ficar mais distantes e os sentimentos desvanecem-se. Quantas vezes já não ouvi isso? No entanto, comigo, as coisas não estão distantes, porque parecem ter acontecido ainda ontem; o sentimento não se desvanece, por vezes até parece mais forte do que nunca.
Sim, há que dizer que a dor já não é sempre insuportável, o hábito fez dela mais latente. Mas está sempre presente e continua a haver momentos em que volta a ser lancinante e a destruir-me, a estragar mais uma vez todo o (pouco) progresso que conseguira até aí.
E se a solução não é apenas o tempo, o que é mais? A distância, conjugada com o tempo? Bom... a verdade é que não sei. Já não é (tão) frequente vê-lo (duas vezes por semana, apenas, apesar da pouca distância que nos separa...) e falar com ele é, presentemete, mais raro do que nunca; mesmo assim, continuo a querer e a amar e não estar com ele nem o ver só me faz ansiar por mais e mais e mais e mais.
Já para não mencionar as saudades, que também são mais e mais e mais e mais e que eu não consigo fazer desaparecer. Nem desligar. Nem esquecer. Nem ignorar.
E agora? E agora... vá-se lá saber.

« You gave me nothing, now it's all I got. »

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quarta-feira, 23 de março de 2011

é a minha realidade diária.
e o espanto na cara das pessoas quando eu dou esta resposta é sempre, sempre igual.
ninguém compreende. já nem eu própria.
mas é a mais pura das verdades...

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há três anos... há três anos tivemos uma manhã linda...
porque é que já nem podemos falar, como duas pessoas civilizadas e sensatas?
o que é que custa "perder" um bocadinho de tempo a ouvir-me? sou assim tão insignificante?

stupid question. claro que sou. claro que sempre fui.

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Se ontem o dia bonito funcionou como um catalisador do meu bom humor, hoje e ontem verificou-se quase o contrário: não me deixou propriamente de mau humor, mas sim triste e melancólica.
Porque há mais ou menos um ano, também na época em que começou a chegar o bom tempo, começou o nosso "novo início".
Este ano, no entanto, não há calor nem céu nem sol que me valha; não sei se ainda há resolução possível, mas se a há, sozinha não chego lá.
Este ano, o bom tempo e o cheirinho a Primavera só me trazem recordações e mais recordações do ano passado, dos fins de tarde passados a redescobrir a pessoa que sempre me importou acima de todas as outras, das noites passadas a trocar mensagens, a escrever e a pensar em como, por uma vez na vida, estava a começar a ter tudo aquilo que queria... que precisava.
E então, este ano? Como vou sobreviver às ondas de memórias de uma Primavera e de um Verão repletos de momentos óptimos? Momentos que, por mais distantes que possam estar, parecem ter acontecido ainda ontem? Como vou sobreviver mais meses incontáveis sem o ver ou falar com ele, e deixando passar mais e mais e mais tempo sobre o que aconteceu, até que tudo se desconstrua e deixe de fazer sentido, até que já não possa dizer, de todo, aquilo que ainda preciso de dizer?
Não vejo qualquer possibilidade de acção ou solução e isso assusta-me muito, muito mesmo. Para cúmulo... as previsões para amanhã indicam chuva...

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Sempre acreditei muito em príncipes encantados. Em princesas apaixonadas. Em finais felizes. E em "felizes para sempre".
Depois de tudo aquilo por que passei, provavelmente deveria ter-me tornado muito "céptica", certo? Devia ter deixado de acreditar em contos de fadas e histórias de encantar... mas não deixei.
Apesar de tudo, "sempre" continua a ser uma das palavras mais bonitas e com as quais mais me identifico. (E mesmo que não acredites em mim, eu continuo a dizer que nós, meu amor... nós somos para sempre. Ainda que só dentro de mim.)
E os finais felizes, e os príncipes encantados? Oh, eles existem. Pode até nem ser agora, mas o que é certo é que mais tarde ou mais cedo, vai aparecer um príncipe, um verdadeiro... um que esteja realmente interessado em sê-lo e que seja perfeito para o lugar. Com o príncipe encantado, vai chegar o final feliz... ou então nenhum final, que ainda é a maior felicidade.
Quanto ao resto, princesa, não sei, mas apaixonada, estou. Sou! E hei-de continuar a ser, e a estar... sempre.
Cresci a ouvir histórias bonitas em que todos encontram o seu par perfeito e, por muitos problemas que têm, resolvem tudo e vivem o seu "happy ever after". Sempre me apoiei nessas histórias para moldar o que sou, o que faço e aquilo em que acredito, e para definir o que quero... apesar de todas as (des)ilusões, vou continuar a acreditar firmemente em tudo isto. Sempre.

