domingo, 28 de fevereiro de 2010

hanging by a moment,


Meu querido... alguma vez te sentiste como se tivesses ficado preso no tempo? Como se tivesses vivido momentos tão bons que ficaste preso neles e não conseguiste voltar à realidade por completo? Alguma vez desejaste tanto, e com tanta força, ficar no passado, que tudo à tua volta se torna em ecos e sombras e só vês aqueles momentos que passaram e só querias poder repetir?
Não sei se já alguma vez te sentiste assim, meu querido, mas é assim que me sinto hoje, e é assim que me tenho sentido durante toda esta semana que passou, e sei que será assim que me vou sentir durante mais algum tempo.
Fiquei presa naquele autocarro, naquele túnel, naquele avião, no outro autocarro. Fiquei presa na manhã de Sábado, na tarde de Sábado, na noite de Sábado, na manhã de Domingo, na tarde de Domingo. Fiquei presa na viagem para Londres, nas ruas de Londres, na viagem para Canterbury, nas ruas de Canterbury, na viagem para o aeroporto, no aeroporto, na viagem para o Porto, na viagem para Viana. Fiquei presa nas tuas mãos que nunca me largaram durante todo aquele tempo, fiquei presa nos teus olhos que sorriam mais do que a tua boca, fiquei presa nas tuas poucas palavras que só diziam o essencial e nos teus lábios que calavam a minha ininterrupta vontade de falar. Fiquei presa lá, aqui, em todo o lado, fiquei presa a ti e não sei como.
Há coisas que não se explicam nem precisam de se compreender e esta é provavelmente uma delas. Há decisões que precisam de ser tomadas e situações que têm de ser esclarecidas, mas o que é certo é que me prendeste e agora, não consigo - nem quero - libertar-me. Ainda não. Ainda há muito para descobrir em nós...

@

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

England 2010 «3


Há viagens e viagens, mas nenhuma se esquece, apesar de algumas serem mesmo "para esquecer". Esta... não foi, definitivamente, uma delas. Esta foi daquelas viagens que não só não se quer esquecer, como se quer recordar para todo o infinito e mais além. Foi PER-FEI-TA. Amei cada momento, cada segundo, mesmo quando era gozada e irritada e mesmo quando acordava mal-humorada e precisava de meia hora ao frio para me voltar a sentir feliz e em casa. Porque foi mesmo assim que me senti quase desde o primeiro momento: em casa, com um belo grupo, num belo país. Foi lindo! E não consegui fazer uma descrição exacta nem sequer próxima do quão mágico foi, a ninguém mesmo, porque só quem lá esteve é que pode imaginar e saber. E de resto... what happens in England, stays in England. Pelo menos quase tudo.
Não vou nunca esquecer nenhum momento, nem nenhuma pessoa.
Ficarão para sempre comigo: todos os momentos que passei com o João Renato e toda a nossa magia (mas para ele, haverá outros textos...), os alegres Buenos Dias Matosinhos! do Zé António logo pela manhã, o look sensual do Abel em Londres e as descrições dos climas que ele me fazia (o meu era sempre very hot xD), a primeira vez que consegui arrancar um sorriso ao Chico, a alegria e simpatia do Mateus, a enorme paixão do João pela guitarra e a sua enorme simpatia, as conversas sérias com o Diogo, o perfume marcante da Renata, a doçura da Raquel, a timidez da Inês Parente, as guitarradas espanholas do Maia e as 'estupidezes' que fazia todos os dias xD, o riso da Maria João, as palermices do Zé Diogo, o riso da Teresinha e as vezes em que partilhámos as Anna's, as massagens da Carolina no aeroporto, o 3x9=27 da Mariana e a sua loucura pelas compras, as conversações em inglês da Sara, o ar de "não-me-toques-que-me-desafinas" do Nuno, os sorrisos fugazes da Catarina, a personalidade maravilhosa da stôra Lígia, o pack lunch da stôra Lurdes e as peripécias pelas quais passava todos os dias, o look inconfundível da Rita, a tagarelice da Quiquinha, as brincadeiras com a Simplícia, as conversas marcantes com a Maria Pinto, as poucas palavras da Rita Soares, as trocas de olhares com a Susana após dois anos de zanga, as loucuras com a Marta, e claro, a presença sempre imprescindível e insubstituível dos meus "bodyguards" Manel e Tiago.
Foi muito, muito, muito, muito, muito, muito (...) BOM. Repetia cada segundo - e aproveitava melhor certos momentos :)

