Hoje é um daqueles dias em que sinto uma imensa necessidade de agradecer a toda a gente que tem estado comigo, quando mais tenho precisado. A necessidade é ainda maior quando me apercebo que a ajuda tem vindo das pessoas mais inesperadas.
Durante os últimos dois/três anos, tenho crescido e, sobretudo, tenho-me definido como sendo quem sou, para melhor ou para pior. E durante os últimos dois anos, tenho tido, na minha professora de História, alguém que está presente - no mínimo, três vezes por semana! -, alguém que está sempre à disposição para me ouvir, alguém que me compreende sempre e - concordando, ou não, com as decisões que tomo ou deixou por tomar - alguém que preza sempre a honestidade e me diz tudo aquilo que acha que deve dizer, mesmo quando eu não gosto, ou não quero ouvir.
Não sei ao certo o que me levou a escrever(-lhe) hoje e não noutro dia qualquer. Talvez porque hoje foi, pela primeira vez em várias semanas, o dia em que a professora olhou para mim e sorriu, sorriu a sério - e não precisou de dizer nada, porque eu percebi o sorriso. Ela sorriu-me, hoje, porque percebeu que eu estou mais leve e mais calma. Ela manteve-se em silêncio, porque percebeu que eu hoje já não precisava (pelo menos, não tanto) das palavras habituais dela, ditas em privado, no início de cada aula. Ela não perguntou como é que eu estou, não só porque sabe como eu odeio isso, mas porque percebeu que hoje estive melhor. Por isso sorriu, simplesmente sorriu e alegrou-me o dia porque me senti realmente compreendida - mesmo sem palavras... sobretudo, sem palavras.
Só tenho a agradecer-lhe, por ser quem é e por fazer de mim parte de quem sou. Um enorme obrigada. Por hoje e pelos últimos dois anos.
( E hoje adorei uma frase que disse: « Quantas vezes não tem a gente a alma partida? » Não é motivo para deixarmos morrer quem somos. )
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