sexta-feira, 11 de junho de 2010

( mais ) memórias ,

11 de Junho de 2008:
Uma (grande) conversa no MSN, talvez aquela que mais gostei até hoje (e que provavelmente já está esquecida). No entanto, o facto de ter gostado tanto dela, não impediu as (posteriores) desilusões e ainda hoje me pergunto o que foi aquilo. Se teve alguma verdade.

« (...)
- perdi tanto tempo... tenho tudo e ao mesmo tempo não tenho nada... e agora simplesmente tenho tudo...
- tens-me a mim, pode não ser tudo mas acho que já é alguma coisa.
- eu acho que é tudo... pelo menos para mim.
(...) »

*

11 de Junho de 2009:
Escrevi isto:

« passou-se um ano. já não há palavras bonitas nem (quase) nenhum sentimento. sobrou silêncio. esse silêncio que, bem vistas as coisas, esteve sempre lá, no meio, a estragar tudo. o silêncio e a distância. resta(-me) apenas o vazio e a imensidão do nada em que fiquei, e com que fiquei. mas há coisas que não se esquecem. nunca se esquecem. passe um ano ou o tempo que for. »

*

11 de Junho de 2010:
Faltam-me as palavras e não vou procurá-las. Ao que parece, não faz sentido (outra vez).
Por isso vou ficar aqui no meu silêncio, no meu nada, na minha distância, na minha (in)sensatez. Talvez fosse melhor dizer que também este ano, não há (quase) nenhum sentimento, mas não posso, por isso digo apenas que tenho saudades. E ainda repito: há coisas que não se esquecem. nunca se esquecem. passem dois anos ou o tempo que for.

I wish I was special, you're so fucking special. sempre, por mais que doa.

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