@

domingo, 14 de fevereiro de 2010

de partida ,


Estou de partida. Com destino marcado. E, (in)felizmente, com data de regresso. Uma semana inteira para mudar de ambiente, adaptar-me a um estilo de vida diferente; uma semana para os meus olhos se habituarem a caras diferentes e a cidades diferentes, para a minha boca se acostumar a falar inglês com verdadeiros ingleses.
A mala vai cheia de roupa, de saudades e de medo. Saudades dos que cá vão ficar e que, apesar de irem sempre no coração, gostava de levar comigo em pessoa, porque afinal de contas, todos os sítios são mais bonitos se os visitarmos acompanhados daqueles que amamos. E medo, medo de que este risco que estou a tomar não seja o mais correcto e que não só não seja o que eu quero, como também não seja o que eu preciso. Mas a mala também leva lá uma pequena reserva de esperança, que ainda nunca me abandonou. E claro, para além da máquina fotográfica, um diário de bordo onde vou anotar tudo o que me vier à cabeça, todas as minhas habituais oscilações de humor e afectos.
Fiz tudo o que devia antes de partir, despedi-me das pessoas com "até breve"s (porque odeio a palavra 'adeus'), desenhei um sorriso na cara e cá vou eu. Mas o coração está pesado, porque gostava de me ter despedido do João, gostava de saber que daqui a um bocadinho ele me ia telefonar e eu ia atender com um sorriso verdadeiro, ele ia gozar comigo e eu ia reconhecer no gozo a voz da ternura, ele ia dizer-me que tudo ia correr mal e eu saberia que era a maneira de ele dizer para eu não me preocupar, ele ia dizer-me que não tinha saudades e eu ia sentir que estava magoado por dentro com saudades, como eu... ele ia mandar-me beijinhos e ia aquecer-me por dentro. Há uns simples dois meses, isso aconteceria com toda a certeza. E hoje? Hoje, com toda a certeza que não vai acontecer. Mas a escolha não foi minha, e não vou deixar que isso afecte em demasia, a minha vontade de partir.
Parto, mas volto. E espero que o mundo cá mude para melhor, e que me receba de braços abertos, a dizer-me "Vais ser feliz aqui também". Acho que já mereço.

@

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

:)


( viva a renovação interior! mais um questionariozinho para descomprimir ^^ )

1. What is your current obsession?
Não diria que tenho uma 'obsessão' neste momento. Ou se a tenho, não sei dizer qual é. Na volta tenho várias.

2. What is your weirdest obsession?
Decorar toda e qualquer data que me marque, serve? Sou tipo agenda xD

3. What do you see outside your window?
Neste momento, nada, porque está fechada xD Mas, desta janela, costumo ver um bocadinho do meu jardim, arbustos, o muro, um bocadinho do quintal do vizinho e a sua biblioteca.

4. What is your favourite colour?
Rosa, rosa, rosa, rosa, rosa, rosa, rosa (...) Desde sempre, para sempre! AHAH xD

5. What is your weakness?
Ui, são tantas. Mas para resumir, o chocolate. E ele.

6. What animal would you be?
Um gato - uma gata, vá. Ou um passarinho fofinho para poder voar daqui para fora quando me apetecesse (e havia de ser algo frequente).

7. What would you like to learn how to do?
Gostava de aprender a fazer muita coisa! Por exemplo, a deixar partir pessoas que (já) não querem ficar. Aprender a esquecer com mais facilidade. Aprender a não dar valor a quem não merece - e aqui incluem-se vários dos meus amigos, inclusivamente alguns que estão a ler isto neste momento.

8. What do you want to never happen in life?
Ficar sozinha - tem vários sentidos esta resposta.

9. What's on your bedside table?
Uma caixinha cheia de brincos, colares e coisas que não uso há imenso tempo. O meu candeeiro. O meu antigo telemóvel que serve de despertador. O livro que ando a ler (The Sweetness At The Bottom Of The Pie - Buckshaw Chronicles, de Alan Bradley).

10. What's the last thing you bought?
Umas botas para (tentar) combater o clima horrendo de Inglaterra que terei de suportar até dia 21 :p

11. What do you think about the person who tagged you?
Oh, o Afonsozinho é um querido :3 E eu gosto muito dele (L)

12. What was your favourite children's book?
EISH, sei lá! Passava a vida a ler xD Imagino que fosse Cinderela, Branca de Neve, ou coisa assim. Adorava princesas :)

13. Who do you want to meet in person?
A Andreia, claro :) E o Johnny Deep, e o Orlando Bloom (a)

14. What did you want to be as a child?
Professora, imagine-se x)

15. What did you dream about last night?
Incrivelmente desta vez não sonhei com o João. Mas sonhei com o meu querido Miguel. Uh. Os pormenores ficam só para mim :$

16. Which do you prefer, day or night?
Ambos têm os seus prós e contras. Neste momento, e porque daqui a pouco vou sair para o ensaio de Teatro, prefiro a noite.

17. What's your favorite piece of clothing in your closet?
Como não sou capaz de escolher só uma, diria a minha sweat da WESC *.* , as minhas NIKE 6.0 e o vestido que usei na passagem de ano (e que ando à procura de uma oportundidade para voltar a usar).

18. What's your plan for tomorrow?
Não tenho planos concretos porque não conto sair de casa. Mas há uma coisa que tenho, impreterivelmente, de fazer: A MALA! :D

19. What would you like to get on your hands right now?
As mãos de uma pessoa que eu cá sei.

20. What is your must-have of the moment?
Sei lá. Não tenho must-have's. Mas gosto muito das minhas botas novas.

21. What is your favourite tea flavour?
Ice-Tea de Manga xD qualquer outro tipo de chá é "mal-vindo"!

22. If you could go anywhere in the world right now, where would you go?
Para um sítio quentinho, tipo Hawaii ou Brásiu 8D Mas se pudesse mesmo ir anywhere, provavelmente escolheria ir everywhere e dava a volta ao mundo. Sozinha ou bem acompanhada.

*

( não estive na sua presença o dia todo, e confesso que adorei, adorei, adorei; gostava que todos os dias fossem assim. foi mesmo bom uma mudança para variar. assim não me chateei comigo própria por me manter calada quando o que mais quero é explodir, porque há certas atitudes que me irritam mais e mais a cada dia que passa.)

