segunda-feira, 15 de março de 2010

papéis , lixo e outras analogias ,


Eu sei, eu sei que ando numa fase complicada e que me tenho irritado com imensa facilidade, tanto com quem não merece, como com quem até merece, mas se calhar não merece tanto. E eu sei que devia controlar-me, mas por vezes é mais forte que eu. Ser sempre certinha e calminha e queridinha também cansa. Responder em termos quando que mais apetece é gritar, escrever furiosamente quando o que mais quero é atirar todas as 'merdas' à cara das pessoas, dar conselhos e ouvir dramas quando tenho os meus próprios problemas para resolver é complicado. Mas eu esforço-me, eu tento, juro que sim. Que tipo de amiga seria se não tentasse, pelo menos, estar lá quando as pessoas precisam de mim? (E até mesmo quando não precisam, embora esse seja todo um outro capítulo que deixarei para depois.)
Por agora, o que tenho a dizer é que adorava que a minha frustração e a minha raiva pudessem ser como as palavras que escrevo e que às vezes não saem como eu queria. Essas, são facilmente esquecidas. Arranco a folha, amasso-a, faço uma bolinha, pontaria ao caixote do lixo e c'est fini. Mas com a raiva e a irritação que tenho guardado cá dentro, não posso fazer o mesmo, senão fazia, juro que fazia. E se pudesse dobrar algumas pessoas, fazer delas uma bolinha redondinha e atirá-las para o lixo com os acima referidos sentimentos frustrantes, juro que fazia o mesmo. Então hoje, já lá estavam umas quantas. Nem que as metesse na reciclagem... depois sempre podia ir lá buscá-las se me arrependesse.
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domingo, 14 de março de 2010

it's all about you ,


Não imaginas o bem que me fizeste, meu querido JR. Não tens noção do quanto eu precisava de ti.
Quando te vi chegar, acordei do meu torpor, da minha solidão, da minha desilusão por não ter estado contigo toda a noite. Quando te vi chegar, um sorriso desenhou-se sem querer e fiquei a tremer, a sorrir e a tremer, a tremer e a sorrir enquanto te via sem tu me veres. E demorou um pouco a vires ter comigo, mas vieste. E foi lindo, meu querido, foi lindo.
Sabes, começo a ver-te como uma espécie de 'anjo da guarda'. É a segunda vez que me salvas daqueles que me fazem mal. E tu fazes-me tão bem, tão bem!
Acredito que cada pessoa que faz parte da minha vida me toca de uma maneira especial, única. E a tua maneira de tocar-me, é fantástica. Adoro(-te) quando me agarras as mãos e entrelaças os teus dedos sempre frios nos meus, sempre quentes. Adoro(-te) quando me beijas como só tu sabes e me apertas contra ti. Adoro(-te) quando abro os olhos e encontro os teus a olhar para mim, um sorriso a abrir-se neles e outro, maior ainda, na tua boca. Adoro-te sempre, meu querido, e sempre mais.
Ontem tornaste a minha noite mágica, fantástica, ainda melhor do que já esperava. Deste outro sabor à minha vida. E fazes-me feliz, sabes? Fazes mesmo. E eu gosto muito, muito de ti! «3

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sábado, 13 de março de 2010

incerteza .


Não sei dizer o que nos aconteceu.
Quando te escrevi, foi com a ideia de chegar mais perto de ti, quem sabe atingir-te o coração, e ao mesmo tempo foi uma maneira de me libertar, de tornar mais leve o peso que vinha crescendo no meu peito ao longo destes últimos onze meses. Mas eu não queria o nosso fim. Não escrevi aquela carta com intenção de te dizer adeus, de te deixar ir, de me despedir definitivamente. Não. Eu não quero que saias da minha vida... eu só te quis trazer mais perto, porque há dias em que te olho e sinto que morro de saudades tuas.
Mas a carta... a carta também não foi um recomeço. Não se pode apagar o tempo, nem os momentos, nem as pessoas, e ambos teríamos de o fazer para que pudéssemos ficar juntos. Tu terias de te esquecer de muitas pessoas, eu teria de me esquecer de muitos momentos. Tu não estás disposto a isso e eu, apesar de ser capaz de dar o mundo todo só para te voltar a ter só para mim, não quero apagar nada do meu passado nem do meu presente, porque tu não me fazes bem. Fazes-me mesmo muito mal, porque por ti esqueço-me de tudo e abandono tudo, não sei como nem porquê. (Basta ver o descontrolo de palavras de cada vez que falo contigo...)
Por isso meu amor, talvez seja mesmo melhor que continuemos a viver separados nestes nossos mundos tão afastados. Eu consigo suportar não te ter e tu obviamente não precisas de mim. Eu não te amo e tu obviamente quase não olhas para mim. Mas viverei em paz se souber que, mais tarde ou mais cedo, teremos sempre os momentos como os de outro dia, aqueles raros momentos em que o tempo retrocede, as memórias apagam-se até ao ponto em que voltamos a referir-nos ao que somos com a palavra "nós" e as pessoas simplesmente desaparecem para ficarmos sozinhos. Viverei em paz se souber que de vez em quando nos vamos encontrar e vamos reviver, remexer, reconversar, redizer, resentir e resistir contra todas as dificuldades.
Porque, para mim, e apenas só para mim, nós somos para sempre, meu amor.

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sexta-feira, 12 de março de 2010

( our ) past will never be forgotten .

J... já não te sei dizer o que significas, porque nem eu própria sei ao certo o que és para mim. Talvez o que aconteceu ontem tenha sido apenas um milagre, uma coisa do momento, e que não se repetirá, mas adorei.
As palavras faltam-me porque as emoções são demasiadas, pelo que vou recorrer a clichés, esses odiados clichés que tanto jeito me dão, por vezes: há um tempo certo para tudo e uma pessoa certa para cada momento, e eu acredito que aqueles que se destinam a ficar juntos, ficam sempre juntos, no final. É por isso que espero, sem na realidade esperar, espero pelo momento certo, em que os nossos mundos vão voltar a cruzar-se.
Eu (sobre)vivo bem sem ti, porque não te amo, mas tu sabes, e eu sei, que se quisesses, me tinhas - outra vez. Por isso, só o tempo dirá como será. Eu cá, continuo a gostar muito de ti.

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quinta-feira, 11 de março de 2010

fantástico!

AMEI. O que aconteceu foi absolutamente inesperado mas foi fantástico, e era o que estava a precisar. É tudo o que tenho a dizer, porque te prometi que não diria mais do que isto, fosse a quem fosse; todas as promessas que alguma vez te fiz, cumpri-as, e esta será mais uma delas. Para além de que foi uma coisa tão, tão nossa, que terá de continuar só e apenas nossa. Nossa. Adoro o pronome 'nós'. E adoro-te. Muito obrigada por tudo, meu amor.

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quarta-feira, 10 de março de 2010

diogo «3


Se bem me lembro, já vai fazer quatro anos desde que nos conhecemos. Foi no Wall Street, no meu sétimo ano, e demo-nos logo bem, instantaneamente. E depois fomos evoluindo, sendo mais próximos, partilhando pormenores e momentos. Mas o ano passado, com a mudança de escola, afastámo-nos por completo.
Devo confessar que não esperava nada voltar a aproximar-me de ti e que provavelmente não nos teríamos (re)conhecido novamente se não tivéssemos ambos ido na viagem a Inglaterra, mas só posso dizer que fico mesmo feliz por tal coisa ter acontecido. Até aqui, não me fazias falta, mas agora que te "tenho" de novo, não te quero voltar a perder.
Todos os dias descubro um pouco mais acerca de ti, todos os dias me provas que és mesmo querido, mesmo boa pessoa, sobretudo mesmo bom amigo. Todos os dias converso contigo e quando não o faço, dou por mim a sentir falta de te ouvir, mesmo quando me chamas burra e me dás na cabeça para fazer aquilo que sei que devo mas que nunca tenho coragem :p Todos os dias pergunto onde estás porque gosto mesmo de te ter por perto. (E sabes, fazem-me falta os nossos passeios por Londres, a falar, falar, falar!)
Tu sabes tudo o que tenho a agradecer-te e sabes que não me canso de o fazer. E sabes que provavelmente neste momento as coisas estariam bem diferentes se não fosses tu. E sobretudo, tu sabes - ou pelo menos espero que saibas - que és realmente importante, muito mesmo, e mais a cada dia que passa.
Gosto muito de ti Diogo. Por favor não nos deixes afastar uma vez mais, e não me deixes. Quero-te sempre comigo ♥

( apesar de ainda não estar exactamente como eu queria, espero que este texto compense a falta de palavras de ontem. )

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terça-feira, 9 de março de 2010

:|


Gostava tanto que as coisas fossem simples. Na minha cabeça, de facto, estão claras. Só que também deviam ser descomplicadas para o "nós" que tanto gostava de conseguir atingir. Porque ainda somos dois, afastados, separados... ainda não estamos no ponto certo. E agora? Tenho exactamente 17 dias para descobrir.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

