
Eu pensava ter atingido um porto seguro, um local calmo onde estivesse abrigada de ventos e tempestades, onde os dias não custassem a passar e fossem preenchidos por inesperados, as coisas boas e os inevitáveis percalços de adolescente. Pensava mesmo que tinha encontrado o meu equilíbrio, a minha segurança... a minha paz.
Parece que estava enganada, uma vez mais, uma de tantas vezes, mais um de tantos enganos, de tantas (des)ilusões que já sofri. Sempre me levantei após cair, sempre lutei sem desistir, sempre recuperei das derrotas e das perdas que fui sofrendo ao longo destes dezasseis anos (e mais uns meses). Sempre. Mas agora? Agora já não tenho força nem vontade de me levantar daqui e de partir para a luta, para mais uma luta. Não sou capaz, não quero... sobretudo não consigo.
Sinto que ando a perder tudo, a pouco e pouco. As pessoas desiludem-me todos os dias. Umas afastam-se sem explicar porquê. Outras nem se dignam a deixar-me aproximar. Outras rebaixam sem se preocupar com a dor que causam. Outras encontram novas pessoas e esquecem-se das antigas. A vida é feita de escolhas, e eu não me sinto como sendo a escolha de ninguém. E até aguentaria bem essa situação, se tivesse os meus melhores amigos comigo, ao meu lado, se os sentisse bem perto como sempre e se me conseguisse refugiar neles para esquecer o resto. Mas não, também não sou a escolha deles. Passo com eles as manhãs e as tardes, por vezes as noites, todos os intervalos, todas as aulas, trocam-se bilhetinhos e mensagens, conversas e ideias, e não me sinto parte deles. Sinto-me, isso sim, à parte. Isolada. Longe. E ninguém me alcança - talvez porque ninguém tenta ou simplesmente ninguém quer. Por isso suponho que esta seja mais uma prova, mais um obstáculo a ultrapassar. Mais uma provação. Só que... não consigo...
É mesmo triste. Quando comecei a viver de novo, mais um turbilhão e os verbos viver e aproveitar evaporaram-se no nada. Agora, vou sobrevivendo como posso, à espera do dia em que vou voltar a apreciar as pequenas coisas da vida, os raios de sol, os gemidos do vento, as gotas da chuva, o som do mar, a calma da praia, um simples abraço ou até um sorriso. Essas pequenas coisas que habitualmente me fazem feliz e que agora nem sequer me dão ânimo.
Espero que um dia destes o rumo se volte a alterar.
*
( estou cansada das atitudes dela(s). magoa(m)-me tanto e nem percebe(m). ou então faz(em) de propósito! já acredito em qualquer coisa... )
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Parece que estava enganada, uma vez mais, uma de tantas vezes, mais um de tantos enganos, de tantas (des)ilusões que já sofri. Sempre me levantei após cair, sempre lutei sem desistir, sempre recuperei das derrotas e das perdas que fui sofrendo ao longo destes dezasseis anos (e mais uns meses). Sempre. Mas agora? Agora já não tenho força nem vontade de me levantar daqui e de partir para a luta, para mais uma luta. Não sou capaz, não quero... sobretudo não consigo.
Sinto que ando a perder tudo, a pouco e pouco. As pessoas desiludem-me todos os dias. Umas afastam-se sem explicar porquê. Outras nem se dignam a deixar-me aproximar. Outras rebaixam sem se preocupar com a dor que causam. Outras encontram novas pessoas e esquecem-se das antigas. A vida é feita de escolhas, e eu não me sinto como sendo a escolha de ninguém. E até aguentaria bem essa situação, se tivesse os meus melhores amigos comigo, ao meu lado, se os sentisse bem perto como sempre e se me conseguisse refugiar neles para esquecer o resto. Mas não, também não sou a escolha deles. Passo com eles as manhãs e as tardes, por vezes as noites, todos os intervalos, todas as aulas, trocam-se bilhetinhos e mensagens, conversas e ideias, e não me sinto parte deles. Sinto-me, isso sim, à parte. Isolada. Longe. E ninguém me alcança - talvez porque ninguém tenta ou simplesmente ninguém quer. Por isso suponho que esta seja mais uma prova, mais um obstáculo a ultrapassar. Mais uma provação. Só que... não consigo...
É mesmo triste. Quando comecei a viver de novo, mais um turbilhão e os verbos viver e aproveitar evaporaram-se no nada. Agora, vou sobrevivendo como posso, à espera do dia em que vou voltar a apreciar as pequenas coisas da vida, os raios de sol, os gemidos do vento, as gotas da chuva, o som do mar, a calma da praia, um simples abraço ou até um sorriso. Essas pequenas coisas que habitualmente me fazem feliz e que agora nem sequer me dão ânimo.
Espero que um dia destes o rumo se volte a alterar.
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( estou cansada das atitudes dela(s). magoa(m)-me tanto e nem percebe(m). ou então faz(em) de propósito! já acredito em qualquer coisa... )
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2 comentários:
Hey... se precisares de falar... eu estou aqui! Sei que não sou a pessoa mais indicada... mas se precisares alguma vez de falar... estou aqui!
Sim é mais uma provação, e vais conseguir ultrapassar, embora custe muito seja muito triste e nem sequer sabemos o que havemos de fazer nestes momentos, porque parece que se dizemos que sentimos que se estão a afastar achamos que vao imediatamente dizer que a culpa é da nossa parte, mas por vezes deita-nos a baixo esta situação porque não é nada fácil (sei do que falo :S)
Tens de ter muita força por mais que sejam fracas ou que não saibas o que fazer. Tenho a certeza que tens essa força.
bjs
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