quinta-feira, 31 de março de 2011

Passei o dia a pensar que há três anos fui imensamente feliz, contigo. Fui assistir ao teu treino de vólei e estive bastante tempo contigo. Tivemos uma conversa longa e foste mesmo querido, como tão bem sabias ser (quando querias). E mais uma vez se revela que os melhores momentos foram passados contigo. E que tenho imeeensas saudades de estar contigo. E que preciso de resolver isto de uma maneira qualquer.

( still loving you )

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Já estou cansada o suficiente, sem precisar da "ajuda" de ninguém.
Não preciso que me digam as coisas "como elas são" - eu sei como elas são. Eu sei ver as coisas racionalmente... mas isso não me faz deixar de sentir o que sinto, por estranho que possa parecer.
Há mais de três anos e meio que isto dura e durante todo esse tempo houve sempre, sempre alguém que esteve mal com isto, por uma razão ou por outra. Houve sempre alguém que me quis fazer desistir, que me quis demover, que me disse que não valia a pena, que ele não me merecia, que eu também não merecia sofrer, que estava a desperdiçar a minha vida e o meu tempo precioso, que era dar tudo para nada, e mais umas dezenas de coisas deste género. E eu nunca liguei, não é verdade? E não me arrependo minimamente disso; posso ter sofrido muito, mas também fui imensamente feliz, o que nunca teria acontecido se não tivesse persistido em lutar por aquilo que mais queria (e ainda quero...).
Mas por muito que já esteja habituada a este tipo de opiniões, e ainda mais às críticas, tudo o que é demais é erro e eu já estou mais que farta. Eu tenho consciência que a maioria das intenções é boa, que se preocupam e querem ajudar-me - e agradeço, obviamente. E também tenho consciência que, muitas vezes, têm razão naquilo que me dizem. Mas eu não quero saber, sinceramente. Estou farta de ouvir as mesmas coisas vezes e vezes sem conta; para além do mais, não pedi nem quero qualquer tipo de ajuda.
Não há nada que eu possa fazer para resolver isto, não há nada que possam fazer por mim, por muito que queiram. Simplesmente não há! Aceitem isso, por favor. Eu cá me arranjo.

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terça-feira, 29 de março de 2011