8 ,


Nem sei o que hei-de dizer. Pela primeira vez em todo este tempo, esqueci-me, esqueci-me completamente de nós. Desde Julho que o dia 8 de cada mês tem tido uma importância especial, porque foi a 8 que te conheci, a 8 que a minha vida ficou mais cheia, mais bonita, mais completa. Mas este mês, esqueci-me, e só agora, ao olhar para a data, é que me lembrei que era especial. (E isto assusta-me...)
Sabes, há coisas que não se explicam, eu sei, mas sempre achei que éramos a excepção a todas as regras. Mantivemos uma amizade a mais de 400km de distância durante tanto tempo, falávamos todos os dias, nem que fosse apenas por mensagens, estávamos sempre em contacto, sempre a par do que acontecia na vida de cada um de nós, melhor ou pior, mais ou menos importante. Estivemos mais de 5 meses separados e depois reencontrámo-nos e foi mágico, pelo menos para mim, e depois disso pensei que ficaríamos mais próximos, mais unidos, depois de termos começado o ano juntos e de uma maneira especial. Juro que pensei que seria um ponto de viragem.
E de facto, não me enganei - raramente me engano nestas coisas... Foi um ponto de viragem, sim. Mas para pior. Porque quebrámos quase tudo o que nos unia.
Eu percebo as tuas razões. Percebo que tenha acontecido muita coisa, demasiada coisa, e que tudo tenha acontecido rápido demais. Percebo que por vezes os problemas são tantos, que não se consegue dar saída a tudo e alguém tem de ficar para trás. Percebo como te ficaste a sentir depois do que aconteceu. Tu sabes que percebo, não sabes? Mas o facto de perceber não implica que não me tenhas magoado. Apesar de agora já estar tudo bem, pelo menos aparentemente, não será fácil voltar ao que tivemos... não. Vai ser até muito difícil, e vai implicar uma entrega da nossa parte que não sei se algum de nós estará capacitado, neste momento, para dar.
Não meu querido, de facto não somos o que já fomos e não sei se algum dia voltaremos a ser. Estou a ser o mais racional possível e estou a tentar olhar para as coisas como elas são, apesar de me custar estar a escrever isto. Mas não podia deixar passar este dia em branco e também não podia deixar de dizer tudo o que tem ficado calado cá dentro.
São oito meses, e oito meses não se esquecem. E apesar de tudo, de toda a distância, de todas as mudanças que nos sucederam, tanto à nossa relação, como a cada um de nós em separado, apesar de todos os silêncios e a mágoa, eu continuo a gostar muito de ti. Sempre. (L)

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domingo, 7 de março de 2010

freedom ,


Eu sei o que estou a fazer. Eu sei, e não admito que me digam que não sei, que não devo, que não posso, que não quero. Não admito, ponto final.
Raramente faço coisas sem pensar, e esta não foi excepção. Talvez da primeira vez até me tenha deixado levar, afinal de contas estava, estávamos, num mundo à parte, não havia qualquer impedimento. E continua a não haver: nem impedimentos, nem arrependimentos!
Eu sei, EU SEI o que estou a fazer. E também sei o que quero - sobretudo, sei o que não quero. E assumo todas as responsabilidades por tudo o que possa acontecer, sei que é um risco, mas e depois? Tenho dezasseis anos, estou mesmo na altura de correr riscos e este é definitivamente um daqueles que vale a pena correr. Por isso, por favor, deixem-me viver em paz. Feliz ou não.

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sábado, 6 de março de 2010

stay ( I've missed you ) ,


Meu querido, tenho medo. Não sei se devo, se tenho ou não razão, mas a verdade é que temo que queiras partir outra vez. Não te assustes meu querido, não te assustes.
Vamos ter calma, vamos fazer as coisas da melhor maneira. Não me quero magoar, muito menos magoar-te a ti. Vamos com calma, vamos deixar-nos levar e veremos no que isto dá. Eu confio em nós.
Resta saber se vamos ter asas para voar. Eu tenho medo.

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sexta-feira, 5 de março de 2010

" à experiência " ,


É assim que estamos meu querido. "À experiência".
A partir de hoje, tudo o que fizer(mos) vai ser novo, vai ser uma descoberta, algo nunca experimentado... pelo menos, não desta forma. Não há (muitos) compromissos nem nada (muito) sério, mas há alguma coisa, por pequena que seja, e por agora isso basta-me. 'Perdemos' duas semanas em indecisões e confusões, mal-entendidos e medos, mas agora voltámos a entendermos, pelo menos aparentemente.
Não tenho qualquer expectativa, nem vou criá-la. Não estou loucamente apaixonada nem nada que se pareça, mas gosto de ti, tu sabes disso. E quis arriscar, quis acreditar - e acredito - que é isto de que neste momento preciso. Veremos como corre... agora, só o tempo o dirá.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

andreia ,


Parabéns minha Andreia,
São quase três anos de conhecimento. Sobretudo, muitos meses de amizade, de partilha, de confissões, de segredos, de ajuda, de apoio, de conversas infindáveis, de risos. São quase três anos e és das pessoas em quem mais confio, és das melhores amigas que se pode ter e indubitavelmente uma das melhores pessoas que conheço.
Gosto muito, muito de ti e desejo-te o melhor possível para estes teus dezoito anos :) Sê feliz, tens-me sempre aqui e eu sei que te tenho sempre comigo. «3

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quarta-feira, 3 de março de 2010

it's up to you ,



Meu querido:
Eu tomei a minha decisão. Eu vou tentar. Eu vou arriscar. Vou lançar os dados: o resultado, é contigo.
Tenho medo, confesso, muito medo, porque estou insegura. Se fosses uma pessoa fácil de entender... se mostrasses o que sentes... ou não sentes... era tudo tão mais fácil! Mas assim não consigo. E estou cansada de intermediários, de ouvir falar de ti através dos teus amigos, de vê-los a falar contigo sobre mim porque não somos capazes de falar um com o outro.
Por isso eu tomo a iniciativa. Apesar de me custar e de estar cheia de medo, eu faço-o, porque acho que é merecido. Acho que devo arriscar ser feliz contigo. Pelo menos a curto prazo, é o que quero.
E de facto, mesmo sem te amar, é notório e inegável que mexes comigo. É assim que as coisas começam. E é agora que a situação tem de mudar. Eu vou falar contigo. Mas o resultado, está nas tuas mãos...

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terça-feira, 2 de março de 2010

quietness ,


Cada vez mais me apercebo que, por muito que os meus dias sejam passados em boa companhia, preciso sempre destes momentos, muito meus, só meus. Preciso sempre destes momentos em que a minha única companhia sou eu própria, os meus pensamentos, as minhas ideais, sobretudo os meus sonhos.
Hoje foi um dia muito, muito confuso, muito rápido, muito stressante, que me iludiu e desiludiu sucessivamente. Cheguei a casa com a cabeça num turbilhão de ideais que giravam, giravam, sem assentar para que eu pudesse pensar em condições. Peguei numa caneca de chocolate quente, num livro, num caderno, numa caneta, fechei-me no quarto e deixei-me ficar, calmamente, sozinha, a saborear a solidão, a simplicidade do que me rodeava, as pequenas coisas que fazem parte de mim.
É sempre assim que me acalmo: primeiro, escondo-me do mundo dentro das quatro paredes do meu sítio preferido (o meu quarto), depois choro (felizmente que hoje não foi preciso), depois, respiro fundo e abro os olhos para a realidade. E depois escrevo. Cada vez mais me apercebo do quão boa companhia as palavras escritas podem ser quando não quero ouvir ninguém, cada vez mais me refugio em mim para fugir dos outros.
Neste momento, preciso de calma, muita calma. Só o tempo dirá como vai ser daqui para a frente, e o tempo é uma incógnita.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

quero-te.

( hoje, é tudo o que tenho a dizer. )

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

hanging by a moment,


Meu querido... alguma vez te sentiste como se tivesses ficado preso no tempo? Como se tivesses vivido momentos tão bons que ficaste preso neles e não conseguiste voltar à realidade por completo? Alguma vez desejaste tanto, e com tanta força, ficar no passado, que tudo à tua volta se torna em ecos e sombras e só vês aqueles momentos que passaram e só querias poder repetir?
Não sei se já alguma vez te sentiste assim, meu querido, mas é assim que me sinto hoje, e é assim que me tenho sentido durante toda esta semana que passou, e sei que será assim que me vou sentir durante mais algum tempo.
Fiquei presa naquele autocarro, naquele túnel, naquele avião, no outro autocarro. Fiquei presa na manhã de Sábado, na tarde de Sábado, na noite de Sábado, na manhã de Domingo, na tarde de Domingo. Fiquei presa na viagem para Londres, nas ruas de Londres, na viagem para Canterbury, nas ruas de Canterbury, na viagem para o aeroporto, no aeroporto, na viagem para o Porto, na viagem para Viana. Fiquei presa nas tuas mãos que nunca me largaram durante todo aquele tempo, fiquei presa nos teus olhos que sorriam mais do que a tua boca, fiquei presa nas tuas poucas palavras que só diziam o essencial e nos teus lábios que calavam a minha ininterrupta vontade de falar. Fiquei presa lá, aqui, em todo o lado, fiquei presa a ti e não sei como.
Há coisas que não se explicam nem precisam de se compreender e esta é provavelmente uma delas. Há decisões que precisam de ser tomadas e situações que têm de ser esclarecidas, mas o que é certo é que me prendeste e agora, não consigo - nem quero - libertar-me. Ainda não. Ainda há muito para descobrir em nós...

