sábado, 30 de abril de 2011

( rage issues )

Já não ficava tão furiosa há muito tempo - para dizer a verdade, acho que nunca na minha vida tinha ficado tão furiosa, como esta manhã.
Furiosa ao ponto de deixar de conseguir controlar as minhas palavras, furiosa ao ponto de ver tudo "vermelho", ao ponto de só querer explodir, deixar toda a minha raiva sair de dentro de mim, de uma vez por todas. Só queria gritar tudo aquilo que tenho calado cá dentro, todo o ressentimento, arrependimento e verdadeiro ódio que tenho vindo a alimentar a cada dia que passa. E confesso - fiquei furiosa ao ponto de só me querer levantar da cadeira e bater-lhe, bater-lhe mesmo, deixá-lo desfeito.
Nunca me tinha acontecido antes - e agora que penso, furiosa não me parece uma palavra suficientemente correcta para descrever aquilo que senti, porque na realidade nunca me tinha sentido assim. Nunca antes tinha perdido o controlo desta maneira. E nada me fará esquecer as caras de espanto de toda a turma, todos a olhar para mim como se nunca me tivessem visto, todos mais ou menos chocados com a situação.
E não admito que me digam que exagerei. Se o motivo do meu ataque de fúria fosse apenas o que aconteceu na aula, talvez tivesse sido exagerada a minha reacção, sim. Mas não foi só por aquilo. Foi um acumular de situações, de boquinhas, de conversas que me contam, de coisas que sei. Um acumular de faltas de respeito umas atrás de outras, e não estou, simplesmente, para voltar a deixar que tal aconteça, nem mais uma única vez.
O que aconteceu hoje não se vai repetir, porque não vou voltar a dar(-lhe) a satisfação de me ver totalmente fora de mim, como hoje, para depous poder gozar com a minha cara e fazer-se de vítima e oh-coitadinho-de-mim-que-sou-tão-inocente, como sempre faz.
Well, I have news for you - não és inocente, és só idiota. A pessoa mais idiota que alguma vez conheci. E conseguiste fazer com que os últimos três meses tenham sido o maior erro que alguma vez cometi.

Mas depois de hoje, está tudo dito. O que quer que te aconteça, não me diz respeito, não quero saber mais de uma pessoa como tu. E, na mesma turma ou não, o nosso contacto está cortado definitivamente, enquanto eu me lembrar disto. E, felizmente, a minha memória é óptima! ;D

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