segunda-feira, 31 de maio de 2010

:c


Sobram(-nos) exactamente oito dias. Se quiser ser mais precisa, sobram quatro dias, na prática, porque quinta é feriado e no último dias de aulas (que é terça), ninguém faz nada.
O que significa que os próximos quatro dias vão ser os últimos daquilo a que posso chamar a minha "normalidade". A partir daqui, vai ser tudo bem diferente, ainda que a maioria das diferenças ainda não esteja (bem) à vista da maioria das pessoas. Mas para o próximo ano (lectivo), esperam-se grandes mudanças.
Resta só saber se serão para melhor. Mas por muito que me custe dizê-lo, não me parece que vão ser.

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( V )


és um anjinho lindo e eu adoro-te, minha pequenina.
parabéns.
vera «3

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domingo, 30 de maio de 2010

(almost) summer !


Digam o que disserem, quando os dias são assim (como hoje), quentes e bonitos, as coisas parecem acertar-se de alguma maneira. Por muitos problemas que possam haver, por muito que "por dentro" não esteja tudo bem, quando está sol e calor fico sempre (muito) mais animada e tudo parece mais fácil. Felizmente (hoje) alguma coisa correu bem!

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sábado, 29 de maio de 2010

closed hearts (?)


Aquilo que mais dói é quando alguém decide partir porque (já) não nos quer mais. Por vezes nem é preciso dizer adeus abertamente - já o António Lobo Antunes dizia que « quando o coração se fecha, faz mais barulho do que uma porta », e é mesmo verdade: nem são precisas palavras porque se sente quando o (outro) coração se fecha para nós. Também a Margarida Rebelo Pinto disse que « levar com a porta dói muito » e isso também sou capaz de (com)provar - já me aconteceu e não há nada que doa mais.
Perder quem amamos dói intensamente. Dói de manhã quando acordamos porque nos lembramos imeditamente, dói à noite quando nos deitamos porque adormecemos no meio de lágrimas. Dói em todos os momentos de consciência porque nunca conseguimos esquecer, nem por um segundo. Dói quando estamos a dormir porque os pesadelos não páram e são sempre sobre a mesma coisa - pesadelos que, afinal de contas, são a nossa realidade diária. Dói sempre que vemos a pessoa porque a sentimos longe e inalcançável e dói quando não a vemos, porque não deixamos de a procurar. Dói quando ouvimos música porque a música nos traz lembranças que não sabemos apagar, dói quando vemos filmes porque esses têm (quase) sempre finais felizes, dói quando lemos livros porque cada frase nos atinge mais intensamente. Dói quando estamos acompanhados por uma multidão porque temos connosco toda a gente à excepção de quem mais queremos, e dói quando estamos sozinhos porque queremos estar acompanhados (mas só por aquela pessoa). Dói quando estamos rodeados de barulho porque ansiamos por um silêncio que nos deixe descansar e dói quando estamos em silêncio porque precisamos de uma voz (daquela voz) que quebre a dor. Dói quando vemos as outras pessoas felizes porque, por muito que gostemos delas, elas têm aquilo que mais nos falta. Dói um pouco menos quando temos os amigos connosco, se eles conseguirem compreender aquilo porque estamos a passar.
A dor chega mesmo (quase) a ser física porque os braços doem por não terem quem abraçar, os lábios doem porque não têm a quem beijar, os olhos ardem de tanto chorar e temos de tentar manter todos os bocadinhos do nosso coração (precariamente) colados como pudermos, porque se não (n)os segurarmos com muita força, e se ele cair (outra vez), sabemos que será o nosso fim.
Perder quem amamos é a pior coisa do mundo. É uma dor contínua e imcomparável que nos rasga o peito e nos deixa o coração a nu. Mesmo que o seguremos com todo o cuidado e que nos tentemos enganar, mesmo que tentemos esconder ou mascarar o que sentimos trás da raiva, mesmo que fechemos o coração dentro do congelador para o tentar proteger... no fundo sabemos que é inútil, totalmente inútil, porque nada resulta. A dor é maior e mais forte do que tudo e invade todos os centímetros do nosso corpo e todos os recantos da nossa mente. Ela devora tudo, rouba tudo e deixa-nos abandonados e perdidos no meio de um deserto... um deserto enorme e inescapável e opressivo e terrível e assustador. Um deserto onde não há nada senão... dor.

estou outra vez à procura de algo que não seja completamente inútil e que me tire daqui. outra vez.