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

England 2010 «3


Há viagens e viagens, mas nenhuma se esquece, apesar de algumas serem mesmo "para esquecer". Esta... não foi, definitivamente, uma delas. Esta foi daquelas viagens que não só não se quer esquecer, como se quer recordar para todo o infinito e mais além. Foi PER-FEI-TA. Amei cada momento, cada segundo, mesmo quando era gozada e irritada e mesmo quando acordava mal-humorada e precisava de meia hora ao frio para me voltar a sentir feliz e em casa. Porque foi mesmo assim que me senti quase desde o primeiro momento: em casa, com um belo grupo, num belo país. Foi lindo! E não consegui fazer uma descrição exacta nem sequer próxima do quão mágico foi, a ninguém mesmo, porque só quem lá esteve é que pode imaginar e saber. E de resto... what happens in England, stays in England. Pelo menos quase tudo.
Não vou nunca esquecer nenhum momento, nem nenhuma pessoa.
Ficarão para sempre comigo: todos os momentos que passei com o João Renato e toda a nossa magia (mas para ele, haverá outros textos...), os alegres Buenos Dias Matosinhos! do Zé António logo pela manhã, o look sensual do Abel em Londres e as descrições dos climas que ele me fazia (o meu era sempre very hot xD), a primeira vez que consegui arrancar um sorriso ao Chico, a alegria e simpatia do Mateus, a enorme paixão do João pela guitarra e a sua enorme simpatia, as conversas sérias com o Diogo, o perfume marcante da Renata, a doçura da Raquel, a timidez da Inês Parente, as guitarradas espanholas do Maia e as 'estupidezes' que fazia todos os dias xD, o riso da Maria João, as palermices do Zé Diogo, o riso da Teresinha e as vezes em que partilhámos as Anna's, as massagens da Carolina no aeroporto, o 3x9=27 da Mariana e a sua loucura pelas compras, as conversações em inglês da Sara, o ar de "não-me-toques-que-me-desafinas" do Nuno, os sorrisos fugazes da Catarina, a personalidade maravilhosa da stôra Lígia, o pack lunch da stôra Lurdes e as peripécias pelas quais passava todos os dias, o look inconfundível da Rita, a tagarelice da Quiquinha, as brincadeiras com a Simplícia, as conversas marcantes com a Maria Pinto, as poucas palavras da Rita Soares, as trocas de olhares com a Susana após dois anos de zanga, as loucuras com a Marta, e claro, a presença sempre imprescindível e insubstituível dos meus "bodyguards" Manel e Tiago.
Foi muito, muito, muito, muito, muito, muito (...) BOM. Repetia cada segundo - e aproveitava melhor certos momentos :)

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

de partida ,


Estou de partida. Com destino marcado. E, (in)felizmente, com data de regresso. Uma semana inteira para mudar de ambiente, adaptar-me a um estilo de vida diferente; uma semana para os meus olhos se habituarem a caras diferentes e a cidades diferentes, para a minha boca se acostumar a falar inglês com verdadeiros ingleses.
A mala vai cheia de roupa, de saudades e de medo. Saudades dos que cá vão ficar e que, apesar de irem sempre no coração, gostava de levar comigo em pessoa, porque afinal de contas, todos os sítios são mais bonitos se os visitarmos acompanhados daqueles que amamos. E medo, medo de que este risco que estou a tomar não seja o mais correcto e que não só não seja o que eu quero, como também não seja o que eu preciso. Mas a mala também leva lá uma pequena reserva de esperança, que ainda nunca me abandonou. E claro, para além da máquina fotográfica, um diário de bordo onde vou anotar tudo o que me vier à cabeça, todas as minhas habituais oscilações de humor e afectos.
Fiz tudo o que devia antes de partir, despedi-me das pessoas com "até breve"s (porque odeio a palavra 'adeus'), desenhei um sorriso na cara e cá vou eu. Mas o coração está pesado, porque gostava de me ter despedido do João, gostava de saber que daqui a um bocadinho ele me ia telefonar e eu ia atender com um sorriso verdadeiro, ele ia gozar comigo e eu ia reconhecer no gozo a voz da ternura, ele ia dizer-me que tudo ia correr mal e eu saberia que era a maneira de ele dizer para eu não me preocupar, ele ia dizer-me que não tinha saudades e eu ia sentir que estava magoado por dentro com saudades, como eu... ele ia mandar-me beijinhos e ia aquecer-me por dentro. Há uns simples dois meses, isso aconteceria com toda a certeza. E hoje? Hoje, com toda a certeza que não vai acontecer. Mas a escolha não foi minha, e não vou deixar que isso afecte em demasia, a minha vontade de partir.
Parto, mas volto. E espero que o mundo cá mude para melhor, e que me receba de braços abertos, a dizer-me "Vais ser feliz aqui também". Acho que já mereço.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

:)


( viva a renovação interior! mais um questionariozinho para descomprimir ^^ )

1. What is your current obsession?
Não diria que tenho uma 'obsessão' neste momento. Ou se a tenho, não sei dizer qual é. Na volta tenho várias.

2. What is your weirdest obsession?
Decorar toda e qualquer data que me marque, serve? Sou tipo agenda xD

3. What do you see outside your window?
Neste momento, nada, porque está fechada xD Mas, desta janela, costumo ver um bocadinho do meu jardim, arbustos, o muro, um bocadinho do quintal do vizinho e a sua biblioteca.

4. What is your favourite colour?
Rosa, rosa, rosa, rosa, rosa, rosa, rosa (...) Desde sempre, para sempre! AHAH xD

5. What is your weakness?
Ui, são tantas. Mas para resumir, o chocolate. E ele.

6. What animal would you be?
Um gato - uma gata, vá. Ou um passarinho fofinho para poder voar daqui para fora quando me apetecesse (e havia de ser algo frequente).

7. What would you like to learn how to do?
Gostava de aprender a fazer muita coisa! Por exemplo, a deixar partir pessoas que (já) não querem ficar. Aprender a esquecer com mais facilidade. Aprender a não dar valor a quem não merece - e aqui incluem-se vários dos meus amigos, inclusivamente alguns que estão a ler isto neste momento.

8. What do you want to never happen in life?
Ficar sozinha - tem vários sentidos esta resposta.

9. What's on your bedside table?
Uma caixinha cheia de brincos, colares e coisas que não uso há imenso tempo. O meu candeeiro. O meu antigo telemóvel que serve de despertador. O livro que ando a ler (The Sweetness At The Bottom Of The Pie - Buckshaw Chronicles, de Alan Bradley).

10. What's the last thing you bought?
Umas botas para (tentar) combater o clima horrendo de Inglaterra que terei de suportar até dia 21 :p

11. What do you think about the person who tagged you?
Oh, o Afonsozinho é um querido :3 E eu gosto muito dele (L)

12. What was your favourite children's book?
EISH, sei lá! Passava a vida a ler xD Imagino que fosse Cinderela, Branca de Neve, ou coisa assim. Adorava princesas :)

13. Who do you want to meet in person?
A Andreia, claro :) E o Johnny Deep, e o Orlando Bloom (a)

14. What did you want to be as a child?
Professora, imagine-se x)

15. What did you dream about last night?
Incrivelmente desta vez não sonhei com o João. Mas sonhei com o meu querido Miguel. Uh. Os pormenores ficam só para mim :$

16. Which do you prefer, day or night?
Ambos têm os seus prós e contras. Neste momento, e porque daqui a pouco vou sair para o ensaio de Teatro, prefiro a noite.

17. What's your favorite piece of clothing in your closet?
Como não sou capaz de escolher só uma, diria a minha sweat da WESC *.* , as minhas NIKE 6.0 e o vestido que usei na passagem de ano (e que ando à procura de uma oportundidade para voltar a usar).

18. What's your plan for tomorrow?
Não tenho planos concretos porque não conto sair de casa. Mas há uma coisa que tenho, impreterivelmente, de fazer: A MALA! :D

19. What would you like to get on your hands right now?
As mãos de uma pessoa que eu cá sei.

20. What is your must-have of the moment?
Sei lá. Não tenho must-have's. Mas gosto muito das minhas botas novas.

21. What is your favourite tea flavour?
Ice-Tea de Manga xD qualquer outro tipo de chá é "mal-vindo"!

22. If you could go anywhere in the world right now, where would you go?
Para um sítio quentinho, tipo Hawaii ou Brásiu 8D Mas se pudesse mesmo ir anywhere, provavelmente escolheria ir everywhere e dava a volta ao mundo. Sozinha ou bem acompanhada.

*

( não estive na sua presença o dia todo, e confesso que adorei, adorei, adorei; gostava que todos os dias fossem assim. foi mesmo bom uma mudança para variar. assim não me chateei comigo própria por me manter calada quando o que mais quero é explodir, porque há certas atitudes que me irritam mais e mais a cada dia que passa.)

