domingo, 31 de outubro de 2010

No preciso momento em que, ontem, acabei de carregar em "Publicar mensagem", recebo um telefonema a mandar-me vestir e maquilhar (outra vez!) porque sempre era para sair. E fui. Aliás, fomos.
Descrição? Ora bem, inicialmente foi frio, chuva e tédio. Depois foi ainda mais chuva,  uma mensagem que o meu querido telemóvel mandou sem eu querer e... pronto, noite estragada. Continuei a dançar e a tentar divertir-me, mas a minha cabeça já não estava ali e já não estava suficientemente desligada daquilo que era suposto desligar-se - especialmente ontem.

Sempre tive muito jeito para acreditar naquilo que não devo. E para me iludir com aquilo que não posso.

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sábado, 30 de outubro de 2010

Estava a ser um bom dia - uma manhã de pijama (sabe tão bem quando chove!), uma tarde em reunião do grupo de teatro (com muita leitura e momentos de riso como o do "homem do atalho")... e, esperava eu, uma noite com as amigas, para "celebrar" o Halloween. Uma noite que eu esperava que fosse ser a minha salvação para estes últimos dias. Uma noite que eu contava que fosse uma ajuda para me retirar da minha "apatia" e fazer-me dançar e divertir-me como não faço há meses.
Pois bem: parece que me enganei. Odeio que me cancelem os planos à ultima da hora - sobretudo quando já perdi uns preciosos 45 minutos a preparar-me! Estava a contar com uma noite como eu gosto. Vou ter uma noite de pijama, a tentar entreter-me comigo própria.

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Diz-se que é no inesperado que surgem as melhores oportunidades.
Ontem, não esperava nada de especial da minha noite - mais uma reunião do grupo de teatro, mais abraços do meu melhor amigo que me faz tanta falta durante toda a semana. Acabei por obter muito mais do que isso.
O meu destino acabou por ser o "À conversa com... José Luís Peixoto", iniciativa promovida pela Biblioteca Municipal. O meu destino acabou por ser duas horas e meia a ouvir um escritor falar acerca do seu mais recente livro.
Confesso que nunca li nada de José Luís Peixoto, e o que ouvi ontem - relativamente ao livro - não me pareceu suficientemente interessante para me fazer ir comprá-lo já. Mas gostei de o ouvir falar acerca do que é, para ele, escrever, gostei de o ouvir descrever os seus feitos e tudo aquilo que já conseguiu nos seus trinta e seis anos, gostei de o ouvir falar das dificuldades da sua profissão e da maravilha que é saber-se capaz de as ultrapassar.
Houve um certo momento em que ele disse « Escrever é uma ousadia. É preciso trabalhar muito, só com trabalho se consegue chegar a algum lado. Sinto-me orgulhoso de mim porque tudo o que consegui, foi à custa do meu trabalho. (...) Quando escrevo um livro, o mais difícil acaba por não ser escrever, mas sim apaixonar-me por ele... acreditar nele e em mim. » Quando disse tudo isto, estava a olhar directamente para mim e eu senti-me totalmente 'tocada' pelo que ele disse. Estava a falar dos meus sonhos - daqueles que nunca confesso a ninguém e sobre os quais não falo, a não ser comigo mesma.
Estava a precisar de uma noite como a de ontem para me fazer voltar a acreditar - em mim, nos sonhos e em que há mais para viver além do meu amor perdido.

Obrigada, José Luís Peixoto!
Uma vez mais está provado que a ajuda vem de onde menos se espera.

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Apesar de tudo, recuso-me a utilizar o verbo "desistir".
Eu não desisti - nunca desisti! - e mesmo agora, que não tenho hipótese de escolha, não vou desistir.
Apenas me vou conformar com aquilo que não posso mudar.
Mas desistir? Isso não, nunca.

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O cansaço invade-me. Estou farta de correr e não sair do mesmo sítio. Estou farta de tentar e não conseguir. Estou farta de esperar e não obter.
Estou farta que te esqueças sempre de mim.