Pelos vistos, agora a noção de "maturidade" mudou. Consiste em ser-se tão adulto, tão adulto, que em vez de se dizer de uma vez por todas o que passa e ser frontal e honesto... é preferível deixar de (me) falar sem mais nem menos, ignorar simplesmente, evitar alguém que supostamente era uma das pessoas mais importantes e significativas. É preferível passar os dias sem se dignar a olhar para mim ou a explicar-me "once and for all" o que é que motivou este novo de relações (que eu já devia esperar, verdade seja dita, tendo em conta o passado...).
Por um lado, apetece-me muito tomar a iniciativa e mandar uma mensagem simples e directa, ou até mesmo falar pessoalmente, para deixar tudo bem claro. Porque para mim, não é assim que as coisas se resolvem - antes pelo contrário - e para mim, isto é ser criança e não adulto. Mas por outro lado, apetece-me manter-me bem quietinha no meu canto e deixar tudo como está - não tenho paciência nem vontade de discutir ou de dar justificações acerca de coisas que são minhas, e de mais ninguém (porque é sempre isso que acaba por acontecer quando tento solucionar as coisas com a pessoa em questão).
A minha questão é só uma: é ou não para cortar relações? Se não for, melhor. Mas se for mesmo... tudo bem. Já passei por aquela fase em que ficava realmente magoada com isto. Já foram tantas discussões e amuos estúpidos, tantas acusações infundadas e injustiças que não deveria ter ouvido, desde o fim de Novembro até aqui! Foram demasiadas desilusões e confusões, e sem eu dar por ela, houve um momento qualquer, ao longo deste mês que passou, em que me cansei. Simplesmente isso: cansei-me. Chega! Não vou voltar a ir abaixo por quem não merece, pelo menos não numa situação destas.
Dizem-me muitas vezes que "é suposto os amigos serem um suporte e não um peso". Pois bem, quase desde o início desta amizade que tem havido sempre um peso adicional, qualquer que ele tenha sido. E eu já tenho problemas suficientes para ainda ter de suportar os problemas dos outros. (Já) não consigo, e mais que isso, já não quero!
O que eu quero é muito simples: quero saber. Não estou totalmente desinteressada, como é óbvio, porque afinal de contas era uma amizade, e uma que eu prezava. Mas não vou mudar o que sou nem o que quero nem o que faço e gosto de fazer, por alguém que não me aceita assim. Por isso, neste momento já só quero saber como ficamos. Se ficamos. Odeio coisas pendentes e garanto que esta não vai ser uma delas por muito mais tempo - lamento muito, mas é hora de ultrapassar o medo de confrontações e pôr as cartas na mesa, porque eu mereço isso. E se tiver de se pôr um ponto final em tudo isto, que seja.
Ando a aprender a aceitar finais. E a este, mais se seguirão. Tenho dito.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Pensar que só tenho, ao todo, mais quatro dias de aulas (que englobam um teste que eu sei que vai correr mal) e uma semana livre na escola, que não só se chama "Semana Na Maior", como vai ser passada realmente na maior, é o que me dá ânimo e me faz não desesperar.
Este período começou há quase três meses e tudo tem sido uma enorme desilusão. Nada correu como esperava. Não me consigo lembrar de um único dia em que tenha sido realmente feliz. Nem um único. Provavelmente fiz algumas escolhas erradas, direi até que foram mesmo muito erradas e sem volta a dar. Provavelmente deixei que as pessoas mais erradas, ou as menos certas (porque não é a mesma coisa!) se aproximassem de mim, e estraguei três meses, que poderiam ter sido muito melhor vividos e aproveitados.
Resumindo e concluindo: preciso (muitooo) de férias. E quando digo férias, não me refiro apenas à pausa nas aulas e à quebra temporária da rotina. Refiro-me a verdadeiras férias: sair desta cidade, libertar-me do que me impede de estar bem, pôr de parte o telemóvel e a internet e tudo o que me liga ao quotidiano e aproveitar, simplesmente, o tempo, para me dedicar a mim mesma (felizmente, ao que tudo indica, vou poder fazê-lo).
Mas antes de ir de férias, tenho uns dias beeem longos à minha frente, em que vou ter de fazer mais um esforço para estudar e decorar um monte de coisas que não me interessa, e mais um esforço para aguentar uma outra situação que não me agrada mesmo nada. Veremos... veremos.

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( datas, datas... )

É quando me ponho a pensar em datas que esta situação se torna mais assustadora.
Quando penso que a noite de 6 de Julho de 2007 mudou a minha vida, totalmente, inesperadamente e sem retorno possível.
Quando penso que na noite de 18 de Agosto de 2007 fiz algo que até hoje não sei explicar mas que, quase posso garantir, nos dias de hoje já não faria. Algo nada próprio do que era, e do que sou, um verdadeiro "risco". Algo que, uma vez deixado por fazer, nunca me teria trazido até onde estou hoje.
Quando penso que no dia 24 de Agosto de 2007 tive a "epifania" mais certa de sempre... e nem sei como.
Quando penso que no dia 31 de Agosto de 2007 tomei mais uma decisão nada própria de mim.
Mas o mais assustador é pensar que só tinha 13 anos quando me apaixonei. E que agora tenho 17, quase 18, e que, mesmo que já várias outras pessoas tenham tido uma "importância especial" para mim, mais ninguém teve a importância que ele teve. E mais ninguém tém a importância que ele (man)tem.
Ou pensar que há mais de três anos e meio, ou quarenta e três meses, ou (mais concretamente) há mil trezentos e vinte e dois dias que ele está sempre presente na minha mente, no meu coração, em tudo o que sou e faço e sinto e penso e digo. É quase impossível não pensar nele e não o relacionar com o tudo o que vivo diariamente, por mais insignificante que seja, a todas as horas e quase a todos os minutos. Sem exageros.
Acho que é, agora, possível compreender porque é que a palavra "sempre" tem tanto significado para mim. Porque esta é a minha realidade há tanto tempo, que me parece ser quase desde sempre. E porque não consigo deixar de me perguntar se não irá ser para sempre assim.