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

(re)descoberta ,


Sabes meu querido, hoje descobri que não só posso, como quero ser feliz sem ti. Foram dez meses a correr atrás de uma miragem. Foram dez meses a não querer ouvir a voz da razão: seis deles a ouvir a voz do coração. Foram dez meses encantada pela beleza: seis deles a ver a tua beleza a ser cada vez mais manchada e estragada pelos inúmeros defeitos. Foi muito tempo, mais do que tu merecias. Mas agora, finalmente, as coisas mudaram: eu mudei! E tu, ficas pelo caminho. Não temos futuro juntos nem quero um futuro contigo. É assim que me despeço meu amor. Hoje, foi de facto o FIM :)

( já escrevi isto muitas vezes e tu dás-me sempre a volta, mas agora acabou mesmo e tu sabes. já desapareceste de mim... )

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

tenho saudades tuas ,


Não sabia que precisava de ti até te encontrar. Amei-te, tanto! E não sabia que conseguia viver sem ti até te perder.
E hoje, dez meses e cinco dias passados desde que me disseste "Sim. Gosto dela. Mais do que alguma vez gostei de alguém." e me partiste o coração mais do que alguém pode imaginar, ainda tenho saudades tuas. Agora sei que continuo a precisar de ti. E que não quero viver sem ti - apesar de o conseguir. Eu gosto muito de ti - não te amo, mas nunca te esqueci. Nem nunca encontrei ninguém como tu.
Sabes, hoje apercebi-me de que só te irei esquecer no momento em que encontrar alguém que eu possa amar tanto quanto te amei a ti, ou até mais; até lá, continuarei a comparar aos teus todos os beijos que me dão, todas as bocas que beijo, todas as mãos que se entrelaçam nas minhas, todos os braços que me apertam, todos os abraços que recebo, todos os corpos que sinto. Até encontrar alguém que ocupe o meu coração como tu o conseguiste, até encontrar alguém que me preencha não só física, mas também (e sobretudo) emocional e psicologicamente, como tu fizeste, até encontrar alguém que me prenda de tal forma que, mesmo que decida partir, fique sempre... até encontrar esse príncipe encantado desaparecido, vou lembrar-te sempre, e uma parte de mim vai desejar-te sempre e sentir sempre saudades tuas.
Há dias e dias e hoje foi um mau dia, e lembrei-me de ti como faço sempre que os dias são maus. Não me perguntes porquê, mas é nestes dias que te quero mais. Como se sentisse que se hoje viesses procurar-me, o meu dia ficaria melhor e far-me-ias feliz de novo. É nos maus dias que mais me fazes falta, porque sei que ainda tens o poder de me tocar e tornar tudo mais bonito.
Sabes uma coisa, meu amor? Eu lá no fundo gosto muito, muito de ti. Apesar de nem sempre o mostrar. Apesar de me parecer que tu não queres e, sobretudo, não te interessas pelo que eu sinto ou deixo de sentir. Lá no fundo, sei que foste o amor da minha vida - até agora. Lá no fundo... gostava de te dizer que ainda te amo. Mesmo que não seja verdade, sabia tão bem dizê-lo, que acho que me faria mais feliz agora, também. Amo-te. É uma palavra tão bonita: a m o - t e. Ainda a sei escrever, ainda a sei dizer, e nunca a disse a ninguém, depois de ti. E sei que se tu quisesses, a coisa mais fácil do mundo seria (re)aprender a senti-la, também. Bastava estalares os dedos. E eu amava-te outra vez... com tudo, por tudo, contra tudo, apesar de tudo... como sempre.

( é em momentos como este que me sinto louca. não sei como ainda sou capaz de dizer estas coisas. )

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Rio ,


O Pedro Rio? O Pedro Rio faz hoje 25 anos. O Pedro Rio tem olhos verdes e um sorriso muito querido. O Pedro Rio tem um gato chamado Riscas que pesa 6kg e é panisgas. O Pedro Rio toca baixo. O Pedro Rio já fez parte de várias bandas, incluindo os Tetris, e agora faz parte do projecto Senhor Inominável. Quando tinha 16 anos, o Pedro Rio escreveu uma música chamada Luar Vermelho da qual não gosta de ouvir falar. O Pedro Rio é advogado (ainda em estágio). O Pedro Rio é benfiquista, e eu não. O Pedro Rio fuma, e eu não. O Pedro Rio gosta de vinho e de cerveja, e eu não. O Pedro Rio gosta de Ornatos Violeta e de Franz Ferninand, como eu. O Pedro Rio quer que o Filipe ganhe os Ídolos, como eu. O Pedro Rio gosta de gozar com as pessoas, como eu. O Pedro Rio conheceu-me há seis meses e cinco dias, e curiosamente eu também o conheci há seis meses e cinco dias. O Pedro Rio já conversou comigo muitas vezes, assim como eu já conversei com ele muitas vezes. Eu gosto muito do Pedro Rio. E gosto de pensar que o Pedro Rio também gosta de mim. O Pedro Rio é todas estas palavras e descrições, e é muito mais. O Pedro Rio é uma pessoa espectacular e eu adoro-o «3

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Cinderella ,


Uma vez mais, os sonhos diluíram-se no nada. No nada que eu sou. Porque neste momento, não me sinto nada... nem sequer me sinto. Mas estou viva, estou aqui... isso eu sei.
E sei que mais uma vez sofri uma desiluão, que lá no fundo até já esperava, mas que não queria acreditar que fosse verdade. Mas suponho que a vida seja isto mesmo, esta mistura de encontros e desencontros, altos e baixos, voos e quedas.
O que mais dói é ver os meus sonhos, construídos pouco a pouco e com muito cuidado, o coração entregando-se a medo, a serem levados por uma súbita (mas, repito, de certo modo já esperada) rajada de vento que partiu o meu castelo de cristal e levou o pó dos poucos cacos que sobraram.
E eu, que estava lá dentro, vi o meu mundo cair sobre mim, outra vez. E não esperava que doesse tanto, isso eu não esperava. Pensei que seria só mais uma pequena dor, não uma facada no coração. E eu, que estava lá dentro... lá fiquei. Quieta. Com as mãos sobre a cabeça, a proteger-me da explosão e a chorar ao mesmo tempo. À espera que a tempestade passasse. E eu, que estava lá dentro... ainda lá (cá) estou. Qual Cinderela que perdeu o sapatinho, e sabe que o príncipe, este príncipe encantado, tão perfeito por fora, não vai voltar. Nunca mais.

( a foto é da autoria de Cláudia Andrade, 02.01.2010 @ todos os direitos reservados.
obrigada minha querida pela bela sugestão de eu utilizar as tuas belas fotos para ilustrar os meus desabafos. )


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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

over over over over SO over ,

se havia coisa da qual eu não estava à espera, era disto, mas suponho que uma vez mais provaste que contigo nunca se sabe. nunca se pode confiar nem esperar. e doeu, doeu tanto! mais uma 'facada' no coração. e não posso reclamar muito. mas desta vez, meu amor, desta vez aprendi, oh se aprendi! e tenho apenas mais uma palavra a dizer àquele "nós" que eu sempre quis e nunca, na verdade, existiu: adeus! para mim ACABOU!

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

passatempo ,

( a Cherry enviou-me o questionário e eu decidi fazê-lo para quebrar a monotonia e a onda deprimente dos últimos tempos. )