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last night ,


Teatro . ( Lé «3 ) , Praça da Liberdade . Foz . Praça , ( Pia «3 ) . BA , « opá, este homem faz-me sempre a mesma cena! nem sei o que estou a beber! mas não presta! » . Arcos , ( Camilo ) . Marina , ( Zé Rui ) . Praça . Foz , « estás-me a ouvir ou sou eu que não estou a falar? » . Crepe de chocolate quente , 2h da manhã . Conversas marcantes e profundas . ( Bruno «3 ) , « opá, não vamos agora a pé pra lá, vamos chegar super tarde e depois não dá pra nada! » , « ya. vamos de táxi! » . Procura frenética por um táxi que nunca mais aparece . Chamadas para taxistas que não atendem . « Finalmente, custou! » Táxi . « uau, pela primeira vez vou andar num Mercedes deste! » , « oh Bruno ... » . Conversas sobre a RFM . LOOK . Casa de banho ( as always ) . « ai, odeio passar por este sítio. faz-me lembrar demasiadas coisas. logo agora. » , « ainda te faz lembrar coisas?! » , « pronto, esquece lá, não queria ter dito isto alto. » , « pronto, só não me fiques deprimida agora! vamos dançar. » . Dançar dançar dançar dançar dançar . ( Muitas cenas parvas ) . Os melhores abraços que recebia deles, em meses ( matar saudades! ) . Casa , cama ( 5h ) .

Digamos que podia ter sido (bem) melhor. Mas foi a primeira noite em muito, muito tempo, em que não me aconteceu nada de mal, o que só por si, constituiu uma mudança bem-vinda.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

&hearts ,


Meus amores, hoje conto com vocês (e sei que não me vão faltar). Vamos matar as saudades, vamos divertir-nos, vamos esquecer os nossos problemas todos e vamos ser felizes juntos (como sempre fomos).
Como muito bem foi dito esta manhã, Podemos até ser poucos, mas vamos fazer a festa toda! E mais vale sós que mal acompanhados.
(Viva a lamechice, Inês) e eu amo-vos. A LOT! «3

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olha...


Aula de História e decido citar o A., por isso digo à B., na brincadeira:
- Olha para os meus olhos. O que é que vês?
Uns segundos de pausa.
- Queres mesmo que te responda?
Subitamente deixei de estar a brincar e fiquei curiosa.
- Sim...
- Tristeza
.

E eu a pensar que andava a disfarçar tão bem... afinal, ou ela me conhece muito bem - o que (também) é verdade - ou então, de facto, os meus esforços saíram frustrados.
Não é fácil estar a fingir sentir-me bem quando não o estou, nada mesmo, e é ainda mais difícil esconder o que sinto (que é muito) e reprimir aqueles (felizmente - ou não - raros) impulsos que tenho de vez em quando.
Mas pensei já ter aprendido esta espécie de rotina que comecei a ter de pôr em prática há uns meses: manter sorrisos (mesmo que falsos), (tentar) não escrever demasiado, não ficar a pensar nos porquês de todos os sorrisos e de todas as palavrinhas e sinais de vida que recebo de vez em quando, não ouvir música (possivelmente) deprimente, não me deixar engolir pelo vazio que me consome, estar acompanhada o máximo de tempo possível, participar nas conversas, fazer esforços por ouvir os outros mesmo quando só quero que se calem e me deixem em paz. E habitualmente resulta! (E evita as desconfortáveis e irritantes perguntas de "Estás bem?" e afins.)
Mas hoje... hoje pelos vistos não resultou. E provavelmente não resultará mais a partir daqui, porque me cansei de fingimentos.

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( B )


Vejo-me obrigada a recorrer, uma vez mais, às minha habituais "lamechices" para conseguir traduzir (mais ou menos) o que vai aqui dentro e, sendo muito linear, acho que posso dizer que tens sido, de certa forma, o meu grande apoio nestes últimos tempos.
Não são só as conversas, as confidências, os 'segredos', as memórias que temos contado e recontado. Não são só os intervalos e as horas de almoço passados juntas. E já não és só mais uma colega de turma como outra qualquer - mas isso tu sabes. Estou a tentar dizer (e nem sei bem como, porque vens cá ler isto e só isso já me deixa meia 'presa') que gosto muito de ti e que te tens tornado cada vez mais próxima e importante por muitos e variados motivos - mas o principal, neste momento, nem é a simples amizade, nem a compreensão, nem o tempo que passamos juntas, nem nada disto que já referi.
O principal motivo de te teres tornado tão (mais) importante ultimamente, é que ultimamente tens estado sempre comigo quando é preciso. E isso é muito mais do que posso dizer sobre a grande maioria das pessoas que fazem parte da minha vida. Tens estado sempre aqui, e nunca te negas a ouvir-me e a compreender-me e a deixar-me falar e falar e falar dos meus problemas (que são sempre os mesmos) e, ainda que (in)conscientemente, tens feito mais por mim do que todas as outras pessoas juntas.
Por isso só tenho a agradecer-te. Por tudo.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

A cada minuto que passa a distância aumenta e custa mais. Gostava, por uma vez na vida, de ser transparente e de deixar toda a gente ver o que vai cá dentro. Acho que só assim conseguia alguma coisa.