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O dia de hoje? Suponho que será um - mais um! - daqueles que vou juntar à lista de dias que queria apagar e não consigo.
Desde desilusões provocadas pelo amor injusto que estou cansada de sentir, passando por zangas com pessoas que nunca pensei que pudessem vir a descer tão baixo e magoar-me tanto, já para não falar das pessoas que deviam estar presentes e têm estado pouco (ou nada) e o cansaço de sentir que tento tudo por toda a gente e ninguém tenta nada por mim.
E não, não me estou a fazer de vítima - não gosto dessas coisas e deixo os dramas para quem gosta de representá-los. Apenas me limito a constatar factos: eu tenho tentado, tenho tentado muito, e não me tem levado a lado nenhum... « Então pára de tentar. As pessoas que se interessarem, hão-de vir ter contigo se sentirem a tua falta. » O melhor conselho dos últimos dias.
Parei de tentar. Para mim chega.

E como hoje sinto necessidade de dar nomes às pessoas que se importam, aqui vai o meu grande obrigada a quem tem estado presente quando é preciso: Bárbara, Margarida, Katy. Vocês sim, valem a pena.

( Quanto a ti, restam-me memórias e sonhos partidos. E o meu coração que dói - ainda dói muito. )

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Se a paciência e a vontade para escrever têm sido poucas, depois da tarde de hoje são ainda menos. Vim aqui só mesmo para deixar uma coisa bem clara (ainda que provavelmente não vá ser lida): eu não sou parva.
Às vezes posso querer fazer-me de parva - porque às vezes dá realmente jeito fingir que acredito nas mentiras que me dizem, que é para não me chatear (mais). Mas na verdade não sou parva - muito menos burra! - e como tal, agradecia sinceramente que parassem de mentir/tentar fazer-me de parva, porque não vale a pena.

E quando um dia destes eu decidir abrir a boca e contar aquilo que sei, e as pessoas em questão não fazem ideia que eu sei... aí, garanto que quem vai ficar mal não vou ser eu.
Cá se fazem, cá se pagam. Um dia destes!

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Eu juro que me esforço por não dar importância.
Mas o pior é não ser importante.
E ter consciência que há quem seja.

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quem dança ballet sabe o quão importante é o equilíbrio. O equilíbrio do corpo, o equilíbrio da mente e, sobretudo, o equilíbrio do corpo com a mente.
Ultimamente, tanto o meu corpo, como a minha mente, como tudo o resto na minha vida, tem andado num perfeito desequilíbrio. E quando se está assim durante um período considerável de tempo, como eu, consegue-se perceber imensamente bem o quanto o equilíbrio é importante em tudo - mesmo tudo - na vida. (Estou a generalizar, porque me apetece e sinto que é verdade.)
Hoje não tentei dançar com as minhas preocupações, porque não estou suficientemente preparada - preferi nem pensar nelas. Mas dancei com os sorrisos e com a ideia de que já não tenho nada a perder, pelo que posso fazer tudo aquilo que bem me apetecer e tudo aquilo que sentir como certo para mim (porque agora, estou apenas preocupada comigo e com o que eu quero).
Hoje dancei por dentro, porque me senti mais equilibrada do que no último mês e meio. Hoje dancei comigo mesma, porque consegui sorrir com vontade e pensar que, mesmo que agora não esteja tudo bem, um dia vai estar, mais cedo ou mais tarde. Hoje dancei com o mundo, porque hoje... senti que talvez ainda haja esperança para mim. Mesmo tendo perdido tudo aquilo que importava.

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( obrigada! )

Hoje é um daqueles dias em que sinto uma imensa necessidade de agradecer a toda a gente que tem estado comigo, quando mais tenho precisado. A necessidade é ainda maior quando me apercebo que a ajuda tem vindo das pessoas mais inesperadas.
Durante os últimos dois/três anos, tenho crescido e, sobretudo, tenho-me definido como sendo quem sou, para melhor ou para pior. E durante os últimos dois anos, tenho tido, na minha professora de História, alguém que está presente - no mínimo, três vezes por semana! -, alguém que está sempre à disposição para me ouvir, alguém que me compreende sempre e - concordando, ou não, com as decisões que tomo ou deixou por tomar - alguém que preza sempre a honestidade e me diz tudo aquilo que acha que deve dizer, mesmo quando eu não gosto, ou não quero ouvir.
Não sei ao certo o que me levou a escrever(-lhe) hoje e não noutro dia qualquer. Talvez porque hoje foi, pela primeira vez em várias semanas, o dia em que a professora olhou para mim e sorriu, sorriu a sério - e não precisou de dizer nada, porque eu percebi o sorriso. Ela sorriu-me, hoje, porque percebeu que eu estou mais leve e mais calma. Ela manteve-se em silêncio, porque percebeu que eu hoje já não precisava (pelo menos, não tanto) das palavras habituais dela, ditas em privado, no início de cada aula. Ela não perguntou como é que eu estou, não só porque sabe como eu odeio isso, mas porque percebeu que hoje estive melhor. Por isso sorriu, simplesmente sorriu e alegrou-me o dia porque me senti realmente compreendida - mesmo sem palavras... sobretudo, sem palavras.