« You call it madness, but I call it love. »

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Fiz uma coisa que já não fazia há meses - arriscarei mesm dizer, há mais de um ano: reli um dos meus cadernos, o mais antigo deles todos. Mais especificamente, reli aquilo que escrevi em Julho e Agosto de 2007... que foi, afinal de contas, quando tudo isto começou.
Devi a tanto tempo sem pegar no caderno, já não me lembrava de (d)escrever tudo com tantos pormenores. Mas adorei. Adorei lembrar-me de como eu era, um mês antes de fazer catorze anos. Adorei ler aquilo e lembrar-me de como tudo aconteceu.
No entanto, a minha meória já tinha deturpado, ou até mesmo esquecido, algumas pequenas coisas. Para mim, nunca tinha havido qualquer confusão entre ninguém, tinha sido sempre ele e só ele e mais ninguém, desde aquele Verão, sempre e até hoje. Na verdade, não aconteceu bem assim - naquele Verão houve outra pessoa e eu andei confusa entre os dois, durante um curto período de tempo. E já não me lembrava disso, porque já há anos que não há qualquer confusão, e para mim não há ninguém melhor ou superior, ninguém mais adequado ou mais interessante... enfim, não há mais ninguém, e pronto.
Mas foi bom recordar e tentar lembrar-me de quando o meu mundo era completamente diferente daquilo que é hoje, girava apenas em torno de mim, e nada era assim.
Ricos catorze anos... que saudades que eu (não) tenho.

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sábado, 26 de março de 2011

e porque por vezes não consigo encontrar as palavras certas ...



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Às vezes acho que o problema está em mim, porque vejo o mundo de forma diferente das outras pessoas.
Eles olhan-no e vêem-no como ele é, eu olho e vejo várias cores e tento pintar tudo de cor de rosa, porque sem amor e emoções fortes não vejo nele grande interesse.
Para mim, muito poucas coisas são "preto no branco". Há verdades inquestionáveis, há valores essenciais, há crenças inabaláveis... no entanto, poucas coisas são pretas e poucas são brancas: quase tudo é cinzento. Ou então uma mistura indefinida de várias cores confusas.
E se por um lado isto é negativo, porque não em dá segurança nem estabilidade, por outro é positivo, porque eu odeio pessoas que não conseguem pensar "our of the box" e que só vêem aquilo que lhes põem mesmo à frente dos olhos, como se tivessem "palas" que os impedissem de olhar à volta e aproveitar tudo aquilo que está mesmo à sua disposição, para ser visto e apreciado. Ou pessoas que não são capazes de admitir que a sua maneira de pensar nem sempre é a mais certa. Ou que não são capazes de reconhecer que as suas verdades não são absolutas, que é preciso "alargarem os horizontes", de vez em quando.
Apesar de considerar que neste aspecto não falho (muito), porque vou sendo tolerante e vou estando disposta a abrir-me à diferença, começo a pensar se o erro não será meu, por tentar manter-me sempre diferente, por me recusar a tirar os meus óculos de lentes cor de rosa. Isto porque, de uma maneira ou de outro, no final é sempre tudo negro para mim. E negro é sinónimo de vazio e desilusão.

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Já não consigo acreditar nos "poderes curativos" do tempo.
E porquê? Simplesmente porque me parece que lhes sou imune. Resultam com toda a gente... mas comigo não.
A opinião geral é que, com o passar dos dias, as coisas começam a ficar mais distantes e os sentimentos desvanecem-se. Quantas vezes já não ouvi isso? No entanto, comigo, as coisas não estão distantes, porque parecem ter acontecido ainda ontem; o sentimento não se desvanece, por vezes até parece mais forte do que nunca.
Sim, há que dizer que a dor já não é sempre insuportável, o hábito fez dela mais latente. Mas está sempre presente e continua a haver momentos em que volta a ser lancinante e a destruir-me, a estragar mais uma vez todo o (pouco) progresso que conseguira até aí.
E se a solução não é apenas o tempo, o que é mais? A distância, conjugada com o tempo? Bom... a verdade é que não sei. Já não é (tão) frequente vê-lo (duas vezes por semana, apenas, apesar da pouca distância que nos separa...) e falar com ele é, presentemete, mais raro do que nunca; mesmo assim, continuo a querer e a amar e não estar com ele nem o ver só me faz ansiar por mais e mais e mais e mais.
Já para não mencionar as saudades, que também são mais e mais e mais e mais e que eu não consigo fazer desaparecer. Nem desligar. Nem esquecer. Nem ignorar.
E agora? E agora... vá-se lá saber.