@

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

(re)descoberta ,


Sabes meu querido, hoje descobri que não só posso, como quero ser feliz sem ti. Foram dez meses a correr atrás de uma miragem. Foram dez meses a não querer ouvir a voz da razão: seis deles a ouvir a voz do coração. Foram dez meses encantada pela beleza: seis deles a ver a tua beleza a ser cada vez mais manchada e estragada pelos inúmeros defeitos. Foi muito tempo, mais do que tu merecias. Mas agora, finalmente, as coisas mudaram: eu mudei! E tu, ficas pelo caminho. Não temos futuro juntos nem quero um futuro contigo. É assim que me despeço meu amor. Hoje, foi de facto o FIM :)

( já escrevi isto muitas vezes e tu dás-me sempre a volta, mas agora acabou mesmo e tu sabes. já desapareceste de mim... )

@

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

tenho saudades tuas ,


Não sabia que precisava de ti até te encontrar. Amei-te, tanto! E não sabia que conseguia viver sem ti até te perder.
E hoje, dez meses e cinco dias passados desde que me disseste "Sim. Gosto dela. Mais do que alguma vez gostei de alguém." e me partiste o coração mais do que alguém pode imaginar, ainda tenho saudades tuas. Agora sei que continuo a precisar de ti. E que não quero viver sem ti - apesar de o conseguir. Eu gosto muito de ti - não te amo, mas nunca te esqueci. Nem nunca encontrei ninguém como tu.
Sabes, hoje apercebi-me de que só te irei esquecer no momento em que encontrar alguém que eu possa amar tanto quanto te amei a ti, ou até mais; até lá, continuarei a comparar aos teus todos os beijos que me dão, todas as bocas que beijo, todas as mãos que se entrelaçam nas minhas, todos os braços que me apertam, todos os abraços que recebo, todos os corpos que sinto. Até encontrar alguém que ocupe o meu coração como tu o conseguiste, até encontrar alguém que me preencha não só física, mas também (e sobretudo) emocional e psicologicamente, como tu fizeste, até encontrar alguém que me prenda de tal forma que, mesmo que decida partir, fique sempre... até encontrar esse príncipe encantado desaparecido, vou lembrar-te sempre, e uma parte de mim vai desejar-te sempre e sentir sempre saudades tuas.
Há dias e dias e hoje foi um mau dia, e lembrei-me de ti como faço sempre que os dias são maus. Não me perguntes porquê, mas é nestes dias que te quero mais. Como se sentisse que se hoje viesses procurar-me, o meu dia ficaria melhor e far-me-ias feliz de novo. É nos maus dias que mais me fazes falta, porque sei que ainda tens o poder de me tocar e tornar tudo mais bonito.
Sabes uma coisa, meu amor? Eu lá no fundo gosto muito, muito de ti. Apesar de nem sempre o mostrar. Apesar de me parecer que tu não queres e, sobretudo, não te interessas pelo que eu sinto ou deixo de sentir. Lá no fundo, sei que foste o amor da minha vida - até agora. Lá no fundo... gostava de te dizer que ainda te amo. Mesmo que não seja verdade, sabia tão bem dizê-lo, que acho que me faria mais feliz agora, também. Amo-te. É uma palavra tão bonita: a m o - t e. Ainda a sei escrever, ainda a sei dizer, e nunca a disse a ninguém, depois de ti. E sei que se tu quisesses, a coisa mais fácil do mundo seria (re)aprender a senti-la, também. Bastava estalares os dedos. E eu amava-te outra vez... com tudo, por tudo, contra tudo, apesar de tudo... como sempre.

( é em momentos como este que me sinto louca. não sei como ainda sou capaz de dizer estas coisas. )

@

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Rio ,


O Pedro Rio? O Pedro Rio faz hoje 25 anos. O Pedro Rio tem olhos verdes e um sorriso muito querido. O Pedro Rio tem um gato chamado Riscas que pesa 6kg e é panisgas. O Pedro Rio toca baixo. O Pedro Rio já fez parte de várias bandas, incluindo os Tetris, e agora faz parte do projecto Senhor Inominável. Quando tinha 16 anos, o Pedro Rio escreveu uma música chamada Luar Vermelho da qual não gosta de ouvir falar. O Pedro Rio é advogado (ainda em estágio). O Pedro Rio é benfiquista, e eu não. O Pedro Rio fuma, e eu não. O Pedro Rio gosta de vinho e de cerveja, e eu não. O Pedro Rio gosta de Ornatos Violeta e de Franz Ferninand, como eu. O Pedro Rio quer que o Filipe ganhe os Ídolos, como eu. O Pedro Rio gosta de gozar com as pessoas, como eu. O Pedro Rio conheceu-me há seis meses e cinco dias, e curiosamente eu também o conheci há seis meses e cinco dias. O Pedro Rio já conversou comigo muitas vezes, assim como eu já conversei com ele muitas vezes. Eu gosto muito do Pedro Rio. E gosto de pensar que o Pedro Rio também gosta de mim. O Pedro Rio é todas estas palavras e descrições, e é muito mais. O Pedro Rio é uma pessoa espectacular e eu adoro-o «3