1.
Quem foi a última pessoa que te disse "amo-te"? A minha Catarina :')
2. Lamentas-te muitas vezes? Há quem diga que sim, bastantes.
3. És tímido ou extrovertido? Depende muito da situação e da companhia, mas acho que sou mais para o tímido.
4. És um rapaz ou uma rapariga? Da última vez que verifiquei, era uma rapariga xD
5. Qual é o estado da tua relação? Não é.
6. Como queres morrer? Rapidamente, sem dor, sem me aperceber. E daqui a muiiiiiiito tempo.
7. Qual foi a última coisa que comeste? Chocolate.
8. Fazes algum desporto? Só em Educação Física. Os meus joelhos decidiram que não dão para mais nada.
9. Róis as unhas? Por muito que queira não posso, são falsas!
10. Quando foi a tua última luta física? Não está muito nos meus hábitos, lutar fisicamente xD
11. Tens atitude? Gosto de pensar que sim.
12. Gostas de alguém? De muita gente e de mais um.
13. Qual o teu verdadeiro nome? Inês :)
14. Odeias alguém neste momento? Muito mesmo!
15. Sentes a falta de algo? Sim, imenso. E de "alguém", também.
16. Tens animais de estimação? Infelizmente (já) não.
17. Como te sentes hoje? Com energia a precisar de ser gasta e cheia de saudades.
18. Já comeste num carro em que alguém ou tu estava a conduzir? Já, tantas vezes.
19. Tens medo de aranhas? Sim. E odeio qualquer outro insecto/bicho nojento que possa existir e aparecer-me à frente.
20. Se te dessem a oportunidade de voltar atrás, tu voltavas? Gostava de poder dizer que não, mas a verdade é que voltava, agora mesmo.
21. Lamentas alguma coisa no teu passado? Não, que me lembre.
22. Quais os teus planos para este fim de semana? Estudar, maioritariamente. Mas na sexta à noite há teatro, e no sábado o jantar de anos do meu Pedro Rio que eu adoroooo e de quem tenho morrido de saudades (LLL)
23. Queres ter filhos? Quantos? Acho que sim, vamos lá ver, uns dois ou três no máximo.
24. Já alguma vez beijaste alguém cujo nome comece por um M? AHAHAH, esta pergunta é, no mínimo, irónica, no dia de hoje. Sim, já.
25. Tens piercings? Não.
26. Consegues falar bem? Oh meu Deus xD Sim, às vezes bem demais até.
27. Sentes falta de alguém do teu passado? Sim, sinto. Muita até.
28. Já fizeste alguma festa do pijama? Em minha casa, não. Mas já fui a muitas.
29. Já alguma vez estiveste em cima de um cavalo? Woow, parece estranho mas não.
30. Já beijaste alguém nojento? Não, felizmente não.
31. Já partiste o coração de alguém? Sim, suponho que sim.
32. Já alguma vez foste enganado? Sim, de várias maneiras por várias pessoas.
33. Já alguma vez fizeste o teu namorado chorar? Não tenho namorado, mas olhando em retrospectiva, não, acho que não.
34. Queres viver com alguém sem casar? Sim, tudo a seu tempo.
35. O que devias estar a fazer? Estudar Geografia e Filosofia.
36. Já gostaste tanto de alguém que até magoasse? Sim, está a doer agora mesmo.
37. Tens namorado? Não.
38. Qual é a tua cor favorita? Rosa, rosa, rosa!
39. Já alguma vez mudaste de roupa dentro de um veículo? Sim, tantas vezes.
40. Confias facilmente nas pessoas? Confio... demasiado facilmente.
41. Tens uma boa relação com os teus pais? Achava que sim, mas agora não sei.
42. Qual foi a última pessoa que te viu chorar? A Lili, o Tiago e a Joana.
43. Dás segundas hipóteses facilmente? Depende da pessoa e do que me fez quando estragou a primeira oportunidade que teve.
44. É mais fácil perdoar ou esquecer? Perdoar, sem a menor dúvida.
45. Este é o melhor ano da tua vida? Eu queria muito que fosse, mas até agora, (ainda) não.
46. Qual o nome que te chamavam em criança? Néné -.-'
47. Já alguma vez foste para algum sítio completamente despido? Já, geralmente para o chuveiro/banheira xD E também para o mar, de vez em quando, no Verão e de noite, com a Tita e a Lili xD
48. Acreditas que tudo acontece por um motivo? Sim, acredito. Mas nem sempre é fácil encontrar esse tal motivo.
49. Qual é a última coisa que tu fazes antes de te deitar? Tiro os óculos (-.-).
50. Já alguma vez tiveste fora do país? UI, tantas!
51. Alguma vez jogaste DS? Não, por acaso não.
52. Estás a ouvir música neste momento? Não, por acaso não.
53. Gostas de comida chinesa? Nãaaao :x (vá, talvez de um ou outro prato, mas é raro)
54. Tens medo do escuro? De muito escuro, até tenho.
55. Nunca fazes batota? Só quando jogo qualquer coisa contra o meu irmão. E às vezes no UNO, mas é raro xD
56. És rancoroso? Devo confessar que sim, até sou. Não muiiito. Mas sou.
57. Consegues manter sapatos brancos limpos? Não tenho sapatos brancos. Mas suponho que para mim seria difícil, devido às minhas companhias xD
58. Acreditas no verdadeiro amor? Sim, com todas as forças... com todo o coração, acredito.
59. Gostas de sair à noite? Oui, claro.
60. Queres-te casar? Sim, acho que sim.
61. É amoroso quando um rapaz te trata por "bebé"? Depende. Geralmente acho vulgar, acho 'piroso', mas já adorei, há uns meses, ser tratada assim.
62. Estás com fome? Acabei de jantar. Mas não dizia que não a uma sobremesa xD
63. O que te faz feliz? Tudo e nada. Neste momento, nada.
64. Mudavas o teu nome? Não não, adoro o meu nome. :D
65. Gostavas de ir aos Pirenéus? Até gostava, agora no Inverno.
66. Vês as notícias? Não faço questão. Infelizmente.
67. Qual é o teu signo? Virgem (a)
68. Gostas de andar de metro? Não desgosto.
69. Foi difícil beijar a última pessoa que beijaste? Não, porque queria bastante e porque estava bêbeda (passagem de ano é o que dá) xD Mas não foi o melhor beijo da minha vida.
70. O teu melhor amigo do sexo oposto gosta de ti, o que fazes? Ui, agora surgiram-me imagens desagradáveis :x Não sei, ia ser MUITO estranho e espero que nunca aconteça. Porque quase de certeza que se iria estragar a amizade, nunca sei lidar com coisas destas.
71. Gostas de falar com os teus amigos? Wow, que pergunta mais estúpida xD É ÓBVIO, senão que sentido é que fazia ser amiga deles?
72. Já alguma vez fingiste não ver alguém que conhecias? Euuuu? Nunca na vida xD Só uma vez por dia, ou mais!
73. És teimoso? MUITO!
74. Qual foi a última pessoa do sexo oposto que falou contigo? Pessoalmente, o meu pai. Virtualmente, o Adolfo. E por mensagens, o Huguinho.
75. Faz diferença que a pessoa com quem namoras fume? Não aprecio muito, confesso. Mas se tivesse de ser, então pronto.
76. Qual foi a última pessoa com quem tiveste uma conversa depressiva? O Tiago, é sempre o Tiago.
77. Qual a tua música favorita? Tenho várias. Agora agora agora, a do meu blog.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

wake up , honey .


Acho que a única pessoa que ainda não percebeu que estou a perder preciosos momentos do meu tempo completamente em vão... sou eu.
De que me serve continuar a lutar por um sonho que tem forma e cor e consistência e até um corpo, se no fundo ele nada mais é do que uma miragem? De que me serve persistir nesta estupidez à qual chamo, à falta de melhor palavra, loucura, se até eu começo a perceber que não vale a pena, que ele não vale a pena, que aquela noite, apesar de ter valido a pena, foi apenas um acontecimento que eu valorizei, mas que não passou de apenas uma noite diferente, para ele?
Eu disse há uns meses, e repito, que o que me doeu não foi ter sido "a outra", porque tudo o que eu fiz foi feito em plena consciência. O que doeu - e ainda dói, agora dói mais, até - foi ter sido apenas "só mais uma", uma de muitas, uma de tantas outras que, tal como eu, ficaram abandonadas pelo caminho, encantadas por uma miragem, um oásis de perfeição que se revela depois imprestável... pelo menos no que toca ao que está lá dentro, no coração. (terás coração?)
Não, não, NÃO! Não quero mais, isto tem que acabar! Não sei como, não sei quando, não sei nada, mas isto tem de acabar! Não posso permitir-me chorar por ti, não posso descer a esse estado de desespero outra vez, não por ti, não posso, não posso! Não quero! E não vou... Não vou.
Hoje, não sei ao certo porquê, consegui olhar para a situação de uma forma objectiva, e vi a minha estupidez toda por ter acreditado ser possível mudar-te e fazer-te olhar para mim com olhos de ver. Vi-te a ti, longe e distante e no teu mundo, completamente afastado do meu. E vi que não dá, não dá mais. E uma vez mais - porque já estivemos antes nesta situação - entrego as minhas armas e digo adeus. Não vale(s) a pena, vou desistir para não me magoar. E não se trata de cobardia ou medo, trata-se de pura inteligência.

( desconfio que este texto hoje saiu direitinho das lágrimas que me escorrem pela cara e me vão lavando a alma. quem sabe amanhã não escreverei qualquer coisa diferente. talvez baste que olhes para mim para o mundo mudar outra vez .. )

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

she means so damn much ,


Hoje não tenho nada para dizer a não ser que tenho imensas saudades da minha melhor amiga. Estou a repetir-me pela 2934734634893ª vez, mas não faz mal: EU AMO A MINHA MELHOR AMIGA, incondicionalmente, continuamente, loucamente, eternamente! Ela sim, vale a pena. Ela sim, é o meu porto de abrigo. Ela sim, é a minha metade. Eu amo a minha VanessaDanielaRibeiroBorges e amo estas conversas telefónicas, eu amo as qualidades e os defeitos dela, eu amo a personalidade e os olhos dela, eu amo-a toda, de cima a baixo, por dentro e por fora. Conseguiu, em dez minutos, fazer-me mais feliz do que qualquer outra pessoa nas últimas duas semanas.
És-me imenso, foda-se! És tudo! SEMPRE.

( ambas odiamos a foto, mas é um ódio positivo, estamos lá as duas e é o que conta :D )

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

surviving ,


Eu pensava ter atingido um porto seguro, um local calmo onde estivesse abrigada de ventos e tempestades, onde os dias não custassem a passar e fossem preenchidos por inesperados, as coisas boas e os inevitáveis percalços de adolescente. Pensava mesmo que tinha encontrado o meu equilíbrio, a minha segurança... a minha paz.
Parece que estava enganada, uma vez mais, uma de tantas vezes, mais um de tantos enganos, de tantas (des)ilusões que já sofri. Sempre me levantei após cair, sempre lutei sem desistir, sempre recuperei das derrotas e das perdas que fui sofrendo ao longo destes dezasseis anos (e mais uns meses). Sempre. Mas agora? Agora já não tenho força nem vontade de me levantar daqui e de partir para a luta, para mais uma luta. Não sou capaz, não quero... sobretudo não consigo.
Sinto que ando a perder tudo, a pouco e pouco. As pessoas desiludem-me todos os dias. Umas afastam-se sem explicar porquê. Outras nem se dignam a deixar-me aproximar. Outras rebaixam sem se preocupar com a dor que causam. Outras encontram novas pessoas e esquecem-se das antigas. A vida é feita de escolhas, e eu não me sinto como sendo a escolha de ninguém. E até aguentaria bem essa situação, se tivesse os meus melhores amigos comigo, ao meu lado, se os sentisse bem perto como sempre e se me conseguisse refugiar neles para esquecer o resto. Mas não, também não sou a escolha deles. Passo com eles as manhãs e as tardes, por vezes as noites, todos os intervalos, todas as aulas, trocam-se bilhetinhos e mensagens, conversas e ideias, e não me sinto parte deles. Sinto-me, isso sim, à parte. Isolada. Longe. E ninguém me alcança - talvez porque ninguém tenta ou simplesmente ninguém quer. Por isso suponho que esta seja mais uma prova, mais um obstáculo a ultrapassar. Mais uma provação. Só que... não consigo...
É mesmo triste. Quando comecei a viver de novo, mais um turbilhão e os verbos viver e aproveitar evaporaram-se no nada. Agora, vou sobrevivendo como posso, à espera do dia em que vou voltar a apreciar as pequenas coisas da vida, os raios de sol, os gemidos do vento, as gotas da chuva, o som do mar, a calma da praia, um simples abraço ou até um sorriso. Essas pequenas coisas que habitualmente me fazem feliz e que agora nem sequer me dão ânimo.
Espero que um dia destes o rumo se volte a alterar.

