quarta-feira, 9 de junho de 2010

strange dreams ,


(Como sempre,) hoje tive um sonho estranho. Entre a luz e a escuridão, entre a alegria e a tristeza, entre a preocupação e o desprendimento, entre o medo e a felicidade. Foi esquisito, acabou de maneira estranha e envolveu imensas pessoas que nada têm a ver umas com as outras.
Mas houve um momento qualquer que me marcou lá. Uma imagem que me pareceu mais familiar, de alguma maneira rebuscada. Como se já tivesse sonhado com aquilo ou como se já o tivesse mesmo vivido. Era um grupo de pessoas a correr, à noite, à chuva, na escuridão.
Acordei a pensar nisso e passei todo o dia com a imagem na cabeça, sem conseguir lembrar-me de onde poderia ser. E como tantas vezes me acontece, quanto mais penso, pior é. Não consegui chegar lá.
Mas há uns minutos, quando já não estava a pensar nisso, finalmente lembrei-me. Não é nada de especial, afinal de contas, é apenas uma cena que realmente vivi mas da qual já nem me lembrava - a noite de 8 de Agosto de 2008, em Pádua, Itália. Quando choveu torrencialmente, quando choveu mais do que alguma vez me lembro de ter visto chover, e nós estávamos os oito desprotegidos na rua à procura de um restaurante, longe do carro e de qualquer local onde pudéssemos abrigar-nos. E sem mais nem menos, começámos a correr na escuridão (se bem me lembro, os candeeiros eram mesmo poucos), escorregando em todo o lado e sem saber bem para onde íamos.
Só me lembro de ter finalmente parado debaixo da arcada de um edifício - na verdade, daquele edifício que está na foto, à direita - e nunca estive tão molhada, da cabeça aos pés, por dentro e por fora.
O que vale é que estava calor. E era Itália. Quando se está em Itália, tudo vale a pena. Até ficar molhado uma noite inteira.

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« Once upon a time I was falling in love
But now I'm only falling apart
There's nothing I can do
A total eclipse of the heart
Once upon a time there was light in my life
But now there's only love in the dark
Nothing I can say
A total eclipse of the heart
»

( http://www.youtube.com/watch?v=jYqVcrihGqc )

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terça-feira, 8 de junho de 2010