@

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Cinderella ,


Uma vez mais, os sonhos diluíram-se no nada. No nada que eu sou. Porque neste momento, não me sinto nada... nem sequer me sinto. Mas estou viva, estou aqui... isso eu sei.
E sei que mais uma vez sofri uma desiluão, que lá no fundo até já esperava, mas que não queria acreditar que fosse verdade. Mas suponho que a vida seja isto mesmo, esta mistura de encontros e desencontros, altos e baixos, voos e quedas.
O que mais dói é ver os meus sonhos, construídos pouco a pouco e com muito cuidado, o coração entregando-se a medo, a serem levados por uma súbita (mas, repito, de certo modo já esperada) rajada de vento que partiu o meu castelo de cristal e levou o pó dos poucos cacos que sobraram.
E eu, que estava lá dentro, vi o meu mundo cair sobre mim, outra vez. E não esperava que doesse tanto, isso eu não esperava. Pensei que seria só mais uma pequena dor, não uma facada no coração. E eu, que estava lá dentro... lá fiquei. Quieta. Com as mãos sobre a cabeça, a proteger-me da explosão e a chorar ao mesmo tempo. À espera que a tempestade passasse. E eu, que estava lá dentro... ainda lá (cá) estou. Qual Cinderela que perdeu o sapatinho, e sabe que o príncipe, este príncipe encantado, tão perfeito por fora, não vai voltar. Nunca mais.

( a foto é da autoria de Cláudia Andrade, 02.01.2010 @ todos os direitos reservados.
obrigada minha querida pela bela sugestão de eu utilizar as tuas belas fotos para ilustrar os meus desabafos. )


@

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

over over over over SO over ,

se havia coisa da qual eu não estava à espera, era disto, mas suponho que uma vez mais provaste que contigo nunca se sabe. nunca se pode confiar nem esperar. e doeu, doeu tanto! mais uma 'facada' no coração. e não posso reclamar muito. mas desta vez, meu amor, desta vez aprendi, oh se aprendi! e tenho apenas mais uma palavra a dizer àquele "nós" que eu sempre quis e nunca, na verdade, existiu: adeus! para mim ACABOU!

@

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

passatempo ,

( a Cherry enviou-me o questionário e eu decidi fazê-lo para quebrar a monotonia e a onda deprimente dos últimos tempos. )

