
Continuo a procurar, e a não encontrar. Não sei bem o que procuro mas sei que há algo que me faz falta, sei que há algo que preciso e que completará, de alguma forma.
Sei que não faz sentido e que me completará, de alguma forma. Sei que não estou completa por causa disso, sei que está perto de mim, tão próximo mas tão distante. Sei que não faço sentido e que só quando encontrar essa peça vou poder entrar numa espécie de constância e equilíbrio. Só não sei o que é isso que me falta, muito menos onde está.
É por isso que me sinto perdida. Perdida no mundo e, sobretudo, perdida dentro de mim mesma, porque não consigo definir-me nem perceber-me nem saber o que se passa comigo.
Como se eu fosse uma tela acabada de pintar que a chuva estraga - as gotas escorrem e transformam tudo num borrão indistinto e confuso, uma mescla de cores e sabores e texturas que não sei definir nem interpretar, uma pintura abstracta totalmente aleatória e sem nexo.
Continuo a dizê-lo: sei que há algo que falta, algo muito importante. E sei que não vou conseguir descansar enquanto não encontrar essa peça do puzzle, a chave que vai abrir a fechadura, a ponta do fio que vai desfazer o nó.
Só tenho medo de andar a procurar nos sítios errados.
( O texto foi escrito há já algum tempo e já nem me lembrava dele. Encontrei-o por acaso e já não faz grande sentido - sobretudo porque eu acho que já sei qual era a peça que faltava. Mas mesmo tendo conseguido encontrá-la, continua fora do meu alcance. )
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Sei que não faz sentido e que me completará, de alguma forma. Sei que não estou completa por causa disso, sei que está perto de mim, tão próximo mas tão distante. Sei que não faço sentido e que só quando encontrar essa peça vou poder entrar numa espécie de constância e equilíbrio. Só não sei o que é isso que me falta, muito menos onde está.
É por isso que me sinto perdida. Perdida no mundo e, sobretudo, perdida dentro de mim mesma, porque não consigo definir-me nem perceber-me nem saber o que se passa comigo.
Como se eu fosse uma tela acabada de pintar que a chuva estraga - as gotas escorrem e transformam tudo num borrão indistinto e confuso, uma mescla de cores e sabores e texturas que não sei definir nem interpretar, uma pintura abstracta totalmente aleatória e sem nexo.
Continuo a dizê-lo: sei que há algo que falta, algo muito importante. E sei que não vou conseguir descansar enquanto não encontrar essa peça do puzzle, a chave que vai abrir a fechadura, a ponta do fio que vai desfazer o nó.
Só tenho medo de andar a procurar nos sítios errados.
( O texto foi escrito há já algum tempo e já nem me lembrava dele. Encontrei-o por acaso e já não faz grande sentido - sobretudo porque eu acho que já sei qual era a peça que faltava. Mas mesmo tendo conseguido encontrá-la, continua fora do meu alcance. )
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