domingo, 9 de janeiro de 2011

Se há algo que dá sempre cabo de mim, é o silêncio, a distância e a ignorância. Já há semanas que eu sabia que havia algo que estava errado, era um pressentimento apenas, mas os meus pressentimentos estão quase sempre certos - sobretudo os negativos! E agora, tenho a certeza absoluta que há algo errado, muito errado mesmo. Algo que deve ter causado o nosso fim. E algo que eu não sei o que é - digo mesmo mais, não faço a mais pálida ideia do que é, apesar de aparentemente (pelo pouco que disseste) a culpa ser a minha.
E agora não há maneira de voltar atrás e reviver tudo aquilo, ou mudar alguma coisa (porque acredita, eu mudava algumas coisas!), mas também não sou capaz de andar para a frente e deixar as coisas assim. Já estou totalmente mentalizada para um ponto final definitivo e - embora ainda tema a dor que está para vir - já sofri grande parte do que tinha para sofrer, por causa disso. Mas ainda assim, preciso de ouvir, preciso de saber, preciso de poder dizer o que tenho a dizer. Preciso de um verdadeiro ponto final, para poder virar costas e seguir em frente, em paz comigo mesma - porque, digas lá o que disseres, eu tenho a consciência limpa e não me parece que isso vá mudar.

No entanto, faz hoje um mês desde a última mensagem, a última conversa, o último beijo, os últimos momentos. E nada dói mais, hoje, do que a tua ausência e a certeza de que já não queres saber de mim para nada.

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