Apercebi-me, hoje, do quanto este blog tem mudado nas últimas semanas. Do quanto eu costumava escrever, do quão pessoais eram os textos que eu aqui punha... e do pouco que agora digo. Há muitas explicações para essa mudança gradual, da qual nem eu própria me apercebi inteiramente até agora.
Uma delas é o medo; sim, tenho medo de escrever! Eu, que passava infinitas horas a escrever, agora sinto-me presa, sinto que não há palavras suficientes e sinto que não devo escrever. Sinto que escrever é inútil e não serve de nada. Sim, eu sei... é só uma fase. As palavras nunca me abandonaram e, no fundo, eu sei que as encontrava com alguma facilidade se me esforçasse realmente por isso, mas a verdade é que também não quero. Neste momento, não é escrever a minha prioridade.
Outra das razões é ter, finalmente!, aprendido a não confiar nas pessoas como confiava dantes. Ler os textos que escrevia aqui no verão passado fez-me perceber que aquilo que acabou por acontecer já era esperado. Não vale a pena entrar em pormenores, o que interessa é que este blog é lido por muita gente - e não digo isto para me gabar, mas porque é a simples verdade - e suponho que não faço ideia de quem são a maioria das pessoas, talvez sejam pessoas que eu conheço e nem sonho que estão aqui a ler-me, por isso prefiro manter-me calada e guardar aquilo que realmente me interessa, só para mim.
Mas vou continuar a escrever o que bem me apetecer... até um certo ponto.
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