1.
Quem foi a última pessoa que te disse "amo-te"? A minha Catarina :')
2. Lamentas-te muitas vezes? Há quem diga que sim, bastantes.
3. És tímido ou extrovertido? Depende muito da situação e da companhia, mas acho que sou mais para o tímido.
4. És um rapaz ou uma rapariga? Da última vez que verifiquei, era uma rapariga xD
5. Qual é o estado da tua relação? Não é.
6. Como queres morrer? Rapidamente, sem dor, sem me aperceber. E daqui a muiiiiiiito tempo.
7. Qual foi a última coisa que comeste? Chocolate.
8. Fazes algum desporto? Só em Educação Física. Os meus joelhos decidiram que não dão para mais nada.
9. Róis as unhas? Por muito que queira não posso, são falsas!
10. Quando foi a tua última luta física? Não está muito nos meus hábitos, lutar fisicamente xD
11. Tens atitude? Gosto de pensar que sim.
12. Gostas de alguém? De muita gente e de mais um.
13. Qual o teu verdadeiro nome? Inês :)
14. Odeias alguém neste momento? Muito mesmo!
15. Sentes a falta de algo? Sim, imenso. E de "alguém", também.
16. Tens animais de estimação? Infelizmente (já) não.
17. Como te sentes hoje? Com energia a precisar de ser gasta e cheia de saudades.
18. Já comeste num carro em que alguém ou tu estava a conduzir? Já, tantas vezes.
19. Tens medo de aranhas? Sim. E odeio qualquer outro insecto/bicho nojento que possa existir e aparecer-me à frente.
20. Se te dessem a oportunidade de voltar atrás, tu voltavas? Gostava de poder dizer que não, mas a verdade é que voltava, agora mesmo.
21. Lamentas alguma coisa no teu passado? Não, que me lembre.
22. Quais os teus planos para este fim de semana? Estudar, maioritariamente. Mas na sexta à noite há teatro, e no sábado o jantar de anos do meu Pedro Rio que eu adoroooo e de quem tenho morrido de saudades (LLL)
23. Queres ter filhos? Quantos? Acho que sim, vamos lá ver, uns dois ou três no máximo.
24. Já alguma vez beijaste alguém cujo nome comece por um M? AHAHAH, esta pergunta é, no mínimo, irónica, no dia de hoje. Sim, já.
25. Tens piercings? Não.
26. Consegues falar bem? Oh meu Deus xD Sim, às vezes bem demais até.
27. Sentes falta de alguém do teu passado? Sim, sinto. Muita até.
28. Já fizeste alguma festa do pijama? Em minha casa, não. Mas já fui a muitas.
29. Já alguma vez estiveste em cima de um cavalo? Woow, parece estranho mas não.
30. Já beijaste alguém nojento? Não, felizmente não.
31. Já partiste o coração de alguém? Sim, suponho que sim.
32. Já alguma vez foste enganado? Sim, de várias maneiras por várias pessoas.
33. Já alguma vez fizeste o teu namorado chorar? Não tenho namorado, mas olhando em retrospectiva, não, acho que não.
34. Queres viver com alguém sem casar? Sim, tudo a seu tempo.
35. O que devias estar a fazer? Estudar Geografia e Filosofia.
36. Já gostaste tanto de alguém que até magoasse? Sim, está a doer agora mesmo.
37. Tens namorado? Não.
38. Qual é a tua cor favorita? Rosa, rosa, rosa!
39. Já alguma vez mudaste de roupa dentro de um veículo? Sim, tantas vezes.
40. Confias facilmente nas pessoas? Confio... demasiado facilmente.
41. Tens uma boa relação com os teus pais? Achava que sim, mas agora não sei.
42. Qual foi a última pessoa que te viu chorar? A Lili, o Tiago e a Joana.
43. Dás segundas hipóteses facilmente? Depende da pessoa e do que me fez quando estragou a primeira oportunidade que teve.
44. É mais fácil perdoar ou esquecer? Perdoar, sem a menor dúvida.
45. Este é o melhor ano da tua vida? Eu queria muito que fosse, mas até agora, (ainda) não.
46. Qual o nome que te chamavam em criança? Néné -.-'
47. Já alguma vez foste para algum sítio completamente despido? Já, geralmente para o chuveiro/banheira xD E também para o mar, de vez em quando, no Verão e de noite, com a Tita e a Lili xD
48. Acreditas que tudo acontece por um motivo? Sim, acredito. Mas nem sempre é fácil encontrar esse tal motivo.
49. Qual é a última coisa que tu fazes antes de te deitar? Tiro os óculos (-.-).
50. Já alguma vez tiveste fora do país? UI, tantas!
51. Alguma vez jogaste DS? Não, por acaso não.
52. Estás a ouvir música neste momento? Não, por acaso não.
53. Gostas de comida chinesa? Nãaaao :x (vá, talvez de um ou outro prato, mas é raro)
54. Tens medo do escuro? De muito escuro, até tenho.
55. Nunca fazes batota? Só quando jogo qualquer coisa contra o meu irmão. E às vezes no UNO, mas é raro xD
56. És rancoroso? Devo confessar que sim, até sou. Não muiiito. Mas sou.
57. Consegues manter sapatos brancos limpos? Não tenho sapatos brancos. Mas suponho que para mim seria difícil, devido às minhas companhias xD
58. Acreditas no verdadeiro amor? Sim, com todas as forças... com todo o coração, acredito.
59. Gostas de sair à noite? Oui, claro.
60. Queres-te casar? Sim, acho que sim.
61. É amoroso quando um rapaz te trata por "bebé"? Depende. Geralmente acho vulgar, acho 'piroso', mas já adorei, há uns meses, ser tratada assim.
62. Estás com fome? Acabei de jantar. Mas não dizia que não a uma sobremesa xD
63. O que te faz feliz? Tudo e nada. Neste momento, nada.
64. Mudavas o teu nome? Não não, adoro o meu nome. :D
65. Gostavas de ir aos Pirenéus? Até gostava, agora no Inverno.
66. Vês as notícias? Não faço questão. Infelizmente.
67. Qual é o teu signo? Virgem (a)
68. Gostas de andar de metro? Não desgosto.
69. Foi difícil beijar a última pessoa que beijaste? Não, porque queria bastante e porque estava bêbeda (passagem de ano é o que dá) xD Mas não foi o melhor beijo da minha vida.
70. O teu melhor amigo do sexo oposto gosta de ti, o que fazes? Ui, agora surgiram-me imagens desagradáveis :x Não sei, ia ser MUITO estranho e espero que nunca aconteça. Porque quase de certeza que se iria estragar a amizade, nunca sei lidar com coisas destas.
71. Gostas de falar com os teus amigos? Wow, que pergunta mais estúpida xD É ÓBVIO, senão que sentido é que fazia ser amiga deles?
72. Já alguma vez fingiste não ver alguém que conhecias? Euuuu? Nunca na vida xD Só uma vez por dia, ou mais!
73. És teimoso? MUITO!
74. Qual foi a última pessoa do sexo oposto que falou contigo? Pessoalmente, o meu pai. Virtualmente, o Adolfo. E por mensagens, o Huguinho.
75. Faz diferença que a pessoa com quem namoras fume? Não aprecio muito, confesso. Mas se tivesse de ser, então pronto.
76. Qual foi a última pessoa com quem tiveste uma conversa depressiva? O Tiago, é sempre o Tiago.
77. Qual a tua música favorita? Tenho várias. Agora agora agora, a do meu blog.

@

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

wake up , honey .


