A minha inspiração evaporou-se completamente agora que estou aqui sentada, mas a verdade é que passei o dia inteiro a pensar em ti (ainda mais do que habitualmente) e a roer-me toda de saudades, enquanto umas centenas de frases me passavam pela cabeça, frases que gostava de dizer ou, pelo menos escrever. Mas agora? Evaporaram-se todas e só sobraram lágrimas.
Hoje, escrevo-te com um propósito - e lá chegarei - mas antes, preciso de dizer-te, uma vez mais, o quanto significas para mim. E eu sei que isto já não é, de modo algum, uma novidade, mas sim, continuas a ser a pessoa mais importante do mundo para mim, apesar de tudo. Sim, continuo a gostar de ti com tudo o que tenho e sou. Sim, continuo a perder horas de sono, às voltas na cama, porque não me sais da cabeça quando tento adormecer. Sim, se eu pudesse e tu quisesses, eu ainda era capaz de dar o mundo por ti, contra tudo e todos, contra mim mesma até. Sim, tenho imensas saudades das tuas mãos e da tua boca e dos teus olhos e da tua voz e das nossas parvoíces e das conversas sem sentido e dos risos e de todos os momentos partilhados.
E agora? Agora, se eu quisesse, podia continuar por aqui, a escrever sem sentido e a repetir-me interminavelmente, porque encontro sempre palavras e palavras para te dizer, mesmo que não as queiras ouvir, mesmo que não venhas cá lê-las. Mas já chega.
Hoje, estou debilitada pelo nosso silêncio que parece incorrompível. Estou debilitada porque não sou capaz de parar de pensar em ti e tenho praticamente de me impedir de correr para o telemóvel e arranjar um pretexto qualquer para falar contigo, mesmo tendo perfeita consciência de que nada disto é recíproco. Mas hoje, calo-me e finjo, uma vez mais que está tudo bem, porque não me resta outra alternativa. Resta-me, sim, desejar-te tudo de bom, hoje, e manter o resto dos meus desejos só para mim.
Parabéns, meu amor.
Tens o sorriso mais bonito do mundo.
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