« When I was a little girl I used to read fairy tales. In fairy tales you meet Prince Charming and he's everything you ever wanted. In fairy tales the bad guy is very easy to spot. The bad guy is always wearing a black cape so you always know who he is. Then you grow up and you realize that Prince Charming is not as easy to find as you thought. You realize the bad guy is not wearing a black cape and he's not easy to spot; he's really funny, and he makes you laugh, and he has perfect hair. »

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« You better know that in the end, it's better to say too much, than never say what you need to say. »

se ao menos me deixasses, meu amor.

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terça-feira, 22 de março de 2011

« You don't know real loss, 'cause it only occurs when you've loved something more than you love yourself. »

é verdade, sim.
tu não conheces a verdadeira perda.
e eu conheço-a bem demais.

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Apesar de tudo, nos dia em que está sol, calor e aquele cheiro característico no ar - que não sei definir mas que adoro -, por muito mal que as coisas corram, são sempre mais bonitas do que nos dias frios e escuros que têm estado ultimamente.
Ou então fui eu que comecei a dar ouvidos aos conselhos que me têm sido dados dias a fio e comecei a apreciar melhor as coisas, sem me preocupar tanto com tudo. Hoje estive muito "zen", é verdade, e por uma vez foi óptimo estar assim.
No entanto, amanhã vou ter de enfrentar parte do que ando a evitar - e logo se verá se o sol se mantém assim tão aconchegante...

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domingo, 20 de março de 2011

Nunca fui muito boa a resistir a tentações, é verdade.
No entanto, há cerca de cinco meses que tinha conseguido vencer um dos meus maiores vícios: roer as unhas. E estava bem orgulhosa por isso, dado que era a primeira vez desde que me lembro que o tinha conseguido fazer.
Até esta noite.
Porque há demasiadas coisas a incomodar-me há demasiado tempo, e alguma coisa teve de sofrer com isso.

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Se há coisa que eu odeio em mim, é ser ciumenta. Sou ciumenta, admito. Muito ciumenta, sim. Extremamente ciumenta, até.
Mas como detesto ser assim, esforço-me ao máximo por esconder e nunca faço cenas de ciúmes, a menos que tenha razões verdadeiramente importantes para tal. Contenho-me, faço os meus filmes, fico furiosa, fico magoada, fico completamente parva às vezes... mas escondo. Porque detesto quando me fazem as cenas a mim, e porque de um modo geralmente odeio fazer cenas e chatear-me, seja lá pelo que for.
Também tenho uma certa tendência para o exagero. O que já é complicado por si só, eu consigo complicar ainda mais. O que é confuso, eu sei como confundir ainda mais. E no que até pode nem ser nada, eu consigo ver sempre alguma coisa. Mas só o faço quando me dão motivos para tal, quando eu não confio totalmente. Se confiar, aí os ciúmes, embora não desaparecendo, decaem para níveis mais "saudáveis".
No entanto, odeio quando utilizam esta minha "mania" de exagerar para justificar os meus ciúmes. Eu posso exagerar porque sou insegura, mas é muitíssimo raro deixar de ser racional naquilo que digo, e quando "acuso" alguém de alguma coisa, é ainda mais raro ser sem razão. Não é o facto de exagerar algumas coisas que me leva a deixar de ver a verdade quando ela está à frente dos meus olhos.
Para além de que tenho um "sexto sentido" excepcional para avaliar sentimentos; às vezes até pressinto o que as pessoas sentem antes de elas próprias se aperceberem disso. Por isso não me venham com tretas a dizer que ando a ver coisas onde elas não existem.
Posso ser exagerada (por vezes!), posso ser ciumenta, posso ser insegura, posso ser parva, posso ser tudo aquilo que quiserem, mas não sou burra e o meu cérebro, felizmente, pensa! E pensa bem.
Por isso façam favor de fazer o mesmo, e pensem duas vezes antes de me tentar mentir. Porque eu apanho sempre tudo... mais cedo ou mais tarde.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Não sei mesmo o que pensar. Foi bom ouvir a tua voz. Foi bom olhar para os teus olhos. Foi bom sentir-te mais perto, nem que fosse só por uns segundos... mas eu quero mais. Eu preciso de mais. Eu preciso de poder falar contigo, falar mesmo, e dizer-te tudo aquilo que está preso cá dentro. Eu preciso de te explicar tudo aquilo que penso que ficou mal entendido, preciso de ouvir também algumas explicações, ter algumas respostas, saber o que me espera daqui para a frente... enfim, qualquer coisa é melhor do que este silêncio que me desespera.
Vamos ver. Eu continuo a acreditar nisto.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