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

keeping it simple ,


Apesar de tudo, (hoje) não foi tão mau como temia. O medo de (me) quebrar em frente às outras pessoas esteve sempre presente e houve um (só um) verdadeiro momento de 'explosão' em que não deu para fingir estar normal e responder em condições - acabei, como sempre, por deixar fluir toda a raiva e a frustração em quem (talvez) não merecia.
De qualquer modo, pensei que seria muito pior. Não estava à espera de me controlar tão bem, de conseguir não gritar, não chorar, não me partir em bocadinhos em frente a quem quisesse ver (e não seriam muitos os que estariam lá para me apanhar). (Hoje) não foi fácil.
A única solução que me ocorre neste momento é deixar o tempo correr e fazer os seus milagres (se ainda for possível). Não posso fazer mais nada. I'm done trying.
E a chave agora está na simplicidade: não posso permitir-me pensar demasiado, nem querer demasiado, nem sonhar demasiado, nem escrever demasiado, nem fazer nada demasiadamente... demasiado. Preciso de manter tudo num nível seguro e que eu possa controlar (sobretudo as expectativas), para não me perder (de mim) outra vez. Preciso de manter as coisas simples e claras e concisas e concretas e tão objectivas quanto possível, porque se não for assim, vou cair (uma vez mais). E eu não estou em condições de cair. Sinto-me tão frágil e tão pequenina que sei que, à mínima queda, vou-me partir em pedacinhos tão pequeninos que nunca mais vou ser capaz de recuperar.

Estou só a tentar proteger-me (de mim).

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terça-feira, 25 de maio de 2010


Suponho que é tudo uma questão de escolhas - e eu não sou uma delas.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

lost and ( not ) found ,


Hoje escrevi que me sinto perdida e faço falta a mim mesma, porque me perdi algures por aí e está a ser difícil (re)encontrar-me.
A R. deve ser das pessoas cuja opinião mais valorizo, porque tem sempre as palavras certas no momento certo e mesmo quando não quero ouvi-la, ela diz(-me) o que tem a dizer, mesmo que me magoe. Hoje não foi diferente, mal leu o meu pequeno texto, comentou logo: «Sabemos sempre onde estamos... às vezes é que gostávamos de não saber.» e mandou-me pensar sobre o assunto.
E eu pensei (para variar). Mas a minha conclusão continua a ser a mesma: desta vez, estou mesmo perdida. Não posso concordar com a R. (por muito que quisesse), porque na verdade tudo o que eu queria era saber onde estou (se estou), e não sei. Não acho que seja verdade que sabemos sempre onde estamos: eu raramente sei onde estou! Estou sempre na corda bamba!
Fiquei revoltada ao pensar nisto. Se a R. me tivesse dito que a culpa é minha porque compliquei o que era linear e sonhei (demais), eu podia ter concordado com ela - se calhar, desta vez quem se excedeu fui eu. Mas ela não me podia ter dito tal coisa porque não sabe da história, logo, voltamos à raiz do problema: estou perdida. E não tenho grandes perspectivas de me encontrar proximamente.

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truth be told ( I miss you ) ,


Odeio sentir saudades.
Sou muito boa a ter saudades dos momentos e das pessoas, porque nunca consigo deixá-los onde eles devem ficar. Sou muito boa a ter saudades porque fico arrependida de coisas que deixo por fazer. Sou muito boa a ter saudades porque sou péssima a quebrar laços.
Até há uns tempos, as saudades eram o meu quotidiano. Custava aguentá-las, mas era uma sensação já rotineira: diga-se o que se disser, o tempo faz (alguns) milagres e um deles é conseguir atenuar as saudades (de vez em quando). Meses de saudades conseguem esbater a dor e o desânimo... continua a sentir-se (sempre), mas há momentos de paz e esquecimento.
Mas o tempo é traiçoeiro: quando estamos como não queremos estar e algo acontece que muda tudo, habituamo-nos logo. Esquecemos que estivemos a sofrer até aí. Esquecemos até que há uma coisa chamada saudade. E vivemos. E depois as coisas acabam (ou sofrem uma pausa) - porque tudo o que é bom dura pouco. E as saudades voltam. E sentimo-nos a partir um bocadinho mais a cada dia que passa. Como se tivéssemos um vazio no lugar do coração e estivéssemos a ser arrastados cada vez mais para dentro, para dentro de nós.