11º ( o balanço ) ,


O que dizer deste ano lectivo que passou? Sinceramente, é difícil. Não me ocorre nenhuma palavra mais certa do que esta: mudança
. Porque estes nove meses foram marcados por muitas, muitas, muitas mudanças - boas e pequenas, grandes e más, permanentes e passageiras.
Lembro-me perfeitamente do primeiro dia, a (re)apresentação. Estava nervosa mas ansiosa, estava descontente com o fim das férias mas contente pela perspectiva de passar os seguintes nove meses a ver, todos os dias, a pessoa que mais mexia comigo na altura (chamemos-lhe M).
Setembro foi o mês da (re)habituação à rotina escolar, sinceramente não me lembro bem desse mês - foi vazio. Lembro-me também de rever certas pessoas e certas situações entre elas, certas coisas que sempre me magoaram e que já não via há meses e que mexeram comigo na mesma, apesar de mais... levemente. Menos dolorosamente.
Em Outubro, o M "voltou", de certa forma, e enchi-me de esperança, de vontades, de desejos - que se quebraram. Decidi que ia lutar por ele mas ele não quis, por isso decidi que o melhor era desistir (e era). Continuei a olhá-lo e a sentir que não me era indiferente mas foi-se desvacendo. (Quanto à escola em si... tudo bem, sempre.)
Em Novembro, o JM, que sempre tinha estado presente desde o verão, começou a estar ainda mais presente e tornou-se no meu apoio de todos os dias, o meu anjo da guarda, a pessoa a quem recorria em qualquer altura e em qualquer situação, apesar da distância (física) que nos separava. (Quanto à escola em si... tudo bem, sempre. Tirei o meu primeiro 20 do ano e provei ao stôr de Filosofia que afinal não era assim tão 'vazia' como ele me achava e passei de detestada a - quase - preferida.)
Dezembro, fim do primeiro período. Boas notas, exactamente as esperadas. Nas férias, o JM continou presente, agora fisicamente, e aconteceu algo que na altura foi bom (mas de que me arrependo e muito, agora) e ao qual dei mais importância do que realmente teve.
Janeiro, segundo período. O M regressou outra vez e voltei a deixar-me levar, nem sei bem como nem porquê, mas também durou pouco. Ele voltou a partir (para outra, literalmente) e eu decidi que definitivamente seria o (nosso) fim - e, felizmente, foi mesmo. Mas Janeiro foi um mês que doeu, sobretudo porque o JM estragou tudo - não há outra maneira de o dizer. (Quanto à escola em si... tudo bem, sempre. Deixei de não gostar da stôra de Educação Física.)
Fevereiro, mês de novidades. As primeiras duas semanas foram calmas e no dia 14, INGLATERRA! Foi das melhores semanas de todo o ano, adorei, conheci imensas pessoas e gostei de (quase) todas elas, fiz imensas amizades e novas experiências, digamos assim. Claro que o JR foi a pessoa mais marcante de toda a viagem e se não fosse ele, não teria tido metade da piada. Regressar doeu e eu tinha dado tudo, tudo para ficar lá mais tempo (muito mais tempo, mesmo!), de tão bom que foi.
Março, mês de decisões. Uma espécie de 'relacionamento' mantido durante todo o mês, com os seus altos e os seus baixos. Uma carta escrita e que me libertou e me prendeu, de certa forma. Uma conversa inesperada e marcante. E depois o jantar de anos do Diogo, a (grandeee) noite na OFF. O jantar Remember England 2010 e a famosa (grandeee) bebedeira. A Semana na Maior! e tudo o que englobou. A dança em frente à escola inteira e arredores. As conversas com a stôra de Educação Física. O fim de uma amizade e no mesmo dia o fim do 'relacionamento' - e a célebre expressão ficas chateada? que nem teve resposta possível. Férias!
Abril. Direi que foi o melhor mês do ano inteiro. (Re)viver e recuperar certos momentos... e sentimentos. Não vou prolongar-me mais por aqui, não vale a pena - quem quiser perceber, percebe, de certeza, porque é que gostei tanto deste mês. E porque é que vou recordá-lo, quer queira(mos), quer não. (Quanto à escola em si, tudo bem... sempre.)
Maio. Começou bem, acabou mal. Foi muito vazio. Tive de me desabituar de certas coisas e não gostei. (Quanto à escola, tudo óptimo! 18s, 19s, 20s que foi uma alegria.)
Junho. Não começou bem e não está a correr bem. Estou (quase) oficialmente de férias e nem isso me alegra. (Quanto à escola, tudo óptimo. Faltam os exames e depois se verá.)

Quanto à turma... opá, não posso dizer que somos muito unidos e que gostamos todos muito uns dos outros, mas posso dizer que está (quase) tudo bem e que gosto de vocês todos. Mesmo de todos (ou mais ou menos). 11ºI sempre «3

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

pois,


Até consigo perceber o que (não) aconteceu - até certo ponto.
Não sou - até certo ponto! - propriamente difícil de contentar, ainda mais se estiver 'vulnerável'. E sou complicada, complexa, confusa, tenho tendência para dramatizar tudo e dar (demasiada) importância aos mais pequenos pormenores. Já para não dizer que sou insegura. E não sou nada desprendida, aliás, sou até (talvez demasiado) apegada às pessoas e aos momentos. Provavelmente sou fácil de manipular, também, desde que se saiba como lidar comigo. E também sou uma sentimental que se derrete toda à mínima coisinha. E tenho tendência para falar demasiado. E não consigo guardar os meus sentimentos só para mim.
Mas acho que no geral, não devo ser assim tão difícil de aturar. Ou se calhar até sou. De qualquer dos modos, compreendo que depois de algumas semanas, começo a cansar. As pessoas fartam-se de mim porque eu me apego demasiado, já descobri há algum tempo. Mas é escolha delas e eu não posso fazer nada contra isso.
Até certo ponto, isto é tudo o que tenho a dizer (hoje). Não vale a pena dizer mais nada. A escolha não foi minha (nunca foi minha).

