Pelos vistos, agora a noção de "maturidade" mudou. Consiste em ser-se tão adulto, tão adulto, que em vez de se dizer de uma vez por todas o que passa e ser frontal e honesto... é preferível deixar de (me) falar sem mais nem menos, ignorar simplesmente, evitar alguém que supostamente era uma das pessoas mais importantes e significativas. É preferível passar os dias sem se dignar a olhar para mim ou a explicar-me "once and for all" o que é que motivou este novo de relações (que eu já devia esperar, verdade seja dita, tendo em conta o passado...).
Por um lado, apetece-me muito tomar a iniciativa e mandar uma mensagem simples e directa, ou até mesmo falar pessoalmente, para deixar tudo bem claro. Porque para mim, não é assim que as coisas se resolvem - antes pelo contrário - e para mim, isto é ser criança e não adulto. Mas por outro lado, apetece-me manter-me bem quietinha no meu canto e deixar tudo como está - não tenho paciência nem vontade de discutir ou de dar justificações acerca de coisas que são minhas, e de mais ninguém (porque é sempre isso que acaba por acontecer quando tento solucionar as coisas com a pessoa em questão).
A minha questão é só uma: é ou não para cortar relações? Se não for, melhor. Mas se for mesmo... tudo bem. Já passei por aquela fase em que ficava realmente magoada com isto. Já foram tantas discussões e amuos estúpidos, tantas acusações infundadas e injustiças que não deveria ter ouvido, desde o fim de Novembro até aqui! Foram demasiadas desilusões e confusões, e sem eu dar por ela, houve um momento qualquer, ao longo deste mês que passou, em que me cansei. Simplesmente isso: cansei-me. Chega! Não vou voltar a ir abaixo por quem não merece, pelo menos não numa situação destas.
Dizem-me muitas vezes que "é suposto os amigos serem um suporte e não um peso". Pois bem, quase desde o início desta amizade que tem havido sempre um peso adicional, qualquer que ele tenha sido. E eu já tenho problemas suficientes para ainda ter de suportar os problemas dos outros. (Já) não consigo, e mais que isso, já não quero!
O que eu quero é muito simples: quero saber. Não estou totalmente desinteressada, como é óbvio, porque afinal de contas era uma amizade, e uma que eu prezava. Mas não vou mudar o que sou nem o que quero nem o que faço e gosto de fazer, por alguém que não me aceita assim. Por isso, neste momento já só quero saber como ficamos. Se ficamos. Odeio coisas pendentes e garanto que esta não vai ser uma delas por muito mais tempo - lamento muito, mas é hora de ultrapassar o medo de confrontações e pôr as cartas na mesa, porque eu mereço isso. E se tiver de se pôr um ponto final em tudo isto, que seja.
Ando a aprender a aceitar finais. E a este, mais se seguirão. Tenho dito.
@

1 comentário:
ando cheia de saudades tuas! je t'aime *
Enviar um comentário