Acho que a única pessoa que ainda não percebeu que estou a perder preciosos momentos do meu tempo completamente em vão... sou eu.
De que me serve continuar a lutar por um sonho que tem forma e cor e consistência e até um corpo, se no fundo ele nada mais é do que uma miragem? De que me serve persistir nesta estupidez à qual chamo, à falta de melhor palavra, loucura, se até eu começo a perceber que não vale a pena, que ele não vale a pena, que aquela noite, apesar de ter valido a pena, foi apenas um acontecimento que eu valorizei, mas que não passou de apenas uma noite diferente, para ele?
Eu disse há uns meses, e repito, que o que me doeu não foi ter sido "a outra", porque tudo o que eu fiz foi feito em plena consciência. O que doeu - e ainda dói, agora dói mais, até - foi ter sido apenas "só mais uma", uma de muitas, uma de tantas outras que, tal como eu, ficaram abandonadas pelo caminho, encantadas por uma miragem, um oásis de perfeição que se revela depois imprestável... pelo menos no que toca ao que está lá dentro, no coração. (terás coração?)
Não, não, NÃO! Não quero mais, isto tem que acabar! Não sei como, não sei quando, não sei nada, mas isto tem de acabar! Não posso permitir-me chorar por ti, não posso descer a esse estado de desespero outra vez, não por ti, não posso, não posso! Não quero! E não vou... Não vou.
Hoje, não sei ao certo porquê, consegui olhar para a situação de uma forma objectiva, e vi a minha estupidez toda por ter acreditado ser possível mudar-te e fazer-te olhar para mim com olhos de ver. Vi-te a ti, longe e distante e no teu mundo, completamente afastado do meu. E vi que não dá, não dá mais. E uma vez mais - porque já estivemos antes nesta situação - entrego as minhas armas e digo adeus. Não vale(s) a pena, vou desistir para não me magoar. E não se trata de cobardia ou medo, trata-se de pura inteligência.

( desconfio que este texto hoje saiu direitinho das lágrimas que me escorrem pela cara e me vão lavando a alma. quem sabe amanhã não escreverei qualquer coisa diferente. talvez baste que olhes para mim para o mundo mudar outra vez .. )

@

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

she means so damn much ,


Hoje não tenho nada para dizer a não ser que tenho imensas saudades da minha melhor amiga. Estou a repetir-me pela 2934734634893ª vez, mas não faz mal: EU AMO A MINHA MELHOR AMIGA, incondicionalmente, continuamente, loucamente, eternamente! Ela sim, vale a pena. Ela sim, é o meu porto de abrigo. Ela sim, é a minha metade. Eu amo a minha VanessaDanielaRibeiroBorges e amo estas conversas telefónicas, eu amo as qualidades e os defeitos dela, eu amo a personalidade e os olhos dela, eu amo-a toda, de cima a baixo, por dentro e por fora. Conseguiu, em dez minutos, fazer-me mais feliz do que qualquer outra pessoa nas últimas duas semanas.
És-me imenso, foda-se! És tudo! SEMPRE.

( ambas odiamos a foto, mas é um ódio positivo, estamos lá as duas e é o que conta :D )

@

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

surviving ,


Eu pensava ter atingido um porto seguro, um local calmo onde estivesse abrigada de ventos e tempestades, onde os dias não custassem a passar e fossem preenchidos por inesperados, as coisas boas e os inevitáveis percalços de adolescente. Pensava mesmo que tinha encontrado o meu equilíbrio, a minha segurança... a minha paz.
Parece que estava enganada, uma vez mais, uma de tantas vezes, mais um de tantos enganos, de tantas (des)ilusões que já sofri. Sempre me levantei após cair, sempre lutei sem desistir, sempre recuperei das derrotas e das perdas que fui sofrendo ao longo destes dezasseis anos (e mais uns meses). Sempre. Mas agora? Agora já não tenho força nem vontade de me levantar daqui e de partir para a luta, para mais uma luta. Não sou capaz, não quero... sobretudo não consigo.
Sinto que ando a perder tudo, a pouco e pouco. As pessoas desiludem-me todos os dias. Umas afastam-se sem explicar porquê. Outras nem se dignam a deixar-me aproximar. Outras rebaixam sem se preocupar com a dor que causam. Outras encontram novas pessoas e esquecem-se das antigas. A vida é feita de escolhas, e eu não me sinto como sendo a escolha de ninguém. E até aguentaria bem essa situação, se tivesse os meus melhores amigos comigo, ao meu lado, se os sentisse bem perto como sempre e se me conseguisse refugiar neles para esquecer o resto. Mas não, também não sou a escolha deles. Passo com eles as manhãs e as tardes, por vezes as noites, todos os intervalos, todas as aulas, trocam-se bilhetinhos e mensagens, conversas e ideias, e não me sinto parte deles. Sinto-me, isso sim, à parte. Isolada. Longe. E ninguém me alcança - talvez porque ninguém tenta ou simplesmente ninguém quer. Por isso suponho que esta seja mais uma prova, mais um obstáculo a ultrapassar. Mais uma provação. Só que... não consigo...
É mesmo triste. Quando comecei a viver de novo, mais um turbilhão e os verbos viver e aproveitar evaporaram-se no nada. Agora, vou sobrevivendo como posso, à espera do dia em que vou voltar a apreciar as pequenas coisas da vida, os raios de sol, os gemidos do vento, as gotas da chuva, o som do mar, a calma da praia, um simples abraço ou até um sorriso. Essas pequenas coisas que habitualmente me fazem feliz e que agora nem sequer me dão ânimo.
Espero que um dia destes o rumo se volte a alterar.

