sexta-feira, 4 de junho de 2010

abandono(-me) ,


As palavras começam a escassear (outra vez).
Hoje era suposto ter feito algo (mais), mas faltou a coragem. Faltou segurança. Faltaste-me.
O medo falou mais alto (outra vez) e eu... eu calei-me. Calei-me e abandonei-me, desisti de mim (nem que seja só hoje) porque não tenho solução. Abandonei-me porque não me quero desta forma. Abandonei-me porque percebi (uma vez mais) que já não vale a pena... continuo a remar contra a maré e não serve de nada (nunca). E hoje entrego as armas.
E agora? (Des)espero. Não há-de ser isto a dar cabo de mim, não é possível ir mais fundo do que já fui (vim!) - e o que não me mata, torna-me mais forte. Ou pelo menos é isso que se diz, não é?

No entanto, « é muita vida a não ser o que tu sentes » . E é isso que dói mais.

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