« You gave me nothing, now it's all I got. »

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quarta-feira, 23 de março de 2011

é a minha realidade diária.
e o espanto na cara das pessoas quando eu dou esta resposta é sempre, sempre igual.
ninguém compreende. já nem eu própria.
mas é a mais pura das verdades...

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há três anos... há três anos tivemos uma manhã linda...
porque é que já nem podemos falar, como duas pessoas civilizadas e sensatas?
o que é que custa "perder" um bocadinho de tempo a ouvir-me? sou assim tão insignificante?

stupid question. claro que sou. claro que sempre fui.

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Se ontem o dia bonito funcionou como um catalisador do meu bom humor, hoje e ontem verificou-se quase o contrário: não me deixou propriamente de mau humor, mas sim triste e melancólica.
Porque há mais ou menos um ano, também na época em que começou a chegar o bom tempo, começou o nosso "novo início".
Este ano, no entanto, não há calor nem céu nem sol que me valha; não sei se ainda há resolução possível, mas se a há, sozinha não chego lá.
Este ano, o bom tempo e o cheirinho a Primavera só me trazem recordações e mais recordações do ano passado, dos fins de tarde passados a redescobrir a pessoa que sempre me importou acima de todas as outras, das noites passadas a trocar mensagens, a escrever e a pensar em como, por uma vez na vida, estava a começar a ter tudo aquilo que queria... que precisava.
E então, este ano? Como vou sobreviver às ondas de memórias de uma Primavera e de um Verão repletos de momentos óptimos? Momentos que, por mais distantes que possam estar, parecem ter acontecido ainda ontem? Como vou sobreviver mais meses incontáveis sem o ver ou falar com ele, e deixando passar mais e mais e mais tempo sobre o que aconteceu, até que tudo se desconstrua e deixe de fazer sentido, até que já não possa dizer, de todo, aquilo que ainda preciso de dizer?
Não vejo qualquer possibilidade de acção ou solução e isso assusta-me muito, muito mesmo. Para cúmulo... as previsões para amanhã indicam chuva...

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Sempre acreditei muito em príncipes encantados. Em princesas apaixonadas. Em finais felizes. E em "felizes para sempre".
Depois de tudo aquilo por que passei, provavelmente deveria ter-me tornado muito "céptica", certo? Devia ter deixado de acreditar em contos de fadas e histórias de encantar... mas não deixei.
Apesar de tudo, "sempre" continua a ser uma das palavras mais bonitas e com as quais mais me identifico. (E mesmo que não acredites em mim, eu continuo a dizer que nós, meu amor... nós somos para sempre. Ainda que só dentro de mim.)
E os finais felizes, e os príncipes encantados? Oh, eles existem. Pode até nem ser agora, mas o que é certo é que mais tarde ou mais cedo, vai aparecer um príncipe, um verdadeiro... um que esteja realmente interessado em sê-lo e que seja perfeito para o lugar. Com o príncipe encantado, vai chegar o final feliz... ou então nenhum final, que ainda é a maior felicidade.
Quanto ao resto, princesa, não sei, mas apaixonada, estou. Sou! E hei-de continuar a ser, e a estar... sempre.
Cresci a ouvir histórias bonitas em que todos encontram o seu par perfeito e, por muitos problemas que têm, resolvem tudo e vivem o seu "happy ever after". Sempre me apoiei nessas histórias para moldar o que sou, o que faço e aquilo em que acredito, e para definir o que quero... apesar de todas as (des)ilusões, vou continuar a acreditar firmemente em tudo isto. Sempre.

« When I was a little girl I used to read fairy tales. In fairy tales you meet Prince Charming and he's everything you ever wanted. In fairy tales the bad guy is very easy to spot. The bad guy is always wearing a black cape so you always know who he is. Then you grow up and you realize that Prince Charming is not as easy to find as you thought. You realize the bad guy is not wearing a black cape and he's not easy to spot; he's really funny, and he makes you laugh, and he has perfect hair. »

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« You better know that in the end, it's better to say too much, than never say what you need to say. »

se ao menos me deixasses, meu amor.

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terça-feira, 22 de março de 2011

« You don't know real loss, 'cause it only occurs when you've loved something more than you love yourself. »

é verdade, sim.
tu não conheces a verdadeira perda.
e eu conheço-a bem demais.

