Do mesmo modo que há uns dias escrevi que apreciava as mudanças, hoje já me contradigo enquanto escrevo que não as desejo mais. É engraçado como quando começo a gostar de uma coisa o destino tem prazer de a exagerar e distorcer até já não gostar mais. A noite de ontem foi um exemplo disso, um exemplo insignificante entre tantos outros que poderia escrever aqui, se tivesse paciência. Mas hoje não. A serenidade foi-se e estou nesta ânsia quase desesperada de saber porque é que de repente mudaste (outra vez). Gostava muito de continuar a acreditar que não és igual aos outros todos, que lhes és muito superior, mas sinceramente já não estou a conseguir. Magoas-me todos os dias e nem pareces reparar. E desiludiste-me pela primeira vez. Agora, não sei... não sei o que quero. E odeio não saber.
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