Saí de casa às 9h e regressei às 17h30. Um dia normal de trabalho - se não tivesse percorrido meio Porto, com uma câmara de filmar e um tripé às costas em parte do caminho, com chuva em metade do tempo. E durante todas essas horas, nunca estive sozinha. Cheguei a casa, e apesar de estar no meu quarto, não estou realmente sozinha. E cansa.
Não gosto de solidão. Mas gosto de ter pelo menos uma ou duas horas no meu dia só para mim, sem falar com ninguém, sem ouvir ninguém, sem ver ninguém. Eu, as minhas séries, o meu blog... tudo o que me apetecer fazer, mas sem mais ninguém por perto. E hoje foi um daqueles dias em que isso foi impossível de acontecer, e ainda que seja só um dia em muitos, é frustrante.
Prezo muito a minha liberdade. É por isso que o tempo custa tanto a passar - porque cada vez se aproxima mais o dia em que a vou finalmente obter. E nem isso me anima, hoje.
Cinquenta e seis.
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