*

( estou cansada das atitudes dela(s). magoa(m)-me tanto e nem percebe(m). ou então faz(em) de propósito! já acredito em qualquer coisa... )

@

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

sempre ,

Hoje tinha de escrever para ti, meu amor... Meu amor? Será que ainda posso chamar-te assim? Provavelmente não. Já não é válido e provavelmente aos teus olhos seria um abuso (mais um). Mas... os teus olhos não estão a ler este texto. Portanto... meu amor, hoje tinha de te escrever.
Eu sei que já ninguém compreende porque continuo a escrever-te se já não me lês, porque insisto em não te deixar partir quando já me libertaste há tanto tempo, porque continuo a ficar contente e emocionada quando me sorris ou simplesmente quando dás pela minha presença. Nem eu própria compreendo. Depois de tanta dor e tantas lágrimas que continuo a achar, de certa forma, imerecidas, provavelmente a maioria das pessoas faria uso da sua sensatez e esquecia o assunto de uma vez. Mas eu não sou assim: talvez me falte a sensatez ou simplesmente esse verbo "esquecer" seja desconhecido para mim e para o meu coração. Não sei... nem interessa.
O que interessa é que o dia de hoje, por motivos bons e maus, não poderia passar em branco. Até porque pela primeira vez em mais de seis meses conseguimos manter uma conversa, sobre nada em especial (o Tacadas é, de facto, desinteressante...). É certo que foi muito pouco, quase nada, mas foi uma conversa civilizada e calma, normal e de certo modo reconfortante. E ninguém percebeu ou valorizou esse facto quando eu fiquei feliz. Mas depois de dois anos e meio, acho que era necessário valorizar - e para te dar valor sempre estive pronta, acredita!...
Enfim, já estou a perder o rumo ao que queria dizer, de facto já nem sei o que queria dizer. Estava a escrever apenas porque sim, porque senti que precisava. E já saciei esta necessidade. O que (ainda) tenho para te dizer, vou guardar só para mim - talvez um dia consiga finalmente confessá-lo. A ti.

@

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

omnipresença ,


Juro que adorava, adorava ser omnipotente, omnipresente e, sobretudo, omnisciente.
Fosse eu omnipotente, e conseguia logo ganhar coragem para fazer uma data de coisas que não só queria, como precisava de fazer.
E quanto à omnipresença, neste preciso momento precisava de estar em pelo menos três ou quatro sítios ao mesmo tempo, não tanto por curiosidade, mas mais com o intuito de resolver estas dúvidas malditas que não se desvanecem. Ir longe para consolar um e perceber o que se passa afinal, estar perto para poder observar as movimentações furtivas de certas personagens e descobrir possíveis ligações, estar dentro para poder ler o coração. Estar com ele para poder dizer-lhe o que gostava.
Mas a omnisciência... ai! Se eu pudesse obter respostas a todas estas perguntas que me consomem e destroem, estaria agora muito mais calma. Só para não dizer feliz, porque cada vez mais me apercebo do quão relativa é a felicidade e do quão rápido escorre por entre os dedos. Por isso já nem peço felicidade, peço respostas. Só quando as tiver poderei lutar pela felicidade.

(a loucura está a tirar-me a capacidade de escrever um texto coerente.)

@

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

incomplete ,

Esperar é reconhecer-se incompleto.


Estou tão confusa.
Desde há uns dias atrás, tenho vivido num mundo quase paralelo, quase irreal, quase fantástico, feito de sonhos e, quem sabe, ilusões, feito de esperanças e desejos e vontades e lembranças. Tenho vivido num mundo só meu e onde ainda não deixei ninguém entrar, porque desta vez, e pela primeira vez em muito tempo, não consigo abrir-me e contar tudo o que vai cá dentro.
Tenho medo, medo de mim, medo do que sinto, medo do que quero, medo do que sonho e medo do que penso. Tenho medo do coração que se acelera de repente, das mãos que tremem, dos olhos que brilham, do sorriso que se rasga. Tenho medo que reparem que, quase inconscientemente, o procuro em cada intervalo, que os meus sentidos se põem em alerta de cada vez que o pressinto, que passeio sem destino para o ver. E tudo isto sem o amar. O que faria se gostasse mesmo dele?
Já estive aqui. Já senti tudo isto, até mais intensamente. Já desejei e quis e esperei... e desisti porque senti que a derrota era certa. Pensei ter aprendido a lição há uns meses atrás, pensei estar recuperada da fraqueza e das ilusões sucessivas. Mas pelos vistos, não... ainda não. Como todas as pessoas que me marcam ou marcaram em tempos, não sou capaz de me manter indiferente à presença dele, à passagem dele, ao sorriso dele, aos olhos dele.
Eu sabia que me estava a meter numa situação perigosa. E sei que tenho de sair dela. Até porque não me posso esquecer que tu nunca me completas... há sempre uma peça do puzzle que fica por encontrar...

@

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

loucura!


Eu esforço-me por entender as pessoas, juro que sim. Eu esforço-me por compreender os seus pontos de vista e por perceber as suas atitudes, mesmo as mais descabidas. Eu tento não me irritar com a parvoíce e com a falta de inteligência de muitos dos que me rodeiam, eu tento lembrar-me que estamos todos na famosa "idade do armário" e que as reacções parvas são normais porque cada um de nós vê o mundo à sua maneira, e todas essas maneiras são diferentes umas das outras. Eu juro, juro que tento. Mas às vezes não dá! Pura e simplesmente não dá... e hoje foi um desses dias. Em que não deu.
Não estou para ouvir e calar, para aturar estupidez e fingir que está tudo bem, não estou para dizer às pessoas o que sinto e ouvir respostas irónicas, mordazes ou, pior, indiferentes. Não estou para me cansar a expôr-me a quem me responde por monossílabos, a quem não se digna sequer a prestar-me mais do que uns segundos de atenção. Eu gosto muito de ti, eu adoro-te e és grande parte do meu mundo, és-me essencial, não vivo sem ti e tu sabes disso, mas se tens os teus dias maus, eu também tenho os meus, e hoje simplesmente cansei-me disto tudo. Descarreguei em ti e se calhar não o merecias, se calhar foste a pessoa certa no tempo errado, se calhar foste a pessoa errada no tempo certo, não sei, já não sei nada, o que sei é que nos chateámos e eu não queria. Nenhum de nós está bem e a solução foi lançarmos tudo um contra o outro para acalmar as almas revoltadas. Mas tudo bem. Depois do ataque de choro e da raiva, tudo passa e voltas com os teus sorrisos e palavras de mel. Ou assim espero.