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domingo, 6 de junho de 2010

« O tempo passa. Mesmo quando tal parece ser impossível. Mesmo quando cada tiquetaque do ponteiro dos segundos dói com o palpitar do sangue sob a ferida. Passa de forma irregular, com estranhos avanços e recuos. Mas, lá passar, passa. Até para mim. »

( Stephenie Meyer )

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Há pessoas que nos marcam inacreditavelmente, pelos mais diversos motivos. A mim, costumam marcar-me sobretudo aqueles de quem gosto. E aqueles que, conscientemente ou não, me ensinam alguma coisa (útil). E que me apoiam e me fazem sentir segura e confiante e com vontade de lutar (por aquilo que quero).
Há exactamente dois anos, dia 6 de Junho de 2008, foi o último dia de aulas do meu nono ano. Foi um dia terrível, cheio de lágrimas e de confusões - porque tinha a melhor turma possível e imaginária e éramos todos uns lamechas, diga-se de passagem. Houve aulas que custaram mais a deixar para trás, houve professores que não queríamos abandonar porque nos seguravam sempre que era preciso - e toda a gente sabia que, para mim, o prof. de Português ia ser a pessoa mais difícil de deixar.
A aula começou às 10h15 daquela sexta feira e estivemos sempre a conversar e a andar de um lado para o outro, a recordar velhos momentos e a tentar rir sempre, para não estragar os últimos momentos com mais lágrimas inúteis. Fizemos as parvoíces de sempre e dissemos tudo aquilo que nunca tínhamos tido coragem de (lhe) dizer até àquele momento. E depois, a campainha tocou às 11h45 e foi uma confusão de abraços. Toda a gente saiu silenciosamente e devagar... lembro-me tão bem! Parecia que nenhum de nós queria pôr fim àquelas (fantásticas) aulas de Português.
Mas eu, atrasada como sempre, não saí logo, fiquei a arrumar qualquer coisa na mochila. E ele chegou à minha beira e disse-me 'Tenho uma coisa para ti, não te quis dar antes porque não tenho para todos... e acho que nem todos merecem!'. Claro que fiquei curiosa, e foi aí que ele tirou um pequeno livrinho branco da pasta e me o entregou - "APRESENTAÇÃO DE CONTAS: balanço nocturno", por José Carlos Sendim. Primeiro choque - é que nem sabia que tinha escrito um livro!
Folheei. Pequenos poemas. Abri a primeira página. Segundo choque - uma dedicatória. 'Para a Inês, como paga pelas "maldades" feitas ao longo de dois anos... Agora espero pela retribuição. José Carlos Sendim'
Retribuição, stôr? 'Sim, o livro que tu vais escrever um dia destes.' Oh, acha? Também eu queria... mas não, não tenho capacidade. 'Se houve coisa que me provaste nestes dois anos, é que és capaz disso e muito mais. E eu acredito em ti. Já é alguma coisa, ou não?' Terceiro choque - fiquei sem palavras (é raro), abracei-o, chorei. (Claro, ou não fosse eu uma chorona...) E tentei ser forte e acreditar, também, em mim. 'Promete-me que vais lutar por isso.' Prometo. Virei costas e vinha a sair da sala, e ele ainda gritou 'E diz olá ao Tátá por mim!' Caramba. Tatá, o famoso 'pássaro' que tinha feito de mim objecto de gozo o ano inteiro. É claro que não podia faltar naquele (último) momento...

Passaram-se dois anos e hoje, reli o livrinho todo, para aí pela quinta ou sexta vez. E acho que só hoje consegui mesmo perceber alguns dos poemas. Ou então identifico-me mais com eles, agora, do que dantes.
As saudades são muitas, como sempre. JCS «3

« ANEXO 4:

podes sempre dizer que essa coisa
dos afectos
é como papel de celofane:
trata-se de dar um pouco de cor
à transparência.

Mas sabes que são apenas
pontos de luz
num circuito que tem por pólos
o desejo, o medo. »

( este sempre foi o meu preferido. afectos. hoje os meus estão... em trapos. )

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estranho ,


Hoje as memórias tiveram um sabor diferente. Estranho. Como se não me pertencessem. Como se fossem roubadas a outra pessoa que não eu, a outro mundo que não o meu. Como se eu estivesse meramente a ler um livro ou a ver um filme, uma gravação qualquer sem sentido que não me soou familiar.
Hoje recordar não sabe bem. Não dói nem é reconfortante... é só confuso. Estranho. Não sei bem como definir aquilo que sinto - acho que, uma vez mais, o passado e o presente estão (demasiado) enredados um no outro, e já não sou capaz de dizer onde estou. Não sei se estou aqui ou ali, nem sei onde vou estar amanhã.
Sei que me sinto... estranha. Como se estivesse fora de mim e visse o meu mundo com outros olhos. Como se me observasse a partir de outra dimensão e pudesse olhar para tudo mais objectivamente. Escusado será dizer que não gosto do que vejo.