« I've made up my mind, no need to think it over
If I'm wrong or I'm right, no need to look no further
This ain't lust, this is love but
If I tell the world, I'll never say enough
'Cause it was not said to you
And that's exactly what I need to do
If I'm in love with you
Should I give up, or should I just keep chasing pavements,
Even if it leads nowhere? »

é mesmo, mesmo isto.

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suponho que mais uma vez terei de recorrer à minha reserva de coragem - que já não é muita... - e tentar, mais uma vez, resolver o que está por resolver. já não tenho nada a perder, não é verdade?
então, tentar mais uma vez não há-de ser pior do que torturar-me com a espera.

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terça-feira, 15 de março de 2011

( slow dancing in a burning room )

Preencho os meus dias a escrever(-te), enquanto não puder falar(-te).
Mas o que há para escrever, que possa ser escrito? Tudo aquilo que eu tenho para dizer, tem mesmo de ser dito, porque escrito perde o seu significado.
Posso dizer (mais uma vez) que, por mais que odeie comparações, não sou capaz de não as fazer. Não há ninguém que se te compare, meu amor... continuo a preferir os teus beijos, os teus abraços, as tuas mãos, os teus braços, o teu sorriso... qualquer coisa tua é melhor do que qualquer outra coisa. Continuo a preferir as tuas poucas palavras a quaisquer outras que me possam ser ditas.
E é por isto que não me consigo apaixonar por mais ninguém: mesmo que quisesse ou tentasse, não há ninguém, para além de ti, que tenha aquilo que eu procuro. Não há ninguém que me consiga prender como tu; não é algo meramente físico, não é algo meramente psicológico... é uma mistura desses dois lados e de algo mais, que só tu tens. E mesmo que as outras pessoas tenham o físico, ou tenham a personalidade, falta-lhes esse "algo mais", que nem eu sei dizer o que é, mas que eles não têm. E por não o terem, não me podem ter a mim.
Mais uma vez a ironia do destino - "quem me quer eu não quero, quem eu quero não me quer" -, mais uma vez fico presa a algo do qual já me deveria ter libertado. Ou não.
Porque há algo que não posso negar, algo que fica provado todos os dias - em parte, se ainda não "segui em frente", é muito simplesmente porque... não quero. Ainda não quero. Porque (estupidamente ou não) ainda não sinto que tenhamos chegado ao fim. AInda não sinto propriamente uma necessidade de "closure", porque acho que ainda há muita coisa que ficou pendente; enquanto isso não se resolver, não quero, nem vou conseguir, seguir em frente. E, por outro lado, aquilo que sinto por ti continua a ser a coisa mais verdadeira, intensa e (para mim) certa que alguma vez senti. Continua a ser a minha maior certeza. E, por estranho que pareça, dá-me segurança; faz-me sentir "aconchegada", dá-me força e coragem para lutar pelo que quero, faz-me acreditar que há certas coisas que não acabam, mesmo nunca (pelo menos para mim).
Às vezes perguntam-me - eu própria me pergunto! - porque é que gosto de ti; sobretudo, porque é que ainda gosto tanto, tanto de ti, depois de tudo, apesar de tudo. E eu nunca sei dar uma resposta concreta. Dizer, simplesmente, que gosto de ti porque és querido, e divertido, e porque me desafias, e porque me "excitas" e porque nunca me dás aquilo que eu quero "de mão beijada", e porque és inteligente, e porque és interessante, e porque consegues fazer conversa e fazer com que ela seja sempre interessante, e porque tens o sorriso mais bonito deste mundo... nada disso explica, nada disso é suficiente para justificar o quanto eu gosto de ti. Gosto de ti por isso, mas gosto de ti por muito mais. Gosto de ti... porque sim. E (já o disse muitas vezes) gosto de não saber porque é que gosto tanto de ti, assim, há tanto tempo. A meu ver, significa que gosto tanto, tanto, que não há palavras para descrever o quanto.
Mais uma vez, foi (é!) libertador escrever tudo isto, escrevê-lo uma vez mais. Como sempre, retira-me algum do peso que tudo isto representa para mim. E como sempre, escrevo para ti, por mim, porque ninguém mais tem interesse nisto senão eu.