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( estou cansada das atitudes dela(s). magoa(m)-me tanto e nem percebe(m). ou então faz(em) de propósito! já acredito em qualquer coisa... )

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

sempre ,

Hoje tinha de escrever para ti, meu amor... Meu amor? Será que ainda posso chamar-te assim? Provavelmente não. Já não é válido e provavelmente aos teus olhos seria um abuso (mais um). Mas... os teus olhos não estão a ler este texto. Portanto... meu amor, hoje tinha de te escrever.
Eu sei que já ninguém compreende porque continuo a escrever-te se já não me lês, porque insisto em não te deixar partir quando já me libertaste há tanto tempo, porque continuo a ficar contente e emocionada quando me sorris ou simplesmente quando dás pela minha presença. Nem eu própria compreendo. Depois de tanta dor e tantas lágrimas que continuo a achar, de certa forma, imerecidas, provavelmente a maioria das pessoas faria uso da sua sensatez e esquecia o assunto de uma vez. Mas eu não sou assim: talvez me falte a sensatez ou simplesmente esse verbo "esquecer" seja desconhecido para mim e para o meu coração. Não sei... nem interessa.
O que interessa é que o dia de hoje, por motivos bons e maus, não poderia passar em branco. Até porque pela primeira vez em mais de seis meses conseguimos manter uma conversa, sobre nada em especial (o Tacadas é, de facto, desinteressante...). É certo que foi muito pouco, quase nada, mas foi uma conversa civilizada e calma, normal e de certo modo reconfortante. E ninguém percebeu ou valorizou esse facto quando eu fiquei feliz. Mas depois de dois anos e meio, acho que era necessário valorizar - e para te dar valor sempre estive pronta, acredita!...
Enfim, já estou a perder o rumo ao que queria dizer, de facto já nem sei o que queria dizer. Estava a escrever apenas porque sim, porque senti que precisava. E já saciei esta necessidade. O que (ainda) tenho para te dizer, vou guardar só para mim - talvez um dia consiga finalmente confessá-lo. A ti.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

omnipresença ,


Juro que adorava, adorava ser omnipotente, omnipresente e, sobretudo, omnisciente.
Fosse eu omnipotente, e conseguia logo ganhar coragem para fazer uma data de coisas que não só queria, como precisava de fazer.
E quanto à omnipresença, neste preciso momento precisava de estar em pelo menos três ou quatro sítios ao mesmo tempo, não tanto por curiosidade, mas mais com o intuito de resolver estas dúvidas malditas que não se desvanecem. Ir longe para consolar um e perceber o que se passa afinal, estar perto para poder observar as movimentações furtivas de certas personagens e descobrir possíveis ligações, estar dentro para poder ler o coração. Estar com ele para poder dizer-lhe o que gostava.
Mas a omnisciência... ai! Se eu pudesse obter respostas a todas estas perguntas que me consomem e destroem, estaria agora muito mais calma. Só para não dizer feliz, porque cada vez mais me apercebo do quão relativa é a felicidade e do quão rápido escorre por entre os dedos. Por isso já nem peço felicidade, peço respostas. Só quando as tiver poderei lutar pela felicidade.

(a loucura está a tirar-me a capacidade de escrever um texto coerente.)

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

incomplete ,

Esperar é reconhecer-se incompleto.


Estou tão confusa.
Desde há uns dias atrás, tenho vivido num mundo quase paralelo, quase irreal, quase fantástico, feito de sonhos e, quem sabe, ilusões, feito de esperanças e desejos e vontades e lembranças. Tenho vivido num mundo só meu e onde ainda não deixei ninguém entrar, porque desta vez, e pela primeira vez em muito tempo, não consigo abrir-me e contar tudo o que vai cá dentro.
Tenho medo, medo de mim, medo do que sinto, medo do que quero, medo do que sonho e medo do que penso. Tenho medo do coração que se acelera de repente, das mãos que tremem, dos olhos que brilham, do sorriso que se rasga. Tenho medo que reparem que, quase inconscientemente, o procuro em cada intervalo, que os meus sentidos se põem em alerta de cada vez que o pressinto, que passeio sem destino para o ver. E tudo isto sem o amar. O que faria se gostasse mesmo dele?
Já estive aqui. Já senti tudo isto, até mais intensamente. Já desejei e quis e esperei... e desisti porque senti que a derrota era certa. Pensei ter aprendido a lição há uns meses atrás, pensei estar recuperada da fraqueza e das ilusões sucessivas. Mas pelos vistos, não... ainda não. Como todas as pessoas que me marcam ou marcaram em tempos, não sou capaz de me manter indiferente à presença dele, à passagem dele, ao sorriso dele, aos olhos dele.
Eu sabia que me estava a meter numa situação perigosa. E sei que tenho de sair dela. Até porque não me posso esquecer que tu nunca me completas... há sempre uma peça do puzzle que fica por encontrar...

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

loucura!


Eu esforço-me por entender as pessoas, juro que sim. Eu esforço-me por compreender os seus pontos de vista e por perceber as suas atitudes, mesmo as mais descabidas. Eu tento não me irritar com a parvoíce e com a falta de inteligência de muitos dos que me rodeiam, eu tento lembrar-me que estamos todos na famosa "idade do armário" e que as reacções parvas são normais porque cada um de nós vê o mundo à sua maneira, e todas essas maneiras são diferentes umas das outras. Eu juro, juro que tento. Mas às vezes não dá! Pura e simplesmente não dá... e hoje foi um desses dias. Em que não deu.
Não estou para ouvir e calar, para aturar estupidez e fingir que está tudo bem, não estou para dizer às pessoas o que sinto e ouvir respostas irónicas, mordazes ou, pior, indiferentes. Não estou para me cansar a expôr-me a quem me responde por monossílabos, a quem não se digna sequer a prestar-me mais do que uns segundos de atenção. Eu gosto muito de ti, eu adoro-te e és grande parte do meu mundo, és-me essencial, não vivo sem ti e tu sabes disso, mas se tens os teus dias maus, eu também tenho os meus, e hoje simplesmente cansei-me disto tudo. Descarreguei em ti e se calhar não o merecias, se calhar foste a pessoa certa no tempo errado, se calhar foste a pessoa errada no tempo certo, não sei, já não sei nada, o que sei é que nos chateámos e eu não queria. Nenhum de nós está bem e a solução foi lançarmos tudo um contra o outro para acalmar as almas revoltadas. Mas tudo bem. Depois do ataque de choro e da raiva, tudo passa e voltas com os teus sorrisos e palavras de mel. Ou assim espero.

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domingo, 10 de janeiro de 2010

I still wonder,



Ultimamente tenho pensado muito em ti. Porque será que me é tão mais fácil escrever sobre ti do que sobre qualquer outra pessoa, mesmo passados estes nove meses sem te ter? Porque será que continuas a fazer o meu coração bater mais forte quando passas por mim e sorris, ou das raras vezes em que falas comigo? Porque continuas a exercer este tão grande poder sobre mim, que me faz comparar todos os outros contigo, e me impede de me apaixonar a sério por alguém? Porquê?
Toda esta situação é uma injustiça... como sempre foi. Porque fui sempre eu que amei mais, que quis mais, que senti mais, que desejei mais, que precisei mais, que pedi mais, que sofri mais, que chorei mais, que me desiludi mais... fui sempre, sempre eu. Tu? Nem sei bem o que sentias. Se sentias. Porque foram tantas as vezes em que eu sentia que fugias às palavras que não querias ler, e que te escondias da pessoa com quem nem sempre querias estar.
Talvez seja por tudo isto (e mais ainda) que continuo a pensar em ti e a escrever-te sempre, mesmo sabendo que não me lês.
Queria saber se ainda pensas em mim, se sabes que eu existo e que estou aqui. Se guardas as fotos minhas que um dia pediste - se as olhas de vez em quando como eu faço com as tuas! Se te lembras do nosso cantinho especial - se relembras os meus olhos, o meu sorriso, os meus braços, as nossas gargalhadas, as nossas conversas, os nossos abraços e beijos, como eu faço sempre que passo nesse sítio! Se olhas para o telemóvel e pensas em mim de vez em quando - porque já não recebes uma mensagem minha há meses! Se te recordas do meu cheiro, da minha roupa, do meu toque, da minha presença - como eu me lembro do teu perfume, das tuas mãos em mim, dos teus braços a apertar-me contra ti... da tua boca!
Gostava de voltar a ter uma conversa contigo, uma conversa séria e a sós, em que pudesse dizer-te tudo aquilo que, há uns meses atrás, os sentimentos me impediram de dizer. Gostava de voltar a receber um sorriso teu só para mim, um sorriso verdadeiro e não de circunstância. Gostava de te voltar a abraçar, pela última vez, quem sabe. Gostava de saber que te lembras de mim com algum carinho e não com remorsos ou raiva. Gostava de fazer parte da tua vida... ainda... sempre...

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

2010 ,

É o primeiro post de 2010 e a disposição para a escrita é pouca ou nenhuma, devo confessar.
Estou de volta às aulas e não me sinto nada feliz, as pessoas estão diferentes mas iguais, ou então fui eu que mudei e não dei por ela. Sei que estou marcada por certas coisas, certos momentos que foram muito bons, e preciso de falar sobre eles ou então vou explodir. Posso parecer calma, controlada e até feliz, mas por dentro não estou, e ninguém sabe ou compreende como me sinto, porque ninguém percebe esta 'relação', ninguém consegue ver a quantidade de saudades que tenho e que não posso consumir. Por isso calo-me o mais que posso e tento não chatear - eu sei que falo muito, mais do que devia talvez, mas não o considero (sempre) um defeito. E é a única maneira de não deprimir, já que a escrita não me ajuda porque me faz pensar, e se penso estrago a calma, quer a aparente quer a pouca que vou conseguindo cá por dentro. Enfim, escrevi muito para não dizer nada. E só tenho três frases:
Adorei.
Não me arrependo de nada.
Repetia cada segundo.