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Apesar de tudo, nos dia em que está sol, calor e aquele cheiro característico no ar - que não sei definir mas que adoro -, por muito mal que as coisas corram, são sempre mais bonitas do que nos dias frios e escuros que têm estado ultimamente.
Ou então fui eu que comecei a dar ouvidos aos conselhos que me têm sido dados dias a fio e comecei a apreciar melhor as coisas, sem me preocupar tanto com tudo. Hoje estive muito "zen", é verdade, e por uma vez foi óptimo estar assim.
No entanto, amanhã vou ter de enfrentar parte do que ando a evitar - e logo se verá se o sol se mantém assim tão aconchegante...

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domingo, 20 de março de 2011

Nunca fui muito boa a resistir a tentações, é verdade.
No entanto, há cerca de cinco meses que tinha conseguido vencer um dos meus maiores vícios: roer as unhas. E estava bem orgulhosa por isso, dado que era a primeira vez desde que me lembro que o tinha conseguido fazer.
Até esta noite.
Porque há demasiadas coisas a incomodar-me há demasiado tempo, e alguma coisa teve de sofrer com isso.

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Se há coisa que eu odeio em mim, é ser ciumenta. Sou ciumenta, admito. Muito ciumenta, sim. Extremamente ciumenta, até.
Mas como detesto ser assim, esforço-me ao máximo por esconder e nunca faço cenas de ciúmes, a menos que tenha razões verdadeiramente importantes para tal. Contenho-me, faço os meus filmes, fico furiosa, fico magoada, fico completamente parva às vezes... mas escondo. Porque detesto quando me fazem as cenas a mim, e porque de um modo geralmente odeio fazer cenas e chatear-me, seja lá pelo que for.
Também tenho uma certa tendência para o exagero. O que já é complicado por si só, eu consigo complicar ainda mais. O que é confuso, eu sei como confundir ainda mais. E no que até pode nem ser nada, eu consigo ver sempre alguma coisa. Mas só o faço quando me dão motivos para tal, quando eu não confio totalmente. Se confiar, aí os ciúmes, embora não desaparecendo, decaem para níveis mais "saudáveis".
No entanto, odeio quando utilizam esta minha "mania" de exagerar para justificar os meus ciúmes. Eu posso exagerar porque sou insegura, mas é muitíssimo raro deixar de ser racional naquilo que digo, e quando "acuso" alguém de alguma coisa, é ainda mais raro ser sem razão. Não é o facto de exagerar algumas coisas que me leva a deixar de ver a verdade quando ela está à frente dos meus olhos.
Para além de que tenho um "sexto sentido" excepcional para avaliar sentimentos; às vezes até pressinto o que as pessoas sentem antes de elas próprias se aperceberem disso. Por isso não me venham com tretas a dizer que ando a ver coisas onde elas não existem.
Posso ser exagerada (por vezes!), posso ser ciumenta, posso ser insegura, posso ser parva, posso ser tudo aquilo que quiserem, mas não sou burra e o meu cérebro, felizmente, pensa! E pensa bem.
Por isso façam favor de fazer o mesmo, e pensem duas vezes antes de me tentar mentir. Porque eu apanho sempre tudo... mais cedo ou mais tarde.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Não sei mesmo o que pensar. Foi bom ouvir a tua voz. Foi bom olhar para os teus olhos. Foi bom sentir-te mais perto, nem que fosse só por uns segundos... mas eu quero mais. Eu preciso de mais. Eu preciso de poder falar contigo, falar mesmo, e dizer-te tudo aquilo que está preso cá dentro. Eu preciso de te explicar tudo aquilo que penso que ficou mal entendido, preciso de ouvir também algumas explicações, ter algumas respostas, saber o que me espera daqui para a frente... enfim, qualquer coisa é melhor do que este silêncio que me desespera.
Vamos ver. Eu continuo a acreditar nisto.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

« I've made up my mind, no need to think it over
If I'm wrong or I'm right, no need to look no further
This ain't lust, this is love but
If I tell the world, I'll never say enough
'Cause it was not said to you
And that's exactly what I need to do
If I'm in love with you
Should I give up, or should I just keep chasing pavements,
Even if it leads nowhere? »

é mesmo, mesmo isto.

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