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( you're gonna miss me when I'm gone )

Já disse muitas vezes que ia ser o meu "último esforço" e que não voltava a tentar. Não cumpro... porque, de uma maneira ou de outra, acabam por conseguir derreter este meu coração de manteiga, ou eu própria cedo ao impulso de proteger os outros e aquilo que tenho com eles; cedo ao meu medo de perder pessoas, e como tal faço o que puder para o evitar.
Desta vez, juro por tudo que vai ser diferente. Depois do que ouvi esta manhã - mais uma vez, injusto! - há coisas que se perderam e já não se vão recuperar, há gestos e esforços que deixaram de ser merecidos e que, portanto, deixarei de fazer.
A verdade é que tenho muito em que pensar, muito a decidir, muito a conciliar. Tenho demasiadas confusões a impedir-me de estar em paz e equilíbrio, e já não estou disposta a sofrer por quem não merece... por quem nunca mereceu.
"Pra mim chega", não foi assim há umas semanas atrás? Então, para mim também já chega. Não vou tolerar mais abusos, sejam de que tipo for. Quando se ama, há coisas que não se fazem nem se dizem, e o que me tem sido demonstrado pode ser muita coisa, pode ser tudo, mas não é amor - e como tal, fico muito agradecida por eu própria não sentir nada para além de carinho, por não estar sequer em risco de oferecer o meu coração.
Hoje, foi mesmo o meu último esforço, a última vez que tentei sequer falar. A fábrica de bondade e paciência fechou para obras. A partir de agora, se é indiferença que queres, é indiferença que tens.

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Se há coisa que me enerva, é a banalização das palavras que me é dada observar, todos os dias, em vários contextos.
Lido com palavras diariamente, porque preencho os meus dias com a escrita. Poucas coisas me assustam mais do que perder a capacidade (e a vontade) de escrever, poucas coisas têm mais importância do que isso, tendo em conta até o futuro que sonho ter.
E por dar tal importância às palavras, irrita-me sobremaneira quando vejo este uso que lhes é dado ultimamente.
Porque é que não pensam um pouco, antes de usar palavras de valor tão elevado como "amo-te"? Porque é que dizem "amo-te" tão levianamente, como se amar não significasse oferecer o coração, a alma, o corpo, o mundo. Como se amar não fosse o verbo mais difícil de conjugar.
Odeio que banalizem coisas tão importantes quanto esta, porque me começam a fazer deixar de acreditar no valor das palavras. E uma vez que elas são a minha maior companhia e a minha maior ajuda, o meu refúgio e o meu aconchego, acho muito, muito injusto que me digam "amo-te" e depois ajam de forma totalmente discordante disso.
Começo a deixar de acreditar no que me dizem, começo a deixar de confiar nos outros. Confio em mim e naquilo que digo.
Porque se digo e escrevo "amo-te", é porque amo mesmo. Ainda e sempre.

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segunda-feira, 14 de março de 2011

« Sei que sei, não sei como sei, não faças perguntas a que não posso responder (...) »

« (...) morando o riso tão perto da lágrima, o desafogo tão cerca da ânsia, o alívio tão vizinho do susto (...) »

« (...) mas este é um falar dos dentes para fora, que o coração não dá mostras de ter entendido o que se ouviu, e se o coração não entendeu, não chega a ser mentira o falar da boca, mas sim ausência »

é por isto que gosto tanto de ler. até nos livros mais inesperados e aborrecidos, sou capaz de encontrar respostas. Memorial do Convento, José Saramago.