Só tenho a agradecer-lhe, por ser quem é e por fazer de mim parte de quem sou. Um enorme obrigada. Por hoje e pelos últimos dois anos.

( E hoje adorei uma frase que disse: « Quantas vezes não tem a gente a alma partida? » Não é motivo para deixarmos morrer quem somos. )

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Foi mais uma noite de pouco sono, e muitos sonhos. E pela segunda noite consecutiva, sonhei com - admitamo-lo, pronto! - a pessoa com quem menos posso sonhar.
É assustadora a "qualidade" dos meus sonhos: é como estar a ver um filme em alta definição, em que até os mais pequenos pormenores têm relevância. Costumo gostar dos meu sonhos exactamente por isto, porque parecem mesmo reais... mas no momento presente, convém admitir que não dá jeito nenhum, nenhum mesmo, sonhar com impossibilidades e irrealidades. De facto, tenho sonhado com coisas que só podem mesmo acontecer... nos meus sonhos. O que é frustrante - e doloroso.
Hoje cheguei à escola ainda a pensar nisto e quando me perguntaram porque é que estava tão pensativa, disse apenas que andava a sonhar com as mesmas coisas, exactamente, há uns dias. Disseram-me qualquer coisa como « Ah, quando sonhas repetidamente com alguém, é porque essa pessoa quer ver-te ou falar contigo. » Pois claro. É caso para dizer, uma vez mais: só mesmo nos meus sonhos.

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domingo, 24 de outubro de 2010

Sei por experiência - minha e alheia - que não há curas milagrosas para os males de amor. Sobretudo para os males de amor não correspondido.
Não há milagres que resolvam os problemas e não há nada que faça a dor passar - pelo menos, comigo não funciona dessa maneira.
Mas há formas de atenuar a dor, de a "adiar" um pouco. São os caminhos mais fáceis e em última análise só fazem com que a dor seja duplamente pior, quando voltar, mas de qualquer modo, há momentos em que preciso mesmo de recorrer a esses meus pequenos "analgésicos".

Ontem recorri aos comprimidos para dormir - e tenho vergonha disso, tenho vergonha de não ser capaz de aguentar sozinha. Ontem foi um dia horrível e ontem, deixei de me conhecer durante algum tempo.
E hoje, depois de um longo sono - que, no final, não trouxe a calma esperada - a solução mais acertada pareceu-me o sofá, um cobertor, muito chocolate, um bom livro (Eat Pray Love) e um filme levezinho (Made Of Honor).

Não me sinto nada orgulhosa do que tenho sido ultimamente, nem me sinto nada bem com o estado das coisas e a maneira como me deixo afundar quando devia estar a lutar por ficar bem. É só que ainda não arranjei forma de reagir convenientemente.
E amanhã vai ser terrível ter de enfrentar pessoas e fingir que não se passa nada.

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sábado, 23 de outubro de 2010

( numb )

Tenho medo de escrever porque não só ainda não encontrei as palavras certas, como me parece que escrever só vai tornar tudo mais real... mais doloroso.
Estou entorpecida. Não consigo sentir nada para além de uma dormência que me faz não querer mexer-me nem reagir a nada, e que só desaparece quando choro. (Sinceramente, não sei o que é melhor.)
É preciso calma e tempo, não é? Um passo de cada vez e as coisas vão ao sítio e vou ultrapassar - estes foram os conselhos da última vez, se bem me lembro.
Mas da última vez, nada resultou. Não esqueci e nunca ultrapassei completamente.

