Não admito que me digam que não sei o que sinto.
Eu? Eu, não sei o que sinto? Eu, que há três anos e meio me apaixonei e nunca me "desapaixonei" realmente, nem me voltei a apaixonar por ninguém. Eu, que só penso numa coisa, que tenho uma pessoa quase permanentemente dentro da cabeça, a todas as horas, minutos e segundos. Eu, que não sei nada senão o amor que sinto... agora sou acusada do contrário.
Acreditem-me: se há coisa que sei, bem demais até, é o que sinto. E, consequentemente, o que quero. E sim... também já sei que não vou voltar a ter o que (mais) quero. Já sei que não posso fazer nada de concreto quanto ao que sinto, já sei que toda a gente acha que é melhor assim, já sei isso, não sou parva nem inocente ao ponto de ainda acreditar realmente no contrário.
Mesmo assim, o que sinto não muda (e não, não sei porquê) e eu já não estou mal com isso. O tempo e o hábito fizeram-me aceitar. Fizeram-me conformar-me com a inevitabilidade de uma situação que, digam o que disserem, eu não posso mudar.
Não estou à espera que alguém (me) compreenda, mas espero sinceramente que aceitem, tal como eu aceitei, e que me deixem ultrapassar a situação ao meu ritmo. Não vou voltar a justificar-me pelas opções que faço relativamente a este assunto, porque não tenho que o fazer; a vida é minha, e se a estou a "desperdiçar", o problema também é meu. E eu assumo responsabilidade disso.
« You're entitled to your opinion, but it's really my decision
Let me be all that I can be, don't smother me with negativity
Whatever's out there waiting for me, I'm gonna take it willingly »
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