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Lembro-me perfeitamente de quando comecei a escrever "mais a sério", já há mais de quatro anos. Lembro-me dos textos que escrevia, ainda tão superficiais, e do quanto procurava temas para escrever, porque nem sempre era fácil arranjar inspiração, apesar de lidar com palavras desde sempre. E lembro-me, por fim, de quando comecei a escrever com regularidade (ou seja, diariamente) e, sobretudo, com verdadeira vontade: quando comecei a gostar de ti. Claro está.
Desde sempre, é-me imensamente mais fácil escrever sobre, e para ti, do que sobre qualquer outro assunto ou para qualquer outra pessoa. Talvez porque sempre foi o sentimento que sobressaiu de entre todos, talvez porque sempre foste a pessoa mais importante, talvez porque, simplesmente, sempre tive mais para dizer, pensar e sobretudo sentir, acerca de ti, do que acerca de qualquer outra pessoa.
E também desde sempre, a minha maneira de me aproximar de ti, quando estás longe ou quando não estás, de todo, sempre foi escrever. Sempre escrevi para organizar o que penso e até o que sinto. Para te dizer, de certa forma, tudo aquilo que de outra maneira não consigo, ou não tenho oportunidade de dizer. Sempre escrevi para te trazer mais para perto, e mesmo que não me leias, só por te escrever já me sinto mais próxima de ti, como se de algum modo pudesses sentir as minhas palavras.
Ultimamente, no entanto, têm sido demasiados devaneios. Nunca consigo dizer exactamente o que quero, porque é tanta coisa acumulada, que as ideias acabam por se prender em outras novas e nunca acabo o primeiro pensamento. E este parece-me agora ser um modo um tanto ou quanto insuficiente para me expressar. Mas é tudo o que tenho (por agora), e é tudo o que posso continuar a fazer. E, portanto, tudo o que farei... por agora.

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Não consigo discernir o que sentes (nunca consegui...), não sei se me odeias, se não gostas de mim, se te sou completamente indiferente ou se ainda guardas algum carinho por mim e por aquilo que vivemos - ainda que não o mostres.
E não sei, sinceramente, o que é pior: se a indiferença, se o ódio. Não sei se prefiro que me odeies ou que não sintas nada de nada. Porque ambos são perspectivas horríveis.
Quanto a mim, sei perfeitamente, e agora mais do que nunca, aquilo que sinto por ti. E é só amor e saudades - muito... muitas. Porque se há pouco menos de dois meses sentia imensa raiva e só queria "vingança", agora fico contente por não me ter deixado levar por isso. Agora já só consigo querer voltar atrás e reparar aquilo que ainda puder ser recuperado. Apesar da mágoa, das desilusões, das mentiras, de tudo aquilo que (não) aconteceu... não consigo não te amar. Não consigo não te querer.
E uma das razões pelas quais precisava tanto de falar contigo, era mesmo para saber, tanto quanto me for possível, qual é a tua posição em relação a mim. E em relação a nós - porque mesmo que eu já saiba, é sempre importante ouvir, para me convencer finalmente da realidade, para pôr os pés na terra e deixar de sonhar tão alto.
Não sei quanto tempo mais vou aguentar neste compasso de desespero, impotente, sem saber o que fazer para resolver o que parece não ter solução. Não sei até que ponto suportarei não insistir, não ir atrás, não tentar mais. Sobretudo quando considero que já não tenho nada a perder.
De dia para dia, torna-se mais difícil resistir à tentação. À tentação que sempre representaste... a única que nunca soube como deixar de desejar.

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Parabéns meu amor.
Continuas a ser das pessoas mais importantes da minha, e mal posso esperar pelo nosso almoço, para pôr a conversa e as novidades em dia, e sentir-te próxima outra vez.
Amo.te :)