É mais ou menos assim que estou.
Por muito ilógico que pareça, tenho saudades... depois de tão pouco (?) tempo.

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domingo, 23 de maio de 2010

( mind ) game ,


(Provavelmente), é mais fácil se encarar tudo como sendo apenas um jogo - mais um.
É mais fácil se acreditar que a dificuldade está só em saber que carta lançar, que naipe escolher, em fazer - ou não - bluff. Sobretudo, é infinitamente mais fácil se pensar que tenho mesmo alguma hipótese de ganhar - se mantiver a minha querida Esperança.
E se pensar assim, (espero que) talvez seja mais fácil também aguentar a (possível) derrota. Se for só e apenas um jogo, posso sempre pedir a desforra. (Ou aceitar de uma vez que há pontos finais que são mesmo finais.)

Se calhar isto não é um mero jogo de cartas - é mais um... mind game. Confuso, estranho, desesperante.
Ou se calhar (muito provavelmente)... isto nem sequer é um jogo - para mim, (já) é uma realidade (outra vez).


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sábado, 22 de maio de 2010


(Felizmente) não tenho tendência a arrepender-me do que faço. Nem mesmo das decisões mais impulsivas - ou devo dizer, arriscadas? Não, não me arrependo. Mas mesmo sem o sabor amargo do arrependimento, sobra-me (quase) sempre um outro sabor muito mais desagradável: medo. Das consequências. Neste caso, o meu medo é indefinido... porque nem sequer sei quais são as consequências. E medo do arrependimento das outras pessoas.

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« You do something to me that I can't explain
So would I be out of line if I said "I miss you"? »

http://www.youtube.com/watch?v=mO1S1Yq-u2U

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sexta-feira, 21 de maio de 2010


Estou cheia de tensão acumulada e energia para gastar. Espera-me uma noite de teatro e hoje não sei quais são os planos, mas espero bem que envolva alguma actividade física, porque senão vou rebentar por algum lado.
Estou cansada, estou cheia de estudar, estou magoada e preocupada e preciso de um escape qualquer às confusões. Hoje foi um dia relativamente bom mas mesmo assim, não foi suficiente para me "desassustar". Preciso mesmo de me acalmar e de não pensar, por uma noite que seja.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

« Se eu te dissesse que és o meu sol e que os dias têm estado nublados, o que é que fazias? »

adorei, é basicamente isto.

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( 3 )


Não ia escrever(-te) porque não faz sentido, uma vez que hoje em dia já não passamos de uns ocasionais sorrisos e acenos, só mesmo para provar que (um dia) nos conhecemos. Não acho que faça sentido escrever-te, ainda por cima porque não vais, com toda a certeza, ler isto, mas eu também não faço propriamente muito sentido e nem sempre faço coisas com um sentido definido por isso escrevo(-te), porque faz hoje três meses desde aquele dia.
Não vou estar aqui a dizer que significas ou significaste muito para mim, porque se for a ver as coisas objectivamente (e agora, à distância), nunca foste propriamente muito importante - foste mais uma das minhas várias (des)ilusões... e nem sequer tiveste muita culpa disso. E agora não significas nada, mas olho para ti e penso que as coisas podiam ter sido diferentes - não me arrependo de nada nem quero voltar atrás, mas que podíamos ter resultado (melhor), isso podíamos. De qualquer modo, foram 34 dias bastante interessantes.
Passando ao que me levou a escrever, ou seja, ao dia 20 de Fevereiro de 2010, devo dizer que, apesar de tudo, conta-se entre os melhores dias deste ano de 2010, e foi com toda a certeza o melhor dia daquela viagem a Inglaterra, por tudo o que aconteceu. As minhas recordações são estas (e são as mesmas que as tuas, disso eu tenho a certeza):
Estação de autocarros. Chocolate quente. «Ele hoje sonhou contigo!» Autocarro. (inesperada) Troca de lugares. «Oh, afinal esta viagem não se acaba sem um casalinho!» Vergonha. Música. Sono. Londres. British Museum (sobretudo a biblioteca, em que apareces nesta foto). Covent Garden. Mãos frias: «Deixa estar que isso resolve-se!» Atravessar Londres a pé (de uma ponta à outra). «Se fosses uma pessoa simpática levavas a minha mochila, em vez de andares feito parvo com a minha máquina cor de rosa, a tirar fotos a coisas que não interessam!» New Tate Modern. Mãos dadas (sempre). «Eu agora ia naquela Pão de Forma e não voltava mais!» Discussões parvas. Cansaço (muito). Autocarro. Fotos. Guitarra do Maia. Estação de serviço. Luzes apagadas e... uma vez, duas vezes. «Falamos mais logo...» Canterbury. Sensação de estranheza. Jantar no mundo da lua. «Que tal? O miúdo safa-se ou é só beijinhos?» Sair. MacDonald's. Beco. Vodka de amora. Mãos dadas (sempre). Estação da polícia. Túnel e... pausa. «Fartaram-se de gozar comigo por tua causa! Mas não me interessa andar a esconder nada.» Mensagens. Dormir.
O dia resume-se, muito resumidamente, assim. E isto já não interessa a ninguém - nem sequer a mim! Mas são recordações e valem o que valem, e toda a gente sabe que eu não só adoro recordações, como sou das melhores pessoas a guardá-las.
Como eu disse, escrever isto não faz sentido nem contribuiu em nada para a minha felicidade (antes pelo contrário, porque tenho saudades daquela viagem e se pudesse voltava e repetia tudo), mas serviu para me distrair das minhas outras preocupações (que foi coisa que não tinha conseguido hoje, até agora).

