sábado, 23 de julho de 2011

O espectáculo ainda não está completo, ainda temos dezenas de ensaios, muitas decisões por tomar e muito trabalho duro pela frente. E no entanto, já consigo sentir o nervosismo e a excitação a crescer quando penso no que vai ser voltar a dançar. E sei que, naquela noite, o trabalho todo vai compensar, só por esse facto. Dançar. Num palco. Para uma plateia cheia. Algo que sempre adorei.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

naqueles dias do mês ...

só me apetece comer isto...

e isto...

e isto...

e isto...

... e não sou propriamente uma mestra em resistir a estas tentações.

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sábado, 16 de julho de 2011

Sempre considerei que é um bom sinal quando me faltam as palavras para dizer como me sinto, porque aquilo que sinto ultrapassa as palavras. Porque é tão intenso e verdadeiro que nenhuma palavra é suficiente para chegar, sequer, perto da verdade. Porque é tão irrevogável e profundo que há-de ficar sempre em mim, de uma maneira ou de outra. E hoje, mais do que nunca, sinto-me assim. Sem palavras.

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

preciso de uma coisa deste género.

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Não há nada em mim que se sinta bem, calmo ou remotamente descansado. Não dou a mim própria nem um único segundo de descanso e não é porque não queira, simplesmente é impossível. Quando pensar e estar comigo mesma é tudo o que posso fazer, é de esperar que não fique muito feliz. Às vezes, sou a minha pior companhia. E não consigo deixar de lembrar-me o quão feliz estava há exactamente um ano atrás. E isso está a matar-me.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

( 4 )

É assustador pensar que já passaram quatro anos. Que, de facto, faz hoje quatro anos desde aquela noite, aquela primeira noite, aquela noite mágica em que tudo começou. Ainda me lembro da minha roupa, do meu sorriso, das brincadeiras, de tudo o que fizemos. Ainda me lembro de como foi estranho conhecer alguém de quem não gostava e mudar instantaneamente de opinião. Ainda me lembro de como tudo começou, devagar por um lado, bruscamente por outro. Ainda me lembro e espero, e quero, lembrar-me sempre.
São quatro anos. E quatro anos não são uma ninharia, não são pouco. Não são, de todo, insignificantes. São e serão inesquecíveis. Porque foram os melhores quatro anos e foram eles que fizeram de mim quem sou agora. E só houve uma única pessoa cuja importância ao longo deste quatro anos permaneceu inabalável, intocável, depois e apesar de tudo. Posso, portanto, dizer que ter estado presente naquela noite de há quatro anos foi uma das melhores coisas que já me aconteceu na vida.
Apesar de estar a tentar, não tenho palavras para dizer o quanto tudo isto ainda me importa, ainda me marca, ainda está presente em cada bocadinho de mim. Não tenho palavras para dizer o quanto ainda estou apaixonada e o quanto tudo isto faz parte de mim. Não tenho palavras para explicar a importância desta data. E sobretudo, não consigo dizer o quanto gosto dele. É superior a tudo, a todos, e a qualquer outra coisa.
E são quatro anos.

« I wish I was special, you're so fuckin' special »

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Suponho que há muita coisa em que pensar e muita coisa a ponderar. O peso das decisões não é tão insuportável como o da falta delas e eu nunca tive medo de me decidir. Só tenho medo das escolhas erradas e neste caso, nem isso. Não há uma escolha errada porque não há uma verdadeira escolha, a resposta é sempre a mesma e nunca poderá estar menos do que completamente certa. Quando o coração fala, tudo o resto se cala.

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terça-feira, 5 de julho de 2011

Não sei o que é suposto sentir agora. Se dor, se dormência. Não sei o que é melhor. Se a dor, se a dormência. Porque uma deixa-me incontrolavelmente fechada e fria, egoísta. Mas a outra deixa-me indiferente, o que acaba por me levar a fechar fechada e fria. Talvez, apesar de tudo, seja melhor a dor. Porque prova que ainda consigo sentir alguma coisa. E que me posso agarrar a isso. Mesmo quando o silêncio tenta apagar o resto.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Como é que se consegue fugir aos nossos próprios pensamentos? Como é que se consegue evitar a dor imensa que vem com a lembrança de cada palavra ou de cada imagem sem sentido? Como é que se foge ao enorme buraco negro do silêncio? Da solidão? Do medo? Da confusão? Como é que se sai de um labirinto em que nem se reparou estar, até se estar completamente perdido?

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domingo, 3 de julho de 2011

Tal como eu já imaginava, não foi nada do que eu estava à espera. Foi pior. E o pior é que eu já deveria tê-lo previsto, de alguma maneira. Devia ter-me protegido, de certa forma, porque não é mais do que aquilo que, inconscientemente, eu já sabia que ia acontecer. De qualquer dos modos, voltei a deixar-me acreditar e pensar que, por uma noite, as coisas iam ser diferentes. E de facto foram.