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Já não consigo ver o que está mal aqui. Porque há tanta coisa que está mal, que eu já não consigo definir, ao certo, o quê.
Eu acho que preciso de mudar certas coisas e tento fazê-lo; nunca é suficiente. Pedem-me sempre mais, sempre mais, e eu não posso dar mais quando não tenho mais nada para dar - o desgaste emocional já é demasiado.
Não é falta de interesse; mais depressa será falta de tempo. Dificuldade em conciliar os interesses das pessoas e as suas expectativas em relação a mim, com os meus próprios interesses e expectativas em relação aos outros. Não á falta de afecto; antes pelo contrário, são demasiados afectos por várias pessoas e dificuldades (diria mais impossibilidade...) em tornar tudo claro para toda a gente.
Quero acreditar que o problema não é meu ou, pelo menos, não é só meu. Quero acreditar que também há culpas da outra parte, porque eu não posso ser uma desilusão tão grande quanto isso. Não posso, não sou nem quero sê-lo... mas já estou cansada de me sentir "lixo" e de deixar que me rebaixem continuamente, sem querer defender-me para não fazer o mesmo que eles. Já estou cansada de aturar cenas injustas e ilógicas e de ficar sempre caladinha e nunca explodir como quero.
E o meu "eu" por mensagens é igual ao meu "eu" de todos os dias, só para que conste. Se calhar a questão está no modo como (não) me tratam, e no que me dizem, de uma maneira e de outra.
Porque é sempre mais fácil deitar as culpas para os outros, do que admitir que somos menos vítimas, e mais culpados, do que aquilo que queremos fazer parecer.

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domingo, 13 de março de 2011

Sempre adorei sonhar - quer acordada, quer a dormir. Mas ultimamente, os meus sonhos andam demasiado reais... tão reais, que acordo completamente confusa, sem saber distinguir a ilusão da realidade.
E se por um lado é bom, porque os sonhos têm sido realmente bons, por outro é péssimo. Detesto acordar com a impressão que tenho uma mensagem no telemóvel, e quando olho para o visor, até posso ter mensagens, sim, mao nunca da pessoa certa. Já por duas noites consecutivas tenho sonhado com impossibilidades. Já por duas manhãs consecutivas acordei para desilusões. E não gosto.
Continuo (como sempre) a não me arrepender minimamente da noite de quinta feira. Ainda assim, precisava de mais, de qualquer coisa mais. De mais um sinal de vida, de mais qualquer coisa que me fizesse acreditar que não te esqueceste (de mim).

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« Lightning strike inside my chest to keep me up at night
Dream of ways to make you understand my pain
Clouds of sulfur in the air, bombs are falling everywhere
It's heartbreak warfare
Once you want to begin, no really ever wins
In heartbreak warfare
If you want more love, why don't you say so?
(...)
Drop his name, push it in and twist the knife again
Watch my face as I pretend to feel no pain
(...)
How come the only way to see how high you get me
Is to see how far I fall?
God only knows how much I'd love you if you'd let me
But I can't break through it all
It's heart, heartbreak
I don't care if we don't sleep at all tonight
Let's just fix this whole thing now
I swear to God we're going to get it right
If you lay your weapon down
(...)
Disappointment has a name: it's heartbreak warfare. »

obrigada, obrigada, John Mayer, ly

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Tenho tantas saudades tuas, meu amor. (Deixas-me dizê-lo e repeti-lo sempre que quiser?)
Há um ano atrás, tivemos uma longa e satisfatória conversa, que deve ter sido das conversas mais honestas que alguma vez tivemos, senão a mais honesta de todas elas. Uma conversa que abriu as portas a tudo o que veio a acontecer mais tarde. Uma conversa que nunca pensei que pudéssemos ter, mas que felizmente tivemos.
E há três anos atrás, meu amor, a tua frase no MSN era « Às vezes só me apetece gritar ao mundo: amo-te, Inês (L) ». Eu lembro-me tão bem... lembro-me, sempre, por mais estúpido ou insignificante que possa parecer.
Hoje foi realmente importante ter passado toda a manhã perdida em recordações, e com um calorzinho de esperança dentro do coração, por ter feito o que fiz ontem (tendo sido certo ou errado, não me arrependo). Mas precisava realmente de ver concretizado aquilo que mais pedi... I guess I'll have to wait to see...

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Suponho que só me resta (des)esperar... e ver se acontece alguma coisa... porque até já aconteceu mais do que eu esperava que acontecesse. Mesmo assim, ainda acredito.
Vá-se lá saber porquê.