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sábado, 5 de junho de 2010

« Forbidden to remember, terrified to forget; it was a hard line to walk. »

Bella Swan in New Moon

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É mesmo assustador como me sinto presa. Como me parece que não sou capaz de me libertar e muito menos de avançar. Como me parece que parei no tempo há (muitos) meses e não vou ser capaz de sair mais daqui. E a culpa é minha - não totalmente, mas maioritariamente. E tenho medo... muito.

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will you ?


Toda a gente sabe que dou (demasiada) importância aos pormenores, por isso suponho que o facto de o meu filme preferido se chamar Remember Me terá algum significado (ou então sou só eu a ser tonta).
Ser esquecido deve ser das piores coisas que existe, a par de perder aqueles que mais amamos - e que, invariavelmente, são os que nos magoam por nos esquecerem.
Não quero deixar-me ser esquecida. Não quero perder(-me) ainda mais. Quero arranjar uma maneira qualquer de me manter viva, nem que seja só nas memórias - já nem digo nas boas memórias. Só quero permanecer. Ficar (aí). E saber que não vou ser esquecida... mesmo que seja mal lembrada.

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Tita «3


Às vezes (muitas vezes!) não sei o que seria de mim sem ti.
Amo-te.

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

abandono(-me) ,


As palavras começam a escassear (outra vez).
Hoje era suposto ter feito algo (mais), mas faltou a coragem. Faltou segurança. Faltaste-me.
O medo falou mais alto (outra vez) e eu... eu calei-me. Calei-me e abandonei-me, desisti de mim (nem que seja só hoje) porque não tenho solução. Abandonei-me porque não me quero desta forma. Abandonei-me porque percebi (uma vez mais) que já não vale a pena... continuo a remar contra a maré e não serve de nada (nunca). E hoje entrego as armas.
E agora? (Des)espero. Não há-de ser isto a dar cabo de mim, não é possível ir mais fundo do que já fui (vim!) - e o que não me mata, torna-me mais forte. Ou pelo menos é isso que se diz, não é?

No entanto, « é muita vida a não ser o que tu sentes » . E é isso que dói mais.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010


Quando não me quero chatear (demais), às vezes é mais fácil fingir que não percebo as mentiras que me contam e que acredito nas desculpas que me dão. É mais fácil deixar as pessoas acreditar que foram bem sucedidas e parar por aí a teia de mentiras. É mais fácil dizer a mim mesma que elas não estão a mentir e que as desculpas são verdades - ainda que saiba perfeitamente que não são. É mais fácil simplesmente acreditar que se as pessoas dizem que não têm tempo, é porque não têm - do que acreditar que não têm tempo, porque não querem.

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mess(y) ,


É como uma viagem de montanha-russa: há altos, há baixos, há loopings, há zonas mais calmas e pouco excitantes, há subidas abruptas e quedas completamente inesperadas. E não há pausas para descansar, não há um fim da linha (porque a linha não tem fim).
Visto por outro prisma, também pode ser um novelo de lã (mal enrolado). Um fio de cor indefinida que se vai desenrolando numa sucessão de nós, problemas, inseguranças, confusões. Mas se desfazem uns nós, surgem outros... não há descanso.
E é uma ampulheta. Uma ampulheta que vai rodando sobre si mesma, que despeja a sua areia mais devagar ou mais depressa. É o tempo que (me) confunde e distorce e altera e desarranja e dilui e desfaz. É o tempo que (me) muda tudo. O tempo que não pausa, mas que (me) permite compassos de espera - (sobretudo) de desespero.

Em última análise, é uma (grande) confusão. Sou uma confusão. Uma confusão sem solução (ou assim parece).
É por isso que recorro às analogias e aos clichés. Odeio-os mas são eles que me salvam em momentos como este, em que a cabeça não pára um segundo (só no que não deve) e não consegue retirar de si pensamentos coerentes. Porque está demasiado a sonhar com O Impossível. Que afinal existe mesmo.