Se o objectivo era magoar-me, então foi conseguido. Totalmente conseguido. Porque dói muito.

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sábado, 2 de julho de 2011

Estou nervosa... muito nervosa. E, como sempre, não sei ao certo o que esperar. No entanto, vou tentar guardar o meu nervosismo para mim e tentar aproveitar ao máximo. Porque, de certo modo, é tudo o que posso fazer. Mas hoje, não deixo as minhas expectativas subirem muito - não devo, não posso, não quero. E não o vou fazer.

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Não quero saber se lá fora está sol, calor, tempo perfeito para a praia, para ir tomar um café com os amigos, simplesmente para estar fora de casa a aproveitar o bom tempo, enquanto o há. Para mim está frio, por dentro, por fora, em todo o lado. E quando estou fria, estar com outras pessoas não é, de todo, aquilo que quero. Porque pode haver vários biliões de pessoas neste mundo, mas eu só quero uma - e todas as outras são, de uma maneira ou de outra, dispensáveis. Odeio silêncio, mas não sou capaz de falar. Com ninguém.

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Não gosto de admitir fraquezas (alguém gosta?) mas também não quero, não posso, não consigo esconder mais. Tenho medo. E o medo faz-me ficar furiosa, faz-me ficar fria e distante, faz-me ficar... má. Mas não é por eu querer. E sinto-me culpada logo de seguida. Mas tenho medo. E é o medo que anda a matar-me por dentro. É só isso (e não é pouco). Espero que um dia percebam.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Já há muito tempo que não me acontecia este bloqueio, esta falta de palavras, este não conseguir exprimir o que vai cá dentro. Não por falta de sentimentos ou de coisas para dizer, mas porque simplesmente é tudo demasiado forte, demasiado estranho para poder ser posto em palavras. As palavras não chegam, não são, nem de perto nem de longe, suficientes para descrever tudo quanto queria dizer.
Eu sei o que quero. Sei o que preciso. (Por uma vez, são a mesma coisa!) Só não sei como o conseguir.

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

( best friend )

A cada ano que passa vai-se tornando mais difícil escrever para ele. Afinal de contas, são quinze anos! Como posso esperar conseguir expôr, num simples texto, o quanto ele significa para mim? O quanto preciso da companhia dele todas as sextas feiras, dos abraços, dos beijinhos na testa, das danças parvas, do carinho imenso, daquela sensação de protecção que tenho quando estou perto dele. O quanto ele é importante, a falta que me fez todos os dias deste ano lectivo que passou. Não consigo, é verdade - mas, como em tantas outras coisas, tento sempre. E hoje, nada me deixa mais feliz do que saber que vou poder estar com ele toda a tarde e toda a noite, a absorver a calma e a felicidade que ele me traz, a aproveitar cada momento. Melhor amigo, love you always. Parabéns!

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Não sei porque é que não consigo controlar as saudades - claro que não são possíveis de controlar, mas eu sinto-as tão intensamente, que chegam a ser praticamente insuportáveis. Como se doessem mesmo fisicamente. E, mesmo tendo passado o que, provavelmente, pode ser considerado "pouco" tempo, para mim já parece uma eternidade.
Odeio esta maneira de o tempo passar, aos solavancos. Os últimos dias têm sido preenchidos apenas com os livros de História e muitas dores de cabeça (tanto literal, como figurativamente)... e o tempo parece que corre. Mas ao olhar para trás, parece-me que certas coisas aconteceram há tão pouco tempo, que é impossível já estarem tão distantes.
E como sempre, sinto-me absolutamente confusa e não sei o que dizer, ou como me exprimir. Sei que estou muito frustrada e queria poder descansar. Descansar das preocupações.

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Queria poder fazer alguma coisa. Qualquer coisa. Simplesmente alguma coisa que me tirasse deste nada e me deixasse menos frustrada. Porque a palavra certa é mesmo essa: frustração. Não consigo deixar de pensar no quão estúpido é estar aqui, a recriminar-me porque não posso fazer algo que, à primeira vista, é simples e fácil e está ao alcance de todos, mas para mim é simplesmente proibido. Porque não posso mostrar o quanto tudo isto realmente me afecta, não posso dar parte de fraca. Por isso fico aqui, estupidamente sentada no meio do silêncio, a querer, como sempre, mais do que aquilo que devo querer. Mais do que aquilo que posso querer.

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hoje andava a arrumar umas coisas e descobri montes de autocolantes destes desenhos animados. já nem me lembrava que eles existiam, e de repente vieram-me montes de imagens à cabeça.
mais alguém era viciado na Imperatriz Sissi? ou era só eu?

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