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quinta-feira, 10 de março de 2011

(Meu amor,)
Há exactamente um ano atrás, escrevi uma carta que - acho que é seguro dizê-lo - mudou a minha vida. Gostaria de poder dizer que mudou a nossa vida, mas na verdade... não sei se assim é.
Hoje, mais do que nunca, precisava realmente de te dizer alguma coisa, fosse o que fosse. Como sempre, sinto uma necessidade avassaladora de falar contigo, de ouvir a tua voz, de te tocar, de... de te sentir, de alguma maneira. (E foi por isso que foi tão importante aquela troca de olhares, aqueles segundos, esta manhã.) Preciso absolutamente de receber um qualquer sinal de vida, de saber que te lembras de mim, que pensas em mim de vez em quando, de saber que te lembras de tudo o que partilhámos, mesmo que não vejas as coisas da maneira que eu as vejo, mesmo que não lhes dês a importância que eu dou... mesmo que não sintas por mim nada do que eu sinto por ti (porque não sentes).
Só precisava de ter a certeza de que te lembras, de que te ainda pensas nisso quando olhas para mim. QUe não te esqueceste de nada. E que, de algum modo, valorizas - porque eu não suporto pensar que fui só mais uma, não suporto pensar que te sou totalmente indiferente. Não suporto pensar que olhas para mim como se não me conhecesses nem nunca tivesses conhecido, como se eu não te amasse há três anos e meio. Porque de cada vez que eu olho para ti (meu amor), o Verão passado entra de imediato no meu pensamento, bem como dezenas de pequenos (grandes) momentos e palavras que eram, e sempre hão-de ser, nossos... só nossos.
Ainda te lembras disso tudo (meu amor)? Das nossas conversas que nunca ficavam acabadas, em que eu falava sempre demais e acabava envergonhada por aquilo que te contava? De quando disseste que nunca te tinhas esquecido de nós, que tinham sido dois anos, que tinham sido marcantes? De quando disseste que não sabias porque é que certas coisas (não) tinham acontecido de certa maneira, mas que te arrependias de não ter aproveitado melhor o tempo comigo? Ainda te lembras das tardes que passaste comigo, quer no "sítio do costume", quer na tua garagem, quer na minha casa? Ainda te lembras? Escusado será perguntar se consideras, como eu, que éramos perfeitos e encaixávamos perfeitamente um com o outro, e se achavas que tudo era magia - isso, já são sonhos meus.
É verdade (meu amor): eu idealizei muita coisa e pintei o nosso mundo de cor de rosa. Até fiz de ti alguém que não eras. No entanto, ambos sabemos que não sonhei nada disto. Ambos sabemos perfeitamente que tudo isto aconteceu mesmo, não foi (só mais) um sonho, nem uma ilusão nem uma invenção minha. Para me lembrar que tudo foi real, tenho inúmeras conversas guardadas, inúmeras mensagens que nunca fui capaz de apagar... e tenho as minhas memóriasm que procuro não visitar, mas que existem e estão sempre presentes, e acabam por estar sempre, sempre presentes.
Não consigo expressar-me como precisava e gostava (meu amor), mas insisto na escrita, porque foi o dia de hoje, há um ano atrás, que veio a ditar tudo aquilo que aconteceu mais tarde. Aquela carta foi a melhor ideia que alguma vez tive, o impulso mais certo que alguma vez segui, o texto mais honesto que já escrevi. Foi precisa muita, muita coragem para a entregar, mas lutei contra o medo, convenci-me que já não tinha nada a perder, e fi-lo. Foi a coisa certa. Apesar de toda a dor a que não fui poupada, meses mais tarde, nunca hei-de me arrepender daquela carta, e vou lembrar-me sempre dela com carinho e orgulho. Nunca me poderia arrepender dela, (meu amor) porque isso significaria arrepender-me de nós. E eu nunca me irei de arrepender de nós, quando esse NÓS foi a melhor coisa que já me aconteceu.
Sabes, meu amor, o facto de não retribuires, de todo, aquilo que sinto por ti, não me faz gostar menos, nem querer(-te) menos. Foi contigo que vivi os momentos mais felizes de toda a minha vida. Foste a única pessoa que me fez realmente, e completamente, feliz. Foste a única pessoa que alguma vez me fez sentir plena e realizada. Foste a única pessoa que realmente amei - mais que isso, és a única pessoa que amo, mesmo que já me sejas totalmente proibido e inatingível. E, de uma maneira ou de outra, ainda estás presente em toda e qualquer decisão que eu tome, porque continuas a marcar-me mais do que alguma vez alguém fez, antes ou depois de ti.
Não consigo, nem consiguirei, voltar a gostar realmente de alguém, enquanto não sentir que nós chegámos realmente a um fim. E não sinto - por muito estúpido que isto soe, eu ainda acredito e não me canso de o dizer. Mas estou cansada, estou "desgastada", estou magoada e estou farta. E preciso de deixar isto para trás, de alguma maneira... só não sei como resolver(-nos), quando parece(mos) não ter resolução possível.
Escrevo-te, hoje, mas nem sei porquê (meu amor). Não estás a ler-me. E ainda que estivesses, este ano tenho plena consciência de que não será uma simples carta a fazer-nos ficar bem - se é que alguma vez voltaremos a estar de alguma maneira parecida a "bem". Eu sei que escrever(-te) já é inútil. Mesmo assim, não deixo de o fazer, porque continuas a ser quem me inspira. Continuo a ter muito por dizer, continuo a sentir sempre que preciso de o fazer, e por isso deixo-me levar. Escrevo, escrevo, escrevo... na Esperança de que um dia me venhas cá ler, e que isto te toque de algum modo. Mesmo que uma carta (e as outras dezenas de textos) não te faça voltar a falar comigo, pelo menos faz-te saber que eu não me esqueço... que eu nunca me esqueço... e que continuas a ser a pessoa que mais importa, entre todas as outras. É a minha ùnica verdade, a minha única certeza, entre toda esta confusão que nos tornámos.
Por favor, nunca te esqueças. É tudo o que peço (porque já não posso pedir mais).