@

domingo, 10 de janeiro de 2010

I still wonder,



Ultimamente tenho pensado muito em ti. Porque será que me é tão mais fácil escrever sobre ti do que sobre qualquer outra pessoa, mesmo passados estes nove meses sem te ter? Porque será que continuas a fazer o meu coração bater mais forte quando passas por mim e sorris, ou das raras vezes em que falas comigo? Porque continuas a exercer este tão grande poder sobre mim, que me faz comparar todos os outros contigo, e me impede de me apaixonar a sério por alguém? Porquê?
Toda esta situação é uma injustiça... como sempre foi. Porque fui sempre eu que amei mais, que quis mais, que senti mais, que desejei mais, que precisei mais, que pedi mais, que sofri mais, que chorei mais, que me desiludi mais... fui sempre, sempre eu. Tu? Nem sei bem o que sentias. Se sentias. Porque foram tantas as vezes em que eu sentia que fugias às palavras que não querias ler, e que te escondias da pessoa com quem nem sempre querias estar.
Talvez seja por tudo isto (e mais ainda) que continuo a pensar em ti e a escrever-te sempre, mesmo sabendo que não me lês.
Queria saber se ainda pensas em mim, se sabes que eu existo e que estou aqui. Se guardas as fotos minhas que um dia pediste - se as olhas de vez em quando como eu faço com as tuas! Se te lembras do nosso cantinho especial - se relembras os meus olhos, o meu sorriso, os meus braços, as nossas gargalhadas, as nossas conversas, os nossos abraços e beijos, como eu faço sempre que passo nesse sítio! Se olhas para o telemóvel e pensas em mim de vez em quando - porque já não recebes uma mensagem minha há meses! Se te recordas do meu cheiro, da minha roupa, do meu toque, da minha presença - como eu me lembro do teu perfume, das tuas mãos em mim, dos teus braços a apertar-me contra ti... da tua boca!
Gostava de voltar a ter uma conversa contigo, uma conversa séria e a sós, em que pudesse dizer-te tudo aquilo que, há uns meses atrás, os sentimentos me impediram de dizer. Gostava de voltar a receber um sorriso teu só para mim, um sorriso verdadeiro e não de circunstância. Gostava de te voltar a abraçar, pela última vez, quem sabe. Gostava de saber que te lembras de mim com algum carinho e não com remorsos ou raiva. Gostava de fazer parte da tua vida... ainda... sempre...

@

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

2010 ,

É o primeiro post de 2010 e a disposição para a escrita é pouca ou nenhuma, devo confessar.
Estou de volta às aulas e não me sinto nada feliz, as pessoas estão diferentes mas iguais, ou então fui eu que mudei e não dei por ela. Sei que estou marcada por certas coisas, certos momentos que foram muito bons, e preciso de falar sobre eles ou então vou explodir. Posso parecer calma, controlada e até feliz, mas por dentro não estou, e ninguém sabe ou compreende como me sinto, porque ninguém percebe esta 'relação', ninguém consegue ver a quantidade de saudades que tenho e que não posso consumir. Por isso calo-me o mais que posso e tento não chatear - eu sei que falo muito, mais do que devia talvez, mas não o considero (sempre) um defeito. E é a única maneira de não deprimir, já que a escrita não me ajuda porque me faz pensar, e se penso estrago a calma, quer a aparente quer a pouca que vou conseguindo cá por dentro. Enfim, escrevi muito para não dizer nada. E só tenho três frases:
Adorei.
Não me arrependo de nada.
Repetia cada segundo.

@

domingo, 27 de dezembro de 2009

:(

Tinha prometido a mim própria que desta vez não ia criar expectativas. Que não ia sonhar demasiado alto. Que não ia esperar ansiosamente por algo que não só não era certo, como nem sequer era ainda provável. Mas eu já devia conhecer-me... já devia saber que sou demasiado sonhadora para conseguir manter os pés no chão por muito tempo. Não que não seja capaz - sou, consigo ser bastante realista quando quero. Mas desta vez... desta vez não deu. A realizar-se, este sonho far-me-ia feliz, felicíssima, radiante de tanta felicidade, durante uns dias. A realizar-se, pôr-me-ia em êxtase quase completo. Mas é o que eu digo: a vida tem prazer em trocar-me as voltas! Em roubar-me a felicidade... em destruir-me os sonhos... e hoje não foi uma excepção.
Foi um Natal marcado por lágrimas. Gostaria de poder dizer que, apesar disto, estou feliz, e que foi apenas mais um golpe de azar... mas a verdade é que não foi. Foi uma dor bem ardente. Não queria que as coisas tivessem sido assim, mas suponho que no final, as pessoas desiludem-nos sempre.

@