I don't wanna go back but still, I won't forget
"From dreams to ashes", you know that.

JR



e nos entretantos... 49h52m.

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Nem sei bem porquê, mas hoje todo o dia teve a ver com "almas gémeas" e "pessoas que nos completam" e "pessoas que se tornam (quase) essenciais". Falámos várias vezes nessas coisas e estivemos a trocar memórias e recordações de momentos que foram especiais e que não voltámos a repetir, por este ou aquele motivo. E também contámos alguns dos nossos sonhos que queremos ver realizados.
Ouvi as várias conclusões, concordei com este ou aquele ponto de vista, procurei responder às perguntas que me fizeram mas, como sempre, não foi fácil e tive de evitar algumas coisas e dar a volta a outras porque não consigo (nem quero) falar (muito) abertamente. Mas não partilhei as minhas conclusões... até porque não consegui chegar a conclusões propriamente definitivas.
Sonhos? São mais que muitos. Alguns que sei serem (in)concretizáveis. Outros que são quase (im)possíveis. Outros que estão, pelo menos por agora, (in)atingíveis. E outros que até podia realizar, se não faltasse a coragem e a(s) oportunidade(s).
"Alma gémea"? Para mim, é alguém que me compreende (quase) perfeitamente sem precisar de explicar tudo, sem precisar de dissecar as palavras e os sentimentos até à exaustão. É alguém que tem obrigatoriamente de ser diferente de mim, porque a sua principal qualidade é completar-me - e não me completará se me oferecer algo que já tenho. Uma "alma gémea" (se isso existir realmente) é alguém com quem se mantém uma relação transcendente e especial. (Costumo dizer à M.C que ela é a minha alma gémea, e na verdade é, mas esta conversa teve a ver com algo mais do que amizade, por isso neste contexto, ela não conta :$)
Pessoas que nos completam? Não são fáceis de encontrar. Excluindo daqui as melhores amizades (e mesmo essas, são poucas), não tenho ninguém que me complete realmente - como é óbvio. Há quem tenha andado (bem) lá perto, mas... there's still a piece that's missing.
Pessoas que se tornam (quase) essenciais? Não gosto de ser dependente de ninguém para ser feliz - mas sou, de certa forma. Não gosto de depender da presença e da vontade de outrem para estar completa e sentir-me feliz. Não gosto de perder essa liberdade que é a independência - mas perco, todos os dias um pouco mais. Não tenho muitas pessoas que me façam mesmo falta, mas as poucas que tenho, não posso perder. (Já perdi?)

As minhas (precárias) conclusões foram estas. A conversa não me fez mais feliz nem me tornou mais sábia, mas rendeu-me algum tempo de reflexão - que acabou por não levar a lado nenhum, em última análise.

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« Não pode ser só atracção física, não é? Porque se fosse só isso, não te apaixonavas outra vez todos os dias! E tu apaixonas-te por cada sorriso, por cada troca de olhares, por cada segredo que é só vosso e que não queres, nem deves, partilhar. És muito óbvia. »

Hoje ouvi isto e, apesar de não ter sido dirigido (directamente, pelo menos) a mim, tocou-me imenso. Vá-se lá saber porquê... não é?

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