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domingo, 27 de dezembro de 2009

:(

Tinha prometido a mim própria que desta vez não ia criar expectativas. Que não ia sonhar demasiado alto. Que não ia esperar ansiosamente por algo que não só não era certo, como nem sequer era ainda provável. Mas eu já devia conhecer-me... já devia saber que sou demasiado sonhadora para conseguir manter os pés no chão por muito tempo. Não que não seja capaz - sou, consigo ser bastante realista quando quero. Mas desta vez... desta vez não deu. A realizar-se, este sonho far-me-ia feliz, felicíssima, radiante de tanta felicidade, durante uns dias. A realizar-se, pôr-me-ia em êxtase quase completo. Mas é o que eu digo: a vida tem prazer em trocar-me as voltas! Em roubar-me a felicidade... em destruir-me os sonhos... e hoje não foi uma excepção.
Foi um Natal marcado por lágrimas. Gostaria de poder dizer que, apesar disto, estou feliz, e que foi apenas mais um golpe de azar... mas a verdade é que não foi. Foi uma dor bem ardente. Não queria que as coisas tivessem sido assim, mas suponho que no final, as pessoas desiludem-nos sempre.

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Merry Christmas!

All I want for Christmas is you.

Este ano, já não estava à espera de um grande Natal. À medida que vou crescendo, a magia vai-se perdendo a pouco e pouco. Continuo a achar piada à árvore cheia de luzes, ao presépio, às ruas todas enfeitadas, aos presentes debaixo da árvore... mas agora valorizo muito mais a companhia daqueles que me são queridos. Se pudesse, se o Natal não fosse uma festa de família, pegava em todas as pessoas que amo e reunia-as à mesma mesa, na mesma casa. O Natal sempre foi a minha festa preferida e agora, com a pouca magia que ainda guarda, o que quero é mesmo ser feliz com quem me completa - os presentes não são tudo, não são mesmo nada, talvez porque tenho e sempre tive tudo o que quero. E este ano, não esperava um grande Natal porque vou estar apenas com um lado da família, o lado da família com que tenho menos ligação e, sinceramente, menos afeição. Diz-se que as diferenças de cada um fazem bem às relações, mas tudo o que é demais é erro... e este não é o meu ambiente. Até porque criei grandes expectativas para estas férias de Natal e estou a vê-las todas derrubadas, uma a uma. Só há duas prendas que me poderiam fazer mesmo feliz este ano. E não são prendas que se possam embrulhar e colocar debaixo da árvore, porque são prendas que me fariam feliz por dentro, que me aqueceriam o coração e que me fariam a pessoa mais feliz do mundo - nenhuma árvore seria capaz de abranger tamanha felicidade. Uma delas, já sei que não vou receber. Mas a outra... a outra ainda é uma incógnita. Veremos.

I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need
I don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you...

( e não, respondendo a todas as questões deste género nestes últimos dias, não estou apaixonada. )

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

voltar atrás ?

Suponho que a vida tenha prazer em trocar-nos as voltas e deixar-nos perdidos quando menos esperamos. E eu não estava, com toda a certeza, à espera do que aconteceu.
Não foi nada de especial, não foi mesmo. Aliás, foi uma coisa absolutamente banal, normal, mesmo ínfima: um simples pedido de amizade numa rede social. E o que é um pedido de amizade? Nada de especial. Se não tivesse vindo da tua parte. Mas foste tu... e quando se trata de ti... nunca consigo ficar indiferente.
Não estava à espera que me fosses adicionar. Mas o que não esperava era ficar a tremer e com o coração a bater forte por causa de uma minúscula coisinha destas. Não esperava ficar parada, sem reacção nem movimento, a olhar para a tua foto, presa no teu sorriso. Toda a gente sabe, no que me toca, que o teu sorriso é viciante. Já se passaram estes meses todos desde que partiste, e eu continuo a amar esse sorriso. Apesar de já não te amar a ti.
Mas, meu Deus, tu foste tanto... até há uns meses, eras tanto! Como é que estas coisas acontecem? Como? Porque é que temos de perder as pessoas que mais nos importam? Que mais queremos? Que são tudo para nós? Depois daquela terrível noite, já me fiz estas perguntas muitas e muitas vezes... e a resposta, se é que existe, é sempre a mesma: é tudo obra do destino. Para quem nisso acreditar.
Há bem pouco tempo perguntaram-me, Se já não gostas dele, porque continuas a escrever sobre ele? Porque continuas a deixar-te afectar? Porque lhe dás importância? Porque continuas a olhar para ele e a ficar como que 'presa' nele? Isso não são sinais de amor? Não. Para mim não são. Ou talvez sejam. Mas falta o mais importante: o sentimento verdadeiro. Já aprendi a distinguir amor de paixão, por exemplo, e sei que isto não é amor, e muito menos o amor que já senti por ti. O facto de ainda me afectares, de me preocupar contigo e de querer que continues na minha vida, por pouco que seja, não tem de significar que ainda te amo. Para mim, significa que já te amei. Que foste a pessoa até hoje que mais amei. Talvez a única que amei de verdade. Por ti tinha dado tudo. Tinha-me entregue até onde tivesse de ser. Tinha feito tudo o que pudesse ter feito só para não te perder. Mesmo que ficasses comigo naquela loucura que vivemos durante meses. Tudo isso tinha sido melhor, naquele dia, do que perder-te. Não sei como não dei em louca depois disso, juro que não. E ainda hoje não sei como te ultrapassei. Mas não esqueci. Ambos sabemos disso - eu disse que era para sempre, e vai ser mesmo.

"I may not love you anymore, but I know that a part of me will always want you. I know that I will always love you, no matter who else appears in my life. You were the first one to touch my soul. And you touched it so deeply that the scars will live on. But I guess nothing lasts forever and time takes it all away. So I'm keeping you in my heart, mind and soul so that I can always remember you, as an example - for the good and the bad moments. You'll always be with me. I just hope I'm always with you too..." é que é mesmo isto.

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aii ,

Deu-me uma súbita vontade de escrever, mas não posso dar asas à imaginação agora. É tarde, estou cansada e dorida (por dentro e por fora) e apesar de sentir alguma 'inspiração', não vou entregar-me à escrita agora porque não é o que me faz falta - uma cama, cobertores fofinhos, uma almofada alta, escuridão, silêncio e muito muito muito descanso. Isso sim, faz-me falta. De preferência com sonhos cor de rosa, ou pelo menos coloridos, que me façam esquecer um pouco esta realidade que ando a viver. Não é que ela seja a preto e branco, porque felizmente (já) não é - mas mesmo assim, as cores da minha vida andam demasiado baças para o meu gosto. Não tenho nada nem ninguém que me faça verdadeiramente feliz e é um pouco cansativo estar sempre à procura daquilo que não encontramos, ou então que encontramos e no final, não era o que queríamos nem o que precisávamos.
Uau. São 2h45 e estou a deixar-me levar por estas filosofias estúpidas que me correm na cabeça nos últimos tempos, quando já nem consigo abrir bem os olhos e estou a fazer um esforço tremendo para encontrar as teclas certas. Mesmo assim, sinto-me impelida a ficar por aqui mais uns momentos. Cada letra que escrevo traz um pouco mais de calma ao meu coração. Não que precise de calma. O que eu quero é agitação... animação... vida! Paixões, alegrias e amor, sobretudo amor, amor, amor.

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domingo, 20 de dezembro de 2009

I didn't want it to be like this ,

Do mesmo modo que há uns dias escrevi que apreciava as mudanças, hoje já me contradigo enquanto escrevo que não as desejo mais. É engraçado como quando começo a gostar de uma coisa o destino tem prazer de a exagerar e distorcer até já não gostar mais. A noite de ontem foi um exemplo disso, um exemplo insignificante entre tantos outros que poderia escrever aqui, se tivesse paciência. Mas hoje não. A serenidade foi-se e estou nesta ânsia quase desesperada de saber porque é que de repente mudaste (outra vez). Gostava muito de continuar a acreditar que não és igual aos outros todos, que lhes és muito superior, mas sinceramente já não estou a conseguir. Magoas-me todos os dias e nem pareces reparar. E desiludiste-me pela primeira vez. Agora, não sei... não sei o que quero. E odeio não saber.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

bah ,

Devia estar contente porque daqui a menos de duas horas vou sair de casa e tenho à minha frente a primeira noite de férias de Natal, uma noite que espero que venha a ser boa, divertida, sem confusões e com muita diversão. Mas, não sei bem precisar porquê, tenho a impressão de que isso não vai acontecer de todo. Chamem-lhe pessimismo, chamem-lhe superstição, chamem-lhe o que quiserem. Eu cá chamo-lhe feeling... e costumo sempre acertar nos meus feelings. Quase posso apostar que me vou sentir posta de parte e que vou sentir a presença estranha de pessoas que não faziam parte de tudo, que não faziam parte do 'nós' que éramos dantes. Já não seria a primeira vez que tal acontecia. Sei que me vou sentir posta de parte por essas mesmas pessoas, e que vão gostar de se sobrepôr e provar que ocuparam um lugar especial que sentia como meu. Mas tudo bem. Sou superior a isto, e o que me vale é que estou de férias e com sorte só volto a ver as 'personagens' para o ano que vem. Estou mesmo a precisar de sair de ao pé das pessoas que vejo todos os dias, quero libertar-me deles todos sem qualquer excepção e voltar renovada por dentro (e quem sabe por fora, se se der ocasião...) para que no resto do ano lectivo algumas das coisas que ocorreram neste primeiro período não voltem a acontecer. Tristemente, vou partir para férias chateada com duas pessoas - mas não estou arrependida do que disse e fiz, e se alguém tem motivos para estar chateado, esse alguém sou eu. Por isso tudo bem. Por dentro, estou calma, apesar deste meu feeling. Mas sei que posso sempre fugir, se não me sentir feliz... bem ao jeito da Cinderela. Só não me parece é que vá deixar um sapatinho para trás para que um príncipe o apanhe... o príncipe, esse, ainda nem apareceu...