I wish I was special, you're so fucking special.

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sei que se fizer aquilo que quero fazer (acima de tudo), vou estragar o "equilíbrio precário" que tenho vindo a conseguir nos últimos tempos.
mas sempre segui o coração, antes de seguir a razão, e algo me diz que desta vez não irá ser diferente.
seja como for, resulte no que resultar, só tenho uma certeza: não me hei-de arrepender.

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continuo (desesperadamente) a olhar para o telemóvel, à espera de uma mensagem, um qualquer sinal de vida que me faça pensar que ainda te lembras que eu existo.
but it's worthless. pure insanity.

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quarta-feira, 9 de março de 2011

sou tão parva. mas esta imagem está sempre a aparecer-me e faz-me mesmo lembrar de ti, vá-se lá saber porquê.

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« After all of this all I can hear are those meaningless clichés about having your heart ripped out of your chest. I should have known, I should've seen it coming straight at me like a speeding car but I didn't and I got hit hard and you (the driver) backed up only to make sure I wouldn't move again, before speeding off. I should've seen it but I was blinded by the color of your eyes every time they met mine. Call me a sucker, call me a loser, call me a creep, call me anything! Just don't ignore me anymore. »

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( stupid ) memories ,

Às vezes tenho verdadeiros "flashbacks" e há dezenas de minutos que revejo em meros segundos. E foi assim que me lembrei, agora, que há um ano lá estavas tu, pela escola, com a tua sweatshirt vermelha e eu com a minha preta, e eu passei por ti e pelo F. perto da estátua estúpida que havia no "corredor da fama" e disse « F., andas mesmo mal acompanhado! » e tu mandaste-me uma boca qualquer, como sempre. Dali a um bocadinho, voltei a cruzar-me contigo no corredor perto do bar e contei-te o que a minha avó tinha dito sobre as tuas "bochechas adoráveis", quando eras pequenino. E ainda mais tarde, à saída da escola, tomada por um impulso qualquer, corri para ti e disse « J., tenho uma coisa para te dar. » e tu ficaste muito curioso, mas eu não te quis dizer o quê. Há um ano, portanto, tomei uma decisão que mudou a minha vida.
E não há qualquer interesse em escrever isto aqui, senão o de poder voltar aqui, quando quiser, e ainda me conseguir lembrar de tudo isto ao pormenor. Porque eu escrevo para me libertar, mas também escrevo para me prender.

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três meses... há exactamente três meses que não conheço a tua boca, as tuas mãos, os teus olhos, o teu peito, os teus braços, os teus abraços, os teus beijos, o teu sorriso, o teu riso, a tua boa disposição, todas as brincadeiras, os amuos, as pequenas zangas, as confidências e inconfidências, todas as conversas, toda a estupidez, toda a magia que fazia de nós quem éramos. a perfeição.
há três meses que não te tenho, meu amor, mas ainda me lembro perfeitamente de como é sentir-te.
sonho com isso todos os minutos do meu dia.

« I've never seen somebody shining the way you do. »

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