
O que dizer deste ano lectivo que passou? Sinceramente, é difícil. Não me ocorre nenhuma palavra mais certa do que esta: mudança. Porque estes nove meses foram marcados por muitas, muitas, muitas mudanças - boas e pequenas, grandes e más, permanentes e passageiras.
Lembro-me perfeitamente do primeiro dia, a (re)apresentação. Estava nervosa mas ansiosa, estava descontente com o fim das férias mas contente pela perspectiva de passar os seguintes nove meses a ver, todos os dias, a pessoa que mais mexia comigo na altura (chamemos-lhe
M).
Setembro foi o mês da (re)habituação à rotina escolar, sinceramente não me lembro bem desse mês - foi
vazio.
Lembro-me também de rever certas pessoas e certas situações entre elas, certas coisas que sempre me magoaram e que já não via há meses e que mexeram comigo na mesma, apesar de mais... levemente. Menos dolorosamente.Em
Outubro, o
M "voltou", de certa forma, e enchi-me de esperança, de vontades, de desejos - que se quebraram. Decidi que ia lutar por ele mas ele não quis, por isso decidi que o melhor era desistir (e era). Continuei a olhá-lo e a sentir que não me era indiferente mas foi-se desvacendo. (Quanto à escola em si... tudo bem, sempre.)
Em
Novembro, o
JM, que sempre tinha estado presente desde o verão, começou a estar ainda mais presente e tornou-se no meu apoio de todos os dias, o meu anjo da guarda, a pessoa a quem recorria em qualquer altura e em qualquer situação, apesar da distância (física) que nos separava. (Quanto à escola em si... tudo bem, sempre. Tirei o meu primeiro 20 do ano e provei ao stôr de Filosofia que afinal não era assim tão 'vazia' como ele me achava e passei de detestada a - quase - preferida.)
Dezembro, fim do primeiro período. Boas notas, exactamente as esperadas. Nas férias, o
JM continou presente, agora fisicamente, e aconteceu algo que na altura foi bom
(mas de que me arrependo e muito, agora) e ao qual dei mais importância do que realmente teve.
Janeiro, segundo período. O
M regressou outra vez e voltei a deixar-me levar, nem sei bem como nem porquê, mas também durou pouco. Ele voltou a partir (para outra, literalmente) e eu decidi que definitivamente seria o (nosso) fim - e, felizmente, foi mesmo. Mas Janeiro foi um mês que doeu, sobretudo porque o
JM estragou tudo
- não há outra maneira de o dizer. (Quanto à escola em si... tudo bem, sempre. Deixei de não gostar da stôra de Educação Física.)
Fevereiro, mês de novidades. As primeiras duas semanas foram calmas e no dia 14, INGLATERRA! Foi das melhores semanas de todo o ano, adorei, conheci imensas pessoas e gostei de (quase) todas elas, fiz imensas amizades e novas experiências, digamos assim. Claro que o
JR foi a pessoa mais marcante de toda a viagem e se não fosse ele, não teria tido metade da piada. Regressar doeu e eu tinha dado tudo, tudo para ficar lá mais tempo (muito mais tempo, mesmo!), de tão bom que foi.
Março, mês de decisões. Uma espécie de 'relacionamento' mantido durante todo o mês, com os seus altos e os seus baixos.
Uma carta escrita e que me libertou e me prendeu, de certa forma. Uma conversa inesperada e marcante. E depois o jantar de anos do Diogo, a (grandeee) noite na OFF. O jantar
Remember England 2010 e a famosa (grandeee) bebedeira. A Semana na Maior! e tudo o que englobou. A dança em frente à escola inteira e arredores. As conversas com a stôra de Educação Física. O fim de uma amizade e no mesmo dia o fim do 'relacionamento' - e a célebre expressão
ficas chateada? que nem teve resposta possível. Férias!
Abril. Direi que foi o
melhor mês do ano inteiro. (Re)viver e recuperar certos momentos... e sentimentos. Não vou prolongar-me mais por aqui, não vale a pena - quem quiser perceber, percebe, de certeza, porque é que gostei tanto deste mês. E porque é que vou recordá-lo, quer queira(mos), quer não. (Quanto à escola em si, tudo bem... sempre.)
Maio. Começou bem, acabou mal. Foi muito vazio. Tive de me desabituar de certas coisas e não gostei. (Quanto à escola, tudo óptimo! 18s, 19s, 20s que foi uma alegria.)
Junho. Não começou bem e não está a correr bem. Estou (quase) oficialmente de férias e nem isso me alegra. (Quanto à escola, tudo óptimo. Faltam os exames e depois se verá.)
Quanto à turma... opá, não posso dizer que somos muito unidos e que gostamos todos muito uns dos outros, mas posso dizer que está (quase) tudo bem e que gosto de vocês todos. Mesmo de todos (ou mais ou menos). 11ºI sempre «3
@