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cada lugar teu ,


« Fica em mim que hoje o tempo dói
Como se arrancassem tudo o que já foi
E até o que virá e até o que o sonhei
Diz-me que vais guardar e abraçar
Tudo o que eu te dei
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
E o tempo nos leve para longe de nós
E que um dia o tempo pareça perdido
E tudo se desfaça num gesto só
Eu vou guardar cada lugar teu
Ancorado em cada lugar meu
E hoje apenas isso me faz acreditar
Que eu vou chegar contigo
Onde só chega
Quem não tem medo de naufragar »

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ontem ,


Ontem falámos de tudo.
Falámos de amores presentes e sobretudo de amores passados, falámos de amores possíveis e de amores platónicos (não gosto de lhes chamar impossíveis), falámos de amores mais do que resolvidos e de amores que nunca se resolvem completamente, falámos de amores que morrem e de amores que vivem sempre connosco (mesmo que nós não vivamos neles).
E falámos de sexo, porque é sempre saudável. Falámos de experiências e da falta delas. Falámos de vontades e de necessidades e de desejos e de medos. Falámos de riscos e de dar demasiada importância ao que é (quase) banal. Falámos de esperar pelo momento certo e de encontrar a pessoa certa.
E falámos de uma coisa que eu nunca tinha conseguido contar (só ao Ti, as always), sobre o meu passado verão, e foi muito bom perceber que se calhar nem era nada de tão inacreditável como eu pensei, e que se calhar até é algo possível de realizar um dia mais tarde, quem sabe. Foi bom e libertou-me.
E ainda falámos de beijos, de sonhos, de festas, de jantares, de momentos passados e futuros, de mudanças que estão para vir, de férias, de pequenas banalidades tão importantes.
Ontem a minha tarde foi muito enriquecedora. E eu gosto muito deles «3

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Susana ,


outro dos meus anjinhos faz anos hoje,
parabéns, minha loirinha preferida,
adoro-te muito, muito, muito (e as saudades são mais que muitas).

( by the way, a foto é do verão 2007 e é verdadeiramente assustadora, eu sei, mas foi a primeira de que me lembrei e quem me dera voltar a viver tudo aquilo. best summer EVER, with the best of the best friends )

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terça-feira, 1 de junho de 2010

:O

Mudança,

Como resolver aquilo que parece não ter solução? Como encontrar a chave que roda a fechadura certa e abre a porta do mundo de infinitas possibilidades? Como encontrar a peça que está sempre em falta?
Perguntas que me atormentaram e aterrorizaram durante os últimos meses. Perguntas sobre as quais reflecti e às quais hoje sei que simplesmente não consigo dar resposta.
E o tempo é, agora, a única solução possível. Só a lenta dança dos ponteiros do relógio poderá ditar o que será possível de concretizar ou não; só a paisagem monótona dos dias dirá o que vai acontecer.
No tempo está a resolução, a chave e a peça. O tempo é também o problema, a fechadura e o puzzle em si.
Porque tudo se resume a uma única pergunta: quando, quando voltas?


*

acabei de descobrir este (meu) antigo texto. escrito a 22 de Julho de 2008. tempos diferentes, circunstâncias diferentes... mas, apesar da nova maturidade que agora possuo e que no texto não encontro... continuo a sentir-me assim. de certa forma.

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( undisclosed desires )


Pergunto-me o que aconteceria se eu dissesse realmente tudo o que me vai na cabeça. Já nem falo de escrever, porque escrever (infelizmente) já não é a minha solução.
Mas, e se eu dissesse realmente tudo aquilo que penso, sinto, quero, sonho, escondo, guardo, calo, sofro? Se eu, por uma vez, deixasse o medo de lado e me pusesse completamente "a nu"? E se eu (finalmente) me descontrolasse e parasse de pensar?

Seria com certeza um espectáculo bonito de se ver. (Porque há coisas que se passam que as pessoas nem sonham.)

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1st of June ...


... and something tells me that this is not gonna be a ordinary month (for better or worse)!


estou com muita, muita vontade de dançar e gastar esta energia toda em qualquer coisa :s

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