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

bestfriend,

Se podia viver sem ela? Podia, mas não era a mesma coisa!


Meu amor,
Nem tenho palavras para te agradecer. Hoje foi uma tarde fantástica. Mas os agradecimentos não são por hoje... são por tudo. Por tudo o que já fizeste, por seres quem és, por me fazeres tão bem. Sei que não gostas nada de textos lamechas, mas também sei que os meus textos lamechas são os únicos que suportas ler e gostar. Sei que não és grande adepta de palavras bonitas, mas os teus abraços valem por tudo. O teu sorriso quando me viste ali de surpresa. Eu gosto tanto de ti!
Eu sei que da primeira vez que nos vimos, foi ódio puro o que se criou entre nós. Eu sei que por muito que sejamos as amigas, as melhores, a distância e o tempo nos afastam mais, muito mais do que seria desejável. Eu sei que já não somos as mesmas e que estamos a crescer e a mudar longe uma da outra. Mas as tardes como as de hoje, os momentos, as conversas que temos sempre que nos reencontramos... valem por todo o tempo de separação!
Nem tenho palavras. Hoje não tenho inspiração nenhuma. Mas tenho a nossa tarde sempre comigo e sei que vai ficar na memória. Eu amo-te Vanessa, eu amo-te e és a única pessoa a quem posso dizê-lo. Minha melhor amiga... são dois anos e meio <3>

domingo, 13 de dezembro de 2009

changes ,

Na Natureza (...) nada se perde, tudo se transforma.
Lavoisier



Apercebo-me todos os dias de que já nada é imutável... apercebo-me e, mais do que isso, compreendo e aceito que assim seja. E sinto necessidade de escrevê-lo, porque é uma grande mudança para mim. Até há uns meses daria muita coisa para que a minha vida continuasse sempre igual, para que as pessoas não desaparecessem, não mudassem, não evoluíssem e com essa evolução, se perdessem de mim. Mas agora já não penso assim. Agora sinto que a mudança é um bem necessário, e que por vezes até a mudança para pior tem o seu lado positivo. Ou então isto são só devaneios de alguém que hoje decidiu acordar para o mundo da introspecção e se sente muito inclinada para reflectir...
Seja como for, foi ao ler uma frase que comecei a pensar nisto, uma frase simples e com a qual não concordaria nada até há bem pouco tempo: Não há segredos inconfessáveis nem perdões impossíveis. É mesmo verdade... tão verdade que, ao olhar para trás, encontro momentos em que transformei bocadinhos do meu coração em palavras, e soprei-as ao ouvido de pessoas que estavam lá na hora certa. Palavras que nunca pensei vir a pronunciar, segredos que guardava no fundo da alma mas que acabaram por soltar-se de mim. Isto era coisa que não faria dantes, quando pensava ao pormenor as palavras que dizia, antes de as dizer. Mas sabe tão bem ser espontânea...
E quanto aos perdões? Só houve uma única pessoa que precisei de perdoar. As outras, perdoei-as porque quis, porque o que quer que elas me tinham feito, não valia uma zanga. Mas ele... a ele perdoei-o sem ele sequer me pedir desculpa. Eu sei que lá no fundo ele se sentiu culpado pelo que fez, apesar de não o admitir abertamente. Eu li nos olhos dele e senti as mãos dele a tremer enquanto escrevia palavras para me atacar. Eu sabia que ele não me queria magoar, estava apenas a vingar-se. Tal como eu me tinha vingado antes do seu golpe traiçoeiro. Ele nunca me pediu desculpa, apesar de ambos sabermos que a culpa era dele e apenas dele. Mas mesmo que nunca se tivesse desculpado, eu perdoei-o. Não porque ele pedisse ou quisesse, mas porque eu percebi que só o conseguiria ultrapassar se o perdoasse. Se continuasse a guardar-lhe rancor ou raiva, ele permaneceria no meu coração. Por isso, perdoei-o e despedi-me dele, em paz. Ele abraçou-me e nesse momento o meu coração regressou ao meu peito, libertando-se dele.
Tudo isto para exemplificar o quanto as pessoas mudam. E o quanto eu aprecio mudanças. Pelo menos hoje... hoje gosto delas.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pedrinho ,


Meu amor,
Fazes anos hoje. Os teus dezasseis. E como sempre, não poderia deixar passar esta data em branco. Há dez anos que te dou os parabéns, há dez anos e uns meses que te tenho comigo e há dez anos que és das pessoas mais importantes para mim.
Já foste o meu melhor amigo. Já estivemos chateados durante algum tempo. Já discutimos aos gritos. Já rimos até às lágrimas e já chorámos agarrados até voltarmos a sorrir, sempre juntos. Já passamos por muitos momentos maus mas passámos por ainda mais momentos fantásticos. Estiveste presente em todas as minhas grandes noites e em muitos dos meus grandes dias, estiveste presente em toda a minha vida, a partir do momento em que dela tenho lembranças nítidas.
E hoje decidi ler os nossos comentários em comum no hi5 e algumas conversas do MSN que tinha guardadas. Resultado? Lágrimas. E desta vez não foram por andar num período especialmente sensível. Não, foram lágrimas de dor mesmo. Porque apesar de continuares na minha vida, e de ainda seres um grande amigo, e de sairmos juntos e de nos divertirmos e de te dar um beijinho todos os dias... já não é a mesma coisa. Na verdade, não temos nada a ver com o que já fomos e talvez só hoje, neste dia que é teu... talvez só hoje me tenha apercebido verdadeiramente disso. Hoje, depois de tudo, é que percebi que de todas as relações de amizade que se deterioraram com esta mudança de turmas, a que nós tínhamos é uma das que mais falta me faz.
E apesar de recentemente me teres magoado muito, muito mesmo com uma certa atitude tua, não ia deixar de escrever isto; quando se gosta mesmo, ultrapassam-se estas coisas, se elas forem, de algum modo, perdoáveis. E o que tu fizeste, é perdoável - não sei se vou esquecer, mas perdoar consigo, e não só consigo, como quero. Porque já estás
suficientemente longe para desejar uma distância ainda maior.
Amo-te, meu amigo. Vou amar sempre... aconteça o que acontecer. Continuas a ser dos melhores amigos que já pude, alguma vez, ter «3

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sábado, 5 de dezembro de 2009

it was not supposed to be this way ,


Dói quando as pessoas que mais importam nos magoam e parecem não se importar connosco ou com o que sentimos. Dói quando vemos que aqueles a quem costumávamos chamar de melhores amigos estão diferentes. Dói quando não estão lá quando mais queremos. Dói olhar em volta e perceber que não falam connosco, mas de nós. E dói sobretudo quando não se riem connosco... mas de nós. Dói quando novas pessoas se integram num grupo de amigos que se conhecem há anos e que começa a mudar os comportamentos deles para connosco. Dói quando um dia ficamos em casa porque não quisemos ir sair à noite e na manhã seguinte, o mundo é outro e parecemos ter perdido o nosso lugar para outra pessoa - sempre quis acreditar que as pessoas são insubstituíveis, mas agora... Enfim. Se eu fosse outra pessoa e se me contassem um problema assim, o que eu diria era Quem vale a pena é quem está sempre connosco; pode ser que seja apenas uma fase e que as coisas voltem ao que eram. É verdade que tenho andado mais sensível e que me irrito por tudo e por nada, ou quase, mas agora sei que não é apenas impressão minha. Mas tudo bem. Se as pessoas realmente forem importantes, vão ficar comigo. E se não ficarem... se não ficarem... é porque não merecem que perca o meu tempo.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

saudade ,

A saudade é a memória do coração.
Coelho Neto

Um dia disseram-me que a palavra saudade só existe em português. Não quis acreditar logo. O quê? Só em português? Não pode ser...
Então, fui ao dicionário. Tentei traduzir para inglês, para castelhano, para catalão, para francês, para alemão, para grego... até para árabe eu tentei! E nada, nada, nada.
Pergunto-me o que é que isto quererá dizer. Será que só os portugueses é que têm saudades? Não, claro que não. O sentimento é comum a todos os povos: haverá alguém que já tenha amado e que não sinta falta do que passou? Não. Não é isso. Todos sentimos saudades. Por alguma coisa os ingleses dizem "I miss you" e os franceses "Tu me manques"!
Mas nós, os portugueses... nós somos o povo mais saudoso. Também não há uma tradução para o nosso fado. E se fado pode ser um género musical... também pode ser destino... e se for destino... relaciona-se com saudade. E nós, portugueses, fomos o único povo a ter a palavra saudade, porque somos o povo que melhor sabe o que ela significa. Somos os que melhor sentimos essa dor e esse vazio.
Sinto-me orgulhosa por ser portuguesa e poder utilizar a palavra saudade. Se assim não fosse, a maior parte dos meus textos teria muitos espaços em branco...

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