quinta-feira, 11 de novembro de 2010

( 11/11 )

Este é sempre um dia complicado. Tenho memórias muito vivas - memórias de há três anos atrás (e agora memórias também de há oito meses). Memórias muito boas, daquelas que quero guardar sempre, e que no entanto me magoam muito, só de pensar nelas.
Não me vou debruçar muito nesse aspecto. Já sou suficientemente repetitiva naquilo que escrevo... não vou debruçar-me nas memórias nem descrever aquilo de que me lembro, porque são coisas só minhas (e tuas) e a mais ninguém dizem respeito.
As pessoas dizem sempre que tudo vai passar, que a dor vai atenuar, que mais cedo ou mais tarde acabo por me habituar a ela. Ou então dizem que é preciso reagir e sorrir sempre, mesmo quando estou muito mal. Ou então que não posso estar sempre a remoer nas memórias e no que foi ou não foi ou poderá ser ou não será. E eu sei, eu sei que elas têm razão - mas acho que há um tempo para tudo e eu ainda não estou no tempo certo para 'reagir' e querer sair disto. Como já disse muitas vezes, o facto de saber o que é melhor para mim não implica que queira - ou, neste caso, seja capaz - de fazer algo diferente do que faço... mas já me estou a dispersar e não era nada disto que queria dizer.

O que eu quero mesmo dizer, meu amor, é que me vou lembrar sempre de nós. Nem que tenha de me lembrar por mim, e por ti - mesmo que nos tenha de perder, eu não vou esquecer-nos. Porque ainda és o mais importante - mesmo que nenhum de nós queira que assim seja.

- I really am such a fool.

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