É por isso que tenho tanto, tanto medo.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ainda não tenho palavras suficientemente acertadas. Ou então é a inspiração que me falta. De qualquer modo, foi bom poder falar... apesar de ter ficado incompleta - eu e a conversa. Agora... vai ser como puder, o que puder, quando puder.

I must say I'll always love you, even if it hurts.

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E apesar de eu já estar à espera, está a doer na mesma.
Muito, muito, muito.

Continuo a sentir que ficou tudo incompleto e tenho medo de tudo.

E sabes... aquela palavra que faltava e que eu não disse?
Amo-te.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

( forever and almost always )

« And I'll wait patiently
I'll wake up every day
Just hoping that you still care
In the corner of my mind I know too well
Oh that surely even I deserve the best
(...)
Oh and just when I believe
You've changed for good
Well you go and prove me wrong
Just like I knew you would
When I run out of second chances
You give me that look
And you're off the hook »

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A pior sensação deste mundo é sentirmos, e vermos, todos os nossos piores medos a concretizarem-se mesmo à nossa frente, e não sermos capazes de fazer nada para alterar a situação.
Perder a pessoa que mais amo. Perdê-la praticamente sem disso me aperceber. Perder-me a mim no silêncio que me é imposto. Não poder dizer tudo aquilo que preciso de dizer. Não ser capaz de dormir porque os pensamentos e as lágrimas que consigo evitar, durante o dia, abatem-se todos sobre mim de uma vez, à noite.
Apesar de haver momentos em que consigo abstrair-me um pouco da dor e da confusão e do cansaço, na maioria das vezes obrigo-me a forçar sorrisos e a ter muita, muita calma e muito cuidado com o que faço e digo. Mas tenho o meu limite, e estou no meu limite.
Eu só preciso de dizer o que tenho para dizer. Depois disso, vai ser o silêncio e a escuridão e ainda mais dor, mas eu preciso de falar. Não aguento mais, não aguento mesmo.

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

( the only exception )

« Maybe I know somewhere deep in my soul
That love never lasts
And we've got to other ways to make it alone
Or keep a straight face
(...)
I can't let go of what's in front of me here
I know you're leaving in the morning when you wake up
Leave me with some kind of proof it's not a dream
(...)
You are the only exception
And I'm on my way to believing »

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Tudo aquilo que sei e não sei, quero e não quero, posso e não posso, consigo e não consigo, anseio e temo, prevejo e desconheço e, sobretudo, tudo aquilo que quero dizer e não posso, prendem-se dentro de mim num grande nó que se instalou algures entre o meu cérebro e o meu coração e me impede totalmente de raciocinar coerentemente.
Por outras palavras, digo apenas que o meu mundo, neste momento, é uma enorme confusão de amor, desejos, vontades, anseios, medos, desilusões, perdas e outras tantas coisas que não consigo organizar nem perceber. E isso está-me a deixar bastante descontrolada.

Uma ajudinha (tua) era muito, muito bem vinda neste momento.

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domingo, 17 de outubro de 2010

( over and over )

Desequilíbrio. Não foi sempre esse um dos (nossos) problemas?
Quando tu queres mais, eu não estou preparada. Quando eu quero mais (de ti), tu não queres dar(-te). Quando eu avanço, tu recuas. Quando tu avanças, eu tenho sempre medo. Mas se não avanças, eu desespero. E se eu não avanço, tu cansas-te.
Muito raras são as vezes em que nos encontramos... tão raras quanto as vezes em que coincidimos. Nunca nos sinto exactamente equilibrados e certos naquilo, e daquilo, que desejamos um do outro... excepto raros momentos de extrema perfeição em que sei que estamos juntos, mais do que nunca. Mas esses momentos são - ou, deverei dizer, foram - muitíssimo raros e pensar neles, só me despedaça mais e mais, porque sei que foram únicos.
Tenho medo de pensar em nós, sabes? Tenho medo de ti, de mim, do nós que fomos e do nada que seremos. Tenho medo de tudo... tenho medo da perda, da dor, do vazio que me preenchem todos os dias. Tenho medo do nada que me sobrou, depois de ter dado tudo de mim a ti, que me és tudo e sempre o foste.

Sabes a que é que isto se resume, no fundo?
Eu sempre te quis de mais. E tu sempre me quiseste de menos. Até